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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Sensei Kunshu (Mangá)

Eu fico sempre com um pé atrás quando encontro histórias em que a mocinha é nova demais para o mocinho. Nesse caso aqui, Ayuha tem apenas 16 anos e Hiromitsu-sensei tem 24. Aparentemente não parece algo gritante e os traços da Koda Momoko disfarçam um pouco essa diferença de idade, mas mesmo assim, eu acho um pouco complicado romantizar esse tipo de relacionamento. Feita essa ressalva, vamos ao que interessa, porque eu adoro as histórias da Koda.

Título: セ ン セ 君主/ Sensei Kunshu
Mangaká: Koda Momoko
Gênero: Comédia, Romance, School Life, Sensei, Shoujo
Outros Títulos: Heroine Shikkaku (2010)
Publicação: 
Mangá - 13 volumes (2013)
J-Movie (2018)

Sensei Kunshu, da mangaká Koda Momoko (2013-2017)

Sinopse: Samaru Ayuha é uma estudante do ensino médio, que é constantemente rejeitada pelos rapazes a quem se declara. Um dia, ela tem problemas em um restaurante e um homem bonito e atraente, Hiromitsu Yoshitaka, a ajuda com o pagamento da refeição. Sem imaginar que veria esse homem tão rapidamente, no dia seguinte, ela descobre que Hiromitsu vai ser seu professor de matemática. Devido a essa "coincidência", Ayu acredita que Hiromitsu é sua alma gêmea e se apaixona loucamente por ele, mas será que ela conseguirá conquistá-lo também?



Apesar de ter um casal com uma diferença de idade de 8 anos, algo que me incomoda um pouco, Sensei Kunshu é uma história divertida e cativante. Por isso, vou apresentar alguns motivos do porquê vale a pena ler esse mangá.




1. O fato de a protagonista não ser uma heroína perfeita

Assim como a Hatori de Heroine Shikkaku, a nossa protagonista apresenta diversas expressões faciais engraçadas. Embora a Ayu seja a heroína, ela não é a típica heroína shoujo, fofa e delicada. Ayu é estabanada, ingênua, nenhum pouco estudiosa, sem nenhuma qualidade e avoada. Ela representa tudo o que uma protagonista de mangá shoujo não é. E é exatamente isso que a torna super divertida e cativante. Em nenhum momento ela é irritante. Mesmo sendo idiota de vez em quando, ela tem um coração enorme e uma coragem avassaladora para defender as pessoas que ama. Talvez isso seja uma característica da Koda Momoko, trazer protagonistas que fogem dos padrões do shoujo clássico, de modo a gerar identificação (ou não) com um maior número de leitoras.



2. Paródia. Paródia. Paródia

Estamos falando de um mangá da Koda Momoko, então, de certo modo, eu já esperava por algo assim. Há muitas referências a outros mangás/animes shoujo em Sensei Kunshu, mas de modo a ironizar os mangás clássicos dos anos 80 ou para brincar com o leitor. Eu sempre tenho a impressão de que a Koda tem um certo fascínio por esses clássicos, como Candy Candy, por isso esse resgate em forma de paródia nas caras e bocas que ela dá aos personagens, sobretudo, à Ayu. São expressões sempre exageradas, quase caricaturais, das reações das personagens de acordo com a situação que eles estão passando no momento. Esse tipo de coisa sempre me atrai.



3. Um professor que odeia ser professor

O que eu mais curti foi ver como em vários capítulos o Hiromitsu-sensei deixa escancarado que odeia ser professor. Não só em seus próprios pensamentos, como em sala de aula. Ele está ali para cumprir um trabalho - que para ele será temporário - que paga razoavelmente bem. Ele está tirando apenas uma licença que acabaria em três meses, até que acaba se tornando professor efetivo. Ele não está nem aí se os alunos do ensino médio não estão interessados na sua matéria e, em nenhum momento, ele se preocupa com isso ou tenta conquistá-los. Além disso, ele tem zero paciência para a estupidez das alunas que se apaixonam por ele, até ser "seduzido" pela persistência de Ayuha. É por não conseguir entendê-la que ele se interessa por ela.



