Mostrando postagens com marcador Seinen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Seinen. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de dezembro de 2017

Puella Magi Madoka☆Magica (Anime)

Quando se fala em mahou shoujo, logo se imagina um grupo de garotas com poderes mágicos lutando contra o mal. Entretanto, depois que você assiste a Puella Magi Madoka☆Magica, você descobre que nem todo mahou shoujo tem o glamour de se lutar em nome da justiça. Além disso, diferentemente de muitos animes, Madoka não é uma adaptação de mangá, mas uma produção roteirizada por Urobuchi Gen (autor da novel de Fate/zero). O mangá, para aqueles que tiverem interesse, é um spin-off baseado na série em anime roteirizada e desenhada por Magica Quartet e Hanokage, respectivamente.

Título: 魔法少女まどか☆マギカ/ Puella Magi Madoka☆Magica/ Mahou Shoujo Madoka☆Magica
Roteiro/ Arte:  Urobuchi Gen, Magica Quartet / Hanokage
Gênero: Ação, Drama, Mahou Shoujo, Psicológico, School Life, Sci-Fi, Seinen
Publicação:
Anime - 12 episódios (2011)
Mangá - 3 volumes (2011)/ Licenciado pela NewPop

Puella Magi Madoka☆Magica, anime (2011)

Sinopse: Kaname Madoka é uma estudante do 2º ano ginasial, que vive uma vida normal como uma garota de 14 anos, até um encontro inesperado acontecer. Ela ainda não sabe, mas esse encontro mudará a sua vida e a fará entender o valor das coisas que realmente são importantes.



Quando comecei a assistir a esse anime, não sabia o que esperar, porque eu não sabia nada sobre ele, nem tinha pesquisado nada. Eu tinha acabado de terminar a 3ª temporada de Sailor Moon Crystal e estava no clima de ver mahou shoujo. Entretanto, tudo o que eu sabia sobre mahou shoujo ficou ofuscado, pois Puella Magi Madoka☆Magica foge bastante do modelo glamouroso de garotas mágicas que lutam pelo amor ou pela justiça.





Em Madoka surge um conceito totalmente diferente de se enxergar uma "garota mágica". O que a priori tinha tudo para seguir o mesmo perfil de histórias como Sailor Moon e Guerreiras Mágicas de Rayearth, por exemplo, acaba seguindo por outro caminho. Somos apresentados a suicídios sem explicação, acidentes de trânsito e morte de pacientes quase curados, em que tudo isso seria obra das bruxas que por onde passam causam mal à humanidade. É para combater essas anomalias, que garotas precisam fazer um contrato com Kyubey e poderem ter um desejo seu concedido.




Aparentemente, um enredo bastante simples, mas que esconde um segredo extremamente sombrio. Afinal de contas, a vida de Madoka muda completamente quando ela conhece Kyubey e a aluna recém transferida, Akemi Homura. Apesar de a história girar em torno de Madoka, quem é a força motriz para que a narrativa se desenvolva é a Akemi. Ela tem uma importante missão que precisa ser cumprida: proteger Madoka de ter um destino trágico. Entretanto, tanto o destino de uma quanto o da outra dependerão da relação que elas desenvolverão ao longo da história.




Kyubey é um gatinho alienígena super kawaii, mas só por fora, pois ele é um dos encubadores responsáveis por transformar garotas em garotas mágicas. Embora pareça fofo, ele é um traiçoeiro FDP. Ele não tem um pingo de emoção e não se importa nem um pouco com essas garotas. Seus planos são outros. Mesmo sem poder sugerir pedidos para as garotas, ele fica colado nelas até que elas cedam e façam o contrato com ele. Kyubey as ilude oferecendo um futuro simples e fácil: caçar bruxas, em troca de terem um único desejo realizado; mas o que ele esconde é que seu real propósito é usar as emoções negativas dos humanos para manter o equilíbrio energético do universo.





