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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Yume Miru Taiyou (Mangá)

E esse mangá é uma daquelas histórias em que a protagonista é uma colegial e se apaixona por um cara mais velho, só que antes de perceber isso, ela acha que está apaixonada por outra pessoa. Eu sempre fico meio receosa com esse tipo de relacionamento, embora não seja dita a idade da Shimana no início, ela ainda é aluna do segundo ano (devendo ter 16 anos por aí) e seu par romântico é um cara de 21 anos, que causa problemas quando bebe saquê demais. No mais, feitas essas ressalvas, o mangá da Takano é bem divertido e vale a pena conhecer.

Título: 夢みる太陽/ Yume Miru Taiyou/ Dreamin' Sun
Mangaká: Takano Ichigo
Gênero: Comédia, Drama, Harém, Romance, Shoujo, Slice of Life
Outros Títulos: Haruiro Astronaut (2011); Orange (2012)
Publicação: Mangá - 10 volumes (2007)

Yume Miru Taiyou, da mangaká Takano Ichigo (2007)

Sinopse: Kameko Shimana não se sente feliz em casa, depois da morte da sua mãe. Sentindo-se incompreendida e com medo de estar esquecendo a mãe, já que o seu pai se casa novamente e tem um filho com a nova esposa, Shimana foge de casa. Enquanto vagava sem rumo, ela conhece um homem estranho vestindo um quimono dormindo em um parque. Apesar das três condições estranhas que ele lhe propõe, Shimana aceita morar na casa dele.

Parece uma ideia bem sem-noção sair da casa dos pais e ir morar na casa de um homem desconhecido, mas -  obviamente - Fujiwara Taiga não é um homem perigoso. Ao chegar na casa dele, Shimana descobre que moram mais dois rapazes: Tatsuage Asahi e Nakajou Zen, que estudam na mesma escola secundária que ela. Nesse ínterim, ela acaba se apaixonando pelo gentil e atencioso Asahi, entretanto, o rapaz já é apaixonado pela sua amiga de infância, Manami. Aceitando bem a rejeição, Shimana tenta seguir em frente, enquanto Zen descobre que gosta dela, mas ela não está interessada nele.

Os personagens conseguem ser divertidos e interessantes, como a Miku (pena que ela mal aparece). Zen tem vários irmãos, mas sua ligação mais forte é com seu irmão mais velho, Ken, que é lutador de boxe. Coincidentemente, Ken estudou com Fujiwara, o Ooya-san (proprietário), o que desperta a curiosidade de Shimana para saber como era o Taiga no ensino médio. E é por causa dessa tentativa de sanar sua curiosidade que todos ficam sabendo o verdadeiro nome de Fujiwara, que não é Taiga, mas sim Taiyou (que significa sol, em japonês). Por isso o nome do mangá, já que Fujiwara incentiva que todos lutem pelos seus sonhos, enquanto ele não é capaz de fazer o mesmo. O típico faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. 

Existem alguns segredos sobre a família de Fujiwara que vão sendo revelados aos poucos, tais como a sua relação nada saudável com o pai autoritário, o relacionamento mal fadado com a professora misteriosa de inglês e um segredo familiar envolvendo Asahi. O mangá tem 10 volumes, sugerindo que tem muita coisa para se desenrolar. Os segredos de Taiga, o coitado do Zen sendo o amigo de todas as horas, mesmo estando apaixonado e Shimana sendo irritante e chorona, no entanto, ela consegue fazer todos se sentirem bem e felizes (tem que compensar a choradeira - risos). Além disso, ela vai ser uma pessoa importante para apoiar Fujiwara, que lá no volume 4, mais ou menos, aceita namorá-la. (Mas não esperem algo muito caliente não, porque a Shimana é uma colegial e Fujiwara tem problemas para lidar com mulheres).

A história é um daqueles shoujo fofinhos, que mantém alguns clichês que já estamos carecas de saber, como: amores unilaterais; um quase triângulo amoroso - que ainda bem que não teve, porque triângulos amorosos me deixam muito ansiosa, depois de Hirunaka no Ryuusei, eu fiquei muito receosa se o meu ship vai dar certo ou não, anyway; também temos ex-namoradas reaparecendo - vou nem comentar o quanto que eu tenho abuso dessas coisas; entre outras coisitas mais e um final feliz digno de último episódio de novela da Globo. No mais, para quem adora um shoujo raiz, com muito drama e melodrama e ainda com uma harém para chamar de seu, taí a minha sugestão. Até a próxima!! Kissu...

Mangá em português:
Kokoro Nin-Nin (download - completo)
Redisu (download - completo)
Union Mangás (ler online - completo)

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Akuma to Love Song (Mangá)

Ultimamente estou lendo muitos mangás antigos, digamos assim. Mas é porque estou tentando ler todos os projetos que baixei há um tempo atrás e estou super empolgada de poder ler todos eles, já que foram traduzidos com todo amor por scans que infelizmente não estão mais na ativa ou não existem mais... Porém, mesmo que as scans não estejam mais online, seus projetos ainda podem ser encontrados para leitura e é por isso que trago para vocês um mangá maravilhoso da Toumori Miyoshi.

Título: 悪魔とラブソング/ Akuma to Love Song/ Devil and her Love Song
Mangaká: Toumori Miyoshi
Gênero: Comédia, Drama, Ijimi, Romance, School Life, Shoujo
Publicação: Mangá - 13 volumes (2007)

Akuma to Love Song, da mangaká Toumori Miyoshi (2007).

Sinopse: Kawai Maria é uma garota incomum que foi expulsa de sua escola anterior, uma escola particular católica (a Saint Katria), e é transferida para o Touzuka High School, uma escola pública de nível inferior. Sua língua afiada e sua forte personalidade fazem com que muitos sintam ódio por ela, com exceção de dois garotos, Kanda Yuusuke e Meguro Shin, que acabam se tornando seus únicos amigos.