4. É um mangá da Koda Momoko

Pode parecer presunçoso falar isso, mas é a verdade. Quem já leu Heroine Shikkaku vai entender um pouco do que eu estou falando - risos.

My Teacher, My Love, filme live-action (2018)

No mais é isso, pessoal. Sensei Kunshu vai te fazer dar muitas risadas e, claro, vai ter tudo que você procura num mangá shoujo em que a protagonista se apaixona pelo seu professor e que em algum determinado momento da história acaba conquistando o coração dele e indo morar com ele... Oi? comassim?? Pois é, se você quiser saber como isso acontece, vá ler! Até a próxima, kissu...



Mangá em português:
Otaku Nya Scan - download (capítulo 41, volume 11)
Union Mangás; Yes Mangás - ler online (capítulo 41, volume 11)

Mangá em espanhol:
Shojo Papers - descarga (completo)
Tu Manga Online - leer online (completo)

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Akuma to Love Song (Mangá)

Ultimamente estou lendo muitos mangás antigos, digamos assim. Mas é porque estou tentando ler todos os projetos que baixei há um tempo atrás e estou super empolgada de poder ler todos eles, já que foram traduzidos com todo amor por scans que infelizmente não estão mais na ativa ou não existem mais... Porém, mesmo que as scans não estejam mais online, seus projetos ainda podem ser encontrados para leitura e é por isso que trago para vocês um mangá maravilhoso da Toumori Miyoshi.

Título: 悪魔とラブソング/ Akuma to Love Song/ Devil and her Love Song
Mangaká: Toumori Miyoshi
Gênero: Comédia, Drama, Ijimi, Romance, School Life, Shoujo
Publicação: Mangá - 13 volumes (2007)

Akuma to Love Song, da mangaká Toumori Miyoshi (2007).

Sinopse: Kawai Maria é uma garota incomum que foi expulsa de sua escola anterior, uma escola particular católica (a Saint Katria), e é transferida para o Touzuka High School, uma escola pública de nível inferior. Sua língua afiada e sua forte personalidade fazem com que muitos sintam ódio por ela, com exceção de dois garotos, Kanda Yuusuke e Meguro Shin, que acabam se tornando seus únicos amigos.



Eu gostaria de começar dizendo que eu amei essa história. Os traços são bonitos e o enredo não fica te enrolando infinitamente, embora pareça que existe um triângulo amoroso, na realidade, não é bem assim, então, cuidado para não shipar errado - risos. Além disso, apesar de ser um shoujo escolar, Akuma to Love Song aborda temas bem pesados, como estupro e suicídio, mas vale salientar que esse não é o foco, no entanto, esses temas acabam sendo importantes para o desenrolar da história.



Um dos pontos interessantes do mangá é que nenhum personagem é totalmente bom nem totalmente mau. Embora Maria seja a protagonista, ela tem vários problemas para se encaixar e fazer amizade, sobretudo, porque ela não tem papas na língua e é asperamente sincera demais, o que acaba ofendendo os colegas e fazendo com que ela tenha dificuldades de fazer amigos e seja alvo fácil de bullying por parte das colegas. 



Kanda Yuusuke é um cara popular, ao contrário de Meguro, que é super caladão e mal interage com os colegas e sequer assiste às aulas. No entanto, Kanda é mais um bajulador do que legal propriamente dito. Apesar de ser querido pelos colegas, ele se esforça para ser legal, para ser indispensável. E mesmo com todo carisma, forçado ou natural, ele tem apenas Meguro como melhor amigo, que em muitos momentos do mangá deixa claro que não gosta de pessoas, nem quer se envolver nos problemas dela (mas inexplicavelmente ele acaba tomando o partido de Maria diversas vezes e esses momentos me fizeram surtar horrores - risos).



