Mostrando postagens com marcador Opinião Particular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião Particular. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017

Yoo, minna!! 2017 está indo embora e com ele pude ter a oportunidade de conhecer várias histórias diferentes. Como em todo ano, começo mais uma retrospectiva do Animangá House. Infelizmente, para mim, esse foi um ano bastante atribulado. Adoeci várias vezes, era difícil equilibrar meu tempo entre o trabalho e o curso, enfim... mas ainda bem que consegui manter o foco e continuar postando aqui no blog, mesmo que não com a mesma frequência de antes, mas ao menos mantendo a regularidade. Sem mais delongas, vamos conhecer os melhores do ano para mim?!


Interessei-me por esse mangá depois de ver os traços dos personagens. Sem conhecer nada da história, resolvi me aventurar em ler e, apesar do ritmo, a priori, lento, fui gostando do enredo. Você pode pensar, o que esperar de um shoujo escolar em que a menina é tímido e o menino também? Pode ser que seja mais uma história de amor lenta à la Kimi ni Todoke. De fato, as coisas entre Shibazeki Suiren e Kawasumi Kouha demoram um pouco para acontecer, mas inexplicavelmente existe alguma coisa nesse mangá que te atrai, que te faz querer continuar até o final e, motivada por isso, eu terminei a leitura e sim, Hibi Chouchou é uma história super fofa sobre como simples fatos do cotidiano podem se tornar grandes coisas, afinal, as relações humanas são construídas todos os dias de pequenas ações e palavras. 


De qualquer maneira, eu gosto bastante de dramas chineses/taiwaneses por eles serem menos cheios de frescura no quesito beijo, mas não foi por isso que eu gostei desse dorama. Em Life Plan A and B nós conhecemos a difícil decisão que Zheng Ru Wei tem que tomar. Embora tenham vários arcos hiper dramáticos, achei a reflexão bastante interessante. Afinal de contas, até que ponto vale a pena abrir mão de seus sonhos em nome do seu amor por alguém? Será que o arrependimento não fará com que esse relacionamento aos poucos acabe e se torne um fardo? Além disso, o interessante desse dorama é mostrar os dois lados da moeda. Existem duas faces da mesma Ru Wei, a Ru Wei que abre mão de tudo em nome do amor e a Ru Wei que vai atrás de seu sonho. O que gostei desse dorama foi o fato de não mostrar que apenas uma das decisões tomadas pela protagonista é a certa. Em ambos os planos, Ru Wei enfrenta altos e baixos e, querendo ou não, isso faz parte de todas as escolhas que fazemos na vida.


Sou super suspeita para falar, até porque adoro o casal KathNiel. Como não podia ser diferente, nesse filme os dois estão maravilhosos nos papéis de Ely e Mia. Além disso, esse é o filme no qual temos o primeiro beijo na telinha do casal mais shippado das Filipinas. A história tem uma pegada mais adulta, mais dramática e mais madura, por que não? Mia não é a menina perfeita, que não comete erros. Ela está buscando redenção por todos os erros cometidos. Já Ely tenta tocar a vida depois de sofrer uma grande perda. Para ambientar esse cenário, os dois acabam se encontrando em Barcelona, dois filipinos longe de casa numa terra totalmente diferente. Apesar dos contrastes e dos vários contratempos, os dois passam a viver juntos, mas ninguém pode fugir das consequências dos seus atos. Mesmo tendo uma pegada bem melodramática, vale super a pena assistir a esse filme. Além disso, vale mais ainda ver esse casal maravilhoso atuando junto!!


E a história que emocionou tanta gente ganhou filme e o mangá foi até licenciado aqui no Brasil pela NewPop. A história da menina surda que é maltratada pelos colegas é com certeza uma das mais emocionantes que eu assisti esse ano. A animação é praticamente fiel ao mangá. Acompanhar a saga de Ishida Shouya tentando reparar o mal que fez a Nishimiya Shouko é uma experiência muito dolorosa. Ele passa a aceitar tudo como punição pelo que fez, enquanto Nishimiya acredita ser um fardo para todos. É interessante a maneira como a história mostra a realidade de alguns deficientes auditivos no Japão. Embora sempre exista aquele discurso sobre inclusão, nós sabemos que ela não existe de verdade. Não adianta jogar um aluno numa sala em que ninguém sabe língua de sinais e esperar que ela seja incluída. Nishimiya é um exemplo disso e de como o bullying na escola pode ser danoso para a saúde mental e psicológica de uma criança ou adolescente. Eu criei um carinho todo especial por esse filme, porque ele consegue ser sutil ao mesmo tempo que realista com relação a um tema tão delicado e pouco debatido.


