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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Anomalisa (Animação)

Uma amiga minha me indicou esse filme, porque ela queria muito discuti-lo com alguém. Sinceramente, não é uma das melhores animações do mundo. Eu fiquei super incomodada com aqueles olhos, apesar de a história trazer de forma nua e crua a vida de um cara solitário mesmo convivendo com várias pessoas.

Título: Anomalisa
Direção: Charlie Kaufman; Duke Jhonson
Roteiro: Charlie Kaufman
Gênero: Comédia, Drama, Romance
Publicação: Animação (2015)
Nota♥♥♥

Anomalisa, animação norte-americana (2015)

Sinopse: O filme conta a história de Michael Stone, um escritor de best seller que viaja até Cincinatti (Ohio) para dar uma palestra. Entretanto, Michael parece estar cansado de sua vida e todas as pessoas para ele parecem as mesmas, são todas iguais e sem graça. Michael está saturado, cansado das pessoas, cansado de sua vida e necessitando de uma válvula de escape. Para tentar fugir um pouco da realidade, ele resolve ligar para uma antiga paixão sua, Bella, mas as coisas não saem como ele planejou. Entretanto, numa coincidência do destino, ele conhece Emily e Lisa, após sair do quarto transtornado atrás da incrível voz que ele escutara de seu quarto. E ao encontrar a dona dessa voz, fica extremamente encantado ao descobrir que no mundo todo, ele conseguiu encontrar alguém como ele. E percebe que não quer perdê-la.



Lisa tem uma voz diferente dos demais e se destaca na multidão. Isso faz com que Michael fique fascinado por ela. Lisa é meiga, simpática, cativante, entretanto, sua baixa autoestima a faz acreditar que não tem valor nenhum no mundo. Além disso, ela está acostumada ao fato de todos os homens se interessarem pela sua amiga Emily. Outro ponto que contribui para a sua baixa autoestima é uma cicatriz que ela tem no rosto. Algo bastante simbólico. Lisa não tem apenas a voz diferente da multidão, ela é a única que tem uma marca que a diferencia de qualquer um no mundo.




Apesar de ter sido "eleito" por muitos críticos como o filme mais humano do ano, eu particularmente não gostei muito dessa animação. A temática é bastante interessante. Tratar de temas como isolamento, alienação é algo bem delicado, mas Anomalisa soube fazer isso muito bem. A necessidade de encontrar alguém especial, alguém que se destaque na multidão pode ser um vício que não leva a lugar nenhum. Michael se apaixona imediatamente por Lisa, a quem apelida carinhosamente de Anomalisa, entretanto, o que torna algo ou alguém especial para nós? No final, tudo é uma questão de tempo até que se perca o interesse por esse algo/alguém especial e mais uma vez se inicie a busca por outro alguém especial para preencher esse vazio e assim sucessivamente.




O filme é uma animação que não é recomendada para crianças. Além disso, trata de temas voltados para um público mais adulto. Além disso, o filme traz de forma delicada e simples um homem de meia idade, bem sucedido, que está insatisfeito e infeliz. Apesar da delicadeza e simplicidade com que o filme é trabalhado, percebe-se uma veia irônica. Michael encontra a pessoa da sua vida, mas em algum determinando momento terá que voltar para casa, para a esposa e para o filho, e isso faz com que ele se sinta ainda mais angustiado e insatisfeito com a sua vida, a sua rotina, o seu sucesso.




Embora seja um filme aclamado pela crítica e pelo público, eu não gostei muito. Não sei bem exatamente o porquê, mas foi um filme que não me agradou. Na descrição do IMDB, diz que o filme é uma comédia dramática, entretanto, não vi nada de engraçado durante os 90 minutos de animação. O único personagem que vale pelo filme inteiro é a Lisa, com o seu jeitinho meigo e cativante de ser. Pela temática, pela forma eficiente com que faz isso, é que eu recomendo o filme. Mas para mim, particularmente, não foi um dos melhores filmes que eu vi na vida.



Animação online em português:
Ver online: Filmes e Séries Online; Filmes Online X

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Serviço de Entregas da Kiki (Animação)

Yooooooo, Minna... adivinhem só... Hoje eu trago para vocês um dos filmes do Miyazaki-sensei que eu mais gosto. Se você ainda não viu, não sabe o que está perdendo!! Kiki é uma jovem bruxinha que anseia se tornar uma grande bruxa, mas como na vida nem tudo são flores, Kiki terá que passar por muitas coisas para poder se tornar uma bruxa de respeito!!