Eu gostaria de começar dizendo que eu amei essa história. Os traços são bonitos e o enredo não fica te enrolando infinitamente, embora pareça que existe um triângulo amoroso, na realidade, não é bem assim, então, cuidado para não shipar errado - risos. Além disso, apesar de ser um shoujo escolar, Akuma to Love Song aborda temas bem pesados, como estupro e suicídio, mas vale salientar que esse não é o foco, no entanto, esses temas acabam sendo importantes para o desenrolar da história.



Um dos pontos interessantes do mangá é que nenhum personagem é totalmente bom nem totalmente mau. Embora Maria seja a protagonista, ela tem vários problemas para se encaixar e fazer amizade, sobretudo, porque ela não tem papas na língua e é asperamente sincera demais, o que acaba ofendendo os colegas e fazendo com que ela tenha dificuldades de fazer amigos e seja alvo fácil de bullying por parte das colegas. 



Kanda Yuusuke é um cara popular, ao contrário de Meguro, que é super caladão e mal interage com os colegas e sequer assiste às aulas. No entanto, Kanda é mais um bajulador do que legal propriamente dito. Apesar de ser querido pelos colegas, ele se esforça para ser legal, para ser indispensável. E mesmo com todo carisma, forçado ou natural, ele tem apenas Meguro como melhor amigo, que em muitos momentos do mangá deixa claro que não gosta de pessoas, nem quer se envolver nos problemas dela (mas inexplicavelmente ele acaba tomando o partido de Maria diversas vezes e esses momentos me fizeram surtar horrores - risos).



Alguns personagens aparecem e desaparecem da história, como a Ibuki Hana (que parece boazinha, mas é uma cobra venenosa) e a Mouri Anna (melhor amiga de Maria dos tempos do Saint Katria). Mas confesso que não senti falta delas. Duas nojentinhas. Entretanto, outra personagem nojenta que ganhou destaque na história é a Nakamura Ayu. No início, ela declara guerra contra Maria e faz da vida da protagonista um inferno, mas no final, as duas se tornam boas amigas e eu acabei gostando muito da Ayu, assim como da Kousaka Tomoyo. Embora fofa, Tomoyo não tem nada de fofa, sempre curtindo visuais góticos e cheios de caveira. A priori, ela inferniza a Maria, mas logo elas ficam amigas. No fundo, no fundo, eu gosto quando "rivais" se tornam grandes amigas.



Depois que todos os arcos vão se concluindo, um novo personagem surge, o kouhai Kurosu Shintarou. Ele se diz apaixonado por Maria e tenta fazer de tudo para conquistá-la, mas nossa heroína tem seus sentimentos muito bem definidos e não cede às investidas do rapaz. Ele aparece como mais um cara arrebatado pela beleza de Maria, mas ele esconde um segredo sobre o verdadeiro pai da nossa heroína e é aí que os temas que eu falei no início: estupro e suicídio passam a ter relevância, já que é nesse momento que todos estão no último ano do colegial e precisam decidir o que querem fazer da vida, já que Maria fica decidida a abrir mão do seu sonho de cantar para retribuir tudo que seu pai e seus avós fizeram por ela.



Akuma to Love Song foge de alguns clichês tão comuns em shoujo tradicionais, como triângulos amorosos melodramáticos e desentendimentos desnecessários que afastam o casal principal. Todavia, ainda é um shoujo, mas temos uma heroína forte, perspicaz, honesta e cativante. Mesmo sendo mal interpretada pela maioria dos colegas, ela vai conquistando o carinho deles aos poucos, até fazer parte totalmente da turma. A história é muito interessante e foge do clima tenso ao falar do passado da mãe de Maria. A maioria dos personagens também é cativante, ganhando destaque e evoluindo positivamente, exceto pelo professor responsável pela turma, que é a escrotidão em pessoa. No mais, vale a pena conhecer esse mangá e se apaixonar pela Maria e pelo Meguro, que apesar de fazer uma merda no meio do caminho, pode-se dizer que ele tinha boas intenções - risos.


Mangá em português:
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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Strobe Edge (Mangá)

Yoo, minna!! Como vocês estão? Espero que bem... Acho que já deu para vocês perceberem que estou postando com mais frequência no blog. E isso tem me deixado bastante animada. Essa postagem estava salva nos rascunhos há séculos, então resolvi começar postando todas as minhas pendências. Essa história é um shoujo melodramático bastante clichê e se você curte melodramas como eu, e ainda não leu esse mangá, tenho certeza de que irá adorar!

Título: ストロボエッジ/ Strobe Edge
Mangaká: Sakisaka Io
Gênero: Comédia, Drama, Romance, School Life, Shoujo, Slice of Life
Outros Títulos: Blue (2006); Ao Haru Ride (2011); Otome no Itari (2020); Omoi, Omoware, Furi, Furare (2015)
Publicação:
Mangá - 10 volumes (2007)
Live-action: J-Movie (2015)

Strobe Edge, da mangaká Sakisaka Io (2007-2010).

Sinopse: Ninako não tem experiência nenhuma com romances, entretanto, deseja experimentar o real significado da palavra amor. Quando ela conhece o galã da escola, Ren, ela fica surpresa por sentir uma variedade de emoções, e tudo fica ainda mais difícil e complicado quando ela fica sabendo que Ren tem namorada. De cabeça erguida, Ninako tenta enfrentar os dissabores dessa paixão unilateral, entretanto, será mesmo que ela não deixou nenhuma marca no coração de Ren?