Alguns personagens aparecem e desaparecem da história, como a Ibuki Hana (que parece boazinha, mas é uma cobra venenosa) e a Mouri Anna (melhor amiga de Maria dos tempos do Saint Katria). Mas confesso que não senti falta delas. Duas nojentinhas. Entretanto, outra personagem nojenta que ganhou destaque na história é a Nakamura Ayu. No início, ela declara guerra contra Maria e faz da vida da protagonista um inferno, mas no final, as duas se tornam boas amigas e eu acabei gostando muito da Ayu, assim como da Kousaka Tomoyo. Embora fofa, Tomoyo não tem nada de fofa, sempre curtindo visuais góticos e cheios de caveira. A priori, ela inferniza a Maria, mas logo elas ficam amigas. No fundo, no fundo, eu gosto quando "rivais" se tornam grandes amigas.



Depois que todos os arcos vão se concluindo, um novo personagem surge, o kouhai Kurosu Shintarou. Ele se diz apaixonado por Maria e tenta fazer de tudo para conquistá-la, mas nossa heroína tem seus sentimentos muito bem definidos e não cede às investidas do rapaz. Ele aparece como mais um cara arrebatado pela beleza de Maria, mas ele esconde um segredo sobre o verdadeiro pai da nossa heroína e é aí que os temas que eu falei no início: estupro e suicídio passam a ter relevância, já que é nesse momento que todos estão no último ano do colegial e precisam decidir o que querem fazer da vida, já que Maria fica decidida a abrir mão do seu sonho de cantar para retribuir tudo que seu pai e seus avós fizeram por ela.



Akuma to Love Song foge de alguns clichês tão comuns em shoujo tradicionais, como triângulos amorosos melodramáticos e desentendimentos desnecessários que afastam o casal principal. Todavia, ainda é um shoujo, mas temos uma heroína forte, perspicaz, honesta e cativante. Mesmo sendo mal interpretada pela maioria dos colegas, ela vai conquistando o carinho deles aos poucos, até fazer parte totalmente da turma. A história é muito interessante e foge do clima tenso ao falar do passado da mãe de Maria. A maioria dos personagens também é cativante, ganhando destaque e evoluindo positivamente, exceto pelo professor responsável pela turma, que é a escrotidão em pessoa. No mais, vale a pena conhecer esse mangá e se apaixonar pela Maria e pelo Meguro, que apesar de fazer uma merda no meio do caminho, pode-se dizer que ele tinha boas intenções - risos.


Mangá em português:
Redisu - download (completo)
Union Mangás - ler online (completo)

domingo, 26 de janeiro de 2020

Taiyou no Ie (Mangá)

Yooo, minna!! Quanto tempo, não?? Muitas coisas aconteceram nesse meio tempo em que não pude atualizar o blog. Mas esse ano, tentarei ao máximo postar com mais frequência, trazendo sugestões de mangás, animes, doramas e filmes para vocês... Recentemente, li o mangá completo de Lovely Complex e me diverti horrores. Também vi Assunto de Família, um filme maravilhoso do Koreeda-san, espero falar sobre ele em breve. Aproveitando meu entusiasmo com meu "retorno" ao mundo otaku, li Taiyou no Ie e senti que precisava escrever para que mais pessoas conheçam essa história divertida e romântica, embora seja um pouco triste também.

Título: たいようのいえ/ Taiyou no Ie/ A Casa do Sol
Mangaká: Taamo
Gênero: Comédia, Drama, Romance, School Life, Shoujo, Slice of Life
Publicação: Mangá - 13 volumes (2010)

Taiyou no Ie, da mangaká Taamo (2010-2014)

Sinopse: Motomiya Mao sempre teve que lidar com a rejeição dos pais desde pequena. Para fugir dessa realidade, ela passou a escrever webnovels e a frequentar a casa dos Nakamura. Lá, ela pôde conhecer o calor de uma família e como todos se amavam. Entretanto, apesar de toda essa alegria, um grave acidente muda o destino de todos e Hiro, filho mais velho dos Nakamura, acaba assumindo a missão de reunir todos novamente e descobre que precisa proteger Mao e o amor que sentem um pelo outro.