Título: 魔女の宅急便/ Majo no Takkyuubin/ O Serviço de Entregas da Kiki
Direção/ Roteiro: Miyazaki Hayao
Gênero: Animação, Drama, Fantasia
Outros Títulos: Nausicaä do Vale do Vento (1984); A Viagem de Chihiro (2001); Princesa Mononoke (1997)
Publicação:
Animação (1989)
Live-Action - J-Movie (2014)
Nota♥♥♥♥♥

O Serviço de Entregas da Kiki, animação de Miyazaki Hayao (1989)

Sinopse: Kiki é uma jovem bruxa de 13 anos que está super ansiosa para começar o seu treinamento. Entretanto, Kiki ainda é um pouco imatura e teimosa, o que pode atrapalhar no desenvolvimento dos seus poderes mágicos, pois quando surge a insegurança, o que fazer para recuperar sua autoestima e sua autoconfiança?



Kiki é uma das heroínas mais fofas do Miyazaki-sensei. Isso na minha humilde opinião. Diferente da Chihiro que é mimada, ou da Nausicaä que é atenciosa e responsável ou da Sam que é "selvagem", Kiki é uma menina espirituosa, animada e confiante. Ela acredita piamente que se tornará uma grande bruxa e sempre aparece ansiosa para começar o seu treinamento. Porém, na prática, as coisas não saem tão perfeitas quanto ela imaginou.




A fim de dar início ao seu treinamento, Kiki viaja para a costa europeia para poder aperfeiçoar e aprimorar seus poderes, no entanto, por se sentir sozinha e/ou desamparada nesse lugar que ela tanto fantasiou, momentos de insegurança e de incerteza começam a influenciar na sua autoestima e isso acaba se refletindo nos momentos em que os seus poderes começam a falhar até desaparecem.




O Serviço de Entregas da Kiki é um filme que fala de amadurecimento e crescimento pessoal. Quando Kiki viaja para a costa europeia para aperfeiçoar seus poderes, ela está tão animada que só pensa em ir embora de casa logo, já que ela não tem dimensão de todas as adversidades que encontrará pela frente: encontrar um lugar para morar; arranjar um emprego para se manter; e aprimorar seus poderes sozinha.




Mesmo encontrando pessoas que a encorajam e a apoiam, Kiki precisa enfrentar seus próprios temores sozinha. Ela precisa evoluir. E somente quando ela evolui, ela aprende a importância da amizade, da humildade e da dedicação. Acho que não só eu, mas muitas pessoas devem sentir um carinho todo especial por esse filme. Que por sinal, eu super recomendo!! Espero que vocês gostem da minha sugestão e até a próxima com a resenha de The K2!! Kissu...




Animação legendada em português:
Fansub: Anbient

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A Round Trip to Love (C-Movie)

Olá, meu amores... passei um tempo sumida... e muitas coisas aconteceram na minha vida. Abrindo meu kokoro para vocês, eu estava bastante deprimida, desde que meu avô morreu. Hoje, consigo falar um pouco mais sobre isso. Acredito que voltei a ser eu mesma agora. Além desse período nebuloso, agora estou engajada em novos desafios. É, minna... se der tudo certo, serei mestranda em Literatura... Torçam por mim... e terminados os avisos, hoje resolvi trazer para vocês a resenha (e recomendação) dessa história eletrizante. [Contém spoiler]

Título: 双程/ Song Trình – Mãi Mãi Một Tình Yêu/ Two Way/ A Round Trip to Love
Direção: [não encontrei]
Roteiro: Lan Lin
Gênero: Ação, Drama, Romance, Thriller, Tragédia, Yaoi
Publicação: C-Movie (2016)

A Round Trip to Love, webdrama chinês (2016)

Sinopse: A Round Trip to Love é uma websérie chinesa Yaoi e conta a história de amor de Lu Feng (Gao Tai Yu) e Xiao Chen (Huang Nate). Os dois se conhecem desde a época da universidade quando dividiam o mesmo quarto e quando descobriram juntos que gostavam um do outro. Entretanto, por ser de uma família extremamente tradicional, Lu Feng acaba sendo exilado pela família para estudar em Hong Kong. Acreditando ter sido abandonado, Xiao Chen decide esquecê-lo para alegrar a mãe. No entanto, nada é mais implacável e cruel do que o destino, quando anos depois, os coloca frente a frente um com o outro.

Antes de mais nada, devo deixar claro que essa websérie é composta por dois filmes. Até agora, foram lançados apenas dois deles, não sei se terá continuação, como um terceiro filme, mas se houver, anunciarei aqui para aqueles que acompanham o blog. Assisti aos filmes no youtube, mas preciso fazer uma ressalva, a legenda é péssima. Sei que alguém se propôs a legendar, mas copiar e colar do google tradutor não é ter trabalho, enfim... Falando da websérie, se você curte melodrama, pode apostar em assistir. É melodrama do início ao fim. Sofrimento que eu, particularmente, achei exagerado e forçado. Concordo que ser gay em diferentes lugares do mundo pode ser algo terrível e isso não é deixado de lado no filme, entretanto, eu tive a impressão de que essa situação foi muito forçada - minha opinião, claro - risos.



