quinta-feira, 26 de março de 2015

Ichinen no Koi wa Gantan ni Ari (Oneshot)

Mais um oneshot aqui no blog!! Um projeto do fórum My Otaku Way... Depois de ler 15 volumes seguidos de Marsnada melhor para relaxar do que um shoujo leve e divertido... Ah, não deixe de passar lá no site do MOW para se cadastrar.

Título: いちねんの恋は元旦にあり♥/ Ichinen no Koi wa Gantan ni Ari
Mangaká: Nanajima Kana
Gênero: Romance, Shoujo
Outros Títulos: Kiken Mania Futari Hajimari (2013)
Publicação: Oneshot (2013)

Ichinen no Koi wa Gantan ni Ari, oneshot de Nanajima Kana (2013)

Sinopse: No dia 31 de dezembro, nas vésperas de ano novo, Touchi Keita beija Ide Shinako (conhecida por todos como Aka Deco). Mas como assim? Eles viviam brigando o tempo todo, inclusive, Keita passava todo seu tempo implicando com Deco, então, como isso foi possível?

Não vou entrar em muitos detalhes sobre esse oneshot, porque como todos sabemos, já é uma história curta e falar alguma coisa pode estragar a única surpresa do enredo inteiro. Mas para quem curte historinhas assim, é uma ótima sugestão. Não gosto muito de shoujos bobinhos, já falei sobre isso aqui no blog, mas a sinopse me pareceu legal. Li e nada contra. Não é o melhor romance que já li, mas para quem acha válida toda historia de amor, recomendo. Os traços da Nanajima são legais, gostei, digamos assim - risos. Se ler alguma outra história dela, talvez mude de opinião sobre achar seus romances muito clichês. Essa oneshot faz parte da coletânea Hajimete, Koi, shita, da mesma autora.


Oneshot em português:
Scans: My Otaku Way
Ler online: Toshi wa Yume

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quarta-feira, 25 de março de 2015

Souryou Fuyumi (mangaká)

Souryou Fuyumi (惣 領 冬 実) nasceu em 06 de janeiro de 1959, na cidade de Beppu, Ooita, Japão. Nascida sob o signo de capricórnio, Fuyumi começou a tomar gosto pelo desenho ainda muito cedo. Nascida na casa de um mestre do estilo Kanze de Noh (teatro tradicional japonês), ainda na infância, gostava de desenhar cavalos e coisas quaisquer, no entanto, não tinha interesse nenhum por ser mangaká. Graduou-se na escola secundária Geijutsu Midorigaoka High School, de Ooita. E entrou para a faculdade de Moda. Para conseguir custear sua participação no concurso de moda de Souen, ela tenta participar da Shogakukan's Rookie of the Year Contest. Lá, ela recebeu uma menção honrosa para o seu conto autobiográfico e começou a trabalhar como assistente de Ogura Fuyumi.

Seu trabalho de estreia foi Hidamari no Houmonsha (traduzido como Viajante do Sol), publicado em abril de 1982 pela revista Bessatsu Shoujo Comic (Betsucomi). Já em 1988, ganhou o Shogakukan Manga Award pelo mangá shoujo Boyfriend.

Apesar de estrear no universo dos shoujos, em 2001, Fuyumi mostrou toda a sua versatilidade como mangaká, quando lançou pela revista de seinen Morning, sua primeira série de ficção científica, ES - Eternal Sabbath. Sua série mais recente, também publicada na revista Morning, é o mangá de temática histórico Cesare, em que ela retrata a infame família Borgia, família italiana renascentista e de seu membro Cesare Borgia. Além disso, Fuyumi também é conhecida por publicar alguns oneshots contendo contos autobiográficos. Para quem tiver interesse, esse é o Site Oficial da Fuyumi Souryou.

Na imagem: Boyfriend (1985), Cesare (2005), ES (2002) e Tamara (2004).

Obras da autora:

  • Hidamari no Houmonsha (1982)
  • Onaji Kurai Ai (1985)
  • Boyfriend (1985-1988)
  • Pink na Kimi ni Blue na Boku (1985-1988)
  • Tea Rose de Hajimaru (1986)
  • Owaru Heart Janee (1989)
  • 3 (1989-1992)
  • Chiki Chiki Bom! (1989-1990)
  • Eden de Aou (1992)
  • Kanojo ga Cafe ni iru (1992-1994)
  • Saboten (1994)
  • Tennen no Musumesan (1994)
  • Doll (1996)
  • Mars (1996-2000)
  • Mars Gaiden (1999)
  • ES - Eternal Sabbath (2002-2004)
  • Tayou no Ijiwaru (2002)
  • Tamara (2004)
  • Cesare (2006)
  • Marie Antoinette (2016)

Mars (Mangá)

O que me fez amar essa história logo de cara foi o traço da Souryou Fuyumi. Esse estilo retrô com protagonista masculino meio bad boy, meio garoto carente precisando de cuidados me fez cair de amores ainda mais. Sim, por mais horrível que pareça, eu gostei - tipo, amor à primeira vista - do Rei. E mesmo gostando da Kira, me incomodava pacas o fato de ela ser tão certinha, mas depois entendemos o segredo que cada um esconde e esse shoujo de 1996, publicado há quase 20 atrás se mostra tão atual e tão incrível quanto as histórias de hoje.

Título: マース/ Mars/ Marte
Mangaká: Souryou Fuyumi
Gênero: Drama, Psicológico, Romance, School Life, Shoujo, Slice of Life
Outros Títulos: Tamara (2004)
Publicação:
Mangá - 15 volumes (1996)
Tw-Drama - 20 episódios (2004)
J-Drama - 16 episódios (2016)

Mars, da mangaká Souryou Fuyumi (1996)

Sinopse: Asou Kira é uma garota tímida e reservada. É sempre na dela e evita ao máximo se envolver com as demais pessoas. Kashino Rei é um típico delinquente e baderneiro. Sempre se envolve em confusões e pode ser extremamente violento e inconsequente quando perde o controle. Entretanto, por alguma força do destino, contrariando a tudo e a todos, Kira e Rei se conhecem e acabam protagonizando diversas reviravoltas para poder ficarem juntos.

Não sei por onde começar a falar sobre esse mangá. Terminei de ler há pouco tempo e ainda estou tentando me recuperar de tantas emoções fortes. Foram tantas reviravoltas ao longo desses 15 volumes que me sinto um tanto quanto apreensiva sem saber como vai sair essa postagem. Vou tentar fazer um resumão do que seria o enredo em si e falar um pouco sobre os tantos personagens que apareceram ao logo dessa história tão maravilhosa. Eu super me apaixonei por esse shoujo que guarda um dose de drama surpreendente. A Souryou Fuyumi já se tornou uma de minhas mangakás favoritas, sem dúvidas...