Sendo bem honesta, eu gosto bastante de melodramas, quanto mais sofrido melhor, exemplos de melodrama que apareceram aqui no blog temos Sprout, Senpai to Kanojo, Crazy for You dentre outros. Entretanto, Strobe Edge está longe de ser uma história tão emocionante assim. A série tem 10 volumes nos quais temos uma eterna enrolação no desenrolar do relacionamento entre Ninako e Ren. Até mesmo quando tudo parece que vai dar certo, acontece algo bastante idiota para atrapalhar tudo. Tinha tudo para ser um shoujo maravilhoso, mas infelizmente não é.




A Ninako me incomodou bastante como heroína dessa história. Ela era muito ingênua de um modo irritante. Além disso, era do tipo que colocava os sentimentos dos outros em primeiro lugar, uma das razões para que nos volumes finais do mangá, ela rejeite Ren reiteradamente. Para ser bem sincera, esse tipo de coisa me deixa muito desinteressada. Terminei de ler Strobe Edge quase que à força. A história ficava cansativa a cada capítulo, sem falar que o ritmo dos acontecimentos era ainda mais lento do que qualquer outra coisa. Embora esteja claro que a intenção da autora era de mostrar como Ninako gradativamente conquista o amor de Ren, tinha momentos que dava agonia.



Eu entendo que seja romântico e nobre a Ninako sacrificar o seu amor por causa do Takumi, que é o típico galinha que ao conhecer a nossa heroína se apaixona por ela e abre mão de todos os seus "contatinhos". O cara é quase como um rival do Ren e mesmo insistindo de todas as formas, Ninako continua firme e forte na sua paixão por Ren. Embora ela aceite de "bom grado" a rejeição de Ren, a partir do momento em que ela tem a chance de ficar com ele, ela simplesmente abre mão por causa de um mal entendido com Takumi. Talvez se não tivessem tantos artifícios para que o casalzinho finalmente tivesse seu final feliz, eu teria achado esse mangá incrível. No entanto, recomendo a leitura, os traços da Sakisaka Io são lindos e os personagens secundários são ótimos, vale a pena conhecê-los. Até a próxima... Kissu!



Mangá em português:
Download - Redisu (completo)
Ler online - Union Mangás

J-Drama legendado em português:
Fansub: Mahal Dramas Fansub (download/ ver online - necessita cadastro)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Jippu Jippu Byuun! (Oneshot)

Yooo, minna... como vocês estão? Eu estou bem, mas super cansada. Volta às aulas, trabalho, academia, haja disposição - risos... Acho que deve ser por isso que estou optando ler oneshot. Gomen ne pela preguiça, mas é o que temos pra hoje...

Título: ジップジップ☆ビューン!/ Jippu Jippu Byuun!/ Zip Zip Whiz!
Mangaká: Kurosaki Minori
Gênero: Comédia, Romance, School Life, Shoujo
Publicação: Oneshot (2006)

Jippu Jippu Byuun!, oneshot de Kurosaki Minori (2006)

Sinopse: Yoshihara Naho deseja apenas aproveitar o seu ingresso no 2º ano sem maiores preocupações. No entanto, seu irmão mais velho, Kouki, insiste para que ela toque guitarra na sua banda, Zip! Mesmo Kouki dizendo o quanto é boa, Naho não quer tocar na banda do irmão. Mas será que ela mudará de ideia? Existe alguma forma que a fará tocar na banda e voltar a tocar guitarra novamente?

Achei essa história super divertida. Os traços não são os mais bonitos de todos, mas gostei muito da Naho. Os personagens são bem legais e tudo acontece meio rapidamente, afinal, não dá para ficar enrolando muito numa oneshot.

Não vou falar muito para não estragar surpresas... mas vou fazer apenas alguns comentários. Kouki insiste de várias formas para que a irmã toque guitarra na sua banda, a fim de que eles possam se apresentar no festival da escola. Naho acha que é muito egoísmo do irmão querer que ela toque apenas por causa da banda, como se ele não estivesse pensando nela. Mas olha só, Kouki consegue um trunfo inusitado... será que Naho resistirá? Gente... essa história é muito legal... recomendo!! Espero que vocês leiam e comentem aqui no blog... façam uma blogueira feliz: comentem!! Até a próxima... Kissu.


Oneshot em português:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Plastic Girl (Mangá)

Depois de algumas semaninhas sem postar nada, finalmente acabei de ler um mangá que vinha empurrando com a barriga há algumas semanas... Não por se tratar de uma história ruim... mas porque de alguma forma eu não conseguia terminá-lo, mas eis que encontro motivação e consigo terminá-lo... por essa razão, resolvi trazer mais uma recomendação de mangá para vocês curtirem nesse restinho de ano... *---*

Título: プラスチック・ガール/ Plastic Girl
Mangaká: Shiraishi Yuki
Gênero: Comédia, Romance, Shoujo
Publicação: Mangá - 1 volume (2008)

Plastic Girl, de Shiraishi Yuki (2008)

Sinopse: Endou Maya é uma colegial de 15 anos que trabalha como modelo, no entanto, apesar de amar ser modelo ela tem sérios problemas de concentração diante das câmeras. Sempre que vai tirar foto, os músculos do seu rosto enrijecem fazendo careta. Ironia no destino ou não, durante umas sessões de fotos, ela conhece Pierre, um misterioso vendedor de lanches que odeia o mundo dos desfiles, mas apesar de odiar esse universo, é ele quem ajudará Maya a se tornar uma grande modelo.

Não vou me estender muito, até porque o mangá é curto e não quero estragar surpresas de ninguém. Maya é a típica personagem de shoujo indefesa que sempre precisa ser salva/resgatada pelo mocinho. No caso desse mangá, o herói salvador de Maya é Pierre, um misterioso rapaz que esconde um segredo não tão cabeludo assim, mas que no final da história causa um grande rebuliço.