Quem nunca se viu cheio de dúvidas e incertezas sobre o seu futuro? Por mais que estejamos firmes em nossas decisões sobre determinada coisa, ainda assim, temos nossos momentos de fraqueza. Nesse mangá, Nanase Momoko após se formar como design acaba tendo que trabalhar num escritório de pachinko. Ela nunca se imaginou trabalhando num lugar como esse, até porque assim como todo mundo, ninguém se imagina trabalhando numa função inferior ao cargo que você espera depois de se formar, não é mesmo? Mas 3 AM Dangerous Zone é a prova viva de que nem tudo na nossa vida é como a gente quer, mas mesmo assim é possível fazer com que as coisas sejam menos piores. E Momoko aprende essa lição, afinal, embora não seja o emprego dos sonhos, é você quem aceita ficar estacionado numa vida medíocre. Achei super válido tratar sobre um tema como esse, particularmente, eu me identifiquei com esse dilema da Momoko. Será que iremos ter um futuro tão brilhante depois que nos formarmos? E se não for como imaginamos?


No início, eu não estava colocando fé de que uma história que misturasse vida real e jogos online fosse dar certo. Mas nem só de jogos trata esse dorama. O que me fez gostar dessa história foram diversos fatores, quando Xiao Nai e Wei Wei começam a namorar, vários invejosos tentaram acabar com esse romance, mas todos falharam miseravelmente. Como já comentei antes, não tenho muito saco para ver a mocinha e o mocinho em intermináveis idas e vindas por causa dos outros, que ficam atrapalhando. Xiao Nai e Wei Wei formam um casal inabalável e eu adoro isso! Além disso, o casal secundário é super fofo também e, para aquelas fujoshi de plantão, tem muito clima de bromance entre os personagens Hao Mei e KO... Love O2O traz algumas questões importantes, tais como ser fiel aos seus princípios, mesmo que isso signifique começar do zero; amar as pessoas pelo que elas são, e não pelo quanto elas são bonitas por fora; não acreditar em toda meia-verdade que te contam. E eu pensando que Love O2O tinha tudo para ser um drama tosco, mas que bom que eu estava errada. 


No início, eu achava que a lenda de Korra era uma história meio sem graça. Olha só o preconceito... Eu sequer tinha dado uma chance e já ficava especulando que era ruim, até o dia em que resolvi finalmente assistir. Confesso que fui completamente fisgada por essa história e pela heroína em si. Apesar de ser forte e destemida, Korra passa por muitos momentos difíceis. Ela é enganada, perde a confiança, tem seu corpo machucado, enfim, ela passa por muitas provações físicas e espirituais que servirão para torná-la uma grande avatar. Korra não é a heroína perfeita, ela tem falhas, ela é honesta, ela consegue dar a volta por cima, ela quebra padrões. O mais legal da série - para mim - com certeza foram as mudanças de paradigma adotados para a caracterização da personagem principal. Korra não é uma personagem branca feminina, seu corpo é ligeiramente musculoso demais para uma mulher e ela é bissexual. A representatividade importa bastante e eu me senti representada por essa personagem. Pode parecer bobagem para muita gente, mas ver uma personagem que foge dos padrões ser apresentada de maneira tão "real" não tem preço.


Dramas médicos nunca foram muito o meu forte, além disso, uma história cujo nome é literalmente cirurgias não tinha como ser boa. Outra razão para eu não assistir a esse dorama é o fato de ele ter mais de 40 episódios, mas apesar de tudo isso, alguma coisa nele me chamou a atenção e eu resolvi encarar. Ainda bem que estava errada ao pré julgar essa história, porque o dorama é muito bom. Somos apresentados ao drama pessoal de Zhuang Shu e à impetuosa Lu Chenxi. Além disso, vamos percebendo que o dia a dia num grande hospital não é lá tão glamouroso, existe corrupção e mais triste ainda, quem não tem dinheiro, não é atendido. Embora alguns médicos sejam idealistas, como a própria Lu Chenxi, isso ainda não é suficiente para que ela atenda tal paciente. Apesar de retratar o cotidiano dentro de um hospital, o drama não fica focado apenas nisso, ele mostra o drama dos personagens principais e como todo drama chinês tem a sua dose de melodrama na medida certa. Ignorando o fato de ser um dorama com mais de 40 episódios, Surgeons vale super a pena!! Não sou fã de dramas médicos, mas quando uma coisa é boa, merece ser compartilhada.


