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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Considerações #10 - Sailor Moon Crystal (3ª temporada)

Finalmente, criei coragem para terminar de assistir a Sailor Moon Crystal (pelo menos até onde lançaram episódios). Nessa terceira temporada, em específico, é quando surge a Super Sailor Moon e a Sailor Saturno e as outras guerreiras sailor que não deveriam estar na Terra: Netuno, Urano e Plutão.



Nessa temporada, elas precisam enfrentar o terrível vilão Faraó 90, do Sistema Solar Tau. Fazendo um pequeno feedback, Sailor Moon Crystal é baseado no mangá da Takeuchi Naoko e, diferentemente, da primeira versão de Sailor Moon, essa tenta ser o máximo possível fiel à história do mangá. O que é um grande ponto positivo e o que pode fazer algumas pessoas estranharem um pouco no início.



Além disso, é nessa temporada que resolveram mudar os gráficos do desenho. Embora seja em versão 3D como as duas primeiras (do episódio 1 ao 26), entretanto, os problemas foram corrigidos. Se antes os personagens pareciam retos e meio "duros", digamos assim, agora estão melhor desenhados e sem problemas de movimentação ou de parecerem planos demais.

Sailor Moon Crystal - gráficos na 1ª temporada.

Sailor Moon Crystal - gráficos na 3ª temporada.

Nessa etapa de Sailor Moon Crystal, adentramos na fase em que as lembranças da intensa batalha contra a Black Moon parecem apenas sombras de um terrível pesadelo. Embora levem uma vida pacata, Mamoru passa a ter sonhos estranhos e Usagi sente um aperto no peito. Uma nova ameaça de perigo parece estar à espreita e o caminho das garotas encontra com o de três outras guerreiras.






De fato, os traços melhoraram muito muito muito mesmo, tornando os personagens bem mais parecidos com a série original de 1992. Ainda bem!! Como fã dessa história, acompanhar Sailor Moon Crystal foi como estar relendo o mangá. A fidedignidade com a história original foi muito bem trabalhada nessa nova versão. A Usagi não é aquela menina chorona e estabanada o tempo todo, até porque ela amadurece, ela tem grandes responsabilidades. Além disso, a forma como as batalhas são conduzidas e o papel que o Tuxedo Kamen desempenha foram elaborados para serem muito fiéis ao mangá. Nem ele rouba a cena, sempre salvando a Usagi (o que é contraditório, se ela é a Sailor Moon), nem é excluído de vez dos momentos importantes.










Achei essa terceira temporada honesta, com gráficos muito melhores, história bem realizada, pouco problemática. Caracterização bem feita dos personagens. Trilha sonora impecável. Embora nessa temporada, a abertura não seja mais a música Moon Pride, que é bem contagiante, essa não ficou atrás em nada. O tom mais lento e mais melancólico ajudam a ambientar esse momento mais maduro das personagens devido às circunstâncias que elas têm que enfrentar. Além disso, o fato de eu ter gostado tanto dessa temporada em especial é o surgimento da emblemática Sailor Urano. Afinal de contas, ela é homem ou mulher? Também gosto porque a Sailor Saturno é super fodona e, claro, essa Usagi é a melhor Usagi de todas, ela está mais forte, mais segura, mais confiante, enfim... Sailor Moon como um todo é uma série que passa longe de alguns estereótipos e, mesmo que sutilmente, coloca questões de gênero bem interessantes, exemplo disso é a Sailor Urano.











Para os interessados em assistir, eu acompanhei a série inicialmente no site do Animes Orion, mas durante a metade dos episódios, o site ficou fora do ar. Então, terminei de ver a 1ª e 2ª temporadas pelo site do Animeq. Entretanto, para acompanhar a 3ª temporada, só tem disponível no Crunchyroll, e precisa ter cadastro. Não sei bem como funciona, mas eu consegui assistir a todos os episódios da 3ª temporada (do 27 ao 39) pelo Crunchyroll mesmo sem ser assinante, no entanto, não sei se é sempre possível fazer isso. No mais, espero que vocês possam dar uma chance a Sailor Moon Crystal. Embora os gráficos das temporadas anteriores não sejam dos melhores, a história compensa. Acompanhar o amadurecimento dessas jovens guerreiras, à medida que vão derrotando os inimigos que aparecem é bastante interessante, porque elas são retratadas como meninas normais, que têm sonhos, que também vão mal na escola, mas que possuem grande força de vontade e determinação. Eu sou suspeita para falar, mas espero que vocês assistam... É um dos meus mangás/animes favoritos, então, recomendo de coração. Até a próxima, kissu...