Sobre as personagens, confesso que eu não tinha saco para aturar a choradeira sem fim da Madoka. Ela era muito chorona e muito indecisa, MDS, eu não tenho paciência para personagens assim. Embora ela tenha sido fodástica no último episódio (com um final surpreendente, diga-se de passagem), ela passou todos os outros 11 episódios sendo um pé no saco! De todas as personagens, a minha preferida com certeza foi a Akemi Homura. Apesar de ela não deixar claras suas verdadeiras intenções no início, ela deu o seu máximo para proteger Madoka e sua missão foi extremamente importante para o desfecho da história.





Além da Akemi, também gostei muito da Sakura Kyoko. Mesmo mantendo um ar de superior e indiferente, ela apenas tentava se proteger de cometer falhas, afinal, as garotas mágicas não podiam baixar a guarda, pois elas poderiam morrer. Mas apesar de toda essa pose, Sakura acabou se tornando amiga de Miki Sayaka. Uma personagem que não apareceu tanto no anime foi a Tomoe Mami. Tanto ela quanto Sayaka serviram para mostrar a realidade cruel de ser uma garota mágica e mais ainda, que destino elas teriam se não fossem cautelosas.






Por ser um anime voltado para um público mais adulto, Puella Magi Madoka☆Magica criou uma nova maneira de tratar o mahou shoujo. Eu, particularmente, adorei e super recomendo, entretanto, aconselho vocês a não irem com muita sede ao pote e nem a se apegarem tanto às personagens. O fardo de ser uma garota mágica não é fácil e a morte está sempre à espreita, além disso, toda quota de esperança tem o seu equivalente de desespero. Madoka é um anime diferente que traz uma reflexão interessante acerca da imagem que nós temos de garotas mágicas, é tão glamouroso assim lutar contra o mal e se as coisas não fossem desse jeito? Gostei pacas de Madoka e recomendo de coração. Vale super a pena!! Até a próxima...



Mangá em português - sem link
Licenciado pela NewPop

Anime legendado em português:
Aenianos Fasubber - download completo
Anbient - download completo
Crunchyroll - ver online completo (necessita cadastro)

quinta-feira, 9 de junho de 2016

K-ON! (Anime)

Yoooooo, minna... Estou em fim de período e a minha vida tá super corrida... Haja coração para esse final de semestre... Mas hoje resolvi ressuscitar e falar dessa história. Acredito que eu seja a única que ainda não viu esse anime (não me julguem - risos). Entretanto, o que eu pensava que era um shoujo, descobri que era um seinen O.o

Título: けいおん!/ Keion!/ K-ON!
Mangaká: Kakifly
Gênero: Comédia, School Life, Seinen
Publicação:
Mangá - 4 volumes (2007)/ Licenciado pela NewPop
Anime - 41 episódios - 1ª temporada (2009)/ 2ª temporada (2010)
Jogo: K-ON! Hokago Live!! (2010)

K-ON!, do mangaká Kakifly (2007-2012)

Sinopse: Tudo começa quando a distraída Hirasawa Yui entra para o clube de música leve da escola. Entretanto, ela não sabe tocar nenhum instrumento. Mas isso não impede que ela, juntamente com suas amigas do clube, formem uma banda. Será que um dia elas poderão ser uma banda de sucesso?

Antes de mais nada, quero deixar claro que não li o mangá ainda, apenas vi o anime. Apenas a 1ª temporada. Ainda estou protelando ver a 2ª, porque perdi o interesse na metade. Na verdade, achei que pelo andar da carruagem, não tinha muita necessidade de ter uma continuação, visto que a história não evolui muito. Enfim... comecei a ver o anime pensando que era um shoujo, mas pesquisando aqui para fazer essa postagem descobri que é um seinen. O que explica as personagens serem colegiais e algumas cenas ecchi (camufladas) que aparecem no anime.



A história não tem grandes evoluções. Yui entra para o clube de música leve da escola e conhece Akiyama Mio (a baixista do clube e compositora da banda), Tainaka Ritsu (a baterista e presidente do clube) e Kotobuki Tsumugi (a tecladista do grupo). Mais tarde, elas conhecem Nakano Azusa (a segunda guitarrista do clube), que entra para o clube no fim da 1ª temporada, se não me engano.

