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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Kagen no Tsuki (Mangá)

Para deixar bem claro, sou fã incondicional das histórias da Yazawa Ai. Desde que vi o anime de Nana e comecei a ler o mangá, meu amor pelo seu jeito particular de escrever só cresceu. E agora, depois de ler a esse shoujo super curtinho, fiquei pensando no quanto a Yazawa é incrível e o quanto suas histórias têm milhões de reviravoltas surpreendentes. Nada nunca está realmente solucionado, prepare-se para conhecer um dos mangás mais incríveis da sua vida!

Título: 下弦の月/ Kagen no Tsuki/ Last Quarter (Lua Minguante)
Mangaká: Yazawa Ai
Gênero: Drama, Mistério, Psicológico, Romance, Shoujo, Sobrenatural, Tragédia
Publicação:
Mangá - 3 volumes (1998-1999)
Live Action: J-Movie (2004)

Kagen no Tsuki, da mangaká Yazawa Ai (1998-1999)

Sinopse: Mochizuki Mizuki está cansada da sua vida. Seu pai casou-se novamente e trouxe uma mulher "estranha" para casa, além disso, descobre que seu namorado, Tomoki Anzai, a traiu com sua melhor amiga. Sentindo-se triste e abandonada, Mizuki conhece Adam Lang, mas um grave acidente acaba acontecendo e seu sonho de viver feliz com Adam se entrelaça com a vida da jovem, Shiraishi Hotaru.

Mizuki tem uma vida ruim, digamos assim. Tudo ia bem, até seu pai trair sua mãe. O que faz com que ela cometa suicídio. Depois ele se casa novamente com uma mulher com a qual já tinha uma filha, Yui, e para completar tudo isso, seu namorado, agora ex, Tomoki, a trai com a sua melhor amiga. Entretanto, Mizuki é uma pessoa que não consegue chorar diante de tantas coisas ruins ao mesmo tempo e ela acaba guardando e acumulando tudo isso. Uma pessoa que guarda tanta coisa ruim precisa de uma válvula de escape, né? E adivinhem quem surge para ser essa válvula de escape na vida dela? Adam. O cara que ela conheceu por duas semanas e que já se tornara o grande amor da sua vida.




Mas uma coisa vale ser dita antes de qualquer coisa. Kagen no Tsuki fala de amor, mas de um tipo de amor que não estamos acostumados a ler/assistir. Yazawa fala de amor obsessivo que ultrapassa as barreiras temporais. Na verdade, vai além de outras vidas. Mizuki se apaixona por um cara extremamente bonito, o padrão de personagens masculinos que a Yazawa ama, sempre bonitos, misteriosos e super idealizados. Adam é o cara que pode ser a salvação ou a perdição de qualquer um. E ele não surge na vida de Mizuki por coincidência. Adam é apaixonado pela sua ex namorada japonesa, falecida há anos, Kamijo Sayaka. E vê em Mizuki a imagem da sua antiga namorada, motivo suficiente pelo qual ele "escolheu" Mizuki.

Quem lê o prólogo fica super ansioso com o que vai acontecer em seguida. Mas a seguir, somos apresentados à Hotaru, uma jovem garota pré-adolescente que sofrera um acidente de carro no mesmo dia e hora que Mizuki sofrera o dela. E isso faz com que elas desenvolvam uma forte ligação. Não só isso, Hotaru acaba sendo o único elo de Mizuki com o mundo real.




Quando Yazawa publicou esse mangá, vale lembrar que ela ainda não tinha publicado nenhum de seus maiores sucessos, como Paradise Kiss e Nana. Entretanto, não podemos fazer de conta que em Kagen no Tsuki não vemos uma Yazawa madura e tendo ciência de cada ponto de sua narrativa. Há diversas reviravoltas ao longo dos três volumes da série. Mais ainda, somos apresentados a uma história de amor doentio no qual Mizuki só deseja encontrar Adam, o que faz com que seu espírito fique preso na mansão em que ela viveu os melhores dias de sua vida com ele.

Mas uma coisa é você se deixar levar pelas circunstâncias e outra bem diferente é encontrar o amor da sua vida. Quando Adam nos é pintado como o homem ideal perfeito, já vamos percebendo que toda essa perfeição é falha e inexistente. Enquanto o espírito de Mizuki perambula no limbo sempre ansiando por Adam, Hotaru e seus amigos, Kayama Sae, Miura Masaki e Sugisaki Tetsu, fazem o possível para ajudá-la, observando a idade deles e o que pudesse estar ao seu alcance.




Uma das jogadas mais acertadas desse mangá de Yazawa foi trazer personagens crianças, coisa bastante incomum em shoujos que aparentam ter uma temática bem mais adulta: envolvendo por exemplo, muito mistério e terror. Mas esse não é bem o caso de Kagen no Tsuki. Apesar de todo o mistério ao redor do espírito de Eve (nome com o qual Mizuki é batizada pelos meninos, já que ela não lembra do seu verdadeiro nome, apenas de Adam), não existe terror da forma que o entendemos. As quatro crianças realizam toda a investigação acerca do que poderia ter acontecido com Eve. E fazem todo o possível para encontrar Adam.

O que eu mais gosto nas histórias da Yazawa são essas grandes reviravoltas e a forma com que ela te prende do início ao fim em seus mangás. Não é apenas o cenário que te prende, nem o belo traço. A história combinada com tudo isso te agarra e não te solta até que você desvende todo o mistério apresentado desde o prólogo. E isso não é apenas com Kagen no Tsuki se você já leu Nana ou ParaKiss vai entender o que estou dizendo.

Yazawa é quase uma mestre na arte de te levar por caminhos sem saída. Quando você pensa que desvendou tudo, você é jogado numa rua sem saída e outro acontecimento se apresenta aos seus olhos e assim, através de várias mudanças no foco da narrativa, vamos descobrindo que no final das contas, por mais que você queira desistir de sua vida, sempre existirá alguém ao seu lado que fará de tudo para te salvar. E é essa a relação de amizade que Hotaru desenvolve por Eve que faz com Kagen no Tsuki seja uma das obras mais incríveis de todos os tempos, quando se trata de shoujo. O sucesso e a originalidade dessa obra lhe rendeu um live action, lançado em 2004.