A história é agradável e não tem muitas reviravoltas. É um shoujo gostoso de ler, é divertido, mas não tem aquela história super incrível. Eu gostei muito dos traços da Shiraishi Yuki, São bonitos, firmes e precisos. Há muita riqueza nos detalhes das roupas de Maya durante os desfiles, mas falta o mais importante, na minha humilde opinião, que é o desdobramento da história. Entretanto, acredito que o fato de o mangá ter apenas um volume contribui bastante para a história não se aprofundar tanto e nem se debruçar sobre algum dos personagens... No mais, recomendo a leitura e espero que vocês se divirtam com essa história divertida... Feliz Natal a todos vocês que fazem parte da família Animangá House... Muita paz, amor e saúde... e que nossa paixão por mangás/animes continue firme e forte sempre e sempre... Até a próxima, minna... Beijos no coração *---*


Mangá em português:
Scan: Redisu (sem download)
Ler online: Union Mangás

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sábado, 4 de julho de 2015

Tsuiteru Kanojo (Mangá)

Fazia muito tempo que eu tinha esse mangá baixado no computador, mas como sempre acontece comigo, eu acabo esquecendo que tenho uma infinidade de histórias salvas no PC. Mas hoje, enquanto olhava a lista de projetos do leitor online do MOW, acabei me sentindo motivada a ler esse mangá da Maki-sensei... Olha só que ironia, eu li online um projeto que já tinha baixado no computador, vai entender... risos.

Título: ツいてる彼女/ Tsuiteru Kanojo/ Inspired Sweetheart
Mangaká: Enjouji Maki
Gênero: Comédia, Josei, Romance, Smut, Sobrenatural
Outros Títulos: Atashi wa Sore wo Gaman Dekinai (2004); Hapi Mari (2009-2012)
Publicação: Mangá - 1 volume (2004)

Tsuiteru Kanojo, mangá de Enjouji Maki (2004)

Sinopse: Iwasaki Yukimi tem 22 anos e ainda é virgem. Mas o fato de ser virgem não tem nada a ver com a sua vontade, ela nunca consegue manter seus relacionamentos duradouros, pois ela é facilmente possuída por espíritos baixos e isso transforma a sua vida num caos amoroso. Mas após conhecer o misterioso Ogata Ren e ouvir suas promessas de cura, será mesmo que Yukimi conseguirá resolver seus problemas amorosos?

E esse é mais um daqueles shoujos da Maki-sensei que a gente tanto ama. Apesar de clichês como se sentir insegura, ter ciúmes, achar que não está satisfazendo o parceiro, querer transar mas ficar se reprimindo, etc etc... ainda assim, vale muito a pena. Até porque cada história traz sempre uma motivação a mais. Se você é fã de josei e adora umas cenas calientes e ao mesmo tempo super adora histórias envolvendo espíritos, imagine agora tudo isso junto numa coisa só? Pois é... tudo isso você encontra em Tsuiteru Kanojo.

Nessa cena, a Yukimi está tarando o Ren e quando digo tarando, ela está realmente fazendo isso - risos.

Você pode pensar a priori que misturar tudo isso pode não dar certo, mas gente, essa história foi super divertida do início ao fim. A Yukimi é uma personagem que não sabe fazer quase nada e, na maioria das vezes, acaba sempre cedendo às vontades do companheiro, mas apesar disso, não dá pra você odiar totalmente essa personagem. Realmente, ela consegue ser muito engraçada. Quando ela conhece Ren, acredita ter conhecido finalmente o cara ideal, mas ele meio que desaparece. E quando eles novamente se encontram, adivinhem... Ogata Ren é um monge! Pois é... um monge!!

Agora imagina aí, sua vida é perturbada por espíritos baixos e um monge budista especialista em exorcismos aparece de paraquedas na sua vida... é muita sorte. E ainda mais quando esse monge também é um guru do sexo... Acho que no final, nossa heroína está em boas mãos. E se você quer saber como é que termina essa história, corre lá no site do MOW e se cadastra! No mais, uma ótima leitura a todos. Eu me diverti pacas lendo esse mangá, recomendo.



Mangá em português:
Scans: My Otaku Way; Redisu
Ler online: Toshi wa Yume; Union Mangás

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terça-feira, 17 de março de 2015

Chou yo Hana yo (Mangá)

Como mencionei numa postagem anterior, achei Chou yo Hana yo muito parecido com outra história famosa do mundo dos josei. Mas na verdade, como Chou yo Hana yo foi publicado 3 anos antes, fiquei pensando que essa outra obra teria imitado algumas coisas... Apesar das semelhanças (não na história, mas na personalidade de alguns personagens), preferi tratá-las como histórias independentes e originais. No final, é isso que vai se delineando ao longo da leitura dos dois... no final, são duas histórias diferentes e divertidas. Ainda bem que não houve plágio... ficaria muito triste se fosse isso.

Título: 蝶よ花よ; 蝶子小姐/ Chou yo Hana yo/ Butterflies, Flowers
Mangaká: Yoshihara Yuki
Gênero: Comédia, Josei, Romance, Smut
Outros Títulos: Blanc Marié (2009)
Publicação: Mangá - 8 volumes (2006)

Chou yo Hana yo, da mangaká Yoshihara Yuki (2006)

Sinopse: Kuze Chouko nasceu numa família rica tradicional do Japão, mas alguns anos depois, seu pai entrou em falência e a sua família vendeu todas as suas riquezas para pagar seus funcionários. Para ajudar seus pais a ter uma renda extra, Chouko decide trabalhar como secretária numa empresa de construção. Enquanto seus pais tocam um negócio de vender soba, ela se esforça para ser uma excelente funcionária na empresa. Por coincidência do destino, o seu chefe é nada mais nada menos que seu antigo pajem quando ela era criança, Masayuki Doumoto. Seu antigo servo, agora é seu chefe. E agora, como lidar com essa inversão de papéis tão confusa?