Kira e Rei, a princípio, não têm nada em comum. Mas aos poucos, tornam-se amigos. É óbvio que não se tornaram super amigos de uma hora para outra. Kira evitou contato com Rei  por bastante tempo, até perceber que ele não era a pessoa 100% ruim que ela imaginava. Através dessa amizade, eles também vão descobrindo uma afinidade muito grande e quando percebem já estão apaixonados. A forma como o relacionamento deles foi se desenvolvendo foi bastante espontânea. Muito impressionante a forma com que Souryou conduziu isso. Em nenhum momento parece algo forçado, muito pelo contrário, fica sempre mais claro o quanto eles foram feitos um para o outro.

Também não esqueçamos de mencionar que por Rei ser um cara bastante popular e Kira não, muitos torceram o nariz e alguns não conseguiram engolir esse novo casalzinho. Kida Tatsuya, grande amigo de Rei, mesmo que ele fosse apaixonado pela Kira desde o fundamental, não fez oposição à paixão dos dois. Mas eles eram amigos. Entretanto, alguns personagens, como Sugihara Harumi que tenta intimidar Kira para ela se afastar de Rei, são capazes de ferir para conseguir o que querem. Apesar de Harumi quase esmagar a mão de Kira, no final, elas acabam se tornando melhores amigas. Além de Harumi, outros dois personagens aparecem para dar um clima ainda mais tenso à trama: Sakurazawa Shiori e Kirishima Masao.



Rei beijando a estátua do deus Marte. Por causa dessa cena e por associá-lo ao deus, Kira nomeia o quadro que pintou de Rei com o nome de Mars.

Kashino Rei - apesar de ninguém saber, Rei é filho do dono de uma grande empresa de tecnologias. Vive sua vida da forma como quer e seu sonho é ser o melhor corredor do mundo. Apesar de ser um rapaz descolado e admirado por todos, Rei carrega um grande trauma. Seu irmão gêmeo, Sei, suicidou-se na sua frente. Além disso, ele não se entende com seu pai, que na verdade, não é seu pai de verdade. Não bastando seus conflitos familiares, Rei ainda é órfão de mãe.

Asou Kira - uma exímia desenhista. Por causa de um desenho seu, Rei passa a se interessar por ela e insistir para que fossem amigos. Mesmo com toda sua resistência em aceitar confiar nas pessoas, Kira acaba se acostumando com Rei e com sua promessa de sempre protegê-la. Kira mora apenas com a mãe já que seu pai biológico morreu num acidente de carro, mas quando seu padastro volta para casa, traumas de sua vida passada começam a lhe atormentar e coisas difíceis de lidar terão que ser superadas.

Quando Kira resolve enfrentar tudo, inclusive as ameaças de Harumi, para poder ficar sempre perto de Rei.

Kida Tatsuya e Sugihara Harumi - consideram-se os melhores amigos de Rei e Kira. No começo, Tatsuya é apaixonado por Kira, mas percebe logo que ela já está apaixonada por Rei e que não tem nenhuma chance com ela. Harumi, no início, parece ser a vilã mocreia mais sem noção de todas, mas no fim ela percebe que Kira ama tanto Rei que se sua mão direita fosse totalmente esmagada ela ainda assim, deixaria de desenhar, que é sua paixão, só para ficar ao lado de Rei. Aos poucos, Tatsuya e Harumi ficam bastante próximos e tornam-se um casal. Rei, Kira, Harumi e Tatsuya tornam-se super amigos.

Katayama Akitaka e Kyoko - Akitaka é um grande amigo de Rei. No início do mangá, é ele quem Rei vai visitar no hospital depois de saber que o amigo corredor tinha sofrido um acidente e tido a perna direita amputada. Sem poder mais correr, Akitaka dá de presente a Rei a sua Ducati Monster. Kyoko também é corredora, a única mulher do time Katayama. Depois da corrida de 8h de Suzuka ela resolve se aposentar e cuidar do marido, Akitaka.

Quadro que Kira fez usando Rei como modelo. É através desse quadro que Shiori acaba aparecendo e tentando de todas as formas ter o Rei de volta para ela.

Kurasawa e Yoshioka-sensei - Ambos eram, respectivamente, aluno e professor da escola onde Kira e Rei estudavam. Apesar da aparência gentil e justa, Yoshioka-sensei tenta abusar sexualmente de Kira. Rei descobre e faz com que Yoshioka largue tudo e se demita da escola. Kurasawa é um dos membros do clube de artes do qual Kira faz parte. Apesar de ser um pintor promissor, suas pinturas não têm vida. O que faz com que ele roube um esboço de Kira (o que ela prometera dar de presente a Rei) e ganha o concurso de melhor pintura. Entretanto, após ter uma conversa com Rei, o remorso de Kurasawa é tão grande que ele tenta suicídio, mas felizmente não morre.

Hamazaki Shigeo e Ken-chan - Hamazaki é o senpai que planejou dar uma surra em Rei, porque este ao descobrir do plágio de Kurasawa, invadiu a sala do 3º ano e fez a maior baderna. Para se vingar, Hama-chan tentou dar uma surra em Rei, mas acabou quase tendo sua orelha arrancada. Após esse, episódio, ele se torna amigo de Rei e dos demais. Quando se forma, passa a trabalhar nos negócios da família. Ken-chan é um dos vizinhos de Rei, ele é lutador de boxe e apesar de parecer mais velho tem apenas 19 anos e é muito sensível.




Sakurazawa Shiori e Takemura Shuuichi - ex colegas de Rei e de Sei da antiga escola que eles estudavam, Seiwa. A mesma escola onde Sei cometeu suicídio se atirando do terraço do prédio. Shiori era muito amiga dos dois irmãos, chegou a namorar Sei, mas acabou trocando Sei pelo irmão. Takemura era mais próximo de Sei e quando ele descobre através de Shiori um quadro de Kira exposto numa galeria de artes do concurso que ela ganhou, ele resolve ir atrás de Rei para satisfazer a vontade da mimada e instável Shiori. Eles aparecem no final do volume 3 ou 4 se não me engano, mas na minha humilde opinião, nada foi mais insuportável do que ver a Shiori se rastejando pelo Rei e fazendo de tudo para chamar a sua atenção.

Sonoko Shiina e Kashino Takayuki - porta-voz do pai de Rei. É ela quem tenta convencê-lo a voltar para casa do pai e a concluir os estudos. Mas Rei é muito teimoso e recusa qualquer investida. Takayuki é o responsável de Rei. Apesar de não ser o pai biológico dos dois irmãos gêmeos, ele amava os dois como se fossem seus próprios filhos.