Kagen no Tsuki, filme japonês (2004). [OFF]: Gente, que nariz é esse o da Chiaki!?? Precisava comentar....

Sobre o live-action do mangá, o mesmo foi lançado em setembro de 2004 sob a direção de Nikai Ken. Não sabia que tinha o live action, na verdade, encontrei por acaso num site em espanhol. A atriz que faz a Mizuki é a Kuriyama Chiaki. Não conhecia a atriz, na verdade, não conheço nenhum dos atores que fizeram os personagens principais da história, exceto o Hyde (do L'Arc~en~Ciel). Ainda no elenco temos Narimiya Hiroki no papel do namorado da Mizuki (que não sei por que aparece super enfatizado nesse filme, porque ele mal aparece no mangá, mas talvez deva ser para dar aquele drama de triângulo amoroso, vai saber). Só para se ter uma ideia, no mangá, a participação de Tomoki só é importante porque é ele que, de alguma forma, impede que Mizuki seja arrastada definitivamente por Adam para o outro lado da rua/vida.

Mas se bem que olhando para essa imagem, o Hyde no papel do Adam ficou maravilhoso... Ain, meu coração... \\o

Mas o que mais me deixou indignada, no início, foi o fato do ator que escolheram para fazer o Adam. Veja bem, Adam é um cantor inglês, loiro e dos olhos azuis, mas para o papel chamaram um cantor japonês??? Nada contra, até porque o Takarai Hideto ficou quase convincente como Adam, embora não seja o ideal de Adam que é pintado no mangá, ele consegue passar a cara de mal e sedutor que o Adam tem, afinal, Adam é um cara envolvente, misterioso e perfeito. A escolha que achei mais parecida com os personagens do mangá, foi a atriz Kurokawa Tomoka no papel da Hotaru. Mas não cheguei a ver o live action ainda, meio por falta de tempo mesmo. E também por receio. Pelo trailer que vi, não consegui gostar muito do filme não. Talvez seja só o trailer que não atrai, espero chegar a ver o filme em breve e tirar minhas próprias conclusões.



O romance entre os personagens principais, não chega a ser desenvolvido. O espaço discutido nessa história é o mistério e a tentativa de solucionar o problema de Eve, que a cada tentativa das crianças vai se delineando como algo cada vez mais difícil de resolver.

Eu comecei a ler Kagen no Tsuki apenas por começar, mas depois que comecei não consegui mais parar. Alguns pontos ficaram em aberto, como os "romances" entre Miura e Sae e entre Tetsu e Hotaru. Além disso, não fica claro que tipo de relação a mãe de Hotaru tem com a assistente da loja dela. Fiquei com a ligeira impressão de que elas eram um casal, mas vale salientar que como essa série foi publicada numa revista voltada para um público adolescente mais infantil (dos 8 aos 13 anos), não seria muito interessante explicitar esse tipo de relação, mas ela está lá. Subentendida, mas está.

No mais, para quem é fã de Yazawa Ai precisa conhecer esse mangá e manter a mente aberta para o que der e vier. Se você espera encontrar finais felizes ou aquele romance super meloso etc, desista. Yazawa não é o tipo de mangaká que escreve shoujos bobinhos. Kagen no Tsuki faz com que você reflita e torça para que a Eve supere esse amor obsessivo. Achei essa história fantástica e super recomendo que vocês leiam! Vale super a pena. Como disse anteriormente sobre o fato de ser a história mais incrível da sua vida, é porque, na minha humilde opinião, ler um mangá de Yazawa Ai é um divisor de águas entre os shoujos que você conhece e os tipos de shoujo que você pode vir a conhecer.


Mangá em português:
Scans: Hwey; Tsumi (sem link)

J-Movie legendado em português:
Fansub: DramaFans (sem link); Fansubber

OST do filme:

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Orange Marmalade (Manhwa)

Sabe aquela coisa que sempre acontece comigo? Pois é... estava entediada, cheia de preguiça, pra falar a verdade e, enquanto procurava algum mangá para ler na lista de projetos do ToYume, acabo me deparando com Orange Marmalade. Pensei, devo ou não devo? Já tenho tantos doramas e filmes para ver, sem falar em todos os mangás que ainda não terminei... Mas acabo sendo vencida pela curiosidade. Não só comecei a ler, como não consegui mais parar...

Título: 오렌지 마말레이드/ Orenji Mamalleideu/Orange Marmalade
Artista: Seok Woo
Gênero: Comédia, Drama, Romance, School Life, Slice of Life, Sobrenatural, Vampiro
Publicação:
Webtoon - 119 capítulos (2011)
Manhwa - 8 volumes (2011-2013)
K-Drama - 16 episódios (2015 - em lançamento)

Orange Marmalade, webtoon de Seok Woo (2011)

Sinopse: Há muitos anos atrás, vampiros e humanos viviam em guerra. Mas após diversos conflitos, um tratado de paz foi estabelecido. Há pelo menos 300 anos, humanos e vampiros coexistem nos mesmos ambientes, entretanto, o preconceito contra os vampiros é milenar e Baek Ma Ri sentiu na pela, desde a infância, o ódio e a intolerância que o seu povo sofre. Agora, aos 18 anos, Ma Ri tenta concluir o ensino médio e ter uma vida normal sem ser amiga de humanos, entretanto, depois de conhecer o jovem rapaz de sangue doce, Jung Jae Min, sua vida entra em colapso.

Quando você vai lendo, vai entendendo o porquê de Ma Ri não querer ser amiga de humanos. Além disso, depois de tudo o que já passou por causa deles, é bastante plausível querer manter uma distância segura. Em contrapartida, enquanto tenta ser uma pessoa invisível no meio da multidão, Jang Jae Min, o cara mais cobiçado da escola, gostaria de não ser notado por ninguém, sobretudo, pelas garotas. Jae Min tem tanto asco de mulheres que é chamado pelos colegas de misógino. Mas quem diria, num belo dia, ao pegarem o metrô, Ma Ri e Jae Min dividem o mesmo banco e algo inusitado acontece: Ma Ri lhe dá um chupão no pescoço enquanto dormia!!



