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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Orange Marmalade (Manhwa)

Sabe aquela coisa que sempre acontece comigo? Pois é... estava entediada, cheia de preguiça, pra falar a verdade e, enquanto procurava algum mangá para ler na lista de projetos do ToYume, acabo me deparando com Orange Marmalade. Pensei, devo ou não devo? Já tenho tantos doramas e filmes para ver, sem falar em todos os mangás que ainda não terminei... Mas acabo sendo vencida pela curiosidade. Não só comecei a ler, como não consegui mais parar...

Título: 오렌지 마말레이드/ Orenji Mamalleideu/Orange Marmalade
Artista: Seok Woo
Gênero: Comédia, Drama, Romance, School Life, Slice of Life, Sobrenatural, Vampiro
Publicação:
Webtoon - 119 capítulos (2011)
Manhwa - 8 volumes (2011-2013)
K-Drama - 16 episódios (2015 - em lançamento)

Orange Marmalade, webtoon de Seok Woo (2011)

Sinopse: Há muitos anos atrás, vampiros e humanos viviam em guerra. Mas após diversos conflitos, um tratado de paz foi estabelecido. Há pelo menos 300 anos, humanos e vampiros coexistem nos mesmos ambientes, entretanto, o preconceito contra os vampiros é milenar e Baek Ma Ri sentiu na pela, desde a infância, o ódio e a intolerância que o seu povo sofre. Agora, aos 18 anos, Ma Ri tenta concluir o ensino médio e ter uma vida normal sem ser amiga de humanos, entretanto, depois de conhecer o jovem rapaz de sangue doce, Jung Jae Min, sua vida entra em colapso.

Quando você vai lendo, vai entendendo o porquê de Ma Ri não querer ser amiga de humanos. Além disso, depois de tudo o que já passou por causa deles, é bastante plausível querer manter uma distância segura. Em contrapartida, enquanto tenta ser uma pessoa invisível no meio da multidão, Jang Jae Min, o cara mais cobiçado da escola, gostaria de não ser notado por ninguém, sobretudo, pelas garotas. Jae Min tem tanto asco de mulheres que é chamado pelos colegas de misógino. Mas quem diria, num belo dia, ao pegarem o metrô, Ma Ri e Jae Min dividem o mesmo banco e algo inusitado acontece: Ma Ri lhe dá um chupão no pescoço enquanto dormia!!



Para uma pessoa que queria manter distância das mulheres, Jung Jae Min fica super intrigado com essa garota estranha que do nada, lhe dá um chupão no pescoço. E para piorar, Ma Ri não se lembra do que aconteceu, o que deixa nosso herói super confuso, como assim, essa garota me dá um chupão no pescoço e ainda finge que não se lembra de nada?

Para tentar fazê-la se lembrar do acontecido, Jae Min retribui o chupão e Ma Ri fica super atordoada. O cara tem o sangue doce e mais delicioso que ela já sentiu o cheiro, por que agora ele insiste em ficar no seu pé? Já imaginou que dilema? Ma Ri e sua família se alimentam de sangue de porco, embora comam comida humana, eles não conseguem digerir e, rapidamente, precisam vomitar, se não passarão mal. Aí, inusitadamente, surge um cara de sangue doce para sacudir a vida de Ma Ri de pernas pro ar.




Jae Min não larga do pé de Ma Ri, sempre dando investidas, até perceber que está apaixonado por ela. E fazer de tudo para conquistá-la. Mas não pense que tentar se livrar de Jae Min é um dos maiores problemas de Ma Ri não. Nesse ínterim, ela tenta se livrar também das investidas de Jung Soo Ri, do clube banda, que a ouviu cantando sem querer. Agora Ma Ri, que queria apenas uma vida tranquila e sem agitações, se vê atordoada pelas investidas de Jae Min e de Soo Ri e Dou Woo Mi, amiga de Soo Ri, que também é integrante do clube banda.



Mas apesar de insistir tanto em se afastar, Ma Ri acaba se vendo tão envolvida com tudo isso, que quando percebe, já se tornou amiga de Soo Ri e Wou Mi. Entretanto, apesar da amizade, Soo Ri nunca escondeu seu asco e repúdio contra os vampiros. O que irá fazer com que Ma Ri tente se afastar definitivamente do grupo e das amigas. No entanto, quando Soo Ri quase sofre um grave acidente, Ma Ri não só a salva como fica embaixo dos escombros e muito machucada. É nesse dia que Soo Ri descobre que Ma Ri é uma vampira e tudo o que ela acreditava saber sobre vampiros desmorona. Todas as suas convicções se desmancham como um castelo de areia.