Quando comecei a ler esse mangá, fiquei meio receosa achando que ia ser uma história lesa. Tinha muita coisa sem noção, como o cara perguntar à protagonista na frente de várias pessoas numa entrevista de emprego se ela era virgem. E pior, ela responde à pergunta! Eu não estava conseguindo sentir empatia pela história. Chegou um momento em que parei no capítulo 25 e não conseguia mais ter vontade de continuar. Até que finalmente, resolvi concluir esse mangá. E voilà! Estou eu aqui escrevendo essa resenha para vocês. Talvez alguns gostem do que vou dizer, talvez outros odeiem, mas essa é a minha opinião sobre essa série. Cada um pode ler e tirar suas próprias conclusões, essas são as minhas, tá?

Uma das coisas que me incomodaram bastante na história foi a cansativa repetição da situação de Chouko e Doumoto. O tempo inteiro é enfatizado que ele agora é seu chefe, mas que há anos atrás foi seu servo. E isso foi chato por quê? Porque o tempo todo o Doumoto trata Chouko como apenas sua senhora. O cara ama a Chouko e não consegue parar de se sentir um servo dela?!! Eles são namorados! Gente, isso me irritou pacas! Mas tirando isso, gostei bastante do desenrolar da história.




A Chouko é uma personagem forte, elegante e adorável, embora seja meio estabanada em alguns momentos. Doumoto faz a linha sexy-tarado-comportado, mas não chega a ser um sádico sexual, como o personagem Mamiya Hokuto, de Hapi Mari. Às vezes, Doumoto aparece como um grande tarado, mas nada exagerado nem forçado. A relação dos dois, claro, excluindo a parte em que sempre é enfatizado que ele se comporta como seu servo, é bem divertida. São muito engraçadas as brigas dos dois. As caras e bocas que os personagens fazem são hilárias. Chou yo Hana yo é uma história muito divertida mesmo. Depois que resolvi continuar a leitura, pude perceber isso, eu me divertia pacas lendo os capítulos.

Os personagens secundários são ótimos também. O que no início me fez associar alguns personagens de Hapi Mari com os de Chou yo Hana yo, mas depois a gente percebe que é só impressão mesmo. No começo, achei que o fato de Chouko e Chiwa serem loiras, estarem em posição social abaixo do companheiro, que é bonito, forte, másculo, sádico e até certo ponto, extremamente protetor e ciumento fossem quase indícios de: "opa"!, peraí, será que são histórias cópias? Ufa! Não, não são. Como disse, o que há de semelhante entre os personagens de um mangá e do outro, são os tipos de personalidade que alguns personagens têm. Por exemplo, em Hapi Mari tem a personagem Souma, que é "braço direito" de Mamiya e ainda por cima consegue ser bela, mas guarda um segredo, ela tem 55 anos. Já em Chou yo Hana yo, temos Suou-san, que é como o "braço direito" de Doumoto e extremamente bela, mas o segredo é que Suou é um homem que gosta de se travestir. [Alguém lembra de LovCom e do personagem Seiko-chan? Pois é, só que Suou-san gosta de se travestir, mas se apaixona por uma mulher? Então, ele não é gay? Enfim... pensei que ia ter um ganchinho de yaoi no meio, maaas... não rola isso].

Suou-san é maravilhoso. É o personagem que eu mais adorei na trama. Pena que eu achei que ele foi pouco explorado. Também senti que Lady Makie, de quem o presidente da empresa, Yanagi Koudou, é tio, poderia ter mais aparições. Ela e Suou-san eram muito divertidos juntos. Ah, diferente de Chiwa, Chouko nunca namorou antes, todas as suas primeiras vezes, digamos assim, foram com o Doumoto. E sério, minna, tinham momentos em que Doumoto era ridículo. Mas não a ponto de você chegar a detestá-lo, mas ele se passava por cada papel. Até brigar com o Yanagi-senpai para "resgatar" a Chouko de volta.




Longa história essa... assim como Chiwa se vê encurralada por dois pretendentes não tão pretendentes assim, também aparecem dois pretendentes pleiteando o coração de Chouko: Yanagi e o seu futuro sucessor na presidência, Ootaki. Mas nenhum dos dois tem chance. Entretanto, o Ootaki consegue ser muito escroto ao enganar Chouko durante uma viagem de negócios. Não vou entrar em detalhes em como e por que isso acontece. Leiam para descobrir. Risos. Ah, também aparece um personagem do passado de Chouko, que também fora servo nas terras de sua família, Jinguuji Reibun. Ele é aquele personagem que só surge para fazer mais raiva ao Doumoto do que de fato querer ficar com a Chouko. Sim, outra coincidência de elementos entre as duas histórias é o surgimento das ex-namoradas dos protagonistas. Enquanto que em Hapi Mari, Shitara Misaki faz um inferninho na vida de Chiwa, Wakabayashi Kaori não só faz inferninho na vida de Chouko como ainda se torna sua superiora no departamento de secretariado. Só pode ser azar isso, maaas, depois tudo se resolve. E tanto em Hapi Mari quanto em Chou yo Hana yo, as duas "vilãs" acabam sendo expectadoras e meio que se redimindo de alguma forma: deixam a protagonista em paz.