Para uma pessoa que queria manter distância das mulheres, Jung Jae Min fica super intrigado com essa garota estranha que do nada, lhe dá um chupão no pescoço. E para piorar, Ma Ri não se lembra do que aconteceu, o que deixa nosso herói super confuso, como assim, essa garota me dá um chupão no pescoço e ainda finge que não se lembra de nada?

Para tentar fazê-la se lembrar do acontecido, Jae Min retribui o chupão e Ma Ri fica super atordoada. O cara tem o sangue doce e mais delicioso que ela já sentiu o cheiro, por que agora ele insiste em ficar no seu pé? Já imaginou que dilema? Ma Ri e sua família se alimentam de sangue de porco, embora comam comida humana, eles não conseguem digerir e, rapidamente, precisam vomitar, se não passarão mal. Aí, inusitadamente, surge um cara de sangue doce para sacudir a vida de Ma Ri de pernas pro ar.




Jae Min não larga do pé de Ma Ri, sempre dando investidas, até perceber que está apaixonado por ela. E fazer de tudo para conquistá-la. Mas não pense que tentar se livrar de Jae Min é um dos maiores problemas de Ma Ri não. Nesse ínterim, ela tenta se livrar também das investidas de Jung Soo Ri, do clube banda, que a ouviu cantando sem querer. Agora Ma Ri, que queria apenas uma vida tranquila e sem agitações, se vê atordoada pelas investidas de Jae Min e de Soo Ri e Dou Woo Mi, amiga de Soo Ri, que também é integrante do clube banda.



Mas apesar de insistir tanto em se afastar, Ma Ri acaba se vendo tão envolvida com tudo isso, que quando percebe, já se tornou amiga de Soo Ri e Wou Mi. Entretanto, apesar da amizade, Soo Ri nunca escondeu seu asco e repúdio contra os vampiros. O que irá fazer com que Ma Ri tente se afastar definitivamente do grupo e das amigas. No entanto, quando Soo Ri quase sofre um grave acidente, Ma Ri não só a salva como fica embaixo dos escombros e muito machucada. É nesse dia que Soo Ri descobre que Ma Ri é uma vampira e tudo o que ela acreditava saber sobre vampiros desmorona. Todas as suas convicções se desmancham como um castelo de areia.

Mas não é apenas a Soo Ri que tem seu mundo modificado ao saber sobre os vampiros. A professora da escola, Oh Ro Rah, amiga da tia de Ma Ri, Ha Na Bi, não só entende de vampiros como é a pessoa que fará de tudo para ajudar nossa heroína na escola. Mas ela guarda dois terríveis segredos, mas que eu só poderei contar um: ela é a mãe de Jae Min e, embora ninguém na escola saiba, ela faz de tudo para reconquistá-lo, mas ele não a aceita de forma alguma e a trata super mal. Ao longo dos capítulos, vocês irão entender por que a relação entre eles é tão conflituosa.



Uma das coisas que eu mais gostei em Orange Marmalade, é que os vampiros são pessoas normais que para viver se alimentam de sangue, apenas isso. Os vampiros, nessa história, são uma analogia às minorias representativas que temos em nossa sociedade, como os homossexuais, por exemplo. Houve um tempo em que se acreditava que homossexuais eram pessoas estranhas, como se elas nem sequer fossem humanas, porque como os homossexuais tinham medo do preconceito que sofriam, eles se escondiam, se reprimiam. Essa mesma lógica aparece em Orange Marmalade. Os vampiros têm medo de se mostrar para os humanos com receio do preconceito e mais ainda das represálias. Pois quando algum vampiro era descoberto, suas vidas eram afetadas significativamente, e eles tinham que se mudar de cidade sempre e sempre.



Mas uma personagem na história me lembrou muito uma das cenas do filme Milk - a voz da igualdade, em que Milk dizia para todos os homossexuais confessarem para familiares e amigos que eram homossexuais. Pareceu absurdo quando ele disse isso, mas sabe o efeito que isso causou? Isso dividiu opiniões, pois a coisa mais óbvia do mundo foi descoberta: que homossexuais eram pessoas normais e que todo mundo tinha um amigo, filho, irmão, colega de trabalho que era gay e não um e.t. A personagem que declara isso para os vampiros, também era vampira e esse pedido tem a mesma lógica, mostrar para os humanos que os vampiros não são monstros, mas pessoas bastante parecidas com eles. E que todos, de alguma forma, conheciam um vampiro e eles não eram os bebedores de sangue tão assustadores quanto eles pintavam.




E é óbvio que a revelação bombástica de uma celebridade super conhecida e cultuada divide opiniões. E agora? Os vampiros que conhecíamos não são como acreditávamos, o que fazer? Essa revelação não só divide a opinião da escola inteira, como também da sociedade toda. Entretanto, um crime que supostamente foi cometido por um vampiro, faz com que os ataques de ódio a eles explodam. E os humanos passam a temer os vampiros e o clima estremece, já que o pacto de paz foi supostamente rompido com a morte de um humano.




Nesse ínterim, muitas outras coisas acontecem. Baek Ma Ri e Jung Jae Min começam a namorar, o clube banda começa a fazer sucesso e Ma Ri e as amigas têm fãs pela escola inteira. Até mesmo a sua arquirrival, Jo Ah Ra (que sempre foi apaixonada por Jae Min) começa a sentir alguma empatia por Ma Ri, tanto que é ela quem, de certa forma, ajuda Ma Ri quando Chae Rin começa sua vingança contra os vampiros.

Chae Rin é uma peça chave nessa história. Na verdade, sua participação é bem pontual. Ela aparece como a namorada de Han Si Ho. Si Ho também é vampiro, mas diferente dos demais, ele parou de tomar sangue de porco e, às escondidas, se alimenta de sangue humano. Entretanto, ele não mata pessoas. O surgimento de Si Ho ajuda a explicar por que Ma Ri e os demais vampiros conseguem sair durante o dia, a explicação seria o sangue de porco, já que depois de um tempo se alimentando de sangue humano, Si Ho começa a apresentar as características dos vampiros ancestrais: sensibilidade à luz do sol e força sobre-humana.