domingo, 27 de agosto de 2017

Considerações #9 - Personal Taste (Segunda Impressão)

Yooo, minaa!! Quanto tempo! Mas ainda assim, nem deveria estar postando aqui, no entanto, mesmo com tantos trabalhos da universidade para fazer e mesmo com várias coisas do trabalho para dar conta, eu preferi escrever para vocês. Talvez seja algo que nem todo mundo vá curtir, mas acho que depois de cinco anos nessa vida de dorameira, o que não é muito, para dizer a verdade, eu descobri que não tenho mais paciência para histórias cheias de atropelo e enrolação.

Meu primeiro dorama foi Personal Taste e vocês podem conferir a resenha sobre ele bem aqui. Mas recentemente, tentei reassistir e descobri que não, eu não conseguia mais ter paciência para seguir em frente depois do episódio 12. Uma vez já comentei com vocês que eu tenho um carma com os episódios 12 de muitos doramas, eu chego a ficar até apreensiva, pois esse episódio costuma ser decisivo para que a história ou seja um desastre ou uma maravilha.



Mas voltando ao caso de Personal Taste, não achei problema algum na atuação do Lee Min Ho muito menos na atuação da So Ye Jin. Mas assistindo a uma segunda vez, alguns anos depois, percebi que eu não tenho muita paciência para histórias tão clichês ou cheias de enrolação. Isso não muda o fato de eu ter amado esse dorama da primeira vez a que assisti. Mas numa segunda assistida, as coisas foram bem diferentes, e se eu fosse assistir a Personal Taste pela primeira vez hoje, acho que eu desistiria no meio caminho, como fiz agora, após terminar de ver o episódio 12.

Novamente esse episódio 12. Um divisor de águas. 

Mas não estou falando isso para você não assistir ou não reassistir. Falo apenas da minha experiência como dorameira. Um dorama que eu amei logo de cara e que com certeza não poderia ser outro para ter me ingressado no mundo dos doramas, mas hoje eu não tenho saco para ver vilãs megeras e asquerosas como a In Hee (Wang Ji Hye), por exemplo. Muito menos, saco para ver tudo dar errado quando finalmente o casalzinho tinha se entendido e depois disso só voltar a ser feliz de novo no final do último episódio.




Acho que fiquei muito mal acostumada a dramas menos clichês. Estou preferindo histórias mais sóbrias, menos melodramáticas - com algumas poucas exceções, claro (por exemplo, Life Plan A and B). Mas isso não me faz odiar comédias românticas, eu só estou passando bem longe de comédias românticas que se tornam melodramáticas do meio pro final, como o que acontece com Lie to Me.

Então, gostaria muito que vocês me recomendassem doramas que fugissem um pouco do clichê. Não que tenha deixado de gostar de Personal Taste, mas quando penso em dramas como I Miss You, não quero ficar sofrendo de desidratação na frente do PC - risos. Personal Taste ainda tem um lugar totalmente especial no meu coração, mas eu não tenho mais entusiasmo para acompanhar histórias assim. Então, amores do meu coração, agradeço desde já as sugestões de vocês que podem ser de j-dramas, c-dramas, k-dramas, tw-dramas, lakorns... então, até a próxima!! Kissu...

domingo, 28 de maio de 2017

Considerações #8 - Circle: Two Worlds Connected (Primeiras Impressões)

Yoooooo, minna-san!! Como vocês estão? Hoje trago minha humilde opinião sobre o primeiro drama de ficção científica da tvN, Circle: Two Worlds Connected (써클 : 이어진 두 세계). O drama possui no total 12 episódios e ainda está em lançamento. A série estreou dia 22 de maio de 2017 e será exibida até o dia 20 de junho de 2017, todas as segundas e terças, às 23h.

A história é dividida em duas partes. A primeira intitulada "Projeto Beta" e a segunda "Admirável Mundo Novo". A primeira parte se passa em 2017 e a segunda em 2037, vinte anos depois de três acontecimentos sem solução terem acontecido: o suposto suicídio de um jovem universitário, o sequestro de uma criança de 7 anos e o desaparecimento de dois irmãos gêmeos.