Não estou com isso querendo dizer que as duas histórias se imitaram. E menos ainda que a Enjouji-senpai, uma das mangakás de que mais gosto, tenha imitado elementos de Chou yo Hana yo. Tanto Enjouji Maki quanto Yoshihara Yuki são mangakás muito respeitadas pelo trabalho que fazem e por serem especialistas no mesmo gênero, é meio difícil não utilizar clichês tão comuns nesse universo. Adorei Hapi Mari. No início, não levei muito a sério, mas me surpreendi depois. Porque era impossível não gostar dos personagens. Com Chou yo Hana yo senti algumas dificuldades em simpatizar com o fato de Doumoto sempre se colocar abaixo de "sua dama" mesmo eles sendo namorados, apesar da nobre atitude de ele de tentar resgatar as terras da família Kuze, era muito chato ler tanta servidão. Mas no final, a história me cativou e eu gostei muito da Chouko. E mais ainda da sua família. O irmão da Chouko é super sem noção. Ele se apaixona pelo Suou-san jurando que ele é uma mulher... dá pra rir bastante com as picuinhas entre Misahiko (irmão caçula de Chouko) e Doumoto. Parecem duas crianças.

Sobre a história, como disse antes, descartando tudo que me chateou na trama, super recomendo que vocês leiam. Se você é fã de josei e curte smut esta é uma ótima pedida. Chou yo Hana yo é uma história divertida que traz o relacionamento de uma antiga dama com seu servo que agora têm de lidar com uma inversão gritante de papéis. Mas a pergunta que não quer calar, tem como isso dar certo? Chouko ainda é uma dama e Doumoto um mero servo. Muitas emoções e reviravoltas te aguardam nessa história. Recomendo.



Mangá em português:
Scan: Redisu (sem download)
Ler online: Union Mangás

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Hapi Mari (Mangá)

E a primeira postagem de 2015 é sobre uma das histórias josei mais badaladas de Enjouji Maki. Tenho muitos mangás/animes/doramas pendentes, então resolvi que nessas férias vou concluir tudo o que tenho para ler/assistir. E para começar 2015 muito bem, vou falar sobre o que achei dessa história tão divertida e cativante.

Título: はぴまり ~Happy Marriage!?~/ Hapi Mari
Mangaká: Enjouji Maki
Gênero: Comédia, Cotidiano, Drama, Josei, Romance, Smut
Outros Títulos: Atashi wa Sore wo Gaman Dekinai (2004); Tsuiteru Kanojo (2004)
Publicação: Mangá - 10 volumes (2009-2012)

Hapi Mari, da mangaká Enjouji Maki (2009-2012)

Sinopse: Takanashi Chiwa trabalha feito uma condenada para tentar pagar as dívidas do pai. Para isso, trabalha numa grande empresa durante o dia e à noite, é anfitriã num clube de anfitriãs. No entanto, um antigo conhecido de sua avó, Yuuko, a encontra e a faz casar-se com o seu neto, o atual presidente da empresa onde Chiwa trabalha durante o dia. Será que esse casamento arranjado tem alguma chance de dar certo?

No início, quando comecei a ler Hapi Mari, fui percebendo algumas semelhanças com outra série josei bem conhecida, da mangaká Yoshihara Yuki, lançada em 2006, Chou yo, Hana yo. Não estou dizendo que foi plágio, no início me lembrou muito a história da Yuki, mas ufa!, foi apenas impressão minha... A história da Enjouji Maki vai tomando outros caminhos e se distancia anos-luz da história de Yoshihara-senpai (que também é um ótimo josei, estou quase terminando de lê-lo).




Mamiya Hokuto é um filho ilegítimo do irmão mais novo da família Mamiya. Apesar do grande segredo que circunda a morte de sua mãe, Miura Youko, e da própria ligação de Hokuto com o pai, Seiji, ninguém aceita qualquer possibilidade de ele fazer parte da família. Mesmo assim, Hokuto é presidente de uma das empresas do grupo Mamiya e, mais ainda, consegue ser um ótimo gestor. Apenas ele e o primo Satoru são suficientemente capazes de tocar em frente os negócios da família.

Hokuto é um homem obstinado e, para conseguir alcançar seus objetivos, aceita casar com Chiwa. O casamento arranjado veio para salvar o pai de nossa heroína das mãos dos mafiosos, mas ainda assim, o pai de Chiwa não bate bem da cabeça. Hokuto e Chiwa se casam e acabam tendo que ir morar juntos, afinal, o avô de Hokuto havia prometido que ele continuaria sendo o presidente da empresa se se casasse com a neta de seu grande amor da juventude, Yuuko.




Hokuto é o típico homem mais velho que inicia a inocente e inexperiente Chiwa no mundo das paixões da carne. Além disso, Hokuto é uma espécie de sádico que adora explorar todos os desejos de sua esposa. Vale salientar que no início, os dois são estranhos que dividem a mesma casa e muitas coisas acontecem para que eles finalmente passem a viver como marido e mulher e dividam a mesma cama.

Alguns personagens surgem ao longo desses 10 volumes, incluindo uma ex ressentida com o fato de Hokuto estar casado e, aparentemente, estar amando a atual esposa, Shitara Misaki, que é capaz até de pagar para que pessoas persigam Chiwa e lhe "deem um susto". Típico de vilã mocreia. Ah, um ponto interessante dessa história, é que mesmo Hokuto fazendo parte de uma família extremamente tradicional, digamos assim, tanto que a esposa de Satoru, Saori, passa a se dedicar apenas a cuidar da casa e do futuro filho do casal, Chiwa continua trabalhando e, inclusive, deixa de trabalhar na empresa do marido para ser subordinada de seus antigos senpais da faculdade, Sakuraba Shingo e Asahina Kaname, com quem Chiwa namorou quando era caloura.




Mais personagens interessantes que posso citar são Souma Taeko, a secretária braço-direito de Hokuto. Souma aparenta ter vinte e poucos anos, mas na verdade ela tem 55. Ela é super prestativa e acaba se tornando uma grande aliada de Chiwa. Gostei muito dessa personagem. Além dela, temos Katagiri-senpai, que apesar de Chiwa odiá-lo gratuitamente, ele é o (único) melhor amigo de Hokuto. Digamos que Katagiri-senpai não inspira tanta confiança, mas a Chiwa simplesmente não gosta dele. Yagami Yuu é amigo de Chiwa. No início, ele está apaixonado por ela, mas no final, a relação dos dois acaba sendo bem engraçada.