Não vou entrar mais em detalhes para não estragar a surpresa. Muitas coisas acontecem ao longo da história. É explicado o porquê de Jae Min ter raiva da mãe. É esclarecido o verdadeiro autor do crime da estudante com marcas de vampiro no pescoço. Começam as lutas pelos direitos dos vampiros. Ma Ri descobre o que é ter amigos de verdade para suportar a barra difícil que vai ter que enfrentar depois da traição de Chae Rin e uma infinidade de coisas. O Si Ho é um fofo, apesar de tudo, enfim... Leiam!! Vale muito a pena.





Sobre o drama: deixei para falar sobre ele por último, porque essa é uma opinião muito particular. Eu assisti a dois episódios e não gostei. Como todos sabem, eu tenho grande resistência a assistir coisas que mudam drasticamente a história do mangá/manhwa/manhua. E com o drama não foi nada diferente. As mudanças são tão grandes, que ainda na primeira metade, é contada uma história paralela que se passa na era Joseon. Veja bem, nada contra. Essa parte da era Joseon foi legal, pelo menos algumas das cenas que vi. Mas isso não tem no manhwa, que fique claro isso.


Orange Marmalade, drama coreano (2015)

O drama é baseado ou é uma adaptação da história de Seok Woo, mas na minha humilde opinião de fã (?), inserir uma era Joseon numa história que não tem isso, é meio absurdo e difícil de engolir. Se você for igual a mim, recomendo que veja o drama primeiro, porque se você tiver lido o manhwa que nem eu e for assistir ao drama, pode odiar, como eu odiei. No mais, achei a escolha dos atores bastante interessante. Mas me incomodou pacas, a Seol Hyun no papel de Baek Ma Ri. Ela é bonita e se encaixa com a personagem, mas me dá agonia a cara de assustada que ela tem o tempo todo. Um saco! Não achei o Yeo Jin Goo bonito no papel do Jung Jae Min. Vi gente por aí dizendo que ele é lindo. E ele é, mas não nesse drama. Não curti. Já o ator que faz o Si Ho, o Lee Jong Hyun, super curti no papel do vampiro sem escrúpulos, mas não cheguei a ver sua atuação. Então não tenho opinião para dar sobre ele.




Ainda sobre mudanças de roteiro e de personagens. No drama, a personagem Ah Ra (Gil Eun Hye) tem muito destaque, quando na real, ela não tem. Enfim, achei os vampiros da era Joseon muito feios e mal feitos, sinceramente, eles poderiam ser melhores e os efeitos especiais também. Mas nem foi exatamente isso o que me fez não ter gostado do drama, e sim a mudança super brusca do roteiro original e a inclusão de cenas desnecessárias (como a parte da história que se passa na era Joseon) - e insisto em dizer que essa é apenas a minha opinião. No mais, recomendo que cada um tire sua própria conclusão. Mas insisto novamente, não deixe de ler o manhwa/webtoon para ter uma visão mais ampla da história. A versão original sempre vale mais a pena do que qualquer outra. No mais, minna... vou indo nessa. Até a próxima, chibis do meu coração. Ja ne. Kissus...





Webtoon online:
Scans: LINE Webtoon; Toshi wa Yume

K-Drama legendando em português:
Fansub:
Fóruns: Fighting Fansub; Kingdom Fansub; Siwon Fansub (necessitam cadastro)
Ver online: DramaFever; Viki

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quarta-feira, 25 de março de 2015

Mars (Mangá)

O que me fez amar essa história logo de cara foi o traço da Souryou Fuyumi. Esse estilo retrô com protagonista masculino meio bad boy, meio garoto carente precisando de cuidados me fez cair de amores ainda mais. Sim, por mais horrível que pareça, eu gostei - tipo, amor à primeira vista - do Rei. E mesmo gostando da Kira, me incomodava pacas o fato de ela ser tão certinha, mas depois entendemos o segredo que cada um esconde e esse shoujo de 1996, publicado há quase 20 atrás se mostra tão atual e tão incrível quanto as histórias de hoje.

Título: マース/ Mars/ Marte
Mangaká: Souryou Fuyumi
Gênero: Drama, Psicológico, Romance, School Life, Shoujo, Slice of Life
Outros Títulos: Tamara (2004)
Publicação:
Mangá - 15 volumes (1996)
Tw-Drama - 20 episódios (2004)
J-Drama - 16 episódios (2016)

Mars, da mangaká Souryou Fuyumi (1996)

Sinopse: Asou Kira é uma garota tímida e reservada. É sempre na dela e evita ao máximo se envolver com as demais pessoas. Kashino Rei é um típico delinquente e baderneiro. Sempre se envolve em confusões e pode ser extremamente violento e inconsequente quando perde o controle. Entretanto, por alguma força do destino, contrariando a tudo e a todos, Kira e Rei se conhecem e acabam protagonizando diversas reviravoltas para poder ficarem juntos.

Não sei por onde começar a falar sobre esse mangá. Terminei de ler há pouco tempo e ainda estou tentando me recuperar de tantas emoções fortes. Foram tantas reviravoltas ao longo desses 15 volumes que me sinto um tanto quanto apreensiva sem saber como vai sair essa postagem. Vou tentar fazer um resumão do que seria o enredo em si e falar um pouco sobre os tantos personagens que apareceram ao logo dessa história tão maravilhosa. Eu super me apaixonei por esse shoujo que guarda um dose de drama surpreendente. A Souryou Fuyumi já se tornou uma de minhas mangakás favoritas, sem dúvidas...




Kira e Rei, a princípio, não têm nada em comum. Mas aos poucos, tornam-se amigos. É óbvio que não se tornaram super amigos de uma hora para outra. Kira evitou contato com Rei  por bastante tempo, até perceber que ele não era a pessoa 100% ruim que ela imaginava. Através dessa amizade, eles também vão descobrindo uma afinidade muito grande e quando percebem já estão apaixonados. A forma como o relacionamento deles foi se desenvolvendo foi bastante espontânea. Muito impressionante a forma com que Souryou conduziu isso. Em nenhum momento parece algo forçado, muito pelo contrário, fica sempre mais claro o quanto eles foram feitos um para o outro.