Taiyou no Ie é o tipo de shoujo que traz alguns clichês comuns de shoujo escolar, mas também consegue ser bem diferente da maioria. Mao é uma garota muito peculiar. Ela tem um gosto super esquisito para coisas que ela diz serem fofas, mas que na verdade são bem toscas. Além disso, ela é bastante introspectiva e detesta a ideia de ser um peso para as pessoas que ama. O que torna essa história diferente da maioria dos shoujo que estou acostumada a ler, além da personalidade da Mao, é o fato de o enredo ter uma pegada bem mais madura. Mao precisa lidar com várias rejeições ao longo da sua vida, desde a infância e não a vemos sendo a heroína indefesa. Ela tem uma força, uma garra e é por isso que ela atua como uma peça importante para que o enredo se desenvolva.





Hiro e ela sempre tiveram uma relação especial, digamos assim, desde crianças, e esse laço entre eles por mais situações embaraçosas que aconteçam não é abalado e isso me deixou muito confortável durante a leitura. Tive muito aborrecimento pelo final de Hirunaka no Ryuusei e só de saber que Taiyou no Ie não criou nenhum triângulo amoroso sem noção, já me deixou super aliviada. Por mais que Mao receba a declaração de Oda-kun, a priori, e depois de Daiki-kun, ela consegue ser sincera com os dois e dizer que não pode retribui-los porque ela já é apaixonada pelo Hiro. Ufa, essa parte do mangá me surpreendeu bastante, porque não li muitos mangás em que a protagonista não fica balançada por um outro pretendente. A Mao gosta do Hiro-kun e isso não se altera em nenhum momento.





Outro ponto importante da história, é que ela não foca apenas na Mao e no Hiro-kun. A melhor amiga da Mao, Chihiro, também ganha um capítulo só para ela e eu adorei isso, porque a Chi-chan é super fofa e safadinha ao mesmo tempo, e foi muito legal a Taamo dar um final feliz a ela e ao Oda-kun. Além disso, a história não deixa brechas nem furos. Você entende o drama de todos os personagens, e os personagens secundários não são esquecidos nem são meros figurantes. Gostei muito da Sugimoto-san e da madrasta da Mao. Além disso, a Yui-chan é muito fofa (irmãzinha da Mao). No mais, esse mangá me encheu de alegria, fazia tanto tempo que não lia nada e escolher esse mangá dentre tantos foi uma ótima escolha. E se você ainda não leu, deveria, porque está perdendo de conhecer uma história maravilhosa e com um final super fofo! Recomendo muito.




Mangá em português:
Otaku Nya Scan; Itadakimasu Scans; Shoujo Scans (download - completo)
Union Mangás (ler online - completo)

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Ao Haru Ride (Mangá)

Yoooo, minna!! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Depois de ter lido Strobe Edge, segui o ritmo e aproveitei para ler Ao Hau Ride. Para quem gosta de romance e melodrama, eis uma ótima sugestão. Uma das histórias mais conhecidas da Sakisaka Io, recomendo muito para aqueles que procuram por romances escolares, com cenas de beijo e muito, mas muito melodrama.