Além disso, Lu Feng e Cheng Yi Chen (Xiao Chen) sempre sofrem desencontros ao longo do percurso. Na juventude, quando ambas as famílias descobrem o caso dos dois, Lu Feng é enviado para terminar os estudos em Hong Kong e Xiao Chen precisa convencer a mãe de que atenderá suas expectativas. Depois, quando se reencontram na mesma empresa, Xiao Chen pensa estar sendo enganado por Lu Feng, por este esconder seu casamento arranjado com uma moça de família rica. E para completar, quando tudo parece ter se resolvido, a mãe de Xiao Chen aparece mais uma vez para estragar tudo e Xiao Chen acaba se casando com a amiga, Zhou Lan.

Devo mencionar que algumas coisas me incomodaram pacas nesses dois primeiros filmes. Primeiro, achei muito forçadas algumas situações. Achei super exagerado o melodrama e detestei as coisas que o Lu Feng faz com o Xiao Chen para se vingar. *Spoiler*: Além disso, a mãe de Xiao Chen é um pé no saco, a mulher praticamente obriga Xiao Chen a se casar com uma mulher e ter filhos, enquanto ignora o fato de o outro filho ser gay e namorar outro cara (que coincidentemente é bastante rico). Vale ainda mencionar que, na minha opinião, não tinha nada a ver colocar o Lu Feng como desencadeador de toda a "tragédia" na vida de Xiao Chen, até porque Lu Feng também abriu mão de muita coisa para lutar pelo amor dos dois, coisa que Xiao Chen nunca teve coragem de fazer. Entretanto, nada me deixou mais triste do que ver o Lu Feng estuprar diversas vezes Xiao Chen por causa de todo o sofrimento que ambos passaram. Essa mãe do Xiao Chen surgiu mais como uma maldição do que como uma mãe propriamente dita, tudo que ela faz é apenas acionar o botão para a futura vingança de Lu Feng.*Fim do spoiler*.



Apesar de eu adorar yaoi, e para quem acompanha o blog já está careca de saber disso, eu não posso dizer que gostei dessa proposta. Eu não acho legal cenas desnecessárias e desprezíveis de estupro, sejam elas quais forem e pelos motivos que apresentarem. No filme, Lu Feng apenas está se vingando. E não, isso não é legal. Além disso, como falei anteriormente, eu achei tudo muito forçado, mas vi relatos de pessoas que estão adorando essa história. Nada contra, mas acho interessante que se reflita sobre o que acontece entre Lu Feng e Xiao Chen. Amor é uma coisa, obsessão é outra. O primeiro é saudável e super recomendado, o segundo não.

Falei anteriormente que a "websérie" era eletrizante, e é. O primeiro filme é muito bom. Já o segundo, me deixou bastante frustrada e decepcionada. Eu mesma não tenho intenção de assistir caso tenha alguma continuação - o que acho improvável. Algumas coisas ficaram muito soltas, como o que acontece com a Zhou Lan e o filho de Xiao Chen depois da tragédia na piscina? Como Lu Feng conseguiu ser um dos caras mais fodas da Coreia depois de romper ligação com a família? Enfim... muitas lacunas ficaram em aberto. E isso me deixa muito chateada. No mais, espero que cada um possa refletir sobre essa história e tirar suas próprias conclusões, caso assim queira. Abaixo, deixo os links de onde assisti aos filmes. Depois de séculos, voltei a postar... Até a próxima, minna, e espero que dessa vez, a ausência seja mais curta. Kissu...


C-Movie legendado em português - Filme 01:
Ver online - Youtube (Parte 01/ Parte 02)

C-Movie legendado em português - Filme 02:
Ver online - Youtube (Completo)

domingo, 4 de setembro de 2016

O Substituto (C-Movie)

Eu assisti a esse filme hoje de madrugada na televisão. Acho que nunca ri tanto com um filme de comédia e máfia ao mesmo tempo. Sabe aquele tipo de filme tosco que o enredo não é lá essas coisas, mas mesmo assim, por alguma razão inexplicável, você gosta e quer recomendar para as pessoas? Pois é... essa sou eu agora fazendo isso com relação a esse filme para vocês - risos. [Pode conter spoiler]

Título: 大佬愛美麗/ Da lao ai mei li/ Enter the Phoenix/ O Substituto
Direção: Stephen Fung
Roteiro: Stephen Fung e Yiu Fai Lo
Gênero: Ação, Comédia
Publicação: C-Movie (2004)
Nota♥♥♥

O Substituto, filme chinês (2004)

Sinopse: A história desse filme gira em torno da máfia chinesa. George (Daniel Wu) é o verdadeiro sucessor de sua tríade, após a morte de seu pai, Hung (Biao Yuen), o chefão da máfia. O braço direito de Hung parte à procura do legítimo herdeiro do grupo vermelho. Entretanto, George não tem interesse nenhum nos negócios ilícitos do pai. O que acaba por envolver no meio disso tudo, o seu melhor amigo, Sam (Eason Chan), que para ajudar George nessa empreitada, resolve se passar por ele e liderar a tríade.