Também não esqueçamos de mencionar que por Rei ser um cara bastante popular e Kira não, muitos torceram o nariz e alguns não conseguiram engolir esse novo casalzinho. Kida Tatsuya, grande amigo de Rei, mesmo que ele fosse apaixonado pela Kira desde o fundamental, não fez oposição à paixão dos dois. Mas eles eram amigos. Entretanto, alguns personagens, como Sugihara Harumi que tenta intimidar Kira para ela se afastar de Rei, são capazes de ferir para conseguir o que querem. Apesar de Harumi quase esmagar a mão de Kira, no final, elas acabam se tornando melhores amigas. Além de Harumi, outros dois personagens aparecem para dar um clima ainda mais tenso à trama: Sakurazawa Shiori e Kirishima Masao.



Rei beijando a estátua do deus Marte. Por causa dessa cena e por associá-lo ao deus, Kira nomeia o quadro que pintou de Rei com o nome de Mars.

Kashino Rei - apesar de ninguém saber, Rei é filho do dono de uma grande empresa de tecnologias. Vive sua vida da forma como quer e seu sonho é ser o melhor corredor do mundo. Apesar de ser um rapaz descolado e admirado por todos, Rei carrega um grande trauma. Seu irmão gêmeo, Sei, suicidou-se na sua frente. Além disso, ele não se entende com seu pai, que na verdade, não é seu pai de verdade. Não bastando seus conflitos familiares, Rei ainda é órfão de mãe.

Asou Kira - uma exímia desenhista. Por causa de um desenho seu, Rei passa a se interessar por ela e insistir para que fossem amigos. Mesmo com toda sua resistência em aceitar confiar nas pessoas, Kira acaba se acostumando com Rei e com sua promessa de sempre protegê-la. Kira mora apenas com a mãe já que seu pai biológico morreu num acidente de carro, mas quando seu padastro volta para casa, traumas de sua vida passada começam a lhe atormentar e coisas difíceis de lidar terão que ser superadas.

Quando Kira resolve enfrentar tudo, inclusive as ameaças de Harumi, para poder ficar sempre perto de Rei.

Kida Tatsuya e Sugihara Harumi - consideram-se os melhores amigos de Rei e Kira. No começo, Tatsuya é apaixonado por Kira, mas percebe logo que ela já está apaixonada por Rei e que não tem nenhuma chance com ela. Harumi, no início, parece ser a vilã mocreia mais sem noção de todas, mas no fim ela percebe que Kira ama tanto Rei que se sua mão direita fosse totalmente esmagada ela ainda assim, deixaria de desenhar, que é sua paixão, só para ficar ao lado de Rei. Aos poucos, Tatsuya e Harumi ficam bastante próximos e tornam-se um casal. Rei, Kira, Harumi e Tatsuya tornam-se super amigos.

Katayama Akitaka e Kyoko - Akitaka é um grande amigo de Rei. No início do mangá, é ele quem Rei vai visitar no hospital depois de saber que o amigo corredor tinha sofrido um acidente e tido a perna direita amputada. Sem poder mais correr, Akitaka dá de presente a Rei a sua Ducati Monster. Kyoko também é corredora, a única mulher do time Katayama. Depois da corrida de 8h de Suzuka ela resolve se aposentar e cuidar do marido, Akitaka.

Quadro que Kira fez usando Rei como modelo. É através desse quadro que Shiori acaba aparecendo e tentando de todas as formas ter o Rei de volta para ela.

Kurasawa e Yoshioka-sensei - Ambos eram, respectivamente, aluno e professor da escola onde Kira e Rei estudavam. Apesar da aparência gentil e justa, Yoshioka-sensei tenta abusar sexualmente de Kira. Rei descobre e faz com que Yoshioka largue tudo e se demita da escola. Kurasawa é um dos membros do clube de artes do qual Kira faz parte. Apesar de ser um pintor promissor, suas pinturas não têm vida. O que faz com que ele roube um esboço de Kira (o que ela prometera dar de presente a Rei) e ganha o concurso de melhor pintura. Entretanto, após ter uma conversa com Rei, o remorso de Kurasawa é tão grande que ele tenta suicídio, mas felizmente não morre.

Hamazaki Shigeo e Ken-chan - Hamazaki é o senpai que planejou dar uma surra em Rei, porque este ao descobrir do plágio de Kurasawa, invadiu a sala do 3º ano e fez a maior baderna. Para se vingar, Hama-chan tentou dar uma surra em Rei, mas acabou quase tendo sua orelha arrancada. Após esse, episódio, ele se torna amigo de Rei e dos demais. Quando se forma, passa a trabalhar nos negócios da família. Ken-chan é um dos vizinhos de Rei, ele é lutador de boxe e apesar de parecer mais velho tem apenas 19 anos e é muito sensível.




Sakurazawa Shiori e Takemura Shuuichi - ex colegas de Rei e de Sei da antiga escola que eles estudavam, Seiwa. A mesma escola onde Sei cometeu suicídio se atirando do terraço do prédio. Shiori era muito amiga dos dois irmãos, chegou a namorar Sei, mas acabou trocando Sei pelo irmão. Takemura era mais próximo de Sei e quando ele descobre através de Shiori um quadro de Kira exposto numa galeria de artes do concurso que ela ganhou, ele resolve ir atrás de Rei para satisfazer a vontade da mimada e instável Shiori. Eles aparecem no final do volume 3 ou 4 se não me engano, mas na minha humilde opinião, nada foi mais insuportável do que ver a Shiori se rastejando pelo Rei e fazendo de tudo para chamar a sua atenção.

Sonoko Shiina e Kashino Takayuki - porta-voz do pai de Rei. É ela quem tenta convencê-lo a voltar para casa do pai e a concluir os estudos. Mas Rei é muito teimoso e recusa qualquer investida. Takayuki é o responsável de Rei. Apesar de não ser o pai biológico dos dois irmãos gêmeos, ele amava os dois como se fossem seus próprios filhos.


Kashino Akihiko e Shouko - Akihiko é o tio de Rei que morreu num terrível acidente enquanto disputava uma corrida de automobilismo, que era sua paixão. Shouko, ao saber da morte de Akihiko, acaba se tornando excessivamente protetora. Sua obsessão é tão grande que ela acaba tendo que ser internada numa clínica psiquiátrica para poder se tratar de sua psicose.