Título: アオハライド/ Ao Haru Ride/ Aoharaido/ Blue Spring Ride
Mangaká: Sakisaka Io
Gênero: Comédia, Drama, Romance, School Life, Shoujo, Slice of Life
Outros Títulos: Blue (2006); Strobe Edge (2007); Otome no Itari (2020); Omoi, Omoware, Furi, Furare (2015)
Publicação: 
Mangá - 13 volumes (2011)/ Licenciado pela Panini
Anime - 12 episódios (2014)
Live-Action: J-Movie (2014)

Ao Haru Ride, da mangaká Sakisaka Io (2011-2015)

Sinopse: Quando era aluna do Fundamental, Yoshioka Futaba sofreu muito por ser excluída pelas amigas devido a sua beleza, por causa disso, ela decide recomeçar numa nova escola sendo uma nova Futaba: menos fofa e que odeia garotos, para que suas amigas não sintam mais ciúmes dela. Sentindo-se finalmente satisfeita e "popular" entre as garotas, ela acaba reencontrando sua antiga paixão do passado, Tanaka Kou. Entretanto, seu nome agora é outro, Mabuchi Kou, e suas atitudes também são bem diferentes. Será que mesmo depois de tanto tempo eles ainda vão conseguir ficar juntos e lutar contra seus fantasmas?



Quando comecei a ler o mangá, gostei de cara da Futaba-chan. Ela me pareceu esforçada e esperta, mas ela deixou de parecer isso depois de me fazer passar muita raiva e aflição. Mais na frente eu explico isso melhor, mas vamos lá. A Futaba sempre foi uma garota meiga, fofa e isso sempre atraía a atenção dos meninos da escola, o que acabava despertando o ciúme e a inveja das outras garotas, sentindo-se sozinha e isolada, Futaba decide mudar de escola e deixar todas essas coisas para trás. E é no ensino médio que ela começa a ter péssimos hábitos, sendo uma garota grosseira e mal educada. No entanto, dessa forma ela se sente feliz e satisfeita, porque tem amigas, até isso tudo mudar quando ela reencontrar Tanaka Kou.



Embora eles tenham quase vivido uma paixão no fundamental, eles não se viam há 3 anos. E apesar de achar que tinha reencontrado sua antiga paixão, Futaba começa a ter dúvidas, já que o nome dele é outro: Mabuchi Kou, além disso, as atitudes dele também são totalmente diferentes do Kou que ela conheceu, agora ele parece um garoto frio e distante, quase intocável. Mas para o amor, quando ainda há amor, isso pode ser superado. Mas será que mesmo diante de uma nova oportunidade de viverem tudo o que não viveram antes, eles vão poder viver essa paixão?



É aí que entra todo o melodrama desse mangá. Eu adoro melodrama, mas não gosto de passar raiva. Quando o Kikuchi Touma aparece pela primeira vez na história eu já tinha certeza que ia ter raiva dele. Futaba e Kou passam por momentos complicados, porque eles não são honestos um com o outro, o que deixa espaço para que o Touma-kun avance e convença a Futaba de que ele é o melhor partido para ela e ela aceita. O que me deixou de coração partido durante a leitura foi ver que mais personagens sabiam do mal entendido, como a Murao (amiga da Futaba) e o Kominato (amigo do Kou), mas ninguém intercedeu por eles. Gente, você está vendo seu amigo sofrer e não faz nada, como pode?! Além disso, era só explicar o mal entendido. Enfim... deixo para que vocês que ainda não leram tirem suas próprias conclusões.



Eu não odiei a história, eu gostei bastante. Mas não posso ignorar que senti muita aflição durante a leitura. Eu torcia desesperadamente pela Futaba reatar com o Kou e resolverem o mal entendido entre eles. Na minha opinião, isso demorou muito para acontecer. E era evidente o quanto os dois precisavam um do outro. Eu amei a Murao, mas essa atitude dela me deixou muitas vezes na bad. O Kominato também me deixou chateada, ele queria intervir mas não fazia isso por causa da Murao. Gente, ver o Kou sofrer e a Futaba namorando o Touma-kun era muito deprimente! Pelo menos para mim, no entanto, o final é o mais lindo que poderia ser. Ainda bem! Porque aliviou muito meu coração e só de pensar do ship errado em Hirunaka no Ryuusei, meu coração já fica receoso quando eu me deparo com um triângulo amoroso da vida - risos.