Não é um anime ruim, mas me lembrou um pouco o estilo de Lucky Star. Uma história centrada em garotas que cursam o ensino médio numa escola só para garotas, que são amigas, que não têm preocupação com namorado e têm personalidades bem diferentes. O traço das personagens diz muito sobre o estilo do anime. O estilo Moe é aquele em que as personagens são bem parecidas mas o que muda é um detalhe ou outro, tipo o cabelo, a cor dos olhos, o formato dos olhos etc., mas o molde é o mesmo, digamos assim. Talvez seja a tendência desse tipo de seinen.




O enredo não tem nada demais. São quatro garotas, inicialmente, que entram para o clube de música leve da escola e têm a pretensão de formar uma banda. Mais tarde, aparece uma nova integrante e Yui, Mio, Ritsu e Tsumu já estão no 3º ano. Ou seja, na minha humilde opinião, não acontece nada demais durante o anime todo. Não sei se é porque eu esperava mais da história ou se eu pensava que a coisa seria mais animada, enfim... o lance é que não curti tanto assim a vibe da segunda temporada, tanto que nem consegui terminar. 

A primeira temporada é engraçada, mas tirando a parte em que elas ensaiam e tomam o chá da tarde todos os dias, não tem absolutamente nada demais. Não existe um enfoque na vida de nenhuma dessas garotas. Elas só existem na escola e para o clube. Não existe uma vida delas fora da escola ou algum drama. Nada. Talvez nem seja esse o objetivo da história de K-ON!. Além disso, a escolha das personagens serem colegiais é um detalhe a mais que atrai o público seinen. Até porque sabemos que no Japão é muito delicada a questão da lolita lá. A tara que se cria e se perpetua do tiozão "apaixonado" pela colegial é um grande fetiche e isso é amplamente utilizado. K-ON! é um exemplo típico disso.




Assisti a esse anime pelo aplicativo Giganima. Não sei se vocês conhecem, mas ele é ótimo. Infelizmente, não tem todos os animes que você quiser, mas uma grande maioria é possível encontrar lá. Se você usa smartphone com SO Android ou iOS, pode instalar o Giganima e aproveitar bastante. Então, é isso, minna... Espero que tenham gostado da minha resenha preguiçosa... risos. Eu recomendo o anime e que vocês baixem o aplicativo no celular ou tablet de vocês. É muito bom. Ah, eu recomendo o anime, mas não curti muito. Acho que eu depositei expectativas demais sobre ele. Acontece... Kissus... e até a próxima.




Mangá em português - sem link
Licenciado pela New Pop

Anime legendado em português:
Download: Anbient
Ver online: Animeq; Anitube; Super Animes

sábado, 25 de outubro de 2014

Gokujo. Gokurakuin Joshikou Ryou Monogatari (Anime)

Comecei a assistir a esse anime, porque descobri que era baseado num mangá da Miyazaki Maya. Só dei uma chance, porque Miyazaki Maya é a mesma mangaká de /Blush-DC ~Himitsu~. Obviamente, se você não curte histórias com ecchis, pode não gostar desse anime/mangá...

Título: ゴクジョッ。極楽院女子高寮物語/ Gokujou/ Gokujo. Gokurakuin Joshikou Ryou Monogatari
Mangaká: Miyazaki Maya
Gênero: Comédia, Ecchi, Nonsense, School Life, Seinen, Shoujo-Ai
Outros Títulos: /Blush-DC ~Himitsu~ (2008)
Publicação:
Mangá - 8 volumes (2008)
Anime - 12 episódios (2012) + OVA

Gokujou, da mangaká Miyazaki Maya (2008)

Contém cenas inadequadas para menores de 18 anos.

Sinopse: Akabane Aya é uma garota extremamente arrogante e bonita. Ela vai estudar numa escola só para garotas, a Gokurakuin Academy. Lá, ela encontra suas duas amigas, Toro Konatsu e Nanasato Ai. No entanto, Aya faz de tudo para ser melhor do que todas as garotas da sua turma, mesmo que isso lhe custe a ira das demais ou ainda passar por ridículo só para ser a garota mais sexy e mais bonita da escola.