Hapi Mari é um josei que tem seus clichês, como todo josei, claro... Mas ele consegue se superar em alguns pontos, como o fato de Chiwa trabalhar e de manter sua independência, como o segredo sobre a ligação de Hokuto com os Mamiya, a super reviravolta e a descoberta do verdadeiro mandante da morte de Youko, que ao tentar proteger o filho acaba morrendo em seu lugar e, sobretudo, as cenas perfeitas entre Hokuto e Chiwa.




Há muita cena de beijo, há muitas cenas calientes... Tem smut pra dar e vender. Confesso que no início, achei que a história ia enrolar bastante para que eles finalmente tivessem sua primeira noite de casados, mas não... Ufa!, ainda bem... risos. Hokuto e Chiwa combinam muito! Vale super a pena conferir essa história. Super recomendo: RECOMENDADÍSSIMO!! E até a próxima postagem, minna... Ja ne!!





Mangá em português:
Scans: My Otaku Way; Redisu
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Genshoku Tsundere Danshi Semekare (Mangá)

Ultimamente, tenho lido muitas antologias de volume único. Mas acho que não ando tão no clima para acompanhar séries muito longas, depois de ler Deadman Wonderland, estou dando o meu período de trégua (risos). Mas apesar de estar lendo apenas coletâneas, essa coletânea de hoje contém histórias muito divertidas e quem é fã de shoujo vai amar!!

Título: 原色ツンデレ男子: 攻めカレ/ Genshoku Tsundere Danshi Semekare
Gênero: Comédia, Romance, School Life, Shoujo
Publicação: Mangá - 1 volume (2009)

Genshoku Tsundere Danshi Semekare, antologia (2009)

Sinopse: Genshoku Tsundere Danshi Semekare traz uma coletânea de cinco oneshots de mangakás conhecidas, como Watanabe Ayu. São histórias fofas, que nos trazem protagonistas adolescentes vivenciando os dramas de seus relacionamentos amorosos. Os oneshots são os títulos a seguir:

1. Kimi ga Suki Plus - Watanabe Ayu
2. Boykore! Boys Collection - Aikawa Hiro
3. Anata Nante, Kirai - Yoshioka Ririko
4. Shitsuji ~Otana no Tame ni Shokora Sho~ - Aoi Saki
5. Akai High Heeru - Ishiko

Cada história traz consigo uma narrativa leve, descontraída e bem divertida... Na minha opinião, uma das histórias mais divertidas, por assim dizer, é a de Kimi ga Suki Plus, em que o personagem Mase, namorado de Aki, acredita estar sendo passado para trás, ou seja, como a namorada tem um milhão de coisas para fazer, ele se sente deixado de lado e como se eles estivessem perdendo algo. O coitadinho entra numa nóia muito grande, já que os seus amigos fazem chacota dizendo que ele é muito "bonzinho"... Mas ser um namorado fofo é mesmo um grande defeito?

Para quem curte personagens super fofas que se apaixonam por caras sádicos, também vai encontrar essa história na coletânea. Além de personagens fofas e caras sádicos, há também histórias que tratam dos clichês que a gente tanto gosta: eu te odeio, mas no fundo amo você... Uma graça!  Ainnnn.... me digam, existe alguma coisa mais legal do que cafés temáticos? Para os que curtem maid-cafés, também tem história falando sobre isso, a Aoi Saki merece parabéns, é uma história muito legal, que envolve rivalidade, no início raiva e inveja, mas depois temos uma heroína que reconhece seu erro e consegue superar suas dificuldades.

Quando você pensa que já viu de quase tudo, eis que a Ishiko, autora que eu não conhecia, me surpreende com uma das histórias mais fofas e mais bonitas do mangá inteiro: Akai High Heeru... Minna... contos de fada ainda existem e podem receber releituras tão maravilhosas que transformam esses romances água com açúcar em histórias simples, porém emocionantes e fascinantes. No mais, super recomendo a leitura.... Não adiem, não procrastinem... se você é fã de shoujo e de mangás, precisa ler essa obra-prima de cada autora, dá uma passada no site do Redisu e se cadastra!! Até a próxima, meus amores... Ja ne!!



Mangá em português:
Scan: Redisu
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Nineteen, Twenty-One (Manhwa)

Não sei se comentei com vocês, minhas/meus lind♥s, mas enfim... eu comecei uma maratona de manhwas. Sei que a minha listinha anda lenta e super vagarosa, mas está indo. (é que completei minha coleção de Rosario+Vampire e Deadman Wonderland e estou super animada para ler, mas não vou deixar de lado minha maratona particular). Hoje, resolvi postar sobre esse manhwa, que na verdade, é um webtoon, pois adorei a simplicidade e a espontaneidade com que a história foi desenvolvida.

Título: 열아홉스물하나/ Nineteen, Twenty-One
Roteiro/ Arte: Yu Han/ Kim Hye Jin
Gênero: Comédia, Drama, Psicológico, Romance, Shoujo, Slice of Life
Publicação: Manhwa (Webtoon) - 1 volume (2010)

Nineteen, Twenty-One, manhwa/webtoon (2010)

Sinopse: Lee Yun Lee sofreu um acidente que a impossibilitou de fazer suas atividades normalmente durante dois anos, por causa disso, carrega uma enorme mágoa no seu coração. Afinal, dois anos perdidos, não são dois dias. No entanto, Yun Lee tenta dar a volta por cima levando uma vida normal. Ela se inscreve num cursinho para ingressar na universidade. No entanto, ela continua se sentindo infeliz, até que conhece o jovem Ju Gong Hwi que parece ter a fórmula perfeita para remediar suas dores...