Mas o que Sam não imagina é que ser líder de uma máfia exige muito mais do que ele pensava. Além disso, as rivalidades entre as gangues rivais vai acentuando o grau de dificuldades para manter o disfarce. Enquanto Sam se esforça para se passar por George assumindo não só o seu posto, mas a homossexualidade do amigo, ele conhece Julia (Karen Mok), por quem se apaixona, mas com quem não pode se envolver para manter o disfarce.




Por estar ocupando um cargo disputadíssimo, Sam/George passa a ter grandes dificuldades e vê sua vida ser posta em risco diversas vezes. O que vai obrigar o verdadeiro George a largar o seu sonho como chefe de cozinha para proteger seu amigo e, definitivamente, assumir por direito os negócios do pai. O enredo simples e cômico tornam a história do filme bastante leve e divertida. Ri pacas com esse filme. E mais, o filme ainda conta com a participação especial de Jackie Chan, o que já é motivo mais do que suficiente para boas gargalhadas e boas cenas de luta. Vale salientar que não é o melhor filme do mundo, tem seus clichês, mas vale a pena rir se você estiver interessado em um filme engraçado, mas que tenha uma história por trás disso. As cenas de lutas são ótimas e engraçadas também. Recomendo. Até a próxima, minna!! Kissu...


C-Movie legendado/dublado em português:
Fansub: Asia MundiJackie Chan - Brasil (necessita cadastro)

domingo, 21 de agosto de 2016

Princesa Mononoke (Animação)

Eu sou a pessoa mais suspeita do mundo para falar dos filmes do Hayao Miyazaki. Sou extremamente suspeita, porque sou fã dos filmes dele e sou super apaixonada pela cultura asiática como um todo. Pretendo trazer mais resenhas, me desculpem inclusive pela ausência aqui no blog, mas é um pouco difícil para mim lidar com a depressão. Torçam por mim para que eu possa me recuperar em breve. Estava com muitas saudades de vocês.


Título: もののけ姫/ Mononoke Hime/ Princesa Mononoke
DireçãoRoteiro: Miyazaki Hayao
Gênero: Animação, Aventura, Fantasia
Publicação: Animação - 1997
Nota♥♥♥♥♥

Princesa Mononoke, animação de Miyazaki Hayao (1997)
Mononoke Hime não é o tipo de animação indicada para crianças. Embora muita gente ache que animações são voltadas para o público infantil, não são todas as animações que são permitidas para crianças, vale mencionar Anomalisa como exemplo. A meu ver, Mononoke Hime tem cenas muito fortes de luta, desde mutilação a sangue jorrando. Então, se você pensou em assistir a esse filme com a criançada em casa, é bom avaliar isso primeiro.


Fazia um tempo que eu queria falar desse filme que eu tanto amo, para ser sincera, esse é o meu filme preferido do Miyazaki-sensei. Já assisti a esse filme várias vezes que já perdi a conta. E sempre que vejo eu sinto como se fosse a minha primeira vez assistindo. Entretanto, apesar de adiar um pouco escrever sobre ele, recentemente, eu o reassisti com meu namorado e isso acendeu em mim o desejo de falar sobre esse filme maravilhoso. 



Digamos que Mononoke Hime é uma pérola do Studio Ghibli. Mas uma pérola meio esquecida. O filme foi lançado no Japão em julho de 1997, entretanto, sua estreia mundial só ocorreu dois anos depois, em 1999. Não sei bem o motivo para a sua estreia tardia, mas certamente, assistir a uma animação que não visa um público infantil como alvo pode ter sido uma das razões. Mas falando em si da história, Mononoke Hime refere-se à lenda de uma princesa criada por lobos que protegem a floresta, por causa disso, Mononoke é a única humana que convive com os espíritos da natureza e luta para espantar os outros seres humanos de maltratarem as florestas.



SinopseMononoke Hime se passa na era Muromachi, na qual as pessoas conviviam entre deuses e feras. Entretanto, essa convivência de paz é abalada quando os humanos começam a perturbar a harmonia da natureza, extraindo riquezas desenfreadamente de suas florestas, abalando assim o ecossistema da região. Não só o ecossistema da região como também passam a desestruturar a relação dos espíritos com a natureza e os humanos. E isso acaba afetando não só a região onde Mononoke vive com a sua família loba, mas também o reino distante dos Emishis, governado pelo príncipe Ashitaka.