Gokujou fala das desventuras "bem-humoradas" de Akabane Aya. Por ser extremamente arrogante, Aya se submete a situações super inusitadas e até ridículas só para parecer melhor do que as outras garotas da escola. A Gokurakuin é uma escola de elite só para garotas e quem conhece o estilo de Miyazaki Maya, cujas obras são voltadas, sobretudo, em sua maioria, para o público adulto masculino, pode esperar insinuações de yuri e cenas de "sexo", lembrando que nessa história, diferente de /Blush-DC ~Himitsu~, não há temas pesados ou cenas de sexo explícito, apenas insinuações, ou seja, apenas flagrantes de yuri muitas vezes provocados por mal entendidos, como esses do episódio da calcinha:




Além de tentar ser a garota mais sexy e bonita da escola, Aya é super violenta e dominadora, sobretudo, com sua amiga Konatsu. Tem momentos em que ela é super assustadora. Dá até dó da Konatsu-chan. Como a história desse anime não tem um enredo definido, sendo cada episódio uma história independente, vou falar um pouco das personagens. Vale salientar, que a história do anime é super sem noção (isso também vale para o mangá). Ah, e quando eu digo que o anime é sem noção, é porque quem já assistiu a Lucky Star ou a Acchi Kocchi vai entender o que estou querendo dizer.

Mas antes de falar das personagens principais, devo esclarecer duas coisas: Aya tem uma irmã mais velha, chamada Saya, que é super kawaii, gentil e bonita (aparentemente). Aya detesta qualquer possibilidade de ter sua irmã por perto, principalmente, na escola. Sobre Konatsu, ela é uma garota boba e bem meninona e costuma sempre ser a vítima das agressões de Aya. Elas estrelam o episódio da calcinha, do soluço e tantos outros... a Aya costuma ser impiedosa mesmo.

Aya puxando Konatsu pelo cabelo num de seus momentos de fúria.

Akanabe Aya: Ela é a típica colegial popular, está sempre preocupada em estar na moda e faz tudo o que quer. Apesar disso, Aya é super pavio curto e costuma descontar sua raiva e frustração (leia mau humor) em Konatsu-chan. Apesar de ser bem violenta com Konatsu, Aya morre de medo de sua irmã Saya e da enfermeira Oku Kaname.

Kurihashi Minami: Recém transferida do exterior, Minami é extremamente tímida e não costuma olhar no rosto das pessoas, referindo-se a todos e a cada um deles como "Potato Girl". É eleita pelo professor, como agente de saúde da turma. Sua consultas são sempre realizadas no consultório da enfermeira Kaname, para desespero de Aya, por quem, supostamente, Minami sente-se apaixonada.

Minami e Aya na enfermaria.

Nanasato Ai: Uma das amigas de Aya. Ai-chan é doce, calma e equilibrada. Tem grande admiração por Aya, mas morre de pavor só de imaginar cair em seu desagrado.

Toro Konatsu: É o saco de pancadas de Aya. Sempre que Aya está com raiva ou de mau humor, ela acaba sendo jogada de um lado para o outro ou suspensa pelo cabelo pela amiga violenta. Apesar de tudo, Konatsu também tem grande admiração pela amiga e se sente atraída por coisas fofas. Ela também é alvo das fantasias sexuais de Madoka.

Oowada Madoka: Chamada por Aya de "Monster Boob" (monstro dos "peitões"), Madoka sempre tem fantasias sexuais com Aya e Konatsu-chan. 

Da esquerda para a direita: Konatsu, Ai e Madoka.

Aya (de costas), Konatsu e Ai.

Utsunomiya Asuka: Colega de sala de Aya. Asuka é misteriosa e raramente sorri. Sua primeira aparição é no episódio do soluço, quando tenta exorcizar o fantasma que está causando o soluço em Aya. Asuka é especialista em artes ocultas, misticismo e magia negra. Ela é "obcecada" em ficar com Aya, mas toda vez que tenta beijá-la, alguma coisa dá errado.

Particularmente, gostei muito dessa personagem, Asuka é a típica personagem misteriosa e é uma pena mesmo que não tenha muito espaço na história para falar sobre ela. Suas aparições nos demais episódio são bem curtas, quase como uma figurante, mas nos episódios em que ela tenta ter ou fazer alguma coisa com Aya são muito hilárias.