Esses dois personagens, apesar de serem apenas mencionados ao longo da trama, já estão falecidos. Akihiko morreu depois que o carro explodiu e Shouko tentou suicídio. Embora Akihiko nunca tenha sabido da existência de Rei e Sei e apesar de os gêmeos nunca terem conhecido o tio, a história desses dois personagens, Akihiko e Shouko, guarda profundos e terríveis segredos.




Sumire-chan - vizinha travesti de Rei. Sofreu abuso quando criança, mas conseguiu superar o trauma. Trabalha numa boate fazendo shows e é ela quem vai ajudar Kira a se adaptar à nova vida. Já que Kira acaba fugindo de casa depois de um momento sozinha com seu padastro.

Kirishima Masao - Deixei para falar desse personagem por último, porque ele me fez muita raiva. O cara foi desde o início, o maior psicopata da trama inteira. Kirishima era um simples kouhai do 1º ano que de tão franzino e frágil, era confundido por todos com uma garota. Entretanto, de frágil, ele não tem nada. Apesar de ter sofrido muito, por isso as diversas cicatrizes pelo seu corpo, Kirishima tem uma obsessão por Rei. Para tentar resgatar o Rei violento, ele é capaz de tudo. Inclusive de tentar matar Kira. Mas o que esperar de uma pessoa que já tinha matado alguém antes? Kirishima, depois de tentar matar Kira, é internado num centro psiquiátrico, mas é liberado depois. Gente, vou te contar, quase surtei quando tava lendo o volume 15... kami-sama, haja coração!




Se você acha que Mars é um shoujo bestinha cuja heroína é cheia de frescurinhas e mimimi, se engana. Kira é uma personagem forte, otimista e ao mesmo tempo, cruel. Como todos nós temos um lado cruel dentro de nós. Rei é apresentado como violento, mas ao passo que você vai lendo, vai entendendo que Rei é um cara traumatizado. Cheio de lacunas a serem preenchidas. Sobretudo, acerca de seu passado. Quem é seu verdadeiro pai? O que realmente motivou o suicídio de Sei? Por que sua mãe vivia sempre num hospital? Por que ele era daquele jeito?

Kira vai conseguindo ultrapassar barreiras. Vemos uma menina frágil, mas quando vamos lendo, vamos entendendo o universo no qual Kira se enfiou. Vamos entendendo o porquê de ela evitar tanto o contato com outras pessoas. Kira não é mais uma garota indefesa. E isso fica ainda mais claro quando ela se defende de seu padastro e acredita tê-lo matado. Após esse episódio, Kira foge de casa e vai morar com Rei. Muitas reviravoltas vão acontecendo ao longo da história. Muitas reviravoltas mesmo, mas a ligação entre Kira e Rei é tão forte que não conseguimos deixar de acreditar que o destino deles é mesmo ficar juntos para sempre. Super recomendo a leitura!! Amei de paixão esse mangá. E posso até dizer, foi um dos shoujos mais densos e complexos que já li recentemente. Super recomendo: RECOMENDADÍSSIMO!! Espero que vocês também se apaixonem por essa história. Até a próxima, chibis!! Ja ne.




Mangá em português:
Scans: Hwey. Toshi wa Yume; Tsumi (sem link)

Tw-Drama legendado em português:
Fansub: Why Why Dramas (necessita cadastro)

J-Drama legendado em português:
Fansub: Kingdom Fansub (necessita cadastro)

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Hapi Mari (Mangá)

E a primeira postagem de 2015 é sobre uma das histórias josei mais badaladas de Enjouji Maki. Tenho muitos mangás/animes/doramas pendentes, então resolvi que nessas férias vou concluir tudo o que tenho para ler/assistir. E para começar 2015 muito bem, vou falar sobre o que achei dessa história tão divertida e cativante.

Título: はぴまり ~Happy Marriage!?~/ Hapi Mari
Mangaká: Enjouji Maki
Gênero: Comédia, Cotidiano, Drama, Josei, Romance, Smut
Outros Títulos: Atashi wa Sore wo Gaman Dekinai (2004); Tsuiteru Kanojo (2004)
Publicação: Mangá - 10 volumes (2009-2012)

Hapi Mari, da mangaká Enjouji Maki (2009-2012)

Este mangá possui conteúdo adulto e cenas inadequadas para menores de 18 anos!

Sinopse: Takanashi Chiwa trabalha feito uma condenada para tentar pagar as dívidas do pai. Para isso, trabalha numa grande empresa durante o dia e à noite, é anfitriã num clube de anfitriãs. No entanto, um antigo conhecido de sua avó, Yuuko, a encontra e a faz casar-se com o seu neto, o atual presidente da empresa onde Chiwa trabalha durante o dia. Será que esse casamento arranjado tem alguma chance de dar certo?

No início, quando comecei a ler Hapi Mari, fui percebendo algumas semelhanças com outra série josei bem conhecida, da mangaká Yoshihara Yuki, lançada em 2006, Chou yo, Hana yo. Não estou dizendo que foi plágio, no início me lembrou muito a história da Yuki, mas ufa!, foi apenas impressão minha... A história da Enjouji Maki vai tomando outros caminhos e se distancia anos-luz da história de Yoshihara-senpai (que também é um ótimo josei, estou quase terminando de lê-lo).




Mamiya Hokuto é um filho ilegítimo do irmão mais novo da família Mamiya. Apesar do grande segredo que circunda a morte de sua mãe, Miura Youko, e da própria ligação de Hokuto com o pai, Seiji, ninguém aceita qualquer possibilidade de ele fazer parte da família. Mesmo assim, Hokuto é presidente de uma das empresas do grupo Mamiya e, mais ainda, consegue ser um ótimo gestor. Apenas ele e o primo Satoru são suficientemente capazes de tocar em frente os negócios da família.

Hokuto é um homem obstinado e, para conseguir alcançar seus objetivos, aceita casar com Chiwa. O casamento arranjado veio para salvar o pai de nossa heroína das mãos dos mafiosos, mas ainda assim, o pai de Chiwa não bate bem da cabeça. Hokuto e Chiwa se casam e acabam tendo que ir morar juntos, afinal, o avô de Hokuto havia prometido que ele continuaria sendo o presidente da empresa se se casasse com a neta de seu grande amor da juventude, Yuuko.