Ashitaka acaba recebendo uma maldição ao tentar defender seu povo da ira desenfreada do Deus Javali que fora possuído por um Tatari-Gami (ou Deus da Destruição). Após consulta com a anciã de seu povo, Ashitaka descobre que a causa da ira do Deus Javali vinha de longe, muito longe. Sendo assim, Ashitaka parte em direção à origem do mal em busca de respostas, visto que por causa da maldição ele foi obrigado a abandonar o seu povo para não mais voltar.



Na sua viagem até o oeste, Ashitaka conhece o trabalho dos mineradores de ferro liderados por Lady Ebushi, que vive em constante guerra com os deuses animais. Ashitaka descobre que Lady Ebushi é a principal responsável por todo o desequilíbrio dos humanos com os deuses e a natureza. Nesse ínterim, Ashitaka conhece San, a princesa Mononoke. Ele entende o lado dela em querer defender a floresta e a sua casa, sendo capaz de dar a própria vida para destruir Lady Ebushi. E é aí que a figura de Ashitaka se torna importante, porque ele vai funcionar como o contraponto necessário que San não conhecia, um humano puro de coração e respeitoso com a natureza. 



A ganância de Lady Ebushi é sua pior inimiga e sua crença de achar que está em guerra com os deuses animais acaba sendo um grande equívoco no fim das contas. Ashitaka passa a defender os interesses que ele acha justo, pois a convivência harmoniosa entre humanos e espíritos da floresta sempre foi possível. Ashitaka descobre a razão de estar no meio dessa guerra travada entre os deuses da floresta e os mineradores de ferro. E percebemos que mais uma vez, Miyazaki-sensei retrata em seus filmes a questão do homem com a natureza e de como esse desequilíbrio pode ser extremamente danoso para ambos.



O que eu mais gosto na maioria dos filmes do Miyazaki é a ausência de um vilão que está ali apenas para fazer o mal pelo mal, por puro egoísmo etc. Em Mononoke Hime, percebemos sim a ganância de Lady Ebushi em desmatar a floresta para conseguir mais minério, mas também percebemos que ela tem um propósito ao fazer isso, ela protege os seus. Cada personagem tem a sua faceta boa e má. San é retratada como uma exímia guerreira, mas mesmo sendo humana ela tem algo de animalesco, brutal. Não existe um personagem totalmente bom ou totalmente mau. E isso é muito bom, porque faz com que questionemos nossos valores e faz com que possamos revê-los. Mononoke Hime é um filme incrível e que todo mundo, em algum momento da sua vida, precisa assistir. Super recomendo.




Animação legendada em português:
Fansub: Anbient

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Yes or No 2.5 - Love You, Baby (Thai-Movie)

E depois de muito tempo, finalmente, consegui assisti à continuação de Yes or No. Na verdade, é bom avisar aos desavisados de plantão que essa continuação faz parte da mesma franquia, mas não é continuação da história de amor do casal Pie (Aom Sucharat Manaying) e Kim. Yes or No 2.5 traz a mesma atriz dos filmes anteriores, a Tina, mas não tem nada a ver com os primeiros filmes. Recomendo que assistam a esse filme como se fosse uma outra história. Ajuda muito pensar assim.

Título: เยส ออร์ โนว์ 2.5 : รัก ไม่รัก อย่ากั๊กเลย/ Yes or No 2.5 - Love You, Baby
Direção: Kirati Nakintanon
Roteiro: Nepale
Gênero: Drama, Romance, Yuri
Publicação: Thai-Movie (2015)
Nota♥♥♥

Yes or No 2.5 - Love You, Baby, filme tailandês (2015)

Sinopse: Wine (Supanart Tina Jittaleela) é Pii (Nann Sunanta) são amigas e moram juntas no mesmo apartamento. Ambas levam uma boa vida até que conhecem suas novas vizinhas: Fah (Chansakorn Kittiwattanakorn) e Pim (Pimpakan Bangchawong). Entretanto, as novas vizinhas são ex colegas de Wine e mais, para piorar todas as coisas, Pim é a antiga paixão de Wine e para tentar ajudar a amiga, Pii tenta empurrar-lhe uma nova namorada. Será que isso vai dar certo?

Como eu disse no início, Yes or No não traz mais o casal Pie e Kim. E apesar da frustração de ver a Tina atuando nesse filme, ela faz o papel de Wine, uma fotógrafa bem sucedida que divide o apartamento com a amiga Pii, que é dona de um restaurante. No começo do filme, pensei que as duas fossem namoradas por causa da grande intimidade entre as duas, mas aos pouquinhos vai sendo delineado que não tem nada a ver. Eu até shippei as duas juntas, não vou mentir - risos - mas acho que a pegada do filme não era essa. Afinal, Wine e Pii são tomboys e certamente o objetivo do filme é mostrar um casalzinho clichê: uma menina frufru e uma tomboy.