Certamente, eu demorei muito tempo para ler esse mangá, uma pena, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? Procurei pelo anime, mas não gostei nenhum pouco dos traços dos personagens, na minha humilde opinião, estão muito abaixo da qualidade gráfica da Sakisaka Io. Também não cheguei a ver o live-action, fico pensando se as cenas de beijo foram mantidas ou não, além disso, sempre fico meio resistente em ver o filme depois de já ter lido o mangá. No mais, é um romance cheio de mal entendidos, de muita dor de cotovelo, com triângulo amoroso para quem curte (eu, particularmente, detestei o Touma-kun) e casais fofos. Super recomendo para quem quer uma história melodramática e juvenil (e se você for como eu, vai passar muita raiva com o Touma-kun). No mais é isso, minna, até a próxima!! Kissu...


Mangá em português - sem link
Licenciado pela Panini

Anime legendado em português:
Anbient (download)
Anituga (ver online - necessita cadastro)

Live-Action legendado em português:
Dopeka (ver online)
Mahal Dramas Fansub (download/ ver online - necessita cadastro)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Kedamono Kareshi (Mangá)

Fazia muito tempo que eu não me empolgava tanto com um mangá assim. E olha que minha pretensão era ler Parfait Tic, mas sem motivo aparente, acabei terminando por ler Kedamono Kareshi. Até agora estou adorando a história e espero não me decepcionar - risos. Como sou curiosa e quando me empolgo com algo não largo fácil, estou lendo em espanhol. E se você gosta de melodrama, tenho certeza de que vai amar esse mangá.

Título: ケダモノ彼氏/ Kedamono Kareshi/ Beast Boyfriend
Mangaká: Aikawa Saki
Gênero: Drama, Romance, School Life, Shoujo
Publicação: Mangá - 13 volumes (2012)

Kedamono Kareshi, da mangaká Aikawa Saki (2012)

Sinopse: Kiritani Himari tem problemas em falar com garotos. Tudo isso se deve a um trauma de infância, em que Oogami Keita (que sempre foi apaixonado por ela) a maltratou bastante. Entretanto, depois de alguns anos, ela retorna à cidade onde nasceu e passa a estudar na antiga escola. Imediatamente ela reconhece sua antiga paixão, Saeki Ryu, mas o que ela não percebe é que seu terrível algoz também está na mesma sala... e pior... ele será seu irmão!

Essa história meio que me lembrou de Marmalade Boy, só que com menos mimimi e melodrama. Os primeiros volumes do mangá são viciantes! Himari e Keita vão descobrindo sentimentos mútuos e tudo vai se desenvolvendo da melhor forma possível. Até que, mais ou menos, do volume 5 em diante, há uma pausa nessa "felicidade" toda. Himari passa a se sentir culpada e com medo de acabar com a felicidade dos pais. E resolve evitar Keita. Além de sempre duvidar do amor dele, mesmo ele sempre dizendo que gosta dela (miga, deixa de ser indecisa e segura o boy! - risos).




Situando melhor a história, quem leu Marmalade Boy, vai me entender. Himari sofreu bastante com as provocações de Keita quando estes estavam no fundamental. Após a morte de seu pai, Himari e a mãe se mudam e alguns anos depois, retornam para a antiga cidade, pois a mãe de Himari iria se casar novamente. Ironia do destino ou não, o futuro marido e futuro padrasto de Himari tem um filho da mesma idade. O que Himari não iumagina é que esse futuro "irmão" é Keita-kun. Seu maior pesadelo. Entretanto, a convivência acaba mostrando o quanto os dois se gostam. Mas... e isso é uma coisa que eu tenho abuso, a autora resolve frear, dar uma pausa nessa felicidade toda acrescentando problemas onde não deveriam ter.