Aquele momento em que você se depara com um shoujo maduro não tem preço. Não é todo dia que você está interessada em ler um shoujo água com açúcar. Nesse mangá, nós conhecemos a história de Adachi Shion, uma jovem que é enganada pelo pai e se vê obrigada a trabalhar numa floricultura para poder ter o que comer e onde dormir. Embora deteste essa situação, ela acaba desenvolvendo um certo carinho pelo trabalho e pelo dono da floricultura, Mamyuuda Shun. Mas nem tudo são flores... Shion precisa se sair bem na escola e ainda precisa lidar com o vício do pai, além disso, ela também precisa lidar com o que sente pelo Mamyuuda, que parece não dar a mínima para ela. O que me chamou a atenção nesse mangá, foi o fato de nada ser sofrido ou melodramático. Embora esteja apaixonada por Mamyuuda-san, Shion não se mostra desesperada, pois ela sabe que existe tempo para todas as coisas. A forma com que a Iwashita Keiko desenvolve o enredo desse mangá é muito simples, mas também pragmática. Não existe drama, não existe autocomiseração, tudo tem seu tempo e tudo será como tem que ser.


Belos traços e uma história envolvente são, muitas vezes, os ingredientes perfeitos para se ter um bom mangá. E acho que essa foi a fórmula perfeita para fazer de Kyou no Kira-kun um dos melhores mangás que li em 2017. A história do bad boy Kira Yuiji e da incompreendida Okamura Ninon lembram aqueles típicos dramas à la Um Amor para Recordar, mas que vão muito mais além do que isso. Okamura Ninon tem sérios problemas de interagir com as demais pessoas, então, ela se fecha em seu mundo particular. Enquanto isso, Kira-kun finge ser um bad boy para esconder de todos o seu grande segredo. Mas como em todo bom shoujo nada sai como o planejado, Nino descobre o segredo de Kira-kun e a partir daí decide se tornar amiga dele. E o inevitável acontece, eles se apaixonam e é tudo tão lindo!! Eu me apaixonei completamente por esses personagens, por essa história, por essa mangaká. Devorei os 9 volumes em dois dias... e claro, apesar de alguns clichês comuns a shoujo escolar, Kyou no Kira-kun consegue fugir de alguns estereótipos e ser uma história original.


Eu adoro doramas de suspense. Mas o que me fez assistir a esse drama foi o fato de Bae Doo Na estar no elenco. Eu resolvi apostar e apostei certo. Stranger retrata como funciona a corrupção dentro do judiciário sul-coreano bem como dentro da polícia e entre os políticos. Tudo está interligado e cada personagem é capaz de fazer qualquer coisa para manter seu segredo a salvo. Entretanto, as coisas começam a fugir do controle quando um suspeito de dar propina a promotores é assassinado na sua própria casa. Embora esse crime não tenha relações diretas com corrupção, ou seja, não foi uma queima de arquivo, mas uma vingança, é a partir dele que Hwang Shi Mok começa a fazer as suas investigações e conectando cada ponta solta desse quebra-cabeça. Para quem curte um drama sobre corrupção e suspense, esse thriller é de tirar o fôlego, não é à toa que ele está no 5º lugar de melhores do ano para mim.


Não poderia deixar de falar sobre uma de minhas paixões mais antigas: Sailor Moon. Lembro-me de quando assistia ao anime na extinta TV Manchete e, embora a versão de 1992 seja a mais famosa, ela foge escandalosamente da história original escrita e desenhada por Takeuchi Naoko. Sailor Moon Crystal surgiu como um projeto para tentar retratar a história mais fielmente possível, um antigo sonho da Naoko, que foi realizado. Nessa terceira temporada, podemos perceber uma grande melhorada nos gráficos do anime bem como a correção de alguns outros probleminhas. A história permanece o mais fiel possível e não temos uma Usagi-chan chorona e escandalosa o tempo todo. Não que eu não recomende as temporadas anteriores, obviamente, todas valem a pena, mas é na terceira temporada que Usagi se torna a Super Sailor Moon. É muito interessante a maneira como acontece a evolução dela como uma grande heroína, mencionando também o amadurecimento dela como personagem. Sem dúvidas, é uma das melhores histórias da saga de Sailor Moon.