Kashino Akihiko e Shouko - Akihiko é o tio de Rei que morreu num terrível acidente enquanto disputava uma corrida de automobilismo, que era sua paixão. Shouko, ao saber da morte de Akihiko, acaba se tornando excessivamente protetora. Sua obsessão é tão grande que ela acaba tendo que ser internada numa clínica psiquiátrica para poder se tratar de sua psicose.

Esses dois personagens, apesar de serem apenas mencionados ao longo da trama, já estão falecidos. Akihiko morreu depois que o carro explodiu e Shouko tentou suicídio. Embora Akihiko nunca tenha sabido da existência de Rei e Sei e apesar de os gêmeos nunca terem conhecido o tio, a história desses dois personagens, Akihiko e Shouko, guarda profundos e terríveis segredos.




Sumire-chan - vizinha travesti de Rei. Sofreu abuso quando criança, mas conseguiu superar o trauma. Trabalha numa boate fazendo shows e é ela quem vai ajudar Kira a se adaptar à nova vida. Já que Kira acaba fugindo de casa depois de um momento sozinha com seu padastro.

Kirishima Masao - Deixei para falar desse personagem por último, porque ele me fez muita raiva. O cara foi desde o início, o maior psicopata da trama inteira. Kirishima era um simples kouhai do 1º ano que de tão franzino e frágil, era confundido por todos com uma garota. Entretanto, de frágil, ele não tem nada. Apesar de ter sofrido muito, por isso as diversas cicatrizes pelo seu corpo, Kirishima tem uma obsessão por Rei. Para tentar resgatar o Rei violento, ele é capaz de tudo. Inclusive de tentar matar Kira. Mas o que esperar de uma pessoa que já tinha matado alguém antes? Kirishima, depois de tentar matar Kira, é internado num centro psiquiátrico, mas é liberado depois. Gente, vou te contar, quase surtei quando tava lendo o volume 15... kami-sama, haja coração!




Se você acha que Mars é um shoujo bestinha cuja heroína é cheia de frescurinhas e mimimi, se engana. Kira é uma personagem forte, otimista e ao mesmo tempo, cruel. Como todos nós temos um lado cruel dentro de nós. Rei é apresentado como violento, mas ao passo que você vai lendo, vai entendendo que Rei é um cara traumatizado. Cheio de lacunas a serem preenchidas. Sobretudo, acerca de seu passado. Quem é seu verdadeiro pai? O que realmente motivou o suicídio de Sei? Por que sua mãe vivia sempre num hospital? Por que ele era daquele jeito?

Kira vai conseguindo ultrapassar barreiras. Vemos uma menina frágil, mas quando vamos lendo, vamos entendendo o universo no qual Kira se enfiou. Vamos entendendo o porquê de ela evitar tanto o contato com outras pessoas. Kira não é mais uma garota indefesa. E isso fica ainda mais claro quando ela se defende de seu padastro e acredita tê-lo matado. Após esse episódio, Kira foge de casa e vai morar com Rei. Muitas reviravoltas vão acontecendo ao longo da história. Muitas reviravoltas mesmo, mas a ligação entre Kira e Rei é tão forte que não conseguimos deixar de acreditar que o destino deles é mesmo ficar juntos para sempre. Super recomendo a leitura!! Amei de paixão esse mangá. E posso até dizer, foi um dos shoujos mais densos e complexos que já li recentemente. Super recomendo: RECOMENDADÍSSIMO!! Espero que vocês também se apaixonem por essa história. Até a próxima, chibis!! Ja ne.




Mangá em português:
Scans: Hwey. Toshi wa Yume; Tsumi (sem link)

Tw-Drama legendado em português:
Fansub: Why Why Dramas (necessita cadastro)

J-Drama legendado em português:
Fansub: Kingdom Fansub (necessita cadastro)

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sábado, 21 de março de 2015

Slice of Black Chocolate (Oneshot)

E para variar, trago mais um oneshot que li esses dias, quer dizer, li essa tarde... Mas que achei super fofo. É meio que um amor de cão e gato, ops!, gato e corvo que você não resiste e acha uma graça... Não conhecia a mangaká Mihara Mitsukazu, mas simplesmente me senti tocada pela história, que me lembrou um pouco China Girls com suas histórias mais simbólicas e com belas imagens com pouco ou quase nenhum texto.

Título: Slice of Black Chocolate (Pedaço de Chocolate Preto)
Mangaká: Mihara Mitsukazu
Gênero: Fantasia, Gótico, Romance, Slice of Life, Sobrenatural
Publicação: Oneshot (2001)

Slice of Black Chocolate, oneshot de Mihara Mitsukazu (2001)

Sinopse: Um rapaz super gentil tenta conquistar uma arredia garota, que resiste a todas as suas investidas. Será que ela não vai lhe dar uma chance mesmo?

Por ter pouquíssimas páginas, vou tentar não falar tanto da história para não estragar nada, então vou falar de outras coisas relacionadas à oneshot. O rapaz tenta de todas as formas conquistar o coração da garota em questão, mas ela é arredia como uma gata. Enquanto ele se desdobra em mil agrados e gentilezas, ela não lhe dá bola. Os traços dos personagens não são os mais bonitos de todos e não impressionam tanto. O que curti bastante foi o estilo adotado por Mihara, em ambientar a sua história num universo gótico marcado por muitos tons escuros e expressões sombrias. É uma história bem fofinha, com final sóbrio e interessante. Recomendo.


Oneshot em português:
Scans: Hwey; MangaPT; Tsumi (sem link)

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Eikyuu Shoujo (Oneshot)

Olha eu aqui de novo! Eu sei, só estou lendo oneshots, mas estou curtindo meus últimos momentos de férias, gente... Segunda-feira já começam minhas aulas e a diversão vai acabar... Meus doramas andam atrasados, minhas leituras também, mas pelo menos estou postando bastante no blog. Ah, estava "passeando" pelo site do Toshi wa Yume e achei muita coisa legal, inclusive esse oneshot cuja temática eu adoro!!

Título: 永久少女/ Eikyuu Shoujo/ Eternal Girl
Mangaká: Ogura Akane
Gênero: Romance, Shoujo, Sobrenatural, Vingança
Publicação: Oneshot (2013)

Eikyuu Shoujo, oneshot de Ogura Akane (2013)

Sinopse: Um demônio que rouba a juventude das mulheres anda assustando as pessoas de um pequeno vilarejo. Por causa desse medo, os jovens camponeses fazem chacota com uma jovem e frágil enferma a quem todos julgam ter pacto com esse demônio. Certo dia, essa jovem vê sua mãe morrer diante de seus olhos e seu desejo de vingança contra esse demônio que rouba a juventude alheia começa.