Mas não é apenas a Soo Ri que tem seu mundo modificado ao saber sobre os vampiros. A professora da escola, Oh Ro Rah, amiga da tia de Ma Ri, Ha Na Bi, não só entende de vampiros como é a pessoa que fará de tudo para ajudar nossa heroína na escola. Mas ela guarda dois terríveis segredos, mas que eu só poderei contar um: ela é a mãe de Jae Min e, embora ninguém na escola saiba, ela faz de tudo para reconquistá-lo, mas ele não a aceita de forma alguma e a trata super mal. Ao longo dos capítulos, vocês irão entender por que a relação entre eles é tão conflituosa.



Uma das coisas que eu mais gostei em Orange Marmalade, é que os vampiros são pessoas normais que para viver se alimentam de sangue, apenas isso. Os vampiros, nessa história, são uma analogia às minorias representativas que temos em nossa sociedade, como os homossexuais, por exemplo. Houve um tempo em que se acreditava que homossexuais eram pessoas estranhas, como se elas nem sequer fossem humanas, porque como os homossexuais tinham medo do preconceito que sofriam, eles se escondiam, se reprimiam. Essa mesma lógica aparece em Orange Marmalade. Os vampiros têm medo de se mostrar para os humanos com receio do preconceito e mais ainda das represálias. Pois quando algum vampiro era descoberto, suas vidas eram afetadas significativamente, e eles tinham que se mudar de cidade sempre e sempre.



Mas uma personagem na história me lembrou muito uma das cenas do filme Milk - a voz da igualdade, em que Milk dizia para todos os homossexuais confessarem para familiares e amigos que eram homossexuais. Pareceu absurdo quando ele disse isso, mas sabe o efeito que isso causou? Isso dividiu opiniões, pois a coisa mais óbvia do mundo foi descoberta: que homossexuais eram pessoas normais e que todo mundo tinha um amigo, filho, irmão, colega de trabalho que era gay e não um e.t. A personagem que declara isso para os vampiros, também era vampira e esse pedido tem a mesma lógica, mostrar para os humanos que os vampiros não são monstros, mas pessoas bastante parecidas com eles. E que todos, de alguma forma, conheciam um vampiro e eles não eram os bebedores de sangue tão assustadores quanto eles pintavam.




E é óbvio que a revelação bombástica de uma celebridade super conhecida e cultuada divide opiniões. E agora? Os vampiros que conhecíamos não são como acreditávamos, o que fazer? Essa revelação não só divide a opinião da escola inteira, como também da sociedade toda. Entretanto, um crime que supostamente foi cometido por um vampiro, faz com que os ataques de ódio a eles explodam. E os humanos passam a temer os vampiros e o clima estremece, já que o pacto de paz foi supostamente rompido com a morte de um humano.




Nesse ínterim, muitas outras coisas acontecem. Baek Ma Ri e Jung Jae Min começam a namorar, o clube banda começa a fazer sucesso e Ma Ri e as amigas têm fãs pela escola inteira. Até mesmo a sua arquirrival, Jo Ah Ra (que sempre foi apaixonada por Jae Min) começa a sentir alguma empatia por Ma Ri, tanto que é ela quem, de certa forma, ajuda Ma Ri quando Chae Rin começa sua vingança contra os vampiros.

Chae Rin é uma peça chave nessa história. Na verdade, sua participação é bem pontual. Ela aparece como a namorada de Han Si Ho. Si Ho também é vampiro, mas diferente dos demais, ele parou de tomar sangue de porco e, às escondidas, se alimenta de sangue humano. Entretanto, ele não mata pessoas. O surgimento de Si Ho ajuda a explicar por que Ma Ri e os demais vampiros conseguem sair durante o dia, a explicação seria o sangue de porco, já que depois de um tempo se alimentando de sangue humano, Si Ho começa a apresentar as características dos vampiros ancestrais: sensibilidade à luz do sol e força sobre-humana.




Não vou entrar mais em detalhes para não estragar a surpresa. Muitas coisas acontecem ao longo da história. É explicado o porquê de Jae Min ter raiva da mãe. É esclarecido o verdadeiro autor do crime da estudante com marcas de vampiro no pescoço. Começam as lutas pelos direitos dos vampiros. Ma Ri descobre o que é ter amigos de verdade para suportar a barra difícil que vai ter que enfrentar depois da traição de Chae Rin e uma infinidade de coisas. O Si Ho é um fofo, apesar de tudo, enfim... Leiam!! Vale muito a pena.