No início, eu pensava que Madoka era mais um mahou shoujo desses que estamos tão acostumados a assistir. No entanto, logo percebemos que o anime tem diversas coisas que fazem você ficar confuso e, para alguns, pode ser até desconfortável continuar assistindo. A história de Madoka é bem simples, garotas fazem um contrato com um gato alienígena, chamado Kyubey, a fim de lutar contra as bruxas que fazem mal à humanidade. Entretanto, esse simples acordo não tem nada de simples e esconde terríveis segredos. Em Madoka conhecemos algumas personagens dignas de nota, embora eu não tenha curtido muito a Madoka em si, ela é uma garota que não desiste dos seus amigos e a sua sede por manter a esperança viva é o que a irá fazer a diferença no mundo. A Akemi Homura, mesmo que pareça ser apenas uma coadjuvante, é quem faz com que a história ande. Akemi tem uma simples missão, proteger Madoka de se tornar uma garota mágica, porém, o que está destinado para acontecer, fatalmente irá acontecer, mas a Madoka que aceita o contrato com Kyubey é uma Madoka que pode mudar para sempre o destino de todos. E sim, o final é lacrador! Adorei esse anime...


Assim como a primeira temporada, Age of Youth 2 trouxe várias surpresas e reviravoltas. Confesso que no início, fiquei meio apreensiva, pensando que talvez não chegasse aos pés da primeira temporada, mas ainda bem que me enganei. O diferencial de abordar temas polêmicos, sobretudo, para a sociedade sul-coreana, fez com a série continuasse com a mesma pegada de antes, sempre deixando evidente que nos momentos mais difíceis, elas estão sempre juntas para cuidar umas da outras. São tratados temas bastante polêmicos nessa temporada, tais como abuso sexual na infância, TEPT, fins de relacionamento traumáticos e suicídio. Nesse aspecto, a série manteve sua pegada e essência, além disso, na minha opinião, essa segunda temporada se mostrou mais séria, ao mesmo tempo que tentou manter o espírito jovial das cinco amigas. Os novos dilemas vividos por cada uma delas continuaram fugindo do clichê, sempre focando na originalidade e na proposta inovadora da própria série. Espero que surjam mais doramas que busquem quebrar paradigmas e retratar a realidade sem fantasias demais ou romantismos exagerados.


E em primeiríssimo lugar, temos o dorama chinês mais buscado no youtube em 2016. E não é à toa. Ode to Joy traz de maneira revolucionária a vida de cinco mulheres que acabam se conhecendo e se tornando amigas. Embora a jornada para que elas se tornem grandes amigas não tenha sido igual para todas, a série retrata mulheres fortes e independentes que, à sua maneira, tentam enfrentar o mundo de cabeça erguida. Apesar de órfã, Andie consegue se tornar uma grande mulher de negócios; Xiao Xiao consegue contra todas as perspectivas abrir a sua própria empresa; Shengmei decide mudar de profissão aos 30 anos, o que pode dar certo ou não; Yingying transforma toda sua dor ao ser enganada pelo ex-namorado em motivação para trabalhar; e Guan Guan, apesar da insegurança, mostra todo o seu potencial na empresa. Embora tenham origem em mundos diferentes, essas cinco mulheres vão encontrar apoio umas nas outras. Mais uma vez, a amizade feminina se mostra como um ingrediente indispensável para boas histórias e ótimos doramas.