Hokuto é o típico homem mais velho que inicia a inocente e inexperiente Chiwa no mundo das paixões da carne. Além disso, Hokuto é uma espécie de sádico que adora explorar todos os desejos de sua esposa. Vale salientar que no início, os dois são estranhos que dividem a mesma casa e muitas coisas acontecem para que eles finalmente passem a viver como marido e mulher e dividam a mesma cama.

Alguns personagens surgem ao longo desses 10 volumes, incluindo uma ex ressentida com o fato de Hokuto estar casado e, aparentemente, estar amando a atual esposa, Shitara Misaki, que é capaz até de pagar para que pessoas persigam Chiwa e lhe "deem um susto". Típico de vilã mocreia. Ah, um ponto interessante dessa história, é que mesmo Hokuto fazendo parte de uma família extremamente tradicional, digamos assim, tanto que a esposa de Satoru, Saori, passa a se dedicar apenas a cuidar da casa e do futuro filho do casal, Chiwa continua trabalhando e, inclusive, deixa de trabalhar na empresa do marido para ser subordinada de seus antigos senpais da faculdade, Sakuraba Shingo e Asahina Kaname, com quem Chiwa namorou quando era caloura.




Mais personagens interessantes que posso citar são Souma Taeko, a secretária braço-direito de Hokuto. Souma aparenta ter vinte e poucos anos, mas na verdade ela tem 55. Ela é super prestativa e acaba se tornando uma grande aliada de Chiwa. Gostei muito dessa personagem. Além dela, temos Katagiri-senpai, que apesar de Chiwa odiá-lo gratuitamente, ele é o (único) melhor amigo de Hokuto. Digamos que Katagiri-senpai não inspira tanta confiança, mas a Chiwa simplesmente não gosta dele. Yagami Yuu é amigo de Chiwa. No início, ele está apaixonado por ela, mas no final, a relação dos dois acaba sendo bem engraçada.

Hapi Mari é um josei que tem seus clichês, como todo josei, claro... Mas ele consegue se superar em alguns pontos, como o fato de Chiwa trabalhar e de manter sua independência, como o segredo sobre a ligação de Hokuto com os Mamiya, a super reviravolta e a descoberta do verdadeiro mandante da morte de Youko, que ao tentar proteger o filho acaba morrendo em seu lugar e, sobretudo, as cenas perfeitas entre Hokuto e Chiwa.




Há muita cena de beijo, há muitas cenas calientes... Tem smut pra dar e vender. Confesso que no início, achei que a história ia enrolar bastante para que eles finalmente tivessem sua primeira noite de casados, mas não... Ufa!, ainda bem... risos. Hokuto e Chiwa combinam muito! Vale super a pena conferir essa história. Super recomendo: RECOMENDADÍSSIMO!!

E até a próxima postagem, minna... Ja ne!!

****** Contém cenas inadequadas para menores de 18 anos!! ******




Mangá em português:
Scans: My Otaku Way; Redisu
Ler online: Union Mangás

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Lovely Complex (Anime)

Confesso que estava com muita preguiça e com um pouco de receio de falar sobre essa história. Não por ela ser ruim ou boa, mas porque faz tempo que assisti ao anime e li partes do mangá (afinal, na época que vi o anime, poucos capítulos do mangá tinham sido traduzidos para o português e desses poucos capítulos já dava para perceber o quanto o anime mudou algumas coisas), mas meu receio de falar sobre ele é que LovCom é um shoujo muito conhecido e mais, bastante comentado em vários outros blogs, mas espero que a minha resenha valha a pena ser lida.


Título: ラブ★コン/ Rabu Com/ Lovely Complex (LovCom)
Mangaká: Nakahara Aya
Gênero: Comédia, Drama, Romance, School Life, Shoujo
Outros TítulosNanaco Robin (2008); Junjou Drop (2011); Saredo Itoshii Hibi (2013); Dame na Watashi no Koi Shite Kudasai (2013)
Publicação:
Mangá - 17 volumes (2001-2006)/ Licenciado pela Panini Comics (2016)
Anime - 24 episódios (2007)
Live-Action - J-Movie (2006)
Jogo - PS2 (2006)


Lovely Complex, da mangaká Nakahara Aya (2001-2006)

Sinopse: Risa Koizumi e Atsushi Otani são os alvos de piada da escola. Risa e Otani são apelidados pelos colegas de All Hanshin Kyojin (comediantes japoneses em que um é mais alto e o outro mais baixo). Risa Koizumi tem 1,72m e Atsushi Otani tem apenas 1,56m. Os dois se odeiam porque por causa do outro viraram motivo de chacota, no entanto, apesar das brigas, os dois até que se dão bem de vez em quando, mas depois de uma discussão ambos fazem uma aposta: aquele que arrumar um namorado ou namorada primeiro terá que fazer o que o outro pedir. Se ganhar, Otani quer um par de tênis novos, se Risa ganhar ela quer um jogo de video game novo. No entanto, ao longo dessa disputa, Risa e Otani se apaixonam, mas será que isso tem condições de dar certo um dia?



Esses dois juntos são realmente uma comédia. As cenas em que os dois aparecem brigando sempre viram motivo para que os colegas insistam em apelidá-los de All Hanshin Kyojin, mas prestando bem atenção, até que eles contribuem muito para isso. Apesar das chacotas dos colegas, é bastante interessante a mensagem que LovCom traz, que é mostrar como conviver com as diferenças com otimismo e respeito. Um exemplo disso é que mesmo sendo muito "pequeno" para a sua idade, Otani é um dos melhores jogadores do clube de basquete da escola.

Uma ironia super interessante está nos sobrenomes dos personagens principais. Enquanto Koizumi quer dizer pequena primavera, Otani significa grande vale. E quando ambos estão irritados, basta apenas retirar e acrescentar uma letra que a ironia vira "ofensa". Em um dos episódios, Risa chama Otani de Kotani (que significa pequeno vale) e Otani retribui a ofensa chamando-a de Oizumi (grande primavera). Mas ironia mesmo é os dois apostarem arrumar um namorado antes e acabarem se apaixonando um pelo outro.