Circle: Two Worlds Connected, drama coreano (2017)

Os três casos, que nunca foram solucionados pela polícia, voltam à tona na segunda parte da série, mostrando que esses acontecimentos têm relação entre si. E não apenas isso, que esses acontecimentos escondem uma trama muito maior por trás.

Tudo começa em 2007, quando Kim Woo Jin e Kim Bum Gyun (os irmãos gêmeos que desaparecem dez anos depois), são perseguidos por uma força misteriosa que acabam desconfiando ser uma alienígena (Gong Seung Yeon). No entanto, essa alienígena assumiu a forma de uma mulher que, posteriormente, vai embora levando o pai dos dois irmãos embora para sempre. Desde então, Bum Gyun fica obcecado em encontrar a alienígena e se propõe a fazer o possível e o impossível para provar que ela está por trás de vários assassinatos.



Já em 2017, conhecemos Woo Jin (Yeo Jin Goo) tendo que manter sua bolsa na universidade e tendo que pagar as contas da sua avó doente, enquanto seu irmão mais velho, Bum Gyun (Ahn Woo Yeon) está cumprindo pena por se envolver num incidente com um taser.

Após sair por bom comportamento, Bum Gyun vai morar com o irmão, mas sua obsessão é tão grande sobre a alienígena, que ele passa a perseguir a jovem Han Jun Yeon (Gong Seung Yeon). Por um instante, Woo Jin passa a perseguir a garota, mas acredita que ela não é uma alienígena e que seria impossível ela não ter envelhecido nada em 10 anos. Entretanto, após o desaparecimento de Bum Gyun, Woo Jin descobre que Jun Yeon não é tão inocente assim.



O ano é 2037. A Coreia vive dividida em dois territórios: a Terra Inteligente e a Terra Comum. Os que vivem na Terra Comum estão sujeitos há viverem em péssimas condições, enquanto os moradores da Terra Inteligente desfrutam de uma vida tranquila e feliz. Mas tudo isso somente até um assassinato acontecer. A Terra Inteligente vivia há 15 anos sem crimes ou homicídios, pois todos os habitantes aderiram ao uso do Sistema Humano B, no entanto, o que ninguém sabe é que esse sistema não tem apenas a finalidade de evitar crimes, o buraco é muito mais embaixo.

A famosa calmaria da Terra Inteligente é abalada mais ainda quando o detetive da Terra Comum, Kim Joon Hyuk (Kim Kang Woo), fica responsável pela investigação. Mas Joon Hyuk não está na Terra Inteligente apenas para solucionar o caso, ele precisa encontrar logo seu irmão e enfrentará uma trama que ele sequer imagina. Será que a Terra Inteligente é um lugar tão maravilhoso quanto pintam? E onde foi parar a alienígena que os irmãos gêmeos conheceram quando crianças?



Se você curte histórias de ficção científica como eu, não pode deixar de acompanhar esse dorama. Assisti apenas aos dois primeiros episódios e já estou com gostinho de quero mais. A trama parece ser bem interessante e aos poucos você vai entendendo como esses dois mundos estão conectados. Torço para que seja uma ótima história, pois faz muito tempo que não vejo uma boa série sci-fi. No mais, super recomendo esse drama para todos aqueles, que assim como eu, amam sci-fi. Não sei se algum fansub está legendando, mas quem tiver conta no DramaFever pode acompanhar os episódios legendados em português. Até a próxima, minna!! Kissu...

domingo, 7 de maio de 2017

Considerações#7 - Você já Valorizou a sua Scan ou Fansub Hoje?

Yooooo, minna.... vamos falar de uma coisa séria? Prometo que não vai ser demorado nem enfadonho, mas apenas um papo cabeça sobre umas coisas que andei observando recentemente. O lance é o seguinte, vocês andam valorizando as scans e os fansubs que GRATUITAMENTE traduzem e legendam as histórias que vocês mais gostam?



Fazia um certo tempo que eu queria falar sobre isso com vocês. Sobre minha tristeza com alguns fansubs fechando ou entrando em hiato por tempo indeterminado e várias, mas várias scans fechando ou restringido o acesso dos usuários. Parece besteira, até porque você que usa o MangaHost ou o MangasPROJECT ou o Yes Mangás ou qualquer outro site de leitura online [que NUNCA, MAS NUNCA na vida respeitou o trabalho duro das scans] não vai entender minha preocupação.