Sobre o drama: deixei para falar sobre ele por último, porque essa é uma opinião muito particular. Eu assisti a dois episódios e não gostei. Como todos sabem, eu tenho grande resistência a assistir coisas que mudam drasticamente a história do mangá/manhwa/manhua. E com o drama não foi nada diferente. As mudanças são tão grandes, que ainda na primeira metade, é contada uma história paralela que se passa na era Joseon. Veja bem, nada contra. Essa parte da era Joseon foi legal, pelo menos algumas das cenas que vi. Mas isso não tem no manhwa, que fique claro isso.


Orange Marmalade, drama coreano (2015)

O drama é baseado ou é uma adaptação da história de Seok Woo, mas na minha humilde opinião de fã (?), inserir uma era Joseon numa história que não tem isso, é meio absurdo e difícil de engolir. Se você for igual a mim, recomendo que veja o drama primeiro, porque se você tiver lido o manhwa que nem eu e for assistir ao drama, pode odiar, como eu odiei. No mais, achei a escolha dos atores bastante interessante. Mas me incomodou pacas, a Seol Hyun no papel de Baek Ma Ri. Ela é bonita e se encaixa com a personagem, mas me dá agonia a cara de assustada que ela tem o tempo todo. Um saco! Não achei o Yeo Jin Goo bonito no papel do Jung Jae Min. Vi gente por aí dizendo que ele é lindo. E ele é, mas não nesse drama. Não curti. Já o ator que faz o Si Ho, o Lee Jong Hyun, super curti no papel do vampiro sem escrúpulos, mas não cheguei a ver sua atuação. Então não tenho opinião para dar sobre ele.




Ainda sobre mudanças de roteiro e de personagens. No drama, a personagem Ah Ra (Gil Eun Hye) tem muito destaque, quando na real, ela não tem. Enfim, achei os vampiros da era Joseon muito feios e mal feitos, sinceramente, eles poderiam ser melhores e os efeitos especiais também. Mas nem foi exatamente isso o que me fez não ter gostado do drama, e sim a mudança super brusca do roteiro original e a inclusão de cenas desnecessárias (como a parte da história que se passa na era Joseon) - e insisto em dizer que essa é apenas a minha opinião. No mais, recomendo que cada um tire sua própria conclusão. Mas insisto novamente, não deixe de ler o manhwa/webtoon para ter uma visão mais ampla da história. A versão original sempre vale mais a pena do que qualquer outra. No mais, minna... vou indo nessa. Até a próxima, chibis do meu coração. Ja ne. Kissus...





Webtoon online:
Scans: LINE Webtoon; Toshi wa Yume

K-Drama legendando em português:
Fansub:
Fóruns: Fighting Fansub; Kingdom Fansub; Siwon Fansub (necessitam cadastro)
Ver online: DramaFever; Viki

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Nineteen, Twenty-One (Manhwa)

Não sei se comentei com vocês, minhas/meus lind♥s, mas enfim... eu comecei uma maratona de manhwas. Sei que a minha listinha anda lenta e super vagarosa, mas está indo. (é que completei minha coleção de Rosario+Vampire e Deadman Wonderland e estou super animada para ler, mas não vou deixar de lado minha maratona particular). Hoje, resolvi postar sobre esse manhwa, que na verdade, é um webtoon, pois adorei a simplicidade e a espontaneidade com que a história foi desenvolvida.

Título: 열아홉스물하나/ Nineteen, Twenty-One
Roteiro/ Arte: Yu Han/ Kim Hye Jin
Gênero: Comédia, Drama, Psicológico, Romance, Shoujo, Slice of Life
Publicação: Manhwa (Webtoon) - 1 volume (2010)

Nineteen, Twenty-One, manhwa/webtoon (2010)

Sinopse: Lee Yun Lee sofreu um acidente que a impossibilitou de fazer suas atividades normalmente durante dois anos, por causa disso, carrega uma enorme mágoa no seu coração. Afinal, dois anos perdidos, não são dois dias. No entanto, Yun Lee tenta dar a volta por cima levando uma vida normal. Ela se inscreve num cursinho para ingressar na universidade. No entanto, ela continua se sentindo infeliz, até que conhece o jovem Ju Gong Hwi que parece ter a fórmula perfeita para remediar suas dores...

Fazia tempo que eu não lia algo leve e tão delicado. Nineteen, Twenty-One é uma história agradável e bem simples. Entretanto, é diante dessa simplicidade toda que mora o perigo, afinal, nem tudo é tão simples quanto parece.