Pior de toda essa confusão, é a Himari achar que não pode viver um romance com Keita por eles serem "irmãos" e pelo fato de isso acabar destruindo o casamento de seus pais. Além disso, a mãe de Himari pensa que a filha ainda está apaixonada por Saeki-kun e, erroneamente, passa a alcovitar ainda mais essa relação. Que nem sequer existe. Para tornar tudo ainda mais melodramático, a autora resolve acrescentar mais um novo rival à história. Como o triângulo amoroso entre Keita, Himari e Saeki não deu certo, nem dava para levar aquilo a sério, ela introduz no enredo o Kuroda Hiroki-kun, colega de trabalho de Himari.




Eu gosto de melodrama, isso é inegável. Dá para perceber isso por eu gostar de mangás como Sprout, Heroine Shikkaku e Senpai to Kanojo. O que essas heroínas sofrem antes de conquistarem o carinha que amam não está no gibi. Mas isso que a Aikawa Saki faz, na minha humilde opinião, é enrolar demais e forçar demais a barra. Himari e Keita são perfeitos juntos. E isso basta! Não tem necessidade de colocar tantos rivais sabendo que a Himari não tem inclinação nenhuma para se interessar por algum deles. Ainda como desabafo, histórias em que o carinha judia da heroína porque gosta dela não são legais. Quem gosta não maltrata, não faz mal. Não vamos ensinar as garotas a acreditarem nessa ilusão.

No mais, a história é bem divertida. Tem seus altos e baixos, bastante humor e também muito melodrama. Mas as cenas de beijo - que não são poucas - ainda bem - risos - compensam toda a enrolação dos volumes iniciais. E também acalma seu coração com relação a esses triângulos amorosos que não combinam. Senti-me muito incomodada com o Saeki e com o Kuroda, mesmo eu gostando do Kuroda no início, achei meio forçado ele também se apaixonar pela Himari e ficar insistindo em ficar com ela. Odiei o fato de ele assediá-la e ainda achar que estava certo. Desnecessário tudo isso, mas mesmo assim, a história é legal e divertida. Recomendo!! E fãs de shoujo, preparem o kokoro, porque tem bastante drama - risos... Até a próxima... Kissu.



Mangá em português:
Aristocrat Scan (download - capítulo 9 + Extra, volume 1)
Mangás Space (download/ ler online - capítulo 7, volume 1)
MOW - sem link

Mangá em espanhol:
Black Bird no Fansub (descarga - completo)
GO-K Fansub (descarga - completo)
TuMangaOnline (leer online - completo)

sábado, 27 de dezembro de 2014

Deadman Wonderland (Mangá)

Meu caso de amor com essa história surgiu quando vi o primeiro volume do mangá na banca e fiquei imaginando que história louca teria um título desses... Li a sinopse da contracapa do mangá e me interessei... Na verdade, arrisquei e acabei acertando numa história super incrível, apesar de todas as cenas fortes de mutilação e morte, ainda assim, vale a pena conferir sobre o que acontece dentro de um universo totalmente insano como o de Deadman Wonderland.

Título: デッドマン・ワンダーランド/ Deddoman Wandārando/ Deadman Wonderland
Roteiro/ Arte: Kataoka Jinsei/ Kondou Kazuma
Gênero: Ação, Drama, Horror, Psicológico, Sci-fi, Shounen, Sobrenatural, Tragédia
Publicação:
Mangá - 13 volumes (2007-2013)/ Licenciado pela Panini Comics
Anime - 12 episódios (2011)
OVA - 1 episódio (2011)

Deadman Wonderland, Kondou e Kataoka (2007-2013)

Sinopse: Igarashi Ganta era um estudante comum, com uma vida pacífica e sem complicações... até o dia em que foi acusado e condenado injustamente por um massacre escolar! Para piorar, Ganta foi enviado para uma peculiar instituição penal chamada "Deadman Wonderland", onde terá que sobreviver aos mais diversos perigos e jogos de interesse.