Fah e Pim se mudam para o mesmo prédio e, coincidentemente, são as vizinhas de frente de Pii e Wine. Fah é super espevitada e diz tudo o que pensa. Já Pim, é a típica personagem indecisa, covarde que faz todo mundo sofrer até tomar uma decisão. Não estou querendo soltar spoiler, mas a trama desse filme segue uma pegada dramática e cômica ao mesmo tempo, mas pendendo excessivamente para o melodrama em relação ao romance de Wine e Pim.

Pim vive o terrível dilema de assumir uma relação com outra mulher. E apesar de vários anos depois, ao reencontrar Wine, as duas ainda estão apaixonadas uma pela outra, mas agora, Pim tem um namorado, Jet. Sinceramente, o Jet é insuportável. Ele é daqueles caras que só se importam com eles mesmos, mas não me entendam mal, digo no sentido de sempre ignorar o que a Pim sente. Ele sempre diz que ela o faz feliz e que ela é maravilhosa e que ele não pode perdê-la, mas não existe um interesse dele em saber se a recíproca é verdadeira.





O filme não é o melhor de todos. Até porque quem já viu os primeiros filmes da franquia, fica sentido que algo está faltando na história. Mas apesar de todos os pontos contra, a Tina estar no filme fazendo outro papel, não ser uma continuação do casal Kim e Pie, ser uma nova história até meio nada a ver, mesmo com tudo isso, eu gostei. Siiiiiiiiim, me julguem. Eu gostei pacas do filme. Achei a Pii super divertida. Ela e a Fah foram as personagens mais legais, na minha humilde opinião, claro. Gostei da Wine, mas é aquela coisa, foi muito melodrama e eu senti que o filme era curto demais para a problemática que eles queriam abordar no filme. Além disso, algumas críticas são bastante pertinentes, sobretudo, com relação ao fato de tentarem moldar casais lésbicos em quem é a "mulher" e o "homem" da relação. E isso não é nada legal.

De certa forma, eu recomendo que vocês assistam, mas que não vejam a história como uma continuação dos filmes anteriores. Também recomendo que não vejam esse filme com alguma expectativa. Eu resolvi assistir porque vi muitos comentários positivos, então, resolvi descobrir por mim mesma se era bom. Para falar a verdade, é bom, se tratando de entretenimento e não como representação de um namoro lésbico. Se comparado com a continuação do primeiro filme, o Come Back to me, o Yes or No 2.5 foi muito satisfatório. No mais, espero que vocês também gostem do filme. Recomendo. Ah, e muito obrigada às meninas do Mahal Dramas pela legenda. Kissu...




Thai-Movie legendado em português:
Fansub: Mahal Dramas Fansub (necessita cadastro)

sábado, 3 de outubro de 2015

She's the One (Pinoy)

Assisti a esse filme há uns dias atrás, mas devido a minha vida super corrida, as postagens aqui no blog atrasaram um pouco. Na verdade, atrasaram bastante... mas enfim... aos leitores assíduos, gomen ne pela ausência, mas acredito que por enquanto será difícil postar regularmente como antes... mas me esforçarei para que todo fim de semana tenha atualizações por aqui e a sugestão de hoje é um pinoy (filme filipino), espero que vocês gostem...

Título: She's the One
Direção: Mae Cruz-Alviar
Roteiro: Vanessa R. Valdez, Roumella Niña L. Monge, Charlene Sawit-Esguerra
Gênero: Comédia, Drama, Romance
Publicação: F-Movie (2013)
Nota♥♥♥

She's the One, filme filipino (2013)

Sinopse: Cat (Bea Alonzo) e Wacky/Joaquim (Dingdong Dantes) são melhores amigos há 10 anos. Ao longo dessa amizade, ambos passaram por alguns mal entendidos que os impediram de avançar num relacionamento sério. Agora, quando tudo parece continuar para sempre do mesmo jeito, um episódio super inusitado fará com que o antigo amor saia do armário.

Cat é órfã e mora com seus avós e seus irmãos pequenos. É ela quem sustenta a todos enquanto toca a frente da lavanderia da família, o único negócio que herdou dos pais após a morte deles. Tendo que assumir grandes responsabilidades desde cedo, Cat toma conta de todos e inclusive é ela quem sempre liga pra Wacky para acordá-lo e fazê-lo chegar cedo no trabalho. 