Bônus: We Got Marriage - Song Jae Rim & Kim So Eun



Esse foi o primeiro We Got Married que eu assisti até o fim e o que conseguiu me prender até o final foi a química desse casal. Song Jae Rim e Kim So Eun foram, na minha humilde opinião, o casal mais shippável que eu já vi! Eles se completam, são naturalmente engraçados e o mais importante, têm uma grande química juntos. Ok, não rolou beijo na boca durante os episódios, mas se você quer ver os dois juntos, assiste ao dorama Our Gab Soon, lá rola altos beijos entre eles (embora seja um dorama um pouco problemático no que diz respeito à forma como o personagem do Song Jae Rim trata a Gab Soon, personagem da Kim So Eun). Embora, hoje em dia, eles se declarem apenas bons amigos, eu tenho minhas dúvidas, afinal de contas, quantos casais na Coreia fingem não estar namorando? Mas eu gostei desse casal por eles serem divertidos juntos, por não terem frescura, por se darem bem - o que é uma coisa rara - por serem companheiros, acima de tudo e por sempre se apoiarem. Acho difícil algum casal do WGM ser melhor do que eles - risos.

*   *   *

Então, minna... essa foi a minha lista de melhores do ano. Espero que vocês tenham gostado e que 2018 seja um ano de muita prosperidade para todos nós. Um Feliz Ano Novo para vocês e nos encontramos em breve!! Kissu...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Considerações #10 - Sailor Moon Crystal (3ª temporada)

Finalmente, criei coragem para terminar de assistir a Sailor Moon Crystal (pelo menos até onde lançaram episódios). Nessa terceira temporada, em específico, é quando surge a Super Sailor Moon e a Sailor Saturno e as outras guerreiras sailor que não deveriam estar na Terra: Netuno, Urano e Plutão.



Nessa temporada, elas precisam enfrentar o terrível vilão Faraó 90, do Sistema Solar Tau. Fazendo um pequeno feedback, Sailor Moon Crystal é baseado no mangá da Takeuchi Naoko e, diferentemente, da primeira versão de Sailor Moon, essa tenta ser o máximo possível fiel à história do mangá. O que é um grande ponto positivo e o que pode fazer algumas pessoas estranharem um pouco no início.



Além disso, é nessa temporada que resolveram mudar os gráficos do desenho. Embora seja em versão 3D como as duas primeiras (do episódio 1 ao 26), entretanto, os problemas foram corrigidos. Se antes os personagens pareciam retos e meio "duros", digamos assim, agora estão melhor desenhados e sem problemas de movimentação ou de parecerem planos demais.

Sailor Moon Crystal - gráficos na 1ª temporada.

Sailor Moon Crystal - gráficos na 3ª temporada.

Nessa etapa de Sailor Moon Crystal, adentramos na fase em que as lembranças da intensa batalha contra a Black Moon parecem apenas sombras de um terrível pesadelo. Embora levem uma vida pacata, Mamoru passa a ter sonhos estranhos e Usagi sente um aperto no peito. Uma nova ameaça de perigo parece estar à espreita e o caminho das garotas encontra com o de três outras guerreiras.






De fato, os traços melhoraram muito muito muito mesmo, tornando os personagens bem mais parecidos com a série original de 1992. Ainda bem!! Como fã dessa história, acompanhar Sailor Moon Crystal foi como estar relendo o mangá. A fidedignidade com a história original foi muito bem trabalhada nessa nova versão. A Usagi não é aquela menina chorona e estabanada o tempo todo, até porque ela amadurece, ela tem grandes responsabilidades. Além disso, a forma como as batalhas são conduzidas e o papel que o Tuxedo Kamen desempenha foram elaborados para serem muito fiéis ao mangá. Nem ele rouba a cena, sempre salvando a Usagi (o que é contraditório, se ela é a Sailor Moon), nem é excluído de vez dos momentos importantes.










Achei essa terceira temporada honesta, com gráficos muito melhores, história bem realizada, pouco problemática. Caracterização bem feita dos personagens. Trilha sonora impecável. Embora nessa temporada, a abertura não seja mais a música Moon Pride, que é bem contagiante, essa não ficou atrás em nada. O tom mais lento e mais melancólico ajudam a ambientar esse momento mais maduro das personagens devido às circunstâncias que elas têm que enfrentar. Além disso, o fato de eu ter gostado tanto dessa temporada em especial é o surgimento da emblemática Sailor Urano. Afinal de contas, ela é homem ou mulher? Também gosto porque a Sailor Saturno é super fodona e, claro, essa Usagi é a melhor Usagi de todas, ela está mais forte, mais segura, mais confiante, enfim... Sailor Moon como um todo é uma série que passa longe de alguns estereótipos e, mesmo que sutilmente, coloca questões de gênero bem interessantes, exemplo disso é a Sailor Urano.