Adoro temáticas sobre vingança que atravessam o tempo, me fez lembrar do mangá Omae ga Sekai wo Kowashitai Nara, da Fujiwara Kaoru, cujos personagens principais passam séculos, reencarnação após reencarnação digladiando-se entre si para conseguir sua vingança. Em Eikyuu Shoujo acontece algo semelhante. Prateada, como é chamada por todos por ter o cabelo branco aos 15 anos, é uma jovem que sofre de uma grave doença. Sua mãe, que fizera de tudo que podia para salvá-la, decide um último suspiro, pede para que Corvo, um forasteiro apontado por todos do vilarejo de ser o monstro que suga a juventude/vida das mulheres, salve sua filha. E esse mesmo forasteiro sempre aparecia para ajudar Prateada, o que fomentava ainda mais os comentários no vilarejo.



Corvo então acaba atendendo o pedido da mãe de Prateada e os anos de vida que restavam a ela são transferidos para Prateada. Que perde a memória do que aconteceu e passa a viver com Corvo por longos anos. Até que em meados do século XX (ops, esqueci de comentar que a história se inicia no século XIX), após ser atacada por uma demônia que também sugava a vida das pessoas, Prateada é salva por Corvo e acaba recobrando a memória do dia em que sua mãe morreu.

A partir disso, após recobrar a memória e depois de perceber que já estava apaixonada por Corvo, Prateada vive um grande dilema: como perdoar a pessoa que transformou minha mãe em poeira diante dos meus olhos? Como matar a pessoa que amo? Esse dilema persegue Prateada até que no início do século XXI, Prateada reencontra Corvo e nos deparamos com essa cena logo na primeira página da oneshot.



Os traços da Ogura Akane são bem interessantes. Gostei muito da personagem Prateada, apesar de ser apenas uma oneshot, eu queria muito que tivesse um mangá dessa história, mas a oneshot já ajudou bastante a matar a vontade. Corvo também é um personagem muito misterioso, apesar de mulherengo. O envolvimento dele com Prateada e como o relacionamento deles vai evoluindo é muito fofo! É interessante como a Akane constrói o ritmo da paixão que vai crescendo entre os dois até culminar na descoberta de que ele foi o responsável pela morte de sua mãe. E que durante todos os anos de busca atrás desse demônio, ele estava ao seu lado esse tempo todo.

Prateada tem sede de vingança, porque desconhece o verdadeiro motivo da morte de sua mãe. Embora eu ache que talvez isso não fosse mudar muito o seu desejo, talvez tornasse tudo ainda mais complicado. Nossa... são muitas emoções em tão poucas páginas. Vale muito a pena ler essa oneshot, se você não conhecia nenhum trabalho da Ogura Akane, eis uma ótima oportunidade, além disso, se você gosta de histórias de amor e de vingança, tem em mãos uma ótima história. Super recomendo!!


Oneshot em português:
Scan: Toshi wa Yume

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00 Day of Summer Holiday (Oneshot)

Achei esse oneshot super fofo!! Fazia tempo que eu não lia algo tão fofo e tão sensível. Não conhecia nenhum trabalho da Akizuki Sorata, mas desde já começarei a prestar mais atenção aos seus shoujos... 00 Day conta um romance super meigo que começa de forma bem inusitada... Espero que vocês também gostem.

Título: 夏休みゼロゼロ日目/ Natsu Yasumi Zero Zero Nichime/ 00 Day of Summer Holiday/ 00 Day
Mangaká: Akizuki Sorata
Gênero: Romance, School Life, Shoujo, Slice of Life
Publicação: Oneshot (2012)

00 Day of Summer Holiday, oneshot de Akizuki Sorata (2012)

Sinopse: Depois de encher a sala de espuma de sabão, Konashi recebe a "ajuda" inesperada de Takano, seu colega de turma. No entanto, o que começou com uma simples ajuda acaba se transformando em algo que nenhum dos dois esperava.

Ao longo do oneshot, vamos entendendo o motivo de Konashi encher a sala de sabão. Após uma manhã de chuva, Konashi chega na escola toda molhada e para ajudá-la a se secar, Takano lhe empresta sua toalha para ela usar. No entanto, é o último dia de aula antes das férias de verão e Konashi resolve lavar a tolha para devolvê-la a seu "bom samaritano", mas ela acaba se distraindo de tal forma que quando percebe, enche a sala toda de água, sabão e muita, mas muita espuma.



As bolhas de sabão chamam a atenção de Takano, que passando por lá oferece ajuda, mas na verdade vai embora. Pensando que ele não voltaria mais, Konashi permaneceu na sala, mesmo sem limpar nada. Inesperadamente, Takano aparece trazendo raspadinha para os dois e, no final, eles acabam sendo obrigados a limpar toda a sala.

Enquanto limpam a sala, eles vão se divertindo. Até porque, na aposta feita por Takano, ganha quem mais se divertir e é nesse jogo de diversão que sentimentos adormecidos vão aflorando e nos deparamos com um cenário muito bem desenhado pela Akizuki Sorata. Cenário esse que nos conduz à intimidade com que os dois passam a se tratar. É uma oneshot leve, sem muitas pretensões, devido ao pouco espaço para isso, mas que te arranca sorrisos de satisfação. A Konashi que a priori aparece como uma personagem calada e até mesmo meio dispersa, se mostra uma jovem corajosa e que dá o primeiro passo para a sua felicidade. Gostei muito dessa oneshot e super recomendo a leitura. É muito gratificante encontrar uma pequena pérola dessas para ler. Então, depois que vocês lerem, não esqueçam de agradecer a Toshi wa Yume por esse projeto. Até a próxima, chibis.... Ja ne.


Oneshot em português:
Scan: OMG Scans; Toshi wa Yume

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quarta-feira, 18 de março de 2015

Wisteria-Colored Sky Apartment (Oneshot)

Como tinha dito antes, numa postagem anterior, andei fazendo uma super limpeza não só aqui no blog como no meu computador. No meio dessa limpeza, achei vários oneshots que eu tinha baixado, mas que por algum motivo que não me lembro, não tinha sequer extraído do zip. Como resolvi ler todos, trouxe a resenha de outro oneshot da Higashimura Akiko. Mais um josei leve e divertido.

Título: 藤色スカイコーポ/ Fujiiro Sky Coppo/ Wisteria-Colored Sky Apartment
Mangaká: Higashimura Akiko
Gênero: Cotidiano, Josei, Romance
Outros Títulos: Tooryanse (2001)/ Toukyou Tarareba Musume (2014)
Publicação: Oneshot (2005)

Wisteria-Colored Sky Apartment, oneshot de Higashimura Akiko (2005)

Sinopse: Uma jovem mulher solitária, aluga um apartamento num prédio antigo e curte seu tempo livre bebendo cerveja e admirando a paisagem. Um dia, percebe por acaso que alguém plantou várias flores num terreno vazio perto do primeiro andar e passa a admirá-las da janela do seu apartamento no sétimo andar. Após um erro na correspondência, ela não só conhece a pessoa responsável pelas flores como essa pessoa também transformará a sua vida.

Sobre a nossa personagem principal, descobrimos algo bastante triste num primeiro momento, ela diz sobre ela mesma: "Eu vivi muito tempo sozinha para me satisfazer de cerveja... certo?". Essa mesma jovem que precisa de cerveja para acordar e viver os seus dias, é a mesma que tem um emprego chato, como telefonista e a mesma que gosta de admirar flores à distância e ficar longe de pessoas. Num erro de correspondência, ela recebe em seu apartamento, uma carta endereçada a Iwashita Shintarou. Devolver a correspondência, descobrir quem planta aquelas flores tão bonitas, fará uma mudança tremenda na sua vida.

Após conhecer Iwashita, ela experimenta cigarro, admira mais ainda as flores e começa a perceber mais coisas que nunca tinha visto antes, como por exemplo a latada de wisteria. Nesse caso, latada é a grade onde trepadeiras crescem e wisteria, um tipo de flor. Gradativamente, elementos novos vão surgindo em sua vida, o Iwashita, a latada de wisteria e o fim do contrato no prédio. A história é bem curta, mas muitas coisas ficam subentendidas ou são jorradas todas de uma vez. Depois de algumas cenas, você entende que o prédio é antigo, por isso o preço barato do aluguel. E mais, fica meio subentendido que eles começam a dividir um apartamento depois. Wisteria-Colored Sky Apartment é uma história leve, fofinha dessas que você lê e dá um sorriso. A mocinha conhece um cara legal e como eles são adultos e têm suas próprias vidas, resolvem morar juntos e ser felizes. Afinal, quem não gostaria de conhecer a sua pessoa especial e morar com ela? Pela fofurice do oneshot, eu recomendo a leitura.


Onsehot em português:

terça-feira, 17 de março de 2015

Dream Journey in Jeju (Web-Kdrama)

Antes de qualquer coisa, esse pequeno mini-drama é na realidade mais uma publicidade sobre a Ilha Jeju do que um romance. Como na grande maioria das vezes, é a Ilha Jeju que serve de cenário para o romance entre o casal principal, nesse caso, ocorre o inverso. O romance do casal é que serve de pano de fundo para exaltar as belezas da Ilha Jeju.

Título: Dream Journey in Jeju
Direção: [não encontrei]
Roteiro: [não encontrei]
Gênero: Romance
Publicação: Web-Kdrama - 1 episódio (2014)
Nota♥♥♥♥

Dreams Journey in Jeju, drama coreano (2014)

Sinopse: Park Shin Hye e Jang Geun Suk partem numa viagem para a Ilha Jeju e lá vivem momentos muito fofos e incríveis. Ao longo dessa viagem, o que poderia de fato acontecer entre esses dois?

Apesar de parecer um trailer, na verdade não é. Esse drama tem apenas cinco minutos e é uma espécie de promocional. Para esse drama, convidaram os atores Park Shin Hye e Jang Geun Suk. A química entre eles é muito boa. De fato, gostaria muito de ver um drama com eles juntos. Certamente, renderia muitos ataques de shippers enlouquecidas.


Tão fofos juntos... Eles tiveram uma química ótima! <3

Aparentemente, Shin Hye e Geun Suk interpretam eles mesmos. Ao longo da viagem a Jeju, eles se apaixonam e tudo flui da forma mais linda do mundo. É um drama super fofo, muito cute-cute de verdade, de fazer você vomitar arco-íris e desejar que esse mini-drama fosse um super drama. Maaas, apesar do gostinho de quero mais, ver a Shin Hye [sempre diva!] e o Geun Suk vale super a pena. Mais do que recomendo: RECOMENDADÍSSIMO! Para os fãs de carteirinha, ver esse casal super fofo atuando juntos e ainda por cima, numa viagem para Jeju, é uma oportunidade única. Gostaria de dar meus sinceros agradecimentos à equipe do Puri Puri Fansub, vocês são ótimos e sempre trazem novidades incríveis para nós! Komaweo *--*


K-Drama legendado em português:
Fansub: Puri Puri Fansub (necessita cadastro)

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Chou yo Hana yo (Mangá)

Como mencionei numa postagem anterior, achei Chou yo Hana yo muito parecido com outra história famosa do mundo dos josei. Mas na verdade, como Chou yo Hana yo foi publicado 3 anos antes, fiquei pensando que essa outra obra teria imitado algumas coisas... Apesar das semelhanças (não na história, mas na personalidade de alguns personagens), preferi tratá-las como histórias independentes e originais. No final, é isso que vai se delineando ao longo da leitura dos dois... no final, são duas histórias diferentes e divertidas. Ainda bem que não houve plágio... ficaria muito triste se fosse isso.

Título: 蝶よ花よ; 蝶子小姐/ Chou yo Hana yo/ Butterflies, Flowers
Mangaká: Yoshihara Yuki
Gênero: Comédia, Josei, Romance, Smut
Outros Títulos: Blanc Marié (2009)
Publicação: Mangá - 8 volumes (2006)

Chou yo Hana yo, da mangaká Yoshihara Yuki (2006)

Sinopse: Kuze Chouko nasceu numa família rica tradicional do Japão, mas alguns anos depois, seu pai entrou em falência e a sua família vendeu todas as suas riquezas para pagar seus funcionários. Para ajudar seus pais a ter uma renda extra, Chouko decide trabalhar como secretária numa empresa de construção. Enquanto seus pais tocam um negócio de vender soba, ela se esforça para ser uma excelente funcionária na empresa. Por coincidência do destino, o seu chefe é nada mais nada menos que seu antigo pajem quando ela era criança, Masayuki Doumoto. Seu antigo servo, agora é seu chefe. E agora, como lidar com essa inversão de papéis tão confusa?

Quando comecei a ler esse mangá, fiquei meio receosa achando que ia ser uma história lesa. Tinha muita coisa sem noção, como o cara perguntar à protagonista na frente de várias pessoas numa entrevista de emprego se ela era virgem. E pior, ela responde à pergunta! Eu não estava conseguindo sentir empatia pela história. Chegou um momento em que parei no capítulo 25 e não conseguia mais ter vontade de continuar. Até que finalmente, resolvi concluir esse mangá. E voilà! Estou eu aqui escrevendo essa resenha para vocês. Talvez alguns gostem do que vou dizer, talvez outros odeiem, mas essa é a minha opinião sobre essa série. Cada um pode ler e tirar suas próprias conclusões, essas são as minhas, tá?

Uma das coisas que me incomodaram bastante na história foi a cansativa repetição da situação de Chouko e Doumoto. O tempo inteiro é enfatizado que ele agora é seu chefe, mas que há anos atrás foi seu servo. E isso foi chato por quê? Porque o tempo todo o Doumoto trata Chouko como apenas sua senhora. O cara ama a Chouko e não consegue parar de se sentir um servo dela?!! Eles são namorados! Gente, isso me irritou pacas! Mas tirando isso, gostei bastante do desenrolar da história.




A Chouko é uma personagem forte, elegante e adorável, embora seja meio estabanada em alguns momentos. Doumoto faz a linha sexy-tarado-comportado, mas não chega a ser um sádico sexual, como o personagem Mamiya Hokuto, de Hapi Mari. Às vezes, Doumoto aparece como um grande tarado, mas nada exagerado nem forçado. A relação dos dois, claro, excluindo a parte em que sempre é enfatizado que ele se comporta como seu servo, é bem divertida. São muito engraçadas as brigas dos dois. As caras e bocas que os personagens fazem são hilárias. Chou yo Hana yo é uma história muito divertida mesmo. Depois que resolvi continuar a leitura, pude perceber isso, eu me divertia pacas lendo os capítulos.

Os personagens secundários são ótimos também. O que no início me fez associar alguns personagens de Hapi Mari com os de Chou yo Hana yo, mas depois a gente percebe que é só impressão mesmo. No começo, achei que o fato de Chouko e Chiwa serem loiras, estarem em posição social abaixo do companheiro, que é bonito, forte, másculo, sádico e até certo ponto, extremamente protetor e ciumento fossem quase indícios de: "opa"!, peraí, será que são histórias cópias? Ufa! Não, não são. Como disse, o que há de semelhante entre os personagens de um mangá e do outro, são os tipos de personalidade que alguns personagens têm. Por exemplo, em Hapi Mari tem a personagem Souma, que é "braço direito" de Mamiya e ainda por cima consegue ser bela, mas guarda um segredo, ela tem 55 anos. Já em Chou yo Hana yo, temos Suou-san, que é como o "braço direito" de Doumoto e extremamente bela, mas o segredo é que Suou é um homem que gosta de se travestir. [Alguém lembra de LovCom e do personagem Seiko-chan? Pois é, só que Suou-san gosta de se travestir, mas se apaixona por uma mulher? Então, ele não é gay? Enfim... pensei que ia ter um ganchinho de yaoi no meio, maaas... não rola isso].

Suou-san é maravilhoso. É o personagem que eu mais adorei na trama. Pena que eu achei que ele foi pouco explorado. Também senti que Lady Makie, de quem o presidente da empresa, Yanagi Koudou, é tio, poderia ter mais aparições. Ela e Suou-san eram muito divertidos juntos. Ah, diferente de Chiwa, Chouko nunca namorou antes, todas as suas primeiras vezes, digamos assim, foram com o Doumoto. E sério, minna, tinham momentos em que Doumoto era ridículo. Mas não a ponto de você chegar a detestá-lo, mas ele se passava por cada papel. Até brigar com o Yanagi-senpai para "resgatar" a Chouko de volta.




Longa história essa... assim como Chiwa se vê encurralada por dois pretendentes não tão pretendentes assim, também aparecem dois pretendentes pleiteando o coração de Chouko: Yanagi e o seu futuro sucessor na presidência, Ootaki. Mas nenhum dos dois tem chance. Entretanto, o Ootaki consegue ser muito escroto ao enganar Chouko durante uma viagem de negócios. Não vou entrar em detalhes em como e por que isso acontece. Leiam para descobrir. Risos. Ah, também aparece um personagem do passado de Chouko, que também fora servo nas terras de sua família, Jinguuji Reibun. Ele é aquele personagem que só surge para fazer mais raiva ao Doumoto do que de fato querer ficar com a Chouko. Sim, outra coincidência de elementos entre as duas histórias é o surgimento das ex-namoradas dos protagonistas. Enquanto que em Hapi Mari, Shitara Misaki faz um inferninho na vida de Chiwa, Wakabayashi Kaori não só faz inferninho na vida de Chouko como ainda se torna sua superiora no departamento de secretariado. Só pode ser azar isso, maaas, depois tudo se resolve. E tanto em Hapi Mari quanto em Chou yo Hana yo, as duas "vilãs" acabam sendo expectadoras e meio que se redimindo de alguma forma: deixam a protagonista em paz.

Não estou com isso querendo dizer que as duas histórias se imitaram. E menos ainda que a Enjouji-senpai, uma das mangakás de que mais gosto, tenha imitado elementos de Chou yo Hana yo. Tanto Enjouji Maki quanto Yoshihara Yuki são mangakás muito respeitadas pelo trabalho que fazem e por serem especialistas no mesmo gênero, é meio difícil não utilizar clichês tão comuns nesse universo. Adorei Hapi Mari. No início, não levei muito a sério, mas me surpreendi depois. Porque era impossível não gostar dos personagens. Com Chou yo Hana yo senti algumas dificuldades em simpatizar com o fato de Doumoto sempre se colocar abaixo de "sua dama" mesmo eles sendo namorados, apesar da nobre atitude de ele de tentar resgatar as terras da família Kuze, era muito chato ler tanta servidão. Mas no final, a história me cativou e eu gostei muito da Chouko. E mais ainda da sua família. O irmão da Chouko é super sem noção. Ele se apaixona pelo Suou-san jurando que ele é uma mulher... dá pra rir bastante com as picuinhas entre Misahiko (irmão caçula de Chouko) e Doumoto. Parecem duas crianças.

Sobre a história, como disse antes, descartando tudo que me chateou na trama, super recomendo que vocês leiam. Se você é fã de josei e curte smut esta é uma ótima pedida. Chou yo Hana yo é uma história divertida que traz o relacionamento de uma antiga dama com seu servo que agora têm de lidar com uma inversão gritante de papéis. Mas a pergunta que não quer calar, tem como isso dar certo? Chouko ainda é uma dama e Doumoto um mero servo. Muitas emoções e reviravoltas te aguardam nessa história. Recomendo.



Mangá em português:
Scan: Redisu (sem download)
Ler online: Union Mangás

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sábado, 14 de março de 2015

Tooryanse (Oneshot)

Estava fazendo uma limpeza no computador aqui de casa e achei alguns arquivos zipados nos downloads. Fiquei curiosa e extraí um deles. O nome do arquivo era Tooryanse. Quando vi que era um oneshot, comecei a ler e como achei super fofo, resolvi trazer uma resenha dele pra vocês. Espero que gostem...

Título: きせかえユカちゃん/ Tooryanse
Mangaká: Higashimura Akiko
Gênero: Cotidiano, Josei
Outros Títulos: Wisteria-Colored Sky Apartment (2005); Toukyou Tarareba Musume (2014)
Publicação: Oneshot (2001)

Tooryanse, oneshot de Higashimura Akiko (2001)

Sinopse: Suwa é uma mulher de 29 anos que trabalha numa loja de animais. Ela é apaixonada pelo seu gerente Tenchou, com quem trabalha há pelo menos seis meses, mas ela não sabe se os sentimentos dele são recíprocos. As coisas se tornam ainda mais confusas quando ele a convida para assistir à queima de fogos no festival de verão. Será que ele também gosta dela?

Nunca tinha lido nenhuma história da Higashimura Akiko. Para uma análise de estreia, digamos assim... gostei muito do traço da mangaká. Bastante delicado e bem detalhista. A Suwa é uma personagem interessante e a tentativa da Higashimura de imprimir uma ideia de reencarnação na história de amor de Suwa e Tenchou foi bem sutil e interessante. Será mesmo que os dois são a reencarnação de um amor malfadado?

Uma curiosidade sobre esse oneshot é que ele foi publicado no volume 10 da série shoujo, da mesma autora, intitulada Kisekae Yuka-chan, além disso, um outro fato interessante é que o nome Tooryanse é o título de uma canção popular japonesa que significa "Por favor, passe por este caminho". Talvez seja por isso que apareça tanto na história menções da queima de fogos na ponte Eitaibashi e dos sonhos que ambos têm atravessando essa ponte.

A história é bem fofa mesmo, gostaria muito que tivesse uma continuação ou um melhor desenvolvimento da história de amor dos dois, mas fica apenas a sensação de continuação e o gostinho de quero mais. No mais, recomendo a leitura e até a próxima, chibis!! Ja ne.


Oneshot em português:

sexta-feira, 13 de março de 2015

Trigun (Anime)

Para que ninguém diga que não assisto shounen, eu assisto - risos. Mas não sou fã. Como se pode perceber pelas postagens aqui do blog, é perceptível e esmagadora a quantidade de resenhas sobre shoujo e/ou josei. São os gêneros que mais me interessam e de que eu mais gosto, mas é válido afirmar que em algum dado momento da minha vida vai ter um shounen que vai me agradar e um deles foi Trigun. Assisti a outros famosos como InuYasha, Samurai X, Code GeassRosario+Vampire, Hellsing, etc... mas deixemos para falar deles em outro momento. Vamos ao que interessa: por que eu gostei tanto e recomendo Trigun?

Título: トライガン/ Toraigan/ Trigun
Mangaká: Nightow Yasuhiro
Gênero: Ação, Aventura, Comédia, Drama, Faroeste, Ficção Científica, Shounen
Publicação:
Mangá - 3 volumes (1995)
Anime - 26 episódios (1998)
Animação (2010)

Trigun, do mangaká Nightow Yasuhiro (1995)

Sinopse: Trigun conta a história de Vash the Stampede, um tufão humanoide acusado de devastar completamente a cidade de Julho. Por causa disso, Vash é perseguido em todos os lugares que chega, porque pela sua cabeça existe uma recompensa de 60 bilhões duplos. Mas o mais irônico disso tudo é que Vash é um pacifista ferrenho e tudo que envolva a morte de qualquer ser vivo lhe é abominável e repugnante.

O roteiro de Trigun é ótimo. E totalmente irreverente. Apesar de ser uma mistura de faroeste meio futurista, a verdade é que a história do mangá se situa num universo distópico. Ou seja, um universo pós-guerra ou pós-apocalíptico, nesse caso, num universo distópico após a grande devastação provocada por um naufrágio espacial. *Spoiler* (para ler, selecione o texto colorido): Vale salientar que esse naufrágio espacial está ligado ao passado de Vash the Stampede, conhecido como o tufão humanoide mais procurado dessas bandas.*Fim do Spoiler*.


Milly Thompson e Meryl Strife. Duas mocinhas que de inofensivas não têm nada.

Na versão brasileira, chamado de Estouro da Boiada (particularmente, achei terrível esse nome e penso no mal que as dublagens fazem aos animes, sinceramente), Vash the Stampede, é o sossegado forasteiro que tenta ao máximo ser discreto e nunca chamar a atenção, mas isso é quase impossível. Um cara que é procurado e que tem uma recompensa enorme pela sua cabeça nunca passa despercebido em lugar nenhum.

Por causa disso, por onde passa, Vash causa destruição e prejuízo para as cidades. O que faz com que a companhia de seguros Bernadelli envie duas agentes: Meryl Strife e Milly Thompson, para tentarem minimizar os danos provocados por Vash. (Vamos e convenhamos, qual empresa de seguros gostaria de ter que realmente pagar o dinheiro do seguro a seus assegurados, hein? - risos). Mas não são duas moçoilas inofensivas ou despreparadas para enfrentar um inimigo, as gurias são arretadas e manejam muito bem as armas que possuem.




Um personagem bastante interessante na história, além do próprio Vash que tem um segredo por trás de seu passado esquecido por ele, é o ex-padre Nicolas D. Wolfwood. Por mais bizarro que possa parecer, esse ex-padre é um tipo de justiceiro e não concorda em nada com os princípios e ideais de não violência de Vash. O cara carrega uma cruz gigante que na verdade é uma grande metralhadora que também lança mísseis, além disso, dentro dessa cruz há várias outras armas embutidas. Não brinque com esse padre, tá, galera....

A história vai se tornando cada vez mais engenhosa quando Vash encontra seu irmão Million Knives. E vou logo advertindo os desavisados, tanto Vash, Million e Wolfwood não são seres humanos comuns. Além disso, tudo vai se tornando uma trama ainda maior quando alguns segredos vão sendo revelados... Vash e Million foram criados por uma mãe adotiva, Rem Saverem. Obviamente, Vash apesar de estabanado, é um exímio pistoleiro, o gatilho mais rápido do oeste, embora seja pregador do paz e amor, estilo de vida que aprendeu com a mãe adotiva, no entanto, em algumas situações, vemos um lado sombrio em Vash que é de se suspeitar de alguma coisa. Você pensa: tem caroço nesse angu. E tem mesmo! (risos).


Wolfwood e Vash (mangá).

Acerca do cenário, vou fazer algumas considerações. Como disse lá no início, a história de Trigun está situada num universo distópico. Após um naufrágio espacial, o único meio de manter a vida nessa terra desértica é utilizando os resquícios de tecnologia desse tal navio espacial que naufragou (na verdade, colidiu com essa terra). É uma organização social bem rústica mesmo, estilo faroeste. Como nunca tinha visto um anime de faroeste, fiquei muito contente de Trigun ter sido o primeiro e de eu ter gostado muito dele. Ah, se você espera alguma pitada de romance, é bom não se animar muito. Apesar de algumas leves insinuações entre Molly e Wolfwood e Meryl e Vash, não há grandes evoluções entre os dois casais não.

Não vou falar mais da história em si nem dos segredos que aguardam os episódios em diante. Assisti apenas ao anime. E gostei muito, logo, super recomendo!!. Se achei o anime ótimo, fico pensando que o mangá pode ser ainda melhor. Infelizmente, o scan que traduziu o mangá fechou. Uma grande pena o Mangá no Ie ter fechado, mas infelizmente é o que acontece com muitas scans. Mas tratando do que interessa, não consegui encontrar o mangá disponível para download. Além disso, existe a série continuação (?) Trigun Maximum, de autoria do mesmo mangaká. Esta série possui 14 volumes e foi licenciada pela Panini Comics. Mas também não achei para download. Além do Trigun Maximum, em 2010 foi lançada uma animação intitulada Trigun: Badlands Rumble, trazendo mais uma aventura com Vash the Stamped e seus amigos. [A seguir, explico melhor porque não disponibilizarei nenhum link para leitura online desse mangá].




Sobre o mangá estar disponível na net, o MangaHost disponibiliza a leitura online, mas não de forma legal. Quero dizer, o MangaHost pega os projetos das scans e disponibiliza na rede sem a permissão das respectivas scans. Isso não é nada legal. Não dá pra curtir um pessoal que não respeita o trabalho duro das scans que traduziram com afinco e dedicação, perdendo horas de sono e de seu tempo para fazer a alegria dos fãs e ainda por cima de graça. Se você fizesse o que uma scan faz gostaria de ver seu trabalho usurpado assim por uma equipe que o único trabalho que teve foi baixar seu projeto e jogar na rede? Acho que não.

Embora o MangaHost diga a qual scan pertence o projeto, em nenhum momento há alguma indicação de que a scan autorizou essa divulgação. O que acontece, geralmente, é que a scan nem sabe que esses sites estão fazendo isso. Por isso, apoie a campanha Valorize sua Scan. Se você tem uma scan da qual você acompanha o trabalho, sempre baixe seus projetos preferidos de suas scans. Evitem ao máximo os sites de leitura online, muitas vezes eles não estão autorizados a fazer isso. Como no caso de Trigun a scan que fez sua tradução fechou, fica a critério de cada um ler online ou não, até porque nesse caso é uma exceção. Mas a grande maioria dos casos não é. E para aliviar esse clima tenso, deixo para vocês uma mini sessão de imagens do Vash estabanado e do Vash sombrio e cheio de segredos a serem revelados. Espero que tenham gostado dessa postagem e, claro, não deixem de comentar. Até a próxima, minna.. Ja ne!!




Mangá em português:
Download: Mangá no Ie (Sem Links)
Ler online: Union Mangás

Anime legendado em português:
Download: Anbient
Ver online: Animeq; Anitube

Animação online:
Download: Anbient
Ver online: Anitube

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segunda-feira, 9 de março de 2015

Hotaru no Hikaru, Hoshi no Hikaru (Oneshot)

Depois de quase um século sem postar aqui no blog, estou voltando com uma novidade... Não é bem novidade, mas esse oneshot é saído do forno, digamos assim. Lançamento de ontem no fansub do My Otaku Way, resolvi comentar sobre ele e falar sobre minhas impressões acerca da história. [Salientando que por ser um oneshot, tentarei não estragar surpresas de ninguém, brinks... não vou estragar...] Ah, andei bastante ocupada esses dias, fim de período na universidade, provas, provas finais [hahahaha]... mas não vou ter muitos dias de férias, é bem triste isso, maaas, vou tentar aproveitar esses poucos dias para colocar nossos assuntos em dia por aqui ;)

Título: 女子高生で、花嫁で。/ Hotaru no Hikaru, Hoshi no Hikaru
Mangaká: Ichikawa Shou
Gênero: Romance, Shoujo
Publicação: Oneshot (2012)

Hotaru no Hikaru, Hoshi no Hikaru, oneshot da mangaká Ichikawa Shou (2012)

Sinopse: Nagamine Keito e Chise são amigos desde crianças, mas ele guarda em segredo que a ama. Tudo se torna mais difícil de esconder, quando ele descobre por outras pessoas que Kanzaki-senpai, a estrela do clube de futebol da escola, não só se declarou para Chise como também a convidou para sair no dia do aniversário deles.

Esse oneshot faz parte do mangá de volume único, Joshi Kousei de, Hanayome de. O mangá é uma coletânea de quatro histórias curtas, da mangaká Ichikawa Shou. Hotaru no Hikaru, Hoshi no Hikaru conta a história de dois amigos de infância que sempre comemoraram o aniversário juntos, que por coincidência era no mesmo dia. Keito sempre foi apaixonado por Chise e, de certa forma, nunca conseguiu confessar seus sentimentos para ela.

Sempre pensando na amizade em primeiro lugar, Keito aceita que Chise "quebre" com o ritual do aniversário ao sair com Kanzaki-senpai. A história é muito fofa... fazia tempo que não lia algo tão leve e tão kawaii, exceto pela parte em que a Chise insiste em carregar sapos na mão ou na cabeça. Não consigo gostar de sapos, nem que sejam de pelúcia. Enfim... recomendo esse oneshot para quem gosta de histórias que envolvam dilemas do tipo: não se confessar e continuar sendo amigo da pessoa ou se confessar e correr o risco de perder a amizade? Se você quer saber o que acontece com o Keito, não deixe de fazer seu cadastro no My Otaku Way e correr pro abraço! Até a próxima, minna! E espero que a despedida não seja tão longa. Kissu. Até breve *----*


Oneshot em português:
Scans: My Otaku Way
Ler online: Toshi wa Yume

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