Wacky é o típico cara namorador. Sua vida é de pura despreocupação e ele nunca sequer soube o que era de fato ter responsabilidade por algo. Quem o acorda todos os dias para que ele vá trabalhar sem se atrasar é Cat e também é ela quem lava suas roupas. Aparentemente, uma relação de exploração, mas Cat faz isso como se cuidasse de um namorado com afinco, embora ele não pense dessa forma.

O filme fala de amizade e de amor. A todo momento vemos Cat e Wacky junto dos amigos comemorando aniversários e momentos felizes de ambos. E são nesses encontros que dois desentendimentos importantes mudam toda a trama da história. Há 10 anos atrás, após encher a cara, Wacky se declara para Cat e a beija. Mas achando que ela não gostara de sua atitude, finge nada se lembrar no dia seguinte. Ofendida com isso, Cat fica com raiva do amigo e a partir desse mal entendido, os dois nunca mais tocaram no assunto.



O segundo mal entendido acontece depois que David (Enrique Gil) posta um vídeo pedindo ajuda para encontrar "a garota da chuva". A garota da chuva, na verdade, é Cat. Mas ninguém, a princípio, consegue reconhecê-la. Com a baixa audiência do programa de TV que Wacky apresenta, ele resolve usar a história de David para aumentar a audiência do programa. E quando ele descobre que "a garota da chuva" é Cat, começa a insistir para que ela aceite sair com o rapaz. Depois do segundo mal entendido, Cat resolve se encontrar com David e a sirene do ciúme começa a disparar dentro de Wacky.

Eu vi esse filme como algo circular. Cat e Wacky são melhores amigos que se apaixonam um pelo outro, mas por causa de uma troca errada de informações resolvem nunca mais falar sobre isso com a desculpa de não estragar a amizade depois. Mas ambos não conseguem lidar muito bem quando um dos dois começa a namorar. E é o que acontece com Cat e David. O rapaz, oito anos mais novo que Cat consegue conquistar o coração da moça e ambos começam a namorar. E aí é o momento em que eu comecei a ter pena do Wacky e da Gillian (Liza Soberano).



A Gillian é a versão mais nova da Cat há 10 anos atrás. A moça é apaixonada pelo melhor amigo, David, mas este só tem olhos para a Cat e, apesar de eu entender o ciúmes que ele tem do Wacky, tem alguns momentos que ele abusa do direito de ser idiota. Gente, se o seu namorado exigir que você deixe de ver e de falar com aquele seu amigo de 10 anos de amizade, chute a bunda dele! Ninguém tem esse direito, muito menos um namorado que não é o seu dono! Detestei essa atitude do David e mais ainda a da Cat de engolir isso.

Uma insatisfação minha ao ver esse filme foi essa. A Cat é uma mulher madura, diferente das protagonistas dos filmes filipinos a que assisti. Ela já tem 28 anos, cuida da família toda, dos avós já idosos, dos três irmãos pequenos e inclusive uma de suas irmãs tem Síndrome de Down, sem mencionar que ela dirige uma empresa sozinha. A mulher sabe trocar o pneu de um carro, mas aceita calada os mandos e desmandos de um menino mimado?



Tirando esse episódio que me fez ter muita raiva, a história é muito boa. Adorei os amigos da Cat e do Wacky... O Pao (Marc Solis) é aquele amigo linguarudo que fala mais do que devia e faz nascer a discórdia entre os demais... mas quem não tem um amigo assim e mesmo sofrendo com a língua solta dele, não consegue deixar de gostar dele? Pois é... eu sei como é isso...

Se você procura algo diferente, divertido e muito bem amarrado, sugiro que assista a esse filme ainda hoje! (risos). She's the One é um dos poucos filmes filipinos que vi e que me conquistaram profundamente... Cat e Wacky têm uma química incrível e, claro, por ser um filme com atores mais velhos, tem muitas cenas de beijo incríveis... Uma pena não conseguir achar nenhuma pra postar aqui pra vocês, mas se achar alguma imagem mais legal, irei atualizando aqui nessa postagem... No mais, meus amores... espero que tenham gostado da resenha e corram pra baixar esse filme maravilhoso... Super recomendo!! Esse filme é muito amor... 



F-Movie legendando em português:
Fansub: Mahal Dramas Fansub, antigo SVED

Entenda porque os links foram removidos

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Perfect Present (Thai-Movie)

Resolvi ver esse filme porque ele é um curta e já fazia tempo que eu tinha baixado ele e não tinha assistido ainda. Mas agora, depois de ter criado coragem... fiquei triste, o filme é muito lindo e emocionante e achei muito pouco tempo para um filme aparentemente despretensioso.