Para os interessados em assistir, eu acompanhei a série inicialmente no site do Animes Orion, mas durante a metade dos episódios, o site ficou fora do ar. Então, terminei de ver a 1ª e 2ª temporadas pelo site do Animeq. Entretanto, para acompanhar a 3ª temporada, só tem disponível no Crunchyroll, e precisa ter cadastro. Não sei bem como funciona, mas eu consegui assistir a todos os episódios da 3ª temporada (do 27 ao 39) pelo Crunchyroll mesmo sem ser assinante, no entanto, não sei se é sempre possível fazer isso. No mais, espero que vocês possam dar uma chance a Sailor Moon Crystal. Embora os gráficos das temporadas anteriores não sejam dos melhores, a história compensa. Acompanhar o amadurecimento dessas jovens guerreiras, à medida que vão derrotando os inimigos que aparecem é bastante interessante, porque elas são retratadas como meninas normais, que têm sonhos, que também vão mal na escola, mas que possuem grande força de vontade e determinação. Eu sou suspeita para falar, mas espero que vocês assistam... É um dos meus mangás/animes favoritos, então, recomendo de coração. Até a próxima, kissu...

domingo, 27 de agosto de 2017

Considerações #9 - Personal Taste (Segunda Impressão)

Yooo, minaa!! Quanto tempo! Mas ainda assim, nem deveria estar postando aqui, no entanto, mesmo com tantos trabalhos da universidade para fazer e mesmo com várias coisas do trabalho para dar conta, eu preferi escrever para vocês. Talvez seja algo que nem todo mundo vá curtir, mas acho que depois de cinco anos nessa vida de dorameira, o que não é muito, para dizer a verdade, eu descobri que não tenho mais paciência para histórias cheias de atropelo e enrolação.

Meu primeiro dorama foi Personal Taste e vocês podem conferir a resenha sobre ele bem aqui. Mas recentemente, tentei reassistir e descobri que não, eu não conseguia mais ter paciência para seguir em frente depois do episódio 12. Uma vez já comentei com vocês que eu tenho um carma com os episódios 12 de muitos doramas, eu chego a ficar até apreensiva, pois esse episódio costuma ser decisivo para que a história ou seja um desastre ou uma maravilha.



Mas voltando ao caso de Personal Taste, não achei problema algum na atuação do Lee Min Ho muito menos na atuação da So Ye Jin. Mas assistindo a uma segunda vez, alguns anos depois, percebi que eu não tenho muita paciência para histórias tão clichês ou cheias de enrolação. Isso não muda o fato de eu ter amado esse dorama da primeira vez a que assisti. Mas numa segunda assistida, as coisas foram bem diferentes, e se eu fosse assistir a Personal Taste pela primeira vez hoje, acho que eu desistiria no meio caminho, como fiz agora, após terminar de ver o episódio 12.

Novamente esse episódio 12. Um divisor de águas. 

Mas não estou falando isso para você não assistir ou não reassistir. Falo apenas da minha experiência como dorameira. Um dorama que eu amei logo de cara e que com certeza não poderia ser outro para ter me ingressado no mundo dos doramas, mas hoje eu não tenho saco para ver vilãs megeras e asquerosas como a In Hee (Wang Ji Hye), por exemplo. Muito menos, saco para ver tudo dar errado quando finalmente o casalzinho tinha se entendido e depois disso só voltar a ser feliz de novo no final do último episódio.




Acho que fiquei muito mal acostumada a dramas menos clichês. Estou preferindo histórias mais sóbrias, menos melodramáticas - com algumas poucas exceções, claro (por exemplo, Life Plan A and B). Mas isso não me faz odiar comédias românticas, eu só estou passando bem longe de comédias românticas que se tornam melodramáticas do meio pro final, como o que acontece com Lie to Me.