Akabane Saya: Irmã mais velha de Aya. Para as demais pessoas, Saya parece ser uma garota doce e gentil, no entanto, Saya é uma pessoa extremamente sádica e quando se junta com a sua melhor amiga, Kaname, são duas delinquentes arrasadoras e temidas (sobretudo, por Aya, que morre de medo das duas). 

Oku Kaname: Enfermeira da escola Gokurakuin. Kaname é uma pessoa perigosa e junto com Saya pratica vários atos ilícitos, como rachas e vandalismo. Costumam se vingar das pessoas espancando-as com espadas de madeira, como no episódio dos morangos mofados. Oku costuma aparecer em cena sempre pilotando sua Harley Davidson em alta velocidade, ora acompanhada de Saya, ora levando Saya enquanto esta arrasta Aya com elas contra a sua vontade, claro.

Kaname e sua entrada triunfal na enfermaria.

Kaname e Saya.

Para quem acompanha o blog, já deve saber que eu não gosto de histórias assim, mas é impossível não achar a Aya engraçada. Ela não tem nada das mocinhas que conhecemos. Ela é bonita, sim; mas é arrogante, se acha a gostosona do pedaço e paga o maior mico em várias cenas. Assistam ao episódio da piscina, se não me engano, é o episódio 4. Ela se supera em casa episódio, mas eu rachei o bico com as loucuras e ideias nonsenses dela.

De qualquer forma, eu quis dar uma chance a esse anime. Os episódios são bem curtinhos, têm em média seis minutos cada. Eu assisti a todos os episódios de uma vez só... No início, pensei que tivesse yuri, mas a proposta não me decepcionou. Não foi como aqueles animes que te desestimulam para sempre, como por exemplo, 1+2=Paradise. Já estou encerrando a postagem, como gostei muito da Aya-chan, vou postar duas imagens bônus dela.


Sensualizando no episódio da piscina, sqn...

Só recomendo esse anime para quem curte histórias nonsenses, que contenham ecchi e insinuação de yuri, ou seja, shoujo-ai. Para os demais, se quiserem dar uma chance, vocês podem gostar bastante. No mais, recomendo que se dê uma chance... A Miyazaki Maya surpreende em suas histórias, mesmo numa que não faz sentido nenhum desde o início.

Contém cenas inadequadas para menores de 18 anos.





Mangá em português - sem link

Anime legendado em português:
Download: Anbient
Ver online: Animeq; Anitube

Entenda porque os links foram removidos

sábado, 14 de junho de 2014

Chobits (Anime)

Assisti a esse anime há um tempinho atrás, mas só agora criei coragem para falar dele. Esse anime é mais uma mostra da versatilidade do grupo Clamp, que consegue alcançar diversos públicos com histórias que podem ser lidas/assistidas por qualquer um.

Título: ちょびっツ/ Chobits/ Chobittsu
Roteiro/ Arte: Ohkawa Ageha/ Apapa Mokona (Clamp)
Gênero: Comédia, Cotidiano, Ecchi, Romance, Sci-fi, Seinen
Outros Títulos: Guerreiras Mágicas de Rayearth (1993); A Pessoa Amada (1995)
Publicação:
Mangá - 8 volumes (2001-2002)/ Licenciado pela JBC - 1ª edição - 16 volumes (2003)/ Nova edição (2015)
Anime - 24 episódios (2002)
Especial - 2 episódios/ OVA - 1 episódio (2002)