O personagem principal é Igarashi Ganta, que após uma grande injustiça é condenado à pena de morte e passa a fazer parte do sistema penitenciário Deadman Wonderland. A Deadman Wonderland é um presídio de iniciativa privada que realiza shows e programas de entretenimento usando os próprios presos como participantes. Além dos programas de entretenimento, o presídio também é um parque temático que usa o dinheiro arrecadado para ajudar na reconstrução de Tóquio, que foi devastada por um grande terremoto há uns dez anos atrás, entretanto, isso tudo é apenas uma fachada para que o diretor e Tamaki Tsunenaga realizem seus experimentos genéticos com os próprios detentos, ferindo totalmente os direitos humanos.





Shiro é a minha personagem preferida da história inteira. É muito triste saber o que aconteceu com ela quando criança e, principalmente, o desenrolar disso após o grande terremoto. Shiro e Ganta sempre foram amigos, embora, no início, Ganta não consiga se lembrar dela. Antes de tudo ser esclarecido, Ganta e Shiro sequer imaginam que seus destinos são tão conturbados. Enquanto Ganta quer se vingar do homem de vermelho que matou seus amigos, Shiro só quer ser feliz ao lado do amigo. Mas como uma boa história é feita de reviravoltas, o surgimento de vários personagens importantes para o enredo e a descoberta de quem Shiro realmente é, fazem de Deadman uma das histórias mais alucinantes e insanas que eu já li. É óbvio que quando eu falo insana, não digo ilógica, digo insana no sentido de surreal.

Quem acompanha o blog sabe que não curto shounen, mas quando é uma história incrível, abro algumas exceções. Deadman Wonderland traz o lado mais ambicioso do ser humano, que para conseguir o que quer é capaz de tudo, mas também nos mostra que a amizade mesmo sob circunstâncias complicadas e duvidosas ainda é o que podemos ter de mais valioso. (Gostaria de falar sobre os demais personagens, mas como é uma série longa, existem vários personagens significativos, por serem muitos e por não querer me estender mais, me ative apenas em falar dos principais, Ganta e Shiro).




A série ganhou uma versão anime em 2011. Para quem prefere assistir ao anime ao invés de ler o mangá, a história conta apenas com 12 episódios mais um episódio extra. Para mim, particularmente, o anime não supriu minhas expectativas. Como já estava acompanhando o mangá há algum tempo, estranhei algumas modificações que fizeram ao longo dos episódios, o que me fez desistir de acompanhar os demais. Para quem acompanha o blog sabe que eu detesto quando o anime muda coisas do mangá, independente do grau, mas quando tendenciam a história, aí eu me arreto e desisto sem pestanejar. Resumindo: se eu assistir ao anime antes e ler o mangá depois, de boinha... mas se eu ler o mangá e vir o anime depois, sem chance, nem começo.

No mais, galera... Vale muito a pena conhecer o universo insano de Deadman Wonderland. Lembrando que há sim cenas fortes e para quem tem estômago fraco, desista enquanto há tempo. A história não faz distinção de gênero, as cenas de mutilação e de morte são bem realísticas para ambos os sexos, então, vá com calma... Apesar de a história ser muito boa e original, vale salientar que nem todo mundo curte ver pedaços de corpos espalhados pelos cantos, o que em Deadman tem e muito. No mais, galerinha... super recomendo essa história e até a próxima, com a postagem da retrospetiva 2014 dos melhores do blog... Ja ne!!



Mangá em Português - Sem Links
Licenciado pela Panini Comics

Anime legendado em português:
Download: Anbient; Animes Expansion; Animes Keey; Hinata; Mansão dos Animes Fansub (MDAN); Otanime Extreme
Ver online: Crunchyroll

Entenda porque os links foram removidos
 

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