Então, gostaria muito que vocês me recomendassem doramas que fugissem um pouco do clichê. Não que tenha deixado de gostar de Personal Taste, mas quando penso em dramas como I Miss You, não quero ficar sofrendo de desidratação na frente do PC - risos. Personal Taste ainda tem um lugar totalmente especial no meu coração, mas eu não tenho mais entusiasmo para acompanhar histórias assim. Então, amores do meu coração, agradeço desde já as sugestões de vocês que podem ser de j-dramas, c-dramas, k-dramas, tw-dramas, lakorns... então, até a próxima!! Kissu...

domingo, 28 de maio de 2017

Considerações #8 - Circle: Two Worlds Connected (Primeiras Impressões)

Yoooooo, minna-san!! Como vocês estão? Hoje trago minha humilde opinião sobre o primeiro drama de ficção científica da tvN, Circle: Two Worlds Connected (써클 : 이어진 두 세계). O drama possui no total 12 episódios e ainda está em lançamento. A série estreou dia 22 de maio de 2017 e será exibida até o dia 20 de junho de 2017, todas as segundas e terças, às 23h.

A história é dividida em duas partes. A primeira intitulada "Projeto Beta" e a segunda "Admirável Mundo Novo". A primeira parte se passa em 2017 e a segunda em 2037, vinte anos depois de três acontecimentos sem solução terem acontecido: o suposto suicídio de um jovem universitário, o sequestro de uma criança de 7 anos e o desaparecimento de dois irmãos gêmeos.

Circle: Two Worlds Connected, drama coreano (2017)

Os três casos, que nunca foram solucionados pela polícia, voltam à tona na segunda parte da série, mostrando que esses acontecimentos têm relação entre si. E não apenas isso, que esses acontecimentos escondem uma trama muito maior por trás.

Tudo começa em 2007, quando Kim Woo Jin e Kim Bum Gyun (os irmãos gêmeos que desaparecem dez anos depois), são perseguidos por uma força misteriosa que acabam desconfiando ser uma alienígena (Gong Seung Yeon). No entanto, essa alienígena assumiu a forma de uma mulher que, posteriormente, vai embora levando o pai dos dois irmãos embora para sempre. Desde então, Bum Gyun fica obcecado em encontrar a alienígena e se propõe a fazer o possível e o impossível para provar que ela está por trás de vários assassinatos.



Já em 2017, conhecemos Woo Jin (Yeo Jin Goo) tendo que manter sua bolsa na universidade e tendo que pagar as contas da sua avó doente, enquanto seu irmão mais velho, Bum Gyun (Ahn Woo Yeon) está cumprindo pena por se envolver num incidente com um taser.

Após sair por bom comportamento, Bum Gyun vai morar com o irmão, mas sua obsessão é tão grande sobre a alienígena, que ele passa a perseguir a jovem Han Jun Yeon (Gong Seung Yeon). Por um instante, Woo Jin passa a perseguir a garota, mas acredita que ela não é uma alienígena e que seria impossível ela não ter envelhecido nada em 10 anos. Entretanto, após o desaparecimento de Bum Gyun, Woo Jin descobre que Jun Yeon não é tão inocente assim.



O ano é 2037. A Coreia vive dividida em dois territórios: a Terra Inteligente e a Terra Comum. Os que vivem na Terra Comum estão sujeitos há viverem em péssimas condições, enquanto os moradores da Terra Inteligente desfrutam de uma vida tranquila e feliz. Mas tudo isso somente até um assassinato acontecer. A Terra Inteligente vivia há 15 anos sem crimes ou homicídios, pois todos os habitantes aderiram ao uso do Sistema Humano B, no entanto, o que ninguém sabe é que esse sistema não tem apenas a finalidade de evitar crimes, o buraco é muito mais embaixo.

A famosa calmaria da Terra Inteligente é abalada mais ainda quando o detetive da Terra Comum, Kim Joon Hyuk (Kim Kang Woo), fica responsável pela investigação. Mas Joon Hyuk não está na Terra Inteligente apenas para solucionar o caso, ele precisa encontrar logo seu irmão e enfrentará uma trama que ele sequer imagina. Será que a Terra Inteligente é um lugar tão maravilhoso quanto pintam? E onde foi parar a alienígena que os irmãos gêmeos conheceram quando crianças?



Se você curte histórias de ficção científica como eu, não pode deixar de acompanhar esse dorama. Assisti apenas aos dois primeiros episódios e já estou com gostinho de quero mais. A trama parece ser bem interessante e aos poucos você vai entendendo como esses dois mundos estão conectados. Torço para que seja uma ótima história, pois faz muito tempo que não vejo uma boa série sci-fi. No mais, super recomendo esse drama para todos aqueles, que assim como eu, amam sci-fi. Não sei se algum fansub está legendando, mas quem tiver conta no DramaFever pode acompanhar os episódios legendados em português. Até a próxima, minna!! Kissu...

domingo, 7 de maio de 2017

Considerações#7 - Você já Valorizou a sua Scan ou Fansub Hoje?