Chobits, mangá do grupo Clamp
Sinopse: Hideki Motosuwa é um jovem rapaz que mora no interior do Japão. Triste por não ter passado no vestibular e já com 18 anos, Hideki decide fazer um cursinho preparatório em Tóquio. Chegando lá, Hideki se depara com uma realidade totalmente diferente da sua, enquanto na sua cidade ele vivia alimentando as vacas e lendo revistas pornôs, em Tóquio ele vê várias pessoas carregando ou sendo acompanhadas por vários robôs de companhia, chamados persocons. Imediatamente, Hideki deseja ter um como todo mundo, mas descobre que ter um persocon é muito caro e para conseguir um terá que trabalhar muito. No entanto, numa certa noite, ao caminhar pela rua, Hideki encontra uma persocon jogada no lixo. Achando ter encontrado a sorte grande, Hideki leva o "robô" para casa e ao ligá-la, dá-lhe o nome de Chii. Mas o que ele nem sequer imagina é que ter a Chii ao seu lado lhe fará se envolver numa trama muito mais complexa do que ele poderia resolver: afinal, sua vida agora está ligada à lenda do ser mitológico chamado Chobit.

O ser lendário: Chobits.

Adoro essa história, ainda não li o mangá, vi apenas o anime, os especiais e o OVA, mas como o grupo Clamp sempre está por perto na hora da produção do anime de suas histórias que mesmo não lendo o mangá podemos ter a certeza de que a história do anime é bem fiel, mas pretendo ler os oito volumes, não sei quando, mas pretendo (risos).

A Chii-chan é uma fofa, super meiga e prestativa. No início, a Chii não fala nada, apenas diz o seu nome e o de Hideki. Chii tem uma forte ligação com Hideki e com Chitose Hibiya, a dona da pensão onde eles moram. Além deles, Chii conta com a ajuda de todos os amigos de Hideki, inclusive de Shinbo e do gênio adolescente, Minoru Kokubunji. Minoru ajuda Hideki a desvendar os segredos por trás das lembranças fragmentadas de Chii-chan, principalmente sobre a possível ligação de Chii com o lendário Chobit.

Hideki é um cara muito simples e inocente. Após começar a frequentar as aulas do cursinho, ele se apaixona pela sua professora, Takako Shimizu. Mas Takako é uma mulher casada e está enfrentando muitos problemas pessoais, problemas esses que Hideki nem sabe. Apesar de cultivar uma paixão platônica por ela, Hideki precisa arrumar um emprego logo, pois precisa pagar o aluguel todos os meses. Sua vida pacata só vai ter um grande sobressalto quando ele descobre que o seu melhor amigo, Shinbo e a professora Takako têm um caso e quando esses dois fogem escondidos.

Da esquerda para a direita: Takako, Shinbo,
Hideki e Chii-chan.
Chii é muito esperta e logo vai aprendendo ao poucos novas palavras e, sobretudo, a ler. Existe um livro que resume bem a história de Chii-chan: toda a verdade será desvendada quando Chii encontrar seu verdadeiro amor e que esse alguém a ame do jeito que ela é, só assim ela será humana também. Esse livro é o que a própria Chii lê ao longo do anime e do mangá.

Tudo corre de forma bem simples no anime, a vida de Hideki e de Chii se passa de forma tranquila e pacata. Enquanto isso, Minoru vai pesquisando o que seria a imagem recebida via email com a imagem da suposta Chii e o nome Chobits em sua perna. A misteriosa dupla formada por Ziemma e Dita continuam espreitando de longe os passos de Chii-chan, já que eles estão ligados ao seu passado esquecido.

Se aproximando do final da história, fica claro que a verdade ainda está longe de ser totalmente esclarecida. É nesse momento também que Chitose revela parte do passado de Chii-chan. O próprio enredo vai dando pistas sobre isso. Quando Chii foge pela primeira vez, todos os persocons entram em transe, param de funcionar e até um black-out acontece. Ao fechar os olhos, uma Chii negra (Freya) fala com a inocente Chii (Eruda) e esta sabe muito mais coisas sobre o passado de Chii-chan do que ela mesma.

O mais legal de Chobits é que todos os personagens se desenvolvem independentemente da história de Chii-chan. Minoru e Yuzuki (sua persocon, criada por ele mesmo após a morte de sua querida irmã), Takako e Shinbo, Kotoko (mini persocon que vive com Hideki e Chii-chan enquanto Shinbo não aparece) e até mesmo os personagens que estão perseguindo a Chii: Ziemma e Dita. Mas no fim, essas histórias se cruzam ora com Hideki, ora com Chii-chan.