Tudo começou quando percebi que algumas scans estavam há meses sem postar uma notícia sequer e algumas delas, como a Kokoro Nin-Nin e a Yaoi Toshokan, anunciando o encerramento de suas atividades. Outras, como a Momo Sensei e a Shoujo Scans, há um ano não postam atualizações. Mas muitos de vocês devem estar aí pensando, Mas e daí? Eu estou lendo meu mangá em algum leitor online qualquer. De fato, você está lendo, mas já percebeu que aquele mangá não tem um capítulo novo há milênios? E você sempre fica se perguntando por que ninguém traduz esse mangá que você tanto ama? Pois é. Você está no lado escuro da força. Não está valorizando a sua scan/fansub.



Não é nada difícil fazer isso. Por incrível que pareça, leitores onlines como MangaHost, MangasPROJECT, Yes Mangás, Central de Mangás [dentre outros, com algumas raras exceções, como o Union Mangás, mas que ultimamente começou a decepcionar muita gente ao usar práticas semelhantes], colocam os "créditos" da tradução às scans que traduziram aquele projeto, mas apenas para fingir que não pegaram sem permissão. O que quero dizer com isso é que você pode descobrir quem traduziu e assim ir diretamente ao site da scan. Simples assim. Mesmo com a covardia de se apossar do trabalho das scans, ao menos é possível chegar até a scan e dar valor a quem realmente merece o reconhecimento pela tradução.



Algumas scans aderiram à campanha Valorize a sua Scan, como a Toshi wa Yume, Dimichan, Otaku no Yume, My Otaku Way, FY Mangás, Mundo Otaku Scans, Fascínio Asiático, Antique Mangás, Lady Otomen, Redisu e Scarlet Rose. Dessas, infelizmente, o My Otaku Way (MOW) acabou. Assim como outras scans, como a Koisei Scans, a Pururin, a Shin Sekai dentre outras. É extremamente importante fazer algo simples como dizer "Obrigado pelo projeto". Comentar, compartilhar, levantar o ego e a moral das scans. Além disso, coisas desse tipo não ficam restritas apenas às scans, os fansubs que legendam os nossos doramas preferidos também acabam sofrendo com a ingratidão dos fãs. Um exemplo disso é sabermos que fansubs como Yö Dramas, Ohayo Dramas, DramaFans, Sora~D Fansub fecharam e scans como a Siwon Fansub e JDramas Fansub entraram em hiato por tempo indeterminado.



Quem sou eu para querer mudar o mundo, mas se nós todos estamos no mesmo barco e amamos ler mangás, ver animes e doramas é preciso que façamos alguma coisa. Sua inércia e a sua falta de consideração podem ser responsáveis pelo fechamento de diversas scans ou de que a maioria delas comece a limitar o acesso apenas para convidados como a Fascinating Mystery Scan fez. Então, vamos valorizar as scans e os fansubs que tanto trabalham duro e de graça para fazer a felicidade de todos nós. Ser grato por isso e saber valorizar são coisas simples que podem evitar que mais scans e fansubs fechem ou entrem em hiato. No mais, era isso, minna... Espero sinceramente ter tocado o coração de vocês. Até a próxima... Kissu.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Considerações #6 - Doctors (Primeiras Impressões)

De fato, esse drama chegou para abalar as estruturas de todo dorameiro que se preze. Fãs e não fãs de Park Shin Hye podem se deleitar com a diva brilhando em mais uma série de sucesso. E mesmo eu sendo fã declaradíssima dela, super suspeita para falar, não poderia deixar de mencionar o fato de ela realmente estar divando!!

Shin Hye chegou com tudo nesse drama. Com direito a nos deleitarmos com uma atriz mais madura, num papel totalmente diferente dos papéis que estamos acostumados a vê-la atuando. Shin Hye está num momento que podemos chamar de trinfante na sua carreira. A escolha dela para interpretar a Hye Jung foi muito acertada, e mesmo para aqueles que não são fãs, a Shin Hye está muito bem e isso é inegável.

Doctors, drama coreano (2016)

Ela emagreceu para o papel, estudou ao máximo sobre ser neurocirurgiã, aprendeu artes marciais, não usou dublês na maioria das cenas de luta e está im-pe-cá-vel. Sua personagem tem atitude, tem personalidade, tem carisma, tem autoestima elevada, tem determinação. E tudo sem ser clichê ou enfadonho.

