sábado, 14 de dezembro de 2013

Nausicaä do Vale do Vento (Animação)

Uma garota que tem uma forte ligação com os animais e com a natureza vivendo num mundo onde tudo pode ser destruído apenas com o sopro do vento, só poderia ser coisa do Miyazaki-sensei. A partir desse clima de fragilidade que pode levar o mundo todo a destruição, Nausicaä se mostra uma princesa sábia e destemida.

Título: 風の谷のナウシカKaze no Tani no Nausicaä/ Nausicaä of the Valley of the Wind/ Nausicaä do Vale do Vento
Direção/Roteiro: Miyazaki Hayao
Gênero: Drama, Fantasia
Outros TítulosA viagem de Chihiro (2001); Princesa Mononoke (1997); O Serviço de Entregas da Kiki (1989); Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar (2008)
Publicação:
Mangá - 7 volumes (1982 - 1994)/ Licenciado pela Conrad
Animação (1984)
Nota♥♥♥♥♥

Nausicaä do Vale do Vento, animação e mangá de Miyazaki Hayao (1984)

A primeira animação do sensei Miyazaki que tive o prazer de assistir foi A viagem de Chihiro (que reservo uma postagem para ela em breve). Para ser sincera, amei logo de cara essa animação. Chihiro me encantou pela simplicidade e complexidade com que o roteiro foi desenvolvido e aquela sensação de como algo extremamente elaborado parece ser tão simples, tão fácil. 

A segunda animação de Miyazaki que vi, foi uma recomendação de um querido amigo meu, Hausman Santos, mais carinhosamente chamado por mim de Haws.... A animação Mononoke Hime (ou simplesmente, Princesa Mononoke) para mim se tornou o filme de animação em 2D mais brilhante que já vi na vida! Eu pensava que Chihiro era fantástico, e é, mas Mononoke Hime me surpreendeu pelo enredo, pelas imagens e pelos personagens, posso resumir isso numa única palavra: AMEI!!

Mas a estrela de hoje é Nausicaä do Vale do Vento, terceira animação de Miyazaki que assisto. Nausicaä foi dirigido e roteirizado em 1984, antes de Miyazaki fazer parte do Estúdio Ghibli. Anterior às suas obras primas: Tonari no Totoro, Mononoke Hime e A viagem de Chihiro (que lhe rendeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2002 e o Oscar de melhor animação em 2003), Nausicaä não desmerece a genialidade do sensei, que costuma usar a fantasia e o drama na dose certa em seus roteiros magníficos.

Ilustrações do mangá de Nausicaä.

Sinopse:  Mil anos após os "Sete Dias de Fogo", a Terra é um lugar tomado pelo clima árido, águas ácidas, solos mortos e gigantescas florestas repletas de plantas venenosas chamadas de Fukai, onde apenas insetos enormes conseguem sobreviver. Dentre eles, os Ohmu, os senhores da Fukai. Poucos lugares são seguros e livres dos esporos venenosos da Fukai. Um desses locais é o "Vale dos Ventos", cujas fortes correntes de ar mantêm o Vale livre dos esporos venenosos. Nausicaä é a jovem princesa desse vale. Ela estuda a Fukai, as plantas e os insetos, em especial os Ohmu, em busca de respostas e de uma cura para o veneno mortal. Tudo muda quando Nausicaä e seu povo se vêem no meio de uma guerra entre os reinos de Torumekian e Pejite, ambos em busca de uma arma de poder imenso, uma das armas responsável pelos "Sete Dias de Fogo". (Retirado da descrição do vídeo no site do Anitube).

Confesso que sou assumidamente fã das animações do sensei Miyazaki, gosto dos traços dos desenhos e mais ainda do enredo das histórias. Nausicaä conta a história de uma princesa destemida e corajosa. É admirada e amada pelo seu povo sendo o exemplo de todos, por sua firmeza, honestidade e carisma. Nausicaä tem uma ligação com os animais, principalmente com os insetos que protegem a Fukai (na legenda, a Fukai é o Mar da Devastação), e essa ligação mostrará que humanos e insetos, após a grande devastação, podem viver juntos e em harmonia.

Essa ligação de Nausicaä com os insetos é inspirada num conto do folclore japonês "A princesa que amava insetos". E além disso, a escolha do nome da personagem, é em homenagem à princesa que ajudou Ulisses, na Odisseia de Homero. Nausicaä é jovem, corajosa e, sobretudo, carismática. Uma outra curiosidade, bastante interessante sobre Nausicaä, é que Miyazaki passou 12 anos desenhando o mangá sobre a história da princesa do vale do vento. No Brasil, o mangá foi traduzido pela Editora Conrad, que cancelou as tiragens do mangá no volume 5 sem lançar as edições finais.

Nausicaä fez tanto sucesso (e que nem era tão esperado e ainda veio num momento delicado da vida do sensei, pois sua mãe, havia morrido um ano antes à estreia da animação), que Miyazaki acabou fundando, em parceira com seu amigo Takahata, o Estúdio Ghibli.


O que acho mais legal em Miyazaki é como ele trabalha a relação dos humanos com os animais e a natureza, que eles são dependentes um do outro e quando há desequilíbrio, essa relação sofre o contraste. Exemplos disso são as animações Nausicaä e Mononoke Hime. Adoro Miyazaki não só por ele ser um ótimo cineasta em animações, mas pelas mensagens que ele passa para os adultos e para as crianças.

Características marcantes das produções de Miyazaki são o gosto pela aviação, ecologia e suas consequências e a ausência de um vilão. Sim, não há vilão nas animações do sensei e é isso que também faz eu gostar mais ainda de seus filmes.

E se você pensa que animação é coisa para criança, é porque nunca assistiu às animações mais antigas de Miyazaki. Mais do que recomendo NausicaäEntão, Minnaaaaaaaaaaaaa..... vou indo nessa, próxima animação de Miyazaki que elencará a minha lista: Tonari no Totoro. Eu só preciso arranjar tempo para assistir. Iterasshaaaaiiiiiiiiiiiiiiii...



Mangá em Português - Sem Links
Licenciado pela Conrad

Assistir online:

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Enciclopédia Animangá - Gênero Gekiga

Konbanwaaaaaaaaaaaaa, Minnaaaaaa..... eu sei que prometi falar sobre Red Garden, mas ainda não terminei de ver o anime e as minhas férias não chegam nunca, porque ando sem tempo para nada, aliás, ando cansada de nunca ter tempo para nada, mas adiante...