Enquanto você é iludido com a tranquilidade da história do anime, se aproximando do episódio 17, mais ou menos, a história começa a tomar um rumo mais frenético, as descobertas mais importantes começam a ser expostas e Freya e Eruda passam a aparecer mais. Chitose mal aparece nas cenas do anime, mas é peça chave para o desfecho: é ela quem sabe de todo segredo em torno de Chii-chan e mais, ela também tem ligação com o seu passado.

Minna, é muito nostálgico falar de Chobits já que ela é uma das histórias que mais gosto!! Vale muito a pena conhecer a história de Chii-chan e Hideki e, claro né, para vocês entenderem e saberem quem são Freya e Eruda e por que elas aparecem nos sonhos de Chii-chan, então, mais do que recomendado que vocês leiam o mangá e/ou assistam ao anime =D




Mangá em Português - Sem Links
Licenciado pela JBC

Anime legendado em português:
Download: Anbient
Ver online: Animeq; Anitube

Entenda porque os links foram removidos

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Na Prisão (Mangá)

Na Prisão, mangá autobiográfico
de Kazuichi Hanawa (2000)
Infelizmente, Na Prisão, mangá autobiográfico de Kazuichi Hanawa, não se encontra para leitura online, mas pode ser encontrado à venda em vários sebos pelo Brasil afora.

Título: 刑務所の中/ Keimusho no Naka/ Na Prisão/ Doing Time
Mangaká: Kazuichi Hanawa
Gênero: Autobiográfico, Gekiga, Psicológico, Seinen
Publicação:
Mangá - 1 volume (2000)/ Licenciado pela Conrad (2005)
Live-Action - J-Movie (2002)

Sinopse: Na Prisão trata de um relato autobiográfico do mangaká Kazuichi Hanawa que passou três anos preso por porte ilegal de armas. Condenado a passar três anos de sua vida naquele inferno, Hanawa tenta não sucumbir à perda da sua identidade dentro de um lugar onde tudo é controlado.

O mais interessante e inovador do mangá Na Prisão é o senso de humor do personagem, seu humor irônico e sarcástico tornam a vida retratada na prisão mais leve, menos monótona. O mangá resgata as memórias de Hanawa dentro da prisão, vale salientar que lá era proibido até desenhar.

O regime carcerário japonês nem chega aos pés do regime das prisões brasileiras. O excesso de regras torna a vida do recluso uma maratona exaustiva de se tornar um padrão, um robô que tem que reproduzir automaticamente todos os comandos. Existem regulamentos de: como se vestir no verão e no inverno, formas de como dobrar corretamente o uniforme, modos de sentar, banhos cronometrados (2 minutos para se lavar e apenas 1 para se enxugar), existem até formas diferentes de como andar em determinadas situações, tendo inclusive linhas no chão para que todos os detentos sigam em fila indiana e de forma organizada.

A cela que Hanawa dividia com mais quatro presos.

Hanawa ainda publicou o mangá 刑務所の前 (Keimusho no Mae, traduzido como "Antes da Prisão"), publicado dois anos depois de Na Prisão, sem tradução para o português, onde ele retrata as razões que o levaram a tomar gosto por armas e por essa razão começar a colecioná-las. O mangá pode ser encontrado no site MangaFun para leitura online em japonês.

Na Prisão é um mangá muito bom mesmo. Mais do que recomendo. Hanawa, ao retratar suas memórias na vida na prisão, também denuncia a opressão das cadeias japonesas, mas ao mesmo tempo retrata que pequenas mudanças na rotina massacrante da prisão traziam nuanças maravilhosas, como por exemplo, o episódio no qual o banho que era tomado de manhã fora adiado para ocorrer à tarde, mesmo que apenas naquele dia. Outro ponto interessante é a visão que o próprio detento tem de si mesmo: "eu sou um peso/vergonha para a sociedade". Vale a pena conhecer essa história.

Hanawa sofrendo com crise de abstinência de nicotina.

Cena na qual Hanawa mostra a dificuldade de se usar o banheiro.
Mangá em Português - Sem Links
Licenciado pela Conrad
 

AniMangá House Template by Ipietoon Cute Blog Design