Fazia tempo que eu não lia algo leve e tão delicado. Nineteen, Twenty-One é uma história agradável e bem simples. Entretanto, é diante dessa simplicidade toda que mora o perigo, afinal, nem tudo é tão simples quanto parece.



Yun Lee tem 21 anos e aos 19 sofreu um grave acidente que a fez perder os exames de admissão para a universidade. Em casa, sem poder usufruir desse tempo todo, Yun Lee perdeu amigos e perdeu a oportunidade de viver o início da sua juventude. Mas apesar de tudo isso, ela resolve que ainda dá para correr atrás e começa a fazer um cursinho pré-vestibular.

O que mais gostei na Yun Lee é que mesmo sentindo toda essa mágoa por "estar" atrasada em relação aos demais, ela não passa cenas e mais cenas chorando se lastimando. Yun Lee consegue ir atrás das coisas que deseja e ainda por cima, se mostra bastante incisiva quando tem um objetivo, como quando ela tenta fazer com que a ahjuma que odeia os gatos de rua (nya-vericks) passe a gostar deles.




Dong Hwi é um rapaz de 19 anos que concluiu o ensino médio, mas não sabe o que quer ser da vida. No momento, seu objetivo é tentar descobrir algo para fazer antes de se tornar um "adulto" cheio de responsabilidades e sem nenhum direito de gozar da sua individualidade.

Enquanto não descobre o que quer fazer da vida, Dong Hwi passa a maior parte do seu tempo trabalhando em empregos de meio período para juntar dinheiro e fazer algo impressionante com isso, como uma viagem, mas sua vida acaba se resumindo a trabalhar numa loja de conveniência e a alimentar os gatos de rua (nya-vericks) com o salário que recebe. Mas tudo isso ganha uma nova conotação quando ele conhece Yun Lee e a vida dos dois passa a fazer parte um do outro num passe de mágicas.





A relação entre Yun Lee e Dong Hwi é super espontânea. Num belo dia acabam se conhecendo e descobrindo que ambos alimentavam os nya-vericks. Como tinham um objetivo em comum, passam a alimentar os nya-vericks juntos e juntos tentam enfrentar alguns obstáculos pela frente, como por exemplo, tentar convencer a ahjuma de que alimentar os gatinhos não é nada demais, pois assim como ela cuida do jardim que não é dela, eles cuidam dos gatos que não são deles.

Sobre isso, recomendo que leiam o manhwa para entenderem melhor o que estou querendo dizer. Fica mais claro ao longo da leitura essa relação. Mas falando sobre o relacionamento entre Dong Hwi e Yun Lee, é óbvio que os dois se sentem seriamente envolvidos, afinal, ambos se sentem extremamente preocupados com o destino dos nya-vericks, mas essa proximidade toda também pode despertar sentimentos diferentes e é aí que morre a mera simplicidade dessa história.






A espontaneidade e a leveza com que a relação dos dois vai evoluindo mostra um certo amadurecimento de ambas as partes. Não tem forçação de barra e para mim, a forma como os dramas psicológicos da Yun Lee (e do próprio Dong Hwi) são retratados deixam evidente que ela (e ele) vão superando as suas próprias barreiras/limitações. E não por amor, simplesmente, mas por amadurecimento, por crescimento pessoal, igual ocorre num verdadeiro slice of life.

Ambos veem no outro uma forma de se autoconhecerem. Dong Hwi é super despreocupado, mas ao conhecer Yun Lee passa a pensar em coisas que nunca tinha pensado antes. Yun Lee se confronta com uma pessoa totalmente oposta a ela, demonstrando sentimentos dúbios com relação ao rapaz, como inveja, por exemplo, mas não há dolo quando ela age dessa forma, o que há é um reconhecimento de que ela não pode ter o tempo perdido de volta e ver alguém desfrutando de seus 19 anos sem saber o que quer fazer, ou seja, desperdiçando isso, é uma afronta para alguém que teve dois anos de sua vida roubados por causa de um acidente. Chega a ser uma ironia do destino.







O fato é que a história se desenvolve num ritmo bem suave. Sem fortes emoções, mas de forma surpreendente. As imagens, vale salientar que o manhwa é todo colorido, ajudam a transmitir essa mensagem de suavidade e leveza. Mas também acrescentam detalhes que vão além... Vão além da simplicidade, do casual... As imagens mostram também a fragilidade da antiga personalidade de Yun Lee e da fragilidade da personalidade que Dong Hwi tenta manter. Os títulos com nomes de flores ou semelhantes ajudam a reforçar essa ideia da fragilidade, mas ao mesmo tempo da força, já que alguns títulos trazem o simbolismo das flores associados ao momento ou clímax que se passam em cada capítulo.

O drama vivenciado pelos personagens quando cogitam a possibilidade de castrar os nya-vericks, o drama em ter que conviver com o pouco dinheiro para comprar alimentos para eles, o drama de não saberem o que fazer depois da castração, todos os problemas pessoais enfrentados por eles, tais como: a insegurança que Dong Hwi sente ao pensar que Yun Lee pode se apaixonar por outro e o consequente ciúmes que sente dela em um episódio específico; a pressão psicológica que os pais de Yun Lee exercem sobre ela para que tenha como foco passar no vestibular; tudo isso nos aproxima da fragilidade dos personagens. Afinal, também passamos por provações tão ou mais terríveis do que essas. Por essa proximidade, por essa identificação que eu tive com essa história e pelos ensinamentos que aprendemos com as experiências com outras pessoas, eu mais do que recomendo esse manhwa: RECOMENDADÍSSIMO!!




Manhwa em português:
Scan: Redisu (sem download)
Ler online: Union Mangás

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