Risa não é nada feminina, sua aparência é de uma meninona, literalmente falando. Ela joga vídeo game e acaba sendo pouco vaidosa, apesar das dicas da sua melhor amiga que está sempre na moda, Nobuko Ishihara, Risa prefere ser apenas ela mesma. Embora no início, ser autêntico seja muito difícil. Quando Risa se declara para Otani, este a rejeita. Na verdade, ele sente vergonha de namorar uma menina tão alta e nem cogita essa possibilidade. Depois de ser rejeitada, ela tenta agir como sua amiga, igual a antes, mas acaba tentando outra vez e se declara novamente. Nesse momento eu queria esganar o Otani, carinha mais indeciso e cruel, ele simplesmente rejeita a nossa heroína pela segunda vez. Quando ela decide desistir de vez, o cara simplesmente aparece no aniversário dela e lhe dá um beijo. Depois disso eles começam a namorar, mas haja tempo para ele se decidir em namorá-la.



Otani é a estrela do time de basquete da escola, apesar da sua altura ser abaixo da média, ele é o melhor da equipe. Antes de aceitar namorar Risa, ele a faz se sentir super insegura e confusa, pois nada mais nada menos do que a sua ex-namorada, Mayu Kanzaki, aparece na história. (engraçado, como sempre tem que aparecer essas sujeitinhas nojentinhas), além disso ele sempre deixou claro gostar de garotas fofas e "indefesas", como Chiharu. Obviamente, Otani fica "balançado" pela ex, fazendo a nossa heroína sofrer bastante. Além disso, o Otani parece ser o expert em dar mancadas! Depois de estar namorando Risa, ele acha que a namorada o está traindo com o colega de trabalho. Claro que tudo não passava de um mal entendido, mas Otani entende tudo errado e termina o namoro com ela.

Mudando um pouco o foco dos personagens, gostaria de falar sobre um dos casais super fofos da história. Chiharu Tanaka morria de medo de garotos, sempre que estava perto de um deles, suava frio e não conseguia falar uma palavra. Mas aos poucos ela vai perdendo esse medo e começa a namorar Ryoji Suzuki, que é o único garoto da escola mais alto do que Risa. Irônico é que Otani tentava investir em Chiharu e Risa em Suzuki, mas os dois acabaram tendo seus planos arruinados, quando os seus respectivos futuros companheiros se apaixonam um pelo outro. Os dois eram super fofos juntos, porque apesar de não parecer, a princípio, os dois combinaram bastante. 

Seiko-chan que, na verdade, é um garoto.

Outro personagem muito engraçado foi Seiko Kotobuki. Na verdade, seu verdadeiro nome é Seichirou, mas ele prefere ser chamado de Seiko e se traveste de menina. Seiko é apaixonado por Otani e em um dos episódios do anime, ele beija Otani na boca. Todos ficam chocados, mas quando Otani descobre que Seiko na verdade era um garoto, para de falar com ele. Outro personagem que gostei muito, foi o Haruka Fukagawa. O cara era apaixonado por Risa e sempre a viu como sua heroína desde que ela o salvou de um grupo de garotos que o estavam chateando, desde então, fez de tudo para ingressar na mesma escola que ela. Ele é muito hilário, principalmente quando começa a detestar Otani.

Ainda sobre o anime, a Risa era uma personagem que eu gostava muito. Ela era forte, e todos julgavam que ela não se abalava fácil, mas depois que revelou seus sentimentos por Otani e depois que descobriu estar apaixonada por ele, ela virou uma grande maria chorona. Tinham cenas em que ela estava lá firme e forte, mas em muitos momentos, a minha vontade de bater no Otani era enorme. Ainda bem que o Fukagawa implicava com ele. Além disso, Risa sentia meio que "inveja" como todas as suas amigas tinham conseguido um namorado, a Nobuko namorava o Heikichi Nakao e a Chiharu o Suzuki. É compreensível o quanto foi difícil para ela lidar com a presença da ex namorada do Otani, que também não facilitava em nada a vida da nossa heroína. 



Falando sobre o mangá e o anime, há algumas divergências entre eles, nada que comprometa a história, apenas alguns detalhes que, na minha humilde opinião, deveriam ter sido mantidos, sobretudo no que diz respeito à aparição de Fukagawa. Ele ajuda muito Risa no início, mas o anime distorce isso. Também não cheguei a ler todo o mangá, infelizmente, não tinham muitos capítulos traduzidos na época em que comecei a assistir ao anime. Como são muitos volumes, também não sei se algum fansub brasileiro já o traduziu por completo.

LovCom ganhou também uma versão live-action. O j-movie foi lançado em 2006 e foi dirigido por Kitani Ishikawa. Infelizmente, ainda não cheguei a assistir o filme, mas pretendo fazer isso em breve, afinal, estou super curiosa para saber se a Fujisawa Ema e o Koike Teppei ficaram bem nos papéis de Risa e Otani. Além do live action, LovCom também ganhou uma versão para PlayStation 2 no mesmo ano.

LovCom versão live-action.

LovCom tem uma trilha sonora bastante animada, para baixar a música das duas aberturas, clique aqui e aqui. Além de ser uma história super alto astral e de tratar temas difíceis com muito bom humor, LovCom fala de romance, de diferenças, de dificuldades enfrentadas na adolescência, enfim... mesmo com todos os clichês, LovCom consegue ser uma história simples e original.

Falando assim, me torno bastante suspeita, visto que eu gostei muito da história. E é uma pena eu não ter conseguido ler o mangá. Mas durante minhas pesquisas vi que os fansubs em espanhol já adiantaram bastante a tradução. Uma pena maior ainda os fansubs brasileiros não estarem no mesmo ritmo. Mas espero que vocês tenham gostado da resenha e aqueles que ainda não viram/leram Lovely Complex, não deixem para depois... Mais do que recomendo: recomendadíssimo!!



Mangá em Português - Sem Links
Licenciado pela Panini Comics

Anime legendando em português:
Download: Anbient
Ver online: Animeq; Anitube

J-Movie legendando em português:
Download: Koike Teppei
Ver online: Dopeka

Entenda porque os links foram removidos
 

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