Hoje, na Enciclopédia Animangá, eu irei falar um pouco sobre o estilo Gekiga.


Imagem ilustrativa indicando a diferença entre o traço do mangá e do gekiga.


Gekiga

O estilo Gekiga (劇画), que significa literalmente figuras dramáticas, surgiu em meados da década de 1950 com as publicações dos mangás de Yoshihiro Tatsumi e não demorou para que, mais tarde, outros mangakás aderissem ao novo estilo.

O gekiga, inicialmente, surgiu como uma forma madura do mangá, mas que não era mangá, pois Yoshihiro acreditava que essa postura mais séria do traço dos desenhos não poderia ser equiparado aos "desenhos irresponsáveis" dos mangás. Algo bastante semelhante ao que Will Eisner havia criado com o uso do termo Graphic Novel para diferenciar o seu trabalho da arte sequencial dos quadrinhos.

Yoshihiro encontrou espaço para sua obra em bibliotecas públicas de Osaka, que incentivavam a produção de trabalhos experimentais e ofensivos, sobretudo, contra a onda infanto-juvenil desencadeada por Osamu Tezuka.

Com um traço mais pesado, é um estilo que traz temas como vingança, tramas psicológicas, busca por justiça (à la histórias de faroeste hahahahaaha), guerras, flashbacks, máfia, dentre outros temas. Entretanto, apesar do estilo gekiga ter surgido como um tipo de não mangá, mas como um trabalho maduro e adulto, ele ainda é extremamente confundido com os seinens.

Confira abaixo, alguns mangás e animes ao estilo gekiga:


  • Mangá - Crying Freeman. Roteiro: Kazuo Koike/ Ilustração: Ryoichi Ikegami.



  • Anime - Samurai Champloo







  • Mangá - Sanctuary. Roteiro: Sho Fumimura/ Ilustração: Ryoichi Ikegami




  • Mangá - Vagabond. Mangaká: Takehiko Inoue



sábado, 16 de novembro de 2013

Enciclopédia Animangá - Kodomo, Shoujo, Shounen, Josei e Seinen

Konbanwaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.... meus chibis lindos!!  お元気ですか? (Genki desu ka?). Ainnnn.... saudades de vocês!! Mas vamos lá, né? Ando bastante ocupada, chibis... Essa vida de universitária e escrava do capitalismo estão me deixando sem tempo... então, para não deixar o blog paradão enquanto termino de ver o anime de Red Garden, porque o mangá eu já li \\o, resolvi postar sobre algo bem interessante, uma espécie de post sobre termos que às vezes a gente não sabe o que é, mas agora passará a saber =D

Saudando vocês à la Hachiko ^_^

Os mangás e animes aos quais estamos acostumados a ler ou a assistir são classificados em várias categorias, muitas vezes não entendemos o porquê dessas classificações, mas mesmo assim lemos e assistimos sem preocupações quanto a isso, não é verdade? Mas hoje, quem não sabe sobre isso, pode ter a chance de ficar sabendo agora >_<

Hamtaro (2000-2006)
Um dos gêneros mais conhecidos por nós são os shounens, devido a sua grande popularidade e aceitação entre os jovens e pelo mercado editorial (óbvio!!), mas apenas por questões didáticas, iniciarei pela dita "primeira" categoria de mangás/animes para o primeiro tipo de público alvo.

Kodomo: literalmente, kodomo (子ども) significa criança. Os kodomomuke manga e os kodomomuke anime (como também são chamados no Japão) são histórias voltadas para um público mais infantil. Os kodomos contam histórias simplificadas evitando sequências muito duradouras das quais crianças menores não consigam acompanhar. Os roteiros costumam ser simples e ilustrativos, ou seja, os personagens são bem caricaturais de forma que a criança possa perceber os objetivos de cada personagem. Como exemplos de kodomo, podemos citar Dinossauro Rei, Doraemon, Hamtaro, Monster Rancher, Pokémon, etc.

Sailor Moon (1991-1997)
Shoujo: assim como kodomo significa, literalmente, criança, shoujo (少女) significa garota. O primeiro mangá desse gênero foi A princesa e o cavaleiro, do mangaká Osamu Tezuka-sensei. Os shoujos contam histórias que envolvem romances e comédias românticas, entretanto, nem só de amor vivem as garotas de 15 anos, os shoujos também podem trazer enredos históricos, de terror, fantasia e ficção científica (ou também mecha, como Guerreiras Mágicas, por exemplo), por exemplo. O público alvo desse gênero são adolescentes até os 18 anos, mas não que isso impeça que pessoas do sexo masculino e de outra faixa etária leiam essas histórias (o que é o meu caso, porque eu tenho mais de 18 anos - risos). Os shoujos não eram um gênero comum no Japão, inclusive, nem é tanto assim aqui no Brasil. Além disso, não existia um direcionamento para o público adolescente feminino, o que, para a nossa alegria e graças a Kami-sama, veio mudar com Osamu Tezuka!! Os shoujos mais famosos entre nós são: Sailor Moon (que eu amoooooooooooooo!! >//<), Guerreiras Mágicas de RayearthKimi ni Todoke, Vampire Knight, Marmalade Boy, Aishiteruze BabySakura Card CaptorsKobato, Lovely ComplexBokura ga ItaSukitte ii na yoKareshi Kanoujo no Jijou (ou simplesmente, Kare Kano), etc.

Ao no Exorcist (2009 - em andamento)
Shounen: correspondente masculino do shoujo, shounen (少年) significa garoto. Nesse tipo de gênero, são trazidos enredos mais complexos do que os kodomos que tratam de humor e cenas de ação, além de superação de desafios, competição e conquista pela vitória que deve ser conquistada com muito sacrifício (quem já assistiu a CDZ vai entender o que eu estou dizendo - risos). Nesse estilo, não são desenvolvidas histórias de romance entre os personagens, ou seja, esses romances não são o foco do mangá/anime, geralmente, a amizade entre os personagens é o elo mais forte entre eles. Geralmente, os shounens visam rapazes até 18 anos, mas é óbvio que ler shonens é para todo mundo! Os exemplos mais comuns de shounens são Video Girl Ai, Yu Yu Hakusho, Drangonball, Cavaleiros do Zodíaco, Naruto, Shurato, Bucky, Tenchi Muyo!, Shaman King, Ao no Exorcist, Rosario Vampire, InuYasha, etc.

Os gêneros que comentarei a seguir fogem da esfera da fantasia, ou seja, eles irão focar no cotidiano, nos acontecimentos da vida madura ou tratar de problemas mais complexos, como incesto, aborto, estupro, etc. Por esse motivo, esses gêneros são voltados para o público adulto em geral. Os mangás voltados para o público feminino adulto são chamados de Josei e os voltados para o público masculino adulto Seinen.

Nana (2000 - em andamento)
Josei: o gênero josei (女性), que significa mulher em japonês, pode ser considerado como uma espécie de amadurecimento do shoujo. As histórias costumam ter personagens preocupadas com dilemas da vida adulta, como casamento, trabalho, adultério etc que são representados de forma bastante realista e/ou dramática. Diferentemente do shoujo, o josei é um gênero sem restrições, ou seja, em suas histórias, podem aparecer cenas de sexo explícito, sadomasoquismo, traição e homossexualidade (chamado de yuri), sendo este último considerado  pelos japoneses como um enredo romântico, pois o amor entre duas pessoas do mesmo sexo é tido como um amor proibido. O josei mais vendido no mundo é Nana, de Ai Yazawa, o que muita gente ainda confunde com shoujo por ele ser editado numa revista que publica shoujo, a Cookie. Nana é o segundo mangá mais vendido no mundo e eu tenho ele completo \\oooooooooo!! Além de Nana, como exemplos de Josei temos Spicy Pink, Moonlight Flowers (que trata de homossexualidade), Honey and Clover, Gokusen, Papa to Kiss in the Dark, Paradise Kiss, Pet Shop of Horrors, Nodame Cantabile, etc.

Papa no Iukoto wo Kikinasai (2011)
Seinen: assim como o josei, o seinen (青年 - homem jovem, em japonês) se difere do shounen por tratar de temas mais maduros, ou seja, o seinen seria um amadurecimento do shounen, um exemplo disso, é Cavaleiros do Zodíaco, que tem uma continuação numa versão para jovens adultos com mais de 20 anos. Assim como o josei, o seinen pode trazer cenas de sexo explícito sem que isso seja tratado como pornografia, exemplo disso é Love Junkies (que para mim é hentai). Além disso, as histórias giram em torno de homens entre 20 a 40 anos que passam por dilemas comuns a essas fases da vida, como carreira, um bom emprego, uma vaga na universidade, um cargo político etc, porém isso não é regra, há seinens que trazem personagens adolescentes em suas narrativas, mas que passam por situações muito complexas para a sua idade, como é o caso de Bitter Virgin, da mangaká Kei Kusunoki . Mais exemplos de seinen que podemos citar são Koi Kaze, Papa no Iukoto wo Kikinasai, Shura Yukihime, Anne Freaks, Yosuga no Sora, Love HinaGantzOldboyHokuto no KenNa Prisão, etc.

O gênero Gekigá também é voltado para um público adulto, sobretudo, masculino. Mas ele é assunto para uma outra postagem, assim como os subgêneros, que são bastante numerosos... Então, minna... a gente fica por aqui... Indo dormir que a minha caminha clama por mim...

Oyasuminasaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sem Links

Olá, minna!! Como vocês estão? Espero que bem... Venho aqui hoje dizer algo não muito legal, mas enfim... Vamos lá. É o seguinte. Sabemos que existem Scans maravilhosas que dão o maior duro para limpar, editar, traduzir, revisar etc um projeto para nós. Algumas Scans inclusive até compram o mangá direto do Japão para nos presentear com projetos exclusivos, no entanto, existem vários outros sites que reupam os projetos das Scans. Alguns com autorização, outros sem autorização e outros que têm a cara de pau de mexer no projeto e dizer que é deles, ou seja, essa nova equipe surge do nada, baixa o projeto de alguma scan, edita toda página que tem a logo da scan e coloca a sua como se ela tivesse feito alguma coisa, quando na verdade não fez absolutamente nada.

Com exceção de algumas scans que disponibilizam seu próprio leitor online, qualquer outro projeto de scan só disponibiliza download. Caso você encontre algum projeto em algum site de leitura online que não o da sua própria scan, desconfie e avise aos administradores de sua scan. Vamos valorizar nossas scans, né, galera?




Para você que ainda não entende o porquê disso, vou fazer um pequeno tutorial.

1 - Por que alguns projetos não estão mais disponíveis para download na internet?
Muitas vezes, algumas scans não conseguem continuar atuando (por motivos financeiros ou por falta de tempo) e fecham suas portas, digamos assim. Quando a Scan exclui o site, os projetos podem ser excluídos junto. Ou, na pior das hipóteses, nenhuma scan traduziu ainda esse mangá/oneshot. Além disso, quando um mangá é licenciado por alguma editora, a scan geralmente cancela o projeto ou o exclui de sua lista de projetos. Ou simplesmente a scan se cansou de fazer tal projeto por falta de motivação ou por desinteresse dos leitores e/ou da própria scan.

2 - Mas não existe outro lugar onde baixar?
Algumas scans encerram as atividades, mas deixam os links disponíveis para download. Outras excluem tudo e só dependemos dos sites de Reupload. Os sites de Reup são muito importantes nesses casos, pois eles serão os únicos lugares que irão disponibilizar os antigos projetos de scans que fecharam. No entanto, vale salientar que todo e qualquer site seguro de Reup é aquele que diz o nome da verdadeira scan que fez o projeto sem fazer nenhuma alteração. Ou em alguns casos, alguns projetos só estão disponíveis para leitura online.

3 - Gostaria muito de ler esse mangá/oneshot, mas não consigo achar nem scan nem site de reup. O que eu faço?
Nesse caso, existem os sites de leitura online que disponibilizam a leitura de vários mangás traduzidos por diversas scans diferentes. São eles o MangaFox (em inglês) e o Submanga (em espanhol). Mas se você não é fluente em inglês nem em espanhol, pode se aventurar lendo online nos sites de leitura online. Não recomendarei nenhum deles no meu blog, estarei fazendo um trabalho de atualização das postagens sobre isso. Mas insisto, é por sua conta e risco. Muitos sites de leitura online pegam os projetos sem autorização das scans para lucrar em cima do trabalho voluntário de outros, então, fique de olho.

No mais, aproveitem ao máximo as opções que vocês têm, mas please, pela consideração que vocês têm às suas scans, não dê crédito nem valor a quem pega os projetos das scans sem a devida autorização. A mesma coisa acontece com os Fansubs (que traduzem os doramas e filmes). Existe muita gente ruim e oportunista no mundo.

sábado, 19 de outubro de 2013

Jisatsu Circle (Oneshot)

Dessa vez, resolvi falar desse oneshot baseado no filme Suicide Club. Quem me recomendou esse oneshot foi uma de minhas nee-chan, a Bel-chan... A história é bastante interessante e é apenas uma releitura do filme, ou seja, mais uma história original a partir de uma já existente, outro exemplo disso é Red Garden.


Título: 自殺サークル/ Jisatsu Circle
Mangaká: Usamaru Furuya
Gênero: Drama, Gore, Horror, Mistério, Psicológico, Seinen, Slice of Life
Publicação
J-Movie: Jisatsu Sâkuru/ Suicide Club/ O Pacto (2002)
Oneshot (2002)

Saya e Kyoko.
Diferentemente da má fama que carrega, o gênero slice of life, aqui, não se encaixa como historinhas para se fazer dormir... o gênero slice of life, para quem não sabe, trata de situações do cotidiano de uma pessoa em específico, de um grupo de pessoas ou de uma sociedade, mas para saber mais sobre isso, é só ler a matéria no site Netoin, que explica bem direitinho isso e dá vários exemplos de animes e mangás que pertencem a esse gênero.

Entretanto, eu só falei sobre o gênero slice of life, porque quando comecei a ler o mangá do Furuya, eu não entendia por que aparecia lá nas categorias esse gênero, mas depois eu entendi. A história retrata o cotidiano de algumas estudantes de uma escola feminina, que têm uma estranha ligação com Mitsuko-san.
O oneshot foi inspirado no filme homônimo de Sion Sono, mas em conversa com Furuya, Sono disse que ele deveria criar uma história a seu modo, pois Sono queria algo que não fosse tão fiel ao filme. Furuya aceitou a empreitada. Usando apenas a mesma imagem de abertura do filme para abrir a história do mangá, Furuya simplesmente deu a sua versão pessoal a essa trama tão misteriosa e envolvente.


Sinopse: Mais de cinquenta garotas adolescentes se posicionam perto do trilho do metrô. Todas elas estão sorrindo e felizes. Elas estão sendo guiadas por Mitsuko-san e todas elas se sentem confiantes e seguras por terem uma líder tão bondosa. À hora esperada, todas pulam de mãos dadas e ao mesmo tempo assim que o trem bala se aproxima. Todas morrem, exceto Saya Kota e o que parecia um milagre, na verdade, dá início a mais um jisatsu circle.

Furuya usou a mesma cena do filme de Sion Sono para iniciar o seu oneshot. Cinquenta garotas se jogam na frente do trem ao mesmo tempo, mas apenas uma sai viva do acidente. Ela é Saya Kota. Saya não se conforma com o fato de ter se salvado e passa a vagar pela escola ainda mais deprimida do que antes. Entretanto, ela passa a ser motivo de admiração de algumas garotas da escola o que irá despertar nela o espírito de Mitsuko-san.

Saya Kota.
Saya conheceu Mitsuko na escola. Mas o passado de Mitsuko era algo obscuro e sombrio. Saya se sentia triste e esquecida, pois sua melhor amiga, Kyoko, conhecera o amor pela primeira vez e a trocara por um homem. Mitsuko parecia ter o poder de curar as feridas das garotas, porém, ela não era tão boa assim.

Saya era mais uma sobrevivente do jisatsu circle e, por ter tido o direito de viver, deveria guiar mais um grupo de adolescentes para o descanso e para a felicidade.

Furuya fez a seguinte declaração quando do fim do oneshot:

"Eu queria escrever sobre a escuridão que as garotas carregam nos dias de hoje, cortando seus pulsos, querendo se matar, grupos pseudo-religiosos e outras coisas como essas. O assunto foi tão apropriado que eu senti que eu simplesmente tinha que escrever sobre isto. Para mim, Saya Kota é uma personagem que você deve amar."

Bem, eu não posso dizer que amei a personagem Kota, eu simplesmente gostei da reconciliação das duas amigas. Quando Kota e Kyoko falam sobre suas alegrias e presentes uma para a outra. Mas aí, também já era tarde.... SPOILLER!! (para ler, selecione o texto): Saya raptara Kyoko e tatuara em sua orelha a marca do jisatsu circle, ou seja, Kyoko agora estaria condenada a fazer parte do Jisatsu Club e por ironia do destino, Kyoko acaba sendo a única sobrevivente do suicídio coletivo promovido por Kota. Será que mais uma Mitsuko-san renascerá? Fim do spoiler.

A proposta do oneshot é muito legal. A do filme também. Apesar de tratarem de uma temática em comum, ambos utilizam formas diferentes de demonstrar isso. Mais do que recomendadíssimo a procura pelos dois. Um não compromete em nada a história do outro. Você pode assistir aos dois e nenhum vai ser spoiller do outro.

Para quem gosta de Thriller Psicológicos, Suicide Club é uma boa pedida!! Se for para ter nojinho de sangue e de corpos sem parte da pele ou de rolos de pele costurados entre si, desista, você não tem estômago para apreciar cenas de horror... O único problema dessa produção é o fato de os efeitos especiais serem muito toscos e do enredo, em muitas partes, ser muito mal desenvolvido. Mas eu, particularmente, gostei dos dois. Mas mesmo assim, senhor Sion Sono, eu ainda continuarei gostando de J-Pop!! \\o (para entender o que eu estou dizendo, assista ao filme).


Cartaz do filme.

Oneshot em Português:
Scan: Tatsumaki Scantrad

J-movie legendado em português:
Ver online: Filmes de TV

Entenda porque os links foram removidos

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Boku wa Imouto ni Koi wo Suru (Mangá | OVA)

Antes de falar sobre a história desses dois irmãos, que aparentemente não se dão bem, mas são apaixonados um pelo outro, preciso esclarecer umas coisinhas antes. A temática de Boku wa Imouto ni Koi wo Suru é adulta, pois trata de um incesto. Por isso, ele também é classificado como Smut, termo utilizado para designar perversão, algo que foge do "normal"... Koi Kaze também fala de incesto, mas num grau mais angelical e romantizado do que Boku Wa Imouto ni Koi wo Suru. Além disso, embora o site do Baka Updates classifique o mangá como shoujo, eu discordo um pouco disso, por causa da temática se aproximar muito do josei, por ter uma temática adulta e insinuações de sexo e nudez, portanto, eu tratarei a obra como um shoujo maduro, quase um josei.

Título: 妹に恋をする/ Boku wa Imouto ni Koi wo Suru/ Secret Sweethearts/ I Love My Little Sister (Eu Amo Minha Irmã Pequena)
Mangaká: Aoki Kotomi
Gênero: Comédia, Drama, Incesto, Romance, Shoujo, Slice of Life, Smut.
Outros Títulos: Niji, Amaete yo (2017)
Publicação:
Mangá - 10 volumes (2003)
OVA - 1 episódio (2005)
Live-Action - J-Movie (2007)

Boku wa Imouto ni Koi wo Suru, da mangaká Aoki Kotomi (2003)

Sinopse: Yuki Iku e Yuki Yori são irmãos gêmeos e desde a infância sempre foram muito ligados. Porém, quando ambos completam 15 anos, Yori começa a tratar Iku com frieza e impaciência, mas apesar da aspereza, no fundo no fundo ele só quer esconder seus sentimentos por ela. Apesar de tentar repelir esse amor proibido, existe sempre algo que é mais forte do que a razão. Iku e Yori conseguirão viver o amor que sentem um pelo outro, lutando contra tudo e contra todos para proteger esse amor?



Ainda não terminei de ler todo o mangá, pois ele ainda está sendo traduzido para o português. Entretanto, também pausei a leitura porque na scan a tradução está meio parada, por falta de tradutores, se não me engano.Mas enfim, vamos às minhas considerações, porque já li uma boa parte do mangá e assisti tanto ao OVA quanto ao J-Drama, e preciso fazer algumas considerações sobre eles... Vale salientar que o mangá é muito mais detalhado e diferente do filme, não faz julgamentos de valor acerca do amor entre os dois irmãos.

Primeiramente preciso dizer que a Tomoka Kusunoki (interpretada por Komatsu Ayaka), a garota que é apaixonada pelo Yori (interpretado por Matsumoto Jun), no J-Movie, é uma chantagista desgraçada... Ela é extremamente detestável e eu a odiei tanto no filme como no OVA. Em ambos, ela é obcecada pelo Yori e isso não é amor, além disso, no J-Movie, dá vontade de entrar na tela e bater nela, de dar umas chacoalhadas pra ver se ela se torna uma pessoa melhor e menos intragável. Ela sabe que o Yori não a suporta e mesmo assim, ela quer porque quer que ele seja dela. Pela nossa experiência em shoujo, qual a probabilidade de isso dar certo?

Boku wa Imouto ni Koi wo Suru, filme japonês (2007).

Além disso, vale ressaltar que a história mostrada tanto no filme como no OVA são bem atenuadas. De qualquer forma, tratar de incesto não é uma coisa lá muito aceitável pela grande maioria das pessoas. O sucesso da história vai depender muito de como o público a recebe. E sinceramente, a irmã gêmea do Yori no filme, me dá nos nervos de tão lesada que ela é. *Spoiler*: O live-action tem um final muito triste e diferente do final do mangá. No filme, depois de algum tempo, ao voltarem para o lugar onde Yori dissera que casaria com Iku, eles percebem que não valia a pena continuar com aquele amor proibido. Já no OVA, o final é muito próximo do que acontece no mangá, Yori resolve mudar de escola e de cidade e mesmo passados 10 anos longe de Iku, quando ele retorna para casa, os dois ainda estão apaixonados. *Fim do spoiler*.


Boku wa Imouto ni Koi wo Suru, OVA (2005)

Como sempre digo, ler o mangá é essencial para se ter um posicionamento sobre a história, visto que há muitas diferenças no OVA e no J-Movie, sobretudo, na adaptação fílmica. O Yori do mangá não tem uma personalidade tão diferente do Yori do OVA e do J-Movie. Mas a Iku (interpretada por Eikura Nana) é bem infantilizada e tem horas que parece uma tapada melodramática... No J-Movie, ela é muito insuportável (mas essa é uma opinião minha, tá?). Mas gosto da Iku do OVA e do mangá. Particularmente, não gosto muito quando alteram demasiadamente a personalidade dos personagens. A Iku do filme é desagradável demais e isso me fez sentir uma grande decepção com relação a ela.

Mas é como eu sempre digo, leiam o mangá!! Sei que muita gente prefere o anime por ser mais de boas, no entanto, muitos animes não contam a história completa do mangá. Enfim, eu recomendo a leitura do mangá, pois além de ser mais detalhado, dá para ter uma visão mais geral dos personagens. E uma visão menos moralizante. Fiquei meio triste com o J-Movie, eu esperava mais do filme de Boku wa Imouto ni Koi wo Suru, mas essas coisas acontecem. Ao mangá está compensando essa minha decepção. E uma boa notícia é que vi recentemente (postagem editada dia 25/04/2016) que as traduções do mangá foram retomadas. Ainda bem. Ressaltando, leiam o mangá, mas recomendo apenas para quem não se incomoda com a temática da história. Até a próxima!! Kissu!!



Mangá em português-PT
Scan: Fascínio Asiático

OVA legendado em português:
Ver online: Anitube

J-Movie:

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Shura Yukihime (Mangá)

Shura Yukihime, mangá de Koike
e Kamimura (1972)
A história e o filme que inspiraram Quentin Tarantino a produzir Kill Bill (2003-2004). 

Título: 修羅雪姫/ Princess Snowblood/ Shura Yukihime/ Lady Snowblood/ Senhora Sangue-de-Neve
Mangaká: Kazuo Koike/ Arte: Kazuo Kamimura
Gênero: Ação, Artes Marciais, Drama, Histórico, Seinen, Vingança, Violência
Publicação:
Mangá - 4 volumes (1972)
Filme (1973)

Encontrar a história da Senhora Sangue-de-neve em mangá, no início, me encheu de emoção, aliás, não sei nem explicar a emoção que senti, porque eu já estava à procura do filme Lady Snowblood há bastante tempo... 

Sinopse: Yuki Kashima é trazida ao mundo nas imediações de uma prisão. Bandidos estupram sua mãe e assassinam seu pai. Sozinha, desamparada e órfã, o maior desejo de Yuki é se vingar de todos eles e ela será implacável em sua vingança, nem que para isso tenha que usar do seu corpo e da sua sensualidade. Yuki fará com que os assassinos de seu pai e os estupradores de sua mãe sintam a fúria da lâmina da sua espada.

Adoro histórias de vingança, me faz lembrar um pouco de um mangá que li ano passado, Anne Freaks (2000-2002). Mas apesar de tratarem de vingança, Shura Yukihime é ainda mais fria e decidida do que Anne Freaks.

Os traços ocidentalizados de Kamimura conferem à história um ar mais moderno apesar de o roteiro ser ambientado na Era Meiji. Particularmente, amei os traços do Kamimura >//<

A versão de Shura Yukihime em filme, foi dirigida por Toshiya Fujita, com o título Lady Snowblood. A atriz que protagonizou Yuki foi Kaji Meiko e ela está linda e impecável quanto a Yuki do mangá \\o


Meiko Kaji no papel de Yuki Kashima.

Mas não pretendo estragar as expectativas de ninguém, claro, mas já adianto que Shura Yukihime mudará a sua opinião sobre histórias de vingança. Apesar de o filme de Tarantino ter feito tanto sucesso e apesar de ser cultuado por muitos fãs, Shura Yukihime consegue provar que histórias antigas, com poucas falas conseguem ser inspiradoras e não deixam de ser ícones e lendas das grandes narrativas de ação. Shura Yukihime representa uma das histórias mais incríveis e eletrizantes dos mangás dos anos 70.

Assista ao trailer do filme:






Shura Yukihime ainda tem uma versão mais moderna, Shura Yukihime Gaiden (volume único), roteirizada por Kazuo Koike e ilustrada por Ikegami Ryoichi. A versão é de 2006 e também contém cenas inadequadas para menores de 18 anos.

Yuki Kashima na versão mais moderna - Shura Yukihime Gaiden.
Mangá em português-PT:
Scan: MangaPT

Filme legendado em português-BR:

domingo, 8 de setembro de 2013

Tonari no Kaibutsu-kun (Anime)

Essa história me lembrou muito o mangá Beast Master, da mangaká Kyousuke Motomi. No entanto, apesar de algumas semelhanças, Tonari no Kaibutsu-kun é uma história super divertida e fofinha. Eu sou suspeita para falar porque todo mundo já sabe da minha paixão por shoujo, mas confesso que Tonari me envolveu de uma jeito que não consegui parar de ver o anime. Assisti numa sentada, como dizem por aí, de tão bom que eu achei... 

Títuloとなりの怪物くん/ Tonari no Kaibutsu-kun/ My Little Monster/ O estranho que senta ao meu lado
Mangaká: Robico
Gênero: Comédia, Romance, School Life, Shoujo
Publicação:
Mangá - 12 volumes + 1 Edição Especial (2008)
Anime - 13 episódios (2012)

Tonari no Kaibutsu-kun, mangá de Robico (2008)

Ainda não consegui ter tempo para ler o mangá todo, apesar de que quando eu me empolgo com algo eu devoro em minutos, com esse mangá ainda não tive tempo e minha vida anda bastante corrida... enfim... mas de certa forma, consegui ver o anime todo e, minna, que anime viciante!! São apenas 13 episódios de puro amor e fofura!! Eu queria mais... mas devemos lembrar da crise que está fazendo alguns estúdios de anime do Japão fecharem as portas. Tá certo que essa crise vai e volta, mas mesmo assim, é algo preocupante. Além disso, a gente sabe que anime shoujo quase nunca ganha continuação... Falou a pessoa que espera eternamente por uma 3ª temporada de Kimi ni Todoke, de qualquer forma, torçamos para que isso aconteça, não é mesmo? risos.

Apesar de não ter lido o mangá todo, consegui ver alguma coisa dele, mas vale salientar que quando comecei a ver esse mangá, ele ainda estava sendo traduzido e nessa ondinha de esperar sair todo, acabei ficando com preguiça de reler tudo e acabei ficando sem tempo mesmo... mas enfim, minhas impressões sobre o mangá foram ótimas, os traços dos personagens são lindos, ou seja, o que já me fez adorar logo de cara essa história. Além disso, a história é muito fofa!! E como eu adorei Beast Master, ver uma nova história com um plot parecido me deixou super interessada e não é que a Robico conseguiu dar um rumo totalmente novo para a história dela? Antes de falar das semelhanças com Beast Master, que não são muitas, vamos saber sobre o que é a história, né?




Sinopse: Mizutani Shizuku é uma garota que só se preocupa com os estudos e nada mais além disso. Mas quando ela entrega as suas anotações escolares a Yoshida Haru, eles se conhecem e ele pensa que ela é sua amiga, por ventura da sua gentileza para com ele. Mas Mizutani é fria, calculista e extremamente insensível. Entretanto, ela é a única que consegue falar com o delinquente da escola.

Quando comecei a ler Tonari no Kaibutsu-kun, nada me tirava da cabeça que a Robico tinha lido Beast Master, que foi publicado em 2006. Tive essa impressão por causa das características que os personagens Yoshida tinha em comum com o Leo, da Kyousuke Motomi. Tanto Yoshida quanto Leo são ingênuos e extremamente inocentes, porém, são fisicamente fortes e emocionalmente instáveis, podendo até se tornar extremamente agressivos e incontroláveis quando perdem a cabeça. No entanto, a diferença se situa nas personagens femininas, Mizutani não tem nada a ver com a Yuiko de Beast Master.




Enquanto Yuiko é amável, gentil e dedicada a cuidar de Leo, Mizutani é fria, distante e egocêntrica. Sim, a Mizutani é muito egocêntrica e prefere se enfiar nos livros e nos estudos a esboçar qualquer atitude que exponha seus sentimentos. Mas eu gosto muito dela justamente porque ela é assim!! *o* Mas sou suspeita, porque eu curto personagens como a Mizutani, tipo a Yukino, de KareKano.

Além do Yoshida ser parecido com o Leo de Beast master, algumas cenas são muito fiéis à história da Kyousuke-senpai. Como por exemplo, a cena na qual tanto a Yuiko aparece segurando o Leo por uma coleira quanto a Mizutani segura o Yoshida com uma e também como apenas a Yuiko e a Mizutani são as únicas que conseguem acalmá-los ou se aproximar deles. Mas vejam bem, eu não estou tentando aqui provar que Tonari é uma cópia descarada de Beast Master, eu estou apenas apontando as semelhanças para depois apontar a originalidade com que Robico conduz sua história. E confesso que Robico faz isso muito bem.


Cena na qual Yoshida salta de uma árvore sobre Mizutani.

As diferenças de uma história para outra vão aparecendo aos pouquinhos. Já no primeiro capítulo, assim como no primeiro episódio do anime, Yoshida se declara para Mizutani. O que é meio estranho, porque achei muito rápida a declaração de amor do rapaz, enquanto a Mizutani não está nem aí para ele. Aliás, ela sempre se mantém numa postura fria e distante, agindo como a menina "coração gelado" da vida. Praticamente, Yoshida irá correr atrás da atenção dela e isso vai levar um tempinho, viu.... Mas é claro, mil confusões aguardam por esses dois...

E vamos e convenhamos, isso faz com que o Yoshida seja ainda mais fofo e faz com que você torça para que a Mizutani se apaixone logo por ele. Esses dois se metem em diversas confusões e como sempre, Yoshida está ali para ajudar. O mais legal disso tudo, é que os dois formam um casal muito divertido... e vamos dar um desconto para a coitada da Mizutani, né? Ela nunca se apaixonou na vida. A única coisa que ela foi comer e respirar livros, alguém assim não muda da noite para o dia, não é mesmo? risos.




Uma outra coisa que achei muito legal, é que o Yoshida é bem impulsivo. Mas isso é bem fácil de entender. Aliás, o Yoshida é um menino puro e ingênuo. Então, é bem fácil entender e também de prever como ele vai agir. Em algumas situações, a Mizutani bem que merece uns chega-pra-lá do rapaz. Tem uma cena na lanchonete, em que eles se desentendem e inesperadamente, Yoshida joga suco na cabeça de Mizutani (e essa cena é bem fiel ao mangá).

Vale salientar que tudo acontece de forma bem cômica. O Yoshida é apaixonado pela Mizutani desde o início. Embora ela apenas ache que ele está exagerando na amizade. Pode isso? Mas enfim... Temos que levar em consideração que ela é uma personagem que se isola das pessoas. E ainda é difícil para ela demonstrar seus sentimentos tão facilmente quando Yoshida faz. Apesar de se irritar com ela, o moço não mede esforço nenhum para salvar sua amada de alguma enrascada. Ele é muito fofo, gente... impossível não amar esse personagem e mais impossível ainda não shippar esses dois juntos 





A história se desenvolve sem muitos atropelos. Naturalmente, Mizutani vai se tornando uma pessoa mais receptiva e Yoshida alguém mais maduro. Além deles, tem outros personagens que são muito engraçados, vale super a pena conferir essa história. Por mais que você seja fã de shoujo e ainda não tiver visto/lido essa história, precisa rever seus conceitos de fã de shoujo - risos. Mas brincadeiras à parte... eu gostei muito de Tonari no Kaibutsu-kun por trazer personagens cativantes, divertidos e que possuem grande afinidade.

Aos poucos, Mizutani vai sendo desarmada, e quando percebe já tem um círculo de amigos. E acho que ela deve ter pensado, como as coisas chegaram a esse ponto?! Eu entendo um pouco a Mizutani, ser introvertido é algo muito delicado, ainda mais quando pessoas efusivas, comunicativas, escoronas e tantos outros tipos de pessoas começam a querer interagir com você. Ou seja, a sua "vida pacata" não existe mais.





Assim como algumas histórias nos parecem semelhantes a outras que lemos por aí, apesar dessa primeira impressão, é ótimo quando descobrimos que a história toma um rumo todo seu. Para quem gosta de comédia, eis uma história que tem comédia na dose certa, romance, confusões e... segredos - risos. E por que não, né? Afinal, alguém precisa explicar por que Yoshida é desse jeito. E também mostrar por que a Mizutani é fria e desalmada.

Gente, já deu para perceber que sou super suspeita para falar desse anime. Pretendo ler o mangá todo em breve. Sabemos que enquanto o anime foi lançado, o mangá ainda estava em lançamento no Japão, mas a história não deixa a desejar não. Tudo termina de forma satisfatória e claro, com gostinho de quero mais. Agora, como sou uma tia legal... e tão viciada quanto vocês, deixarei algumas imagens super legais para vocês que encontrei por aí... =]







Super recomendo a leitura e super recomendo que vocês vejam o anime. É um legítimo shoujo com todas as emoções de uma comédia romântica à la school life!! Quem curte, assim como eu, já tem uma sugestão super imperdível!! E não esqueçam de ver o anime, é ótimo e de certa forma fiel ao mangá!! Os personagens são muito bacanas e foram mantidos muitos detalhes de cada um, como a personalidade de cada um deles, o que me deixa super feliz, claro.

No mais, não esqueçam de comentar sobre o que acharam do post e claro, se ainda não deu like na page do Facebook é só curtir ali do ladinho da postagem. Não tem desculpa para ficar por fora das novidades aqui do Animangá. Então, como eu super amei esse anime e super shippei esse casal ma-ra-vi-lho-so, vou deixar mais imagens deles para vocês... Até a próximo, chibis... Kissu...






Mangá em Português:
Download: Shoujo Scans
Ler online: Union Mangás

Anime legendado em português:
Download: Aenianos; Anbient; Mansão dos Animes Fansub (MDAN)
Ver online: Crunchyroll

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Love Hina (Mangá)

Eu tenho um grande carinho por esse mangá, aliás, é mais do que gostar, é uma relação de fidelidade ao extremo, eu simplesmente amo! Love Hina foi o primeiro mangá que li na minha vida inteira, li a antiga versão com 28 volumes e agora, depois de alguns aninhos, estou colecionando a nova edição relançada pela JBC. Como o primeiro amor a gente nunca esquece, eu nunca deixarei de dizer que amo esse mangá - risos.

Título: ラブひな/ Love Hina
Mangaká: Ken Akamatsu
Gênero: Comédia, Ecchi, Harém, Romance, Seinen, Slice of Life
Publicação:
Mangá - 14 volumes (1998)/ Licenciado pela JBC (1ª edição - 28 volumes em 2002/ Nova edição - 14 volumes em 2013)
Anime - 24 episódios + 1 especial (2002)
5 OVAs

Love Hina, do mangaká Ken Akamatsu (1998)

Sinopse: Keitarô Urashima tem 19 anos e está tentando entrar para a Toudai há dois anos. Seu sonho de entrar na Toudai é no intuito de encontrar a garotinha a quem ele prometeu que ficaria junto com ela, que se ambos entrassem na Toudai eles seriam felizes para sempre. Mas como nada na vida é um mar de rosas, Keitarô é um aluno péssimo e tem as piores notas, além de não fazer nenhum sucesso com as garotas. Entretanto, tudo isso muda quando a sua vó Hinata lhe deixa a Pensão para ele tomar conta. Como gerente de uma pensão feminina, Keitarô passará por muitas aventuras e peripécias junto com as garotas que moram lá.

Antes de começar a falar da história e contar spoilers, porque sei que acabarei fazendo isso, falarei um pouco sobre os personagens principais, para então tecer alguns comentários sobre a história.


Love Hina - personagens na versão anime.

Como dito anteriormente, Keitarô Urashima tem 19 anos e não consegue passar no vestibular da Toudai. Foi reprovado duas vezes e está tentando passar pela 3ª vez. Keitarô sai de casa por não aguentar ouvir os comentários desestimulantes dos seus pais e resolve visitar a avó. Mas para a sua surpresa, a sua avó sumira no mundo numa de suas viagens enigmáticas, deixando a pensão para que ele tomasse conta (e claro, sem nem sequer comunicar isso a ele antes).

Naru Narusegawa é uma das inquilinas do pensionato feminino Hinata. A forma como Naru e Keitarô se conhecem é a mais constrangedora e embaraçosa de todas... Keitarô, desconhecendo que a pensão era só para mulheres, resolve tomar banho numa das fontes termais que por coincidência é a fonte onde as garotas da pensão tomam banho. Nem preciso dizer o que acontece. Quando Naru percebe que ele é homem, porém, super míope, ela faz o maior escândalo e todas as garotas aparecem para ver o que estava acontecendo. Keitarô é taxado de tarado por todas, mas tadinho, ele nem sorte tem com as garotas... Além de sempre tratar mal o Keitarô quando ele dá uma de tarado (e é sempre um mal entendido), Naru é uma pésssima cozinheira e também tem seus próprios motivos para entrar na Toudai.



Mitsune Konno é a mais velha das inquilinas e é sempre chamada de Kitsune que significa raposa. Kitsune tem 19 anos, odeia trabalhar e não tem a menor disposição para ajudar nos afazeres da pensão. Sempre vive dormindo e é super interesseira e avarenta, mas mesmo assim, a Kitsune é super fofa!! Mas ela não deixa seus interesses de lado, apesar de tudo, quando pensa que Keitarô é aluno de Direito na Toudai e o novo gerente da pensão pensa em dar em cima dele.

Motoko Aoyama é uma menina séria e puritana, é extremamente tímida e não sabe como lidar com garotos. É capitã do time de kendô da escola e é proveniente de uma família extremamente rígida. Sente vergonha quando falam de assuntos eróticos do seu lado, mas não significa que não se interesse pelo assunto, além disso, sua proximidade com Keitarô muitas vezes a faz adoecer.

Kaolla Su é a menina estrangeira que vive na pensão. Apesar de parecer jovem, Su é extremamente inteligente e é quase uma mini cientista maluca, ela está sempre criando novas armas para testar em Keitarô.

Shinobu Maehara tem 13 aninhos e é extremamente tímida. Cozinha super bem, mas tem grandes problemas em se relacionar com as pessoas. Gosta de ser prestativa, mas morre de medo de ser tocada ou abraçada por alguém.

Haruka Urashima é a tia de Keitarô, filha da vovó Hinata Urashima. É ela quem irá salvar a pele de Keitarô quando Motoko e as outras garotas da pensão tentam matá-lo* e expulsá-lo da pensão (*Motoko queria matá-lo).

Versão anime.

Alguns outros personagens irão aparecendo ao longo da trama, como a estabanada e míope, Mitsumi Otohime, de quem a Naru morrerá de amores e de quem ao mesmo tempo morrerá de ciúmes. Mas vamos ao que interessa de fato. Antes de qualquer coisa, quero fazer uma pequena observação. Muitos sites classificam Love Hina como Shounen, mas eu não considero shounen. Keitarô é um personagem que foge à faixa etária dos personagens que estrelam os shounens, além disso, a narrativa se concentra em situações do cotidiano e em temáticas mais adultas, como a preocupação com o vestibular e ingressar em uma universidade, além disso, há muitas cenas ecchi na história, logo, só posso classificá-la como seinen.

Poderia falar vários detalhes da história, de como o coitado do Keitarô sempre é confundido com um tarado e de como ele quase morre inúmeras vezes, mas nunca morre. Mas vamos aos comentários cheios de spoillers... APENAS AVISANDO, SE QUISER CONTINUAR LENDO É POR SUA CONTA E RISCO.

Quando Keitarô chega à pensão, ele é automaticamente expulso pelas garotas, isso tudo depois da confusão com a Naru no banho e depois da Motoko querer matá-lo, nesse ínterim aparece a tia Haruka que o defende e diz que a Vovó tinha deixado tudo aos cuidados do neto. Não tendo outra alternativa a não ser aceitá-lo, as garotas fazem de tudo para que ele desista de ficar na pensão, mas ele descobre o plano e consegue se manter firme, embora aconteça outra confusão e ele seja quase expulso novamente. Mas o que interessa dizer é que ele fica na pensão e é quase morto a cada capítulo.



O interessante de Ken Akamatsu é que Love Hina não é uma história chata e nem entendiante, Akamatsu consegue manter uma trama original e engraçada e tudo isso ao mesmo tempo. Não tem como não se apaixonar pelos personagens, mas às vezes dá raiva da Naru. A única coisa que me deixava agoniada eram as cenas nas quais a Naru e o Keitarô finalmente iam se beijar e sempre acontecia algo para atrapalhar.

Uma das coisas legais da história, é mostrar o drama dos alunos pré-universitários, quando a Naru e o Keitarô estudam juntos para ingressar na Toudai juntos, cria-se uma expectativa muito grande, mas nessa primeira tentativa dos dois algo inesperado acontece. Os dois desaparecem assim que sai o resultado e as garotas da pensão vão atrás deles pois pensam que eles fugiram juntos. Durante essa viagem, eles conhecem Otohime. E daí surge a dúvida, para quem Keitarô fez a promessa de entrarem juntos na Toudai: à Naru ou à Otohime?

Para saber o que acontece, só lendo o mangá ou assistindo ao anime, mas eu recomendo que vocês leiam primeiro. Tem gente que prefere apenas assistir ao anime, mas eu insisto para que se leia o mangá antes se tiver como. Um exemplo disso quando digo essas coisas é Koi Kaze, o anime é ótimo, mas o mangá é melhor ainda. Animes têm que vender e ser mais divulgados do que o mangá, logo, algumas cenas são acrescentadas para dar mais emoção à trama, ou simplesmente outras são excluídas. Isso acontece em Koi Kaze, daí a importância de se ler o mangá antes. Apenas em raras exceções é que o anime sai melhor do que o mangá, como no caso de Candy Boy (mas isso é na minha humilde opinião). Desde já, desejo a vocês uma boa diversão!! Ótima leitura e ótima distração!!




Mangá em Português - Sem Links
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Anime legendado em português:
Download: Anbient
Ver online: Animeq; Anitube

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