Yooooo, minna.... vamos falar de uma coisa séria? Prometo que não vai ser demorado nem enfadonho, mas apenas um papo cabeça sobre umas coisas que andei observando recentemente. O lance é o seguinte, vocês andam valorizando as scans e os fansubs que GRATUITAMENTE traduzem e legendam as histórias que vocês mais gostam?



Fazia um certo tempo que eu queria falar sobre isso com vocês. Sobre minha tristeza com alguns fansubs fechando ou entrando em hiato por tempo indeterminado e várias, mas várias scans fechando ou restringido o acesso dos usuários. Parece besteira, até porque você que usa o MangaHost ou o MangasPROJECT ou o Yes Mangás ou qualquer outro site de leitura online [que NUNCA, MAS NUNCA na vida respeitou o trabalho duro das scans] não vai entender minha preocupação.



Tudo começou quando percebi que algumas scans estavam há meses sem postar uma notícia sequer e algumas delas, como a Kokoro Nin-Nin e a Yaoi Toshokan, anunciando o encerramento de suas atividades. Outras, como a Momo Sensei e a Shoujo Scans, há um ano não postam atualizações. Mas muitos de vocês devem estar aí pensando, Mas e daí? Eu estou lendo meu mangá em algum leitor online qualquer. De fato, você está lendo, mas já percebeu que aquele mangá não tem um capítulo novo há milênios? E você sempre fica se perguntando por que ninguém traduz esse mangá que você tanto ama? Pois é. Você está no lado escuro da força. Não está valorizando a sua scan/fansub.



Não é nada difícil fazer isso. Por incrível que pareça, leitores onlines como MangaHost, MangasPROJECT, Yes Mangás, Central de Mangás [dentre outros, com algumas raras exceções, como o Union Mangás, mas que ultimamente começou a decepcionar muita gente ao usar práticas semelhantes], colocam os "créditos" da tradução às scans que traduziram aquele projeto, mas apenas para fingir que não pegaram sem permissão. O que quero dizer com isso é que você pode descobrir quem traduziu e assim ir diretamente ao site da scan. Simples assim. Mesmo com a covardia de se apossar do trabalho das scans, ao menos é possível chegar até a scan e dar valor a quem realmente merece o reconhecimento pela tradução.



Algumas scans aderiram à campanha Valorize a sua Scan, como a Toshi wa Yume, Dimichan, Otaku no Yume, My Otaku Way, FY Mangás, Mundo Otaku Scans, Fascínio Asiático, Antique Mangás, Lady Otomen, Redisu e Scarlet Rose. Dessas, infelizmente, o My Otaku Way (MOW) acabou. Assim como outras scans, como a Koisei Scans, a Pururin, a Shin Sekai dentre outras. É extremamente importante fazer algo simples como dizer "Obrigado pelo projeto". Comentar, compartilhar, levantar o ego e a moral das scans. Além disso, coisas desse tipo não ficam restritas apenas às scans, os fansubs que legendam os nossos doramas preferidos também acabam sofrendo com a ingratidão dos fãs. Um exemplo disso é sabermos que fansubs como Yö Dramas, Ohayo Dramas, DramaFans, Sora~D Fansub fecharam e scans como a Siwon Fansub e JDramas Fansub entraram em hiato por tempo indeterminado.



Quem sou eu para querer mudar o mundo, mas se nós todos estamos no mesmo barco e amamos ler mangás, ver animes e doramas é preciso que façamos alguma coisa. Sua inércia e a sua falta de consideração podem ser responsáveis pelo fechamento de diversas scans ou de que a maioria delas comece a limitar o acesso apenas para convidados como a Fascinating Mystery Scan fez. Então, vamos valorizar as scans e os fansubs que tanto trabalham duro e de graça para fazer a felicidade de todos nós. Ser grato por isso e saber valorizar são coisas simples que podem evitar que mais scans e fansubs fechem ou entrem em hiato. No mais, era isso, minna... Espero sinceramente ter tocado o coração de vocês. Até a próxima... Kissu.
 

AniMangá House Template by Ipietoon Cute Blog Design