Título: หากว่าย้อนเวลากลับไปได้/Perfect Present - If You Could Turn Back Time
Direção: Nattawut Poonpiriya
Roteiro: Nattawut Poonpiriya e Wattanapong Wongwan
Gênero: Drama
Publicação: Thai-Movie (2014)
Nota♥♥♥♥♥

Present Perfect, filme tailandês (2014)

Sinopse: Pam (Aom Sucharat Manaying) é uma jovem que adora festas e ama a sua vida de solteira. Mas sua vida tranquila é abalada com a chegada de sua sobrinha, UK (Natthaya Ongsritragul), e embora elas sejam tia e sobrinha, UK não conhecia a tia ainda. Agora, Pam tem que lidar com uma nova rotina durante 10 dias, enquanto tenta superar um amor do passado e suas lembranças.



O filme é um curta metragem de mais ou menos 40 minutos, adianto que você pode se apaixonar pela história e querer que ele seja maior, mas isso infelizmente não acontece. O filme acaba e você fica com cara de Amélia querendo mais e não tem. Eu mesma queria mais... só que fiquei na vontade...




Pam vive sozinha num belo apartamento. Sua vida é regada a festas e noitadas de bebedeira. Resumindo: para ela, sua vida de solteira é ma-ra-vi-lho-sa! Mas tudo isso muda quando sua irmã mais velha, Pee (Oraphan Artsamat), aparece pedindo para ela cuidar de UK durante alguns dias. Pam se mostra meio resistente, mas acaba aceitando tomar conta da sobrinha... Imagina só a sua vida de despreocupação e, de repente, aparece uma criança pequena pra você cuidar... Acho que eu surtava sem saber o que fazer... risos.



Como o filme é curto, a aproximação de Pam e de UK com o vizinho Best (Anavil Charttong) é bem rápida, além disso, a aparição do ex namorado de Pam, Tum (Wutthiwat Thiticharatthanachoe), também é bem rápida... mas nada que comprometa a fluidez do filme, até porque o foco do filme é na relação entre Pam e UK. Apesar de ser um curta, o filme não deixa pontas soltas. O roteiro é bem redondo e por isso mesmo me deu muita pena pelo fato de o filme ser tão curto pra um enredo tão dramático e, de certa forma, complexo...




Para ajudar a superar a dor que sofreu após ser abandonada por Tum no passado, Pam conta com a ajuda do seu amigo, Tid/Boy (Niti Chaichitathorn). As coisas vão ficando mais claras (ou não) quando Tum aparece na casa de Pam pedindo desculpas por ter lhe pedido para fazer "aquilo". Inicialmente, você fica vendo navios, o que mulesta é "aquilo"? Mas isso fica meio subentendido na cena da banheira, quando Pee conversa com Pam perguntando à irmã se ela já tinha contado ao Tum sobre "aquilo". Quando vi esa cena e as fotografias, nem acreditei... foi uma revelação bombástica e eu quase me debulhei em lágrimas com o final do filme, que é muito emocionante.



O filme parece bem despretensioso... mas quando você vai assistindo e descobrindo as coisas... Gente, eu confesso que surtei, me emocionei, chorei... enfim... Pam se apega muito a UK, mas Pee aparece para buscá-la... A cena em que a Pam está sentada no meio da sala junto com os brinquedos da sobrinha é muito triste... me partiu o coração... (isso depois que eu descobri todo o segredo por trás de UK nunca ter conhecido a tia antes).




O filme é recheado de cenas fofas, bonitas e envolventes... A presença de Best na vida das duas vai sendo gradualmente construída. Elas conhecem Best num momento bem inusitado, mas aos poucos ele se torna amigo de UK e quando você percebe, ele já é íntimo de todos, inclusive de Boy. E até o próprio Boy incentiva que Pam se interesse por ele e esqueça tudo o que sofreu com Tum.




A relação entre Pam e UK é bem interessante. No início, Pam não abre mão do seu estilo de vida, mas aos poucos isso vai mudando. Pam se apega bastante à sobrinha... e as duas desenvolvem uma forte ligação. Depois que Tum vai à casa de Pam, UK encontra a tia chorando no sofá e a consola... Gente, essa cena me fez chorar horrores... A atriz que interpreta a UK atuou super bem... adorei a UK e a atriz é uma fofa! Ela e Aom estavam lindas juntas...





No mais, minna... é isso... minhas impressões sobre o filme foram positivas. Amei o filme, mas senti falta de ver o roteiro mais desenvolvido, mas entendo que era um curta e talvez a proposta fosse essa mesmo. Embora eu não aceite isso muito bem - risos - eu gostaria que o filme tivesse pelo menos uma hora e meia... Espero que vocês gostem desse filme, porque eu adorei e super recomendo: RECOMENDADÍSSIMO!! Até a próxima, meus amores... kissu...



Thai-Movie legendado em português:
Fansub: Doramas Obsession
 

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