Kim Rae Won também brilha nesse drama. O oppa da vez a contracenar com nossa diva tem uma carreira bem consolidada e no drama faz o papel do Doutor Hong Ji Hong. O mesmo é herdeiro do hospital dirigido pelo seu pai adotivo, mas ele é o tipo de cara que não se interessa por isso. Mas a vida lhe ensinou a ser médico novamente e a se dedicar à carreira que por alguns anos deixou de lado.

Enquanto leva a vida de forma pacata como professor, Ji Hong conhece Hye Jung e Jin Seo Woo (interpretada por Lee Sung Kyung). Ambas começam como amigas, até Hye Jung roubar a cena e o coração de Ji Hong. Além disso, depois de uma grande confusão, daquelas que dá vontade de pegar a vilã e dar uma surra nela (gente, como me roí de raiva dessa Seo Woo e mesmo depois de ela aparecer mais velha, ela não me convenceu como médica, mesmo a Sung Kyung sendo uma boa atriz), Hye Jung e Seo Woo tornam-se rivais. Não pela vontade da Hye Jung, vale salientar.



Treze anos depois, Ji Hong e Hye Jung se reencontram no mesmo hospital, agora como colegas de trabalho. Esse drama está muito eletrizante. Não é apenas um mero drama médico que foca apenas no hospital ou nas doenças dos pacientes. Existe um drama de fundo, existe a vida dos personagens e as relações interpessoais de cada um. Existe aquela antiga rixa pessoal entre Seo Woo e Hye Jung. Existe aquela paixão que foi atropelada e arrasada, mas que ainda está lá, firme e forte. Existe a amizade maravilhosa entre Hye Jung e Soon Hee (Moon Ji In). Existe a realidade frenética e tensa do hospital, enfim...

Confesso não ser fã de dramas médicos, nunca assisti a nenhum do gênero (com exceção de It's Okay, That's Love, que não sei se posso dizer que é um drama médico), mas por causa da Shin Hye estou dando uma chance e estou amando. Minhas primeiras impressões até agora são as melhores possíveis e estou extremamente ansiosa pelos demais episódios. Não sou de assistir dramas assim que lançam, porque sou uma ansiosa patológica, então, eu sofro muito com o lançamento dos episódios, mas Shin Hye consegue me fazer passar por isso.

Gente, nem mesmo os críticos ferrenhos da Shin Hye, que avaliam sua competência em atuar como saber dar um beijo ou não, devemos lembrar que nossa cultura é diferente, beijo para nós é algo tão natural quanto 'dar bom dia'. Mas para orientais, isso não funciona assim. Shin Hye é uma atriz que a cada drama que faz, evolui com as personagens e desde Pinocchio isso ficou claro. Ela vem amadurecendo bastante e se tornando uma atriz que se desafia a cada dia mais e não é sua performance em dar beijão de língua que vai determinar isso. Sobre o Kim Rae Won não sei o que dizer. Estou adorando ele, mas esse é o primeiro drama que vejo com ele. A Sung Kyung é uma ótima atriz, conheço ela dos dramas It's Okay, That's Love e Cheese in the Trap, mas confesso que até agora, ela não conseguiu me conquistar como médica nem como personagem.



É óbvio que o drama tem seus defeitos, mas para mim, isso passa tão despercebido que só consigo visualizar os pontos positivos. Estou super animada com a história, com os atores, com os personagens, com as atuações, com a temática, enfim... muita coisa de fato está me agradando. Não sei daqui para a frente como será, até porque o drama terá 20 episódios e em 20 episódios, podem surgir muitas cagadas, muitas mudanças de roteiro e esse é o meu medo. Tenho receio de que os roteiristas se empolguem tanto com o sucesso da série que acabem dando um rumo totalmente diferente a ele. Além disso, e agora vou soltar um grande spoiler, tenho medo de que façam a Hye Jung ser consumida pelo desejo de vingança pela morte da avó. Essa pegada é interessante, mas espero que a vingança não roube toda a cena.

No mais, estou adorando cada episódio. A Shin Hye está tão maravilhosa que fica chato do tanto que eu já disse isso. Achei o Rae Won muito perfeito até o momento e siiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmm, o casal formado por ele e pela Shin Hye é muito fofo. Estou me roendo com a forma que acabou aquele episódio 4