Yun Lee tem 21 anos e aos 19 sofreu um grave acidente que a fez perder os exames de admissão para a universidade. Em casa, sem poder usufruir desse tempo todo, Yun Lee perdeu amigos e perdeu a oportunidade de viver o início da sua juventude. Mas apesar de tudo isso, ela resolve que ainda dá para correr atrás e começa a fazer um cursinho pré-vestibular.

O que mais gostei na Yun Lee é que mesmo sentindo toda essa mágoa por "estar" atrasada em relação aos demais, ela não passa cenas e mais cenas chorando se lastimando. Yun Lee consegue ir atrás das coisas que deseja e ainda por cima, se mostra bastante incisiva quando tem um objetivo, como quando ela tenta fazer com que a ahjuma que odeia os gatos de rua (nya-vericks) passe a gostar deles.




Dong Hwi é um rapaz de 19 anos que concluiu o ensino médio, mas não sabe o que quer ser da vida. No momento, seu objetivo é tentar descobrir algo para fazer antes de se tornar um "adulto" cheio de responsabilidades e sem nenhum direito de gozar da sua individualidade.

Enquanto não descobre o que quer fazer da vida, Dong Hwi passa a maior parte do seu tempo trabalhando em empregos de meio período para juntar dinheiro e fazer algo impressionante com isso, como uma viagem, mas sua vida acaba se resumindo a trabalhar numa loja de conveniência e a alimentar os gatos de rua (nya-vericks) com o salário que recebe. Mas tudo isso ganha uma nova conotação quando ele conhece Yun Lee e a vida dos dois passa a fazer parte um do outro num passe de mágicas.





A relação entre Yun Lee e Dong Hwi é super espontânea. Num belo dia acabam se conhecendo e descobrindo que ambos alimentavam os nya-vericks. Como tinham um objetivo em comum, passam a alimentar os nya-vericks juntos e juntos tentam enfrentar alguns obstáculos pela frente, como por exemplo, tentar convencer a ahjuma de que alimentar os gatinhos não é nada demais, pois assim como ela cuida do jardim que não é dela, eles cuidam dos gatos que não são deles.

Sobre isso, recomendo que leiam o manhwa para entenderem melhor o que estou querendo dizer. Fica mais claro ao longo da leitura essa relação. Mas falando sobre o relacionamento entre Dong Hwi e Yun Lee, é óbvio que os dois se sentem seriamente envolvidos, afinal, ambos se sentem extremamente preocupados com o destino dos nya-vericks, mas essa proximidade toda também pode despertar sentimentos diferentes e é aí que morre a mera simplicidade dessa história.






A espontaneidade e a leveza com que a relação dos dois vai evoluindo mostra um certo amadurecimento de ambas as partes. Não tem forçação de barra e para mim, a forma como os dramas psicológicos da Yun Lee (e do próprio Dong Hwi) são retratados deixam evidente que ela (e ele) vão superando as suas próprias barreiras/limitações. E não por amor, simplesmente, mas por amadurecimento, por crescimento pessoal, igual ocorre num verdadeiro slice of life.

Ambos veem no outro uma forma de se autoconhecerem. Dong Hwi é super despreocupado, mas ao conhecer Yun Lee passa a pensar em coisas que nunca tinha pensado antes. Yun Lee se confronta com uma pessoa totalmente oposta a ela, demonstrando sentimentos dúbios com relação ao rapaz, como inveja, por exemplo, mas não há dolo quando ela age dessa forma, o que há é um reconhecimento de que ela não pode ter o tempo perdido de volta e ver alguém desfrutando de seus 19 anos sem saber o que quer fazer, ou seja, desperdiçando isso, é uma afronta para alguém que teve dois anos de sua vida roubados por causa de um acidente. Chega a ser uma ironia do destino.







O fato é que a história se desenvolve num ritmo bem suave. Sem fortes emoções, mas de forma surpreendente. As imagens, vale salientar que o manhwa é todo colorido, ajudam a transmitir essa mensagem de suavidade e leveza. Mas também acrescentam detalhes que vão além... Vão além da simplicidade, do casual... As imagens mostram também a fragilidade da antiga personalidade de Yun Lee e da fragilidade da personalidade que Dong Hwi tenta manter. Os títulos com nomes de flores ou semelhantes ajudam a reforçar essa ideia da fragilidade, mas ao mesmo tempo da força, já que alguns títulos trazem o simbolismo das flores associados ao momento ou clímax que se passam em cada capítulo.

O drama vivenciado pelos personagens quando cogitam a possibilidade de castrar os nya-vericks, o drama em ter que conviver com o pouco dinheiro para comprar alimentos para eles, o drama de não saberem o que fazer depois da castração, todos os problemas pessoais enfrentados por eles, tais como: a insegurança que Dong Hwi sente ao pensar que Yun Lee pode se apaixonar por outro e o consequente ciúmes que sente dela em um episódio específico; a pressão psicológica que os pais de Yun Lee exercem sobre ela para que tenha como foco passar no vestibular; tudo isso nos aproxima da fragilidade dos personagens. Afinal, também passamos por provações tão ou mais terríveis do que essas. Por essa proximidade, por essa identificação que eu tive com essa história e pelos ensinamentos que aprendemos com as experiências com outras pessoas, eu mais do que recomendo esse manhwa: RECOMENDADÍSSIMO!!




Manhwa em português:
Scan: Redisu (sem download)
Ler online: Union Mangás

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quinta-feira, 6 de março de 2014

Savage Garden (Manhwa)

Simplesmente não tenho palavras para descrever o quão apaixonante é essa história. Apesar de ter o nome homônimo à banda australiana Savage Garden, este manhwa (tipo de mangá coreano) de Lee Hyeon-Sook foge a anos-luz de distância da esfera pop-rock da banda. Savage Garden é uma ironia à selvageria dos ditos nobres que frequentam uma das melhores nove escolas para os filhos dos nobres da época.

Título: 새비지 가든/ Savage Garden
Artista: Lee Hyeon-Sook
Gênero: Drama, Gender Bender, Harém Inverso, Histórico, Romance, School Life, Shoujo, Tragédia
Publicação: Manhwa - 7 volumes (2009)

Savage Garden, manhwa de Lee Hyeon-Sook (2009)

Sinopse: A história se passa na Inglaterra do século XVIII. Gabriel, é uma garota órfã de família nobre falida, que após a morte de seu amigo, Jeremy, filho ilegítimo de um nobre, é obrigada a tomar o lugar dele e ir para um colégio apenas para meninos ricos. Ameaçada de morte pela madrasta de Jeremy, Gabriel assume a personalidade masculina e tenta esconder de todos que, na verdade, é uma garota. Entretanto, sua convivência com os irmãos Evan e Raymond Kensignton irá tornar sua vida na escola mais difícil do que ela pensava.

Gabriel/Jeremy não suporta essa esfera e tenta ser diferente disso tudo, sendo o mais discreta possível, mas isso acaba surtindo o efeito contrário, já que Evan se apaixona por ela por achá-la diferente dos demais garotos da escola. Spoiler: Ou seja, já deu para perceber que Evan é gay, mesmo tendo relações sexuais com mulheres. Fim do Spoiler.




Comentário cheio de spoilers, tá? Então, Minna, é por sua conta e risco continuar a leitura. Para ler os trechos grifados, selecione o texto colorido.

Aos poucos, Gabriel/Jeremy vai descobrindo que o mundo dos nobres é podre. Mas também não tem como fugir dessa esfera. Ao conhecer Raymond, se apaixona por ele, mas ele não tem tendências homossexuais como Evan e as coisas só pioram quando ela tem que pegar um trem para Londres ou para a América para evitar o escândalo de que o duque que pensa sustentar o verdadeiro Jeremy, seja marcado na rua como o duque que sustenta seu amante menino na escola. Se vendo obrigada a se afastar de Ray, Gabriel comete a loucura de ir à casa dos Kensington e lá começa toda a sua tragédia. Ela descobre o segredo das febres de Raymond e descobre que o seu amado fora ameaçado pelo capanga da duquesa, esposa do suposto duque pai do verdadeiro Jeremy.

Savage Garden é repleto de reviravoltas, tramas bem elaboradas e suspenses de tirar o fôlego. Os personagens são bem desenhados e cada nome escolhido para eles não foi aleatório, por exemplo, a personagem Angela, é tida como um anjo, uma mulher bela e amável, mas na verdade, ela é apenas mimada, egoísta e calculista. Além disso, os temas polêmicos que permeiam a obra, como os casos homossexuais dos garotos na escola, são fichinha perto da hipocrisia e dos crimes que os nobres cometem.

A ironia desde o título até os nomes dos personagem torna esse manhwa o shoujo mais incrível que já li na vida. Espero que vocês também tenham essa mesma sensação. Mais do que recomendado: RECOMENDADÍSSIMO!!



Manhwa em português:
Scan: Antique Mangá

Manhwa em espanhol:
Scan: Moe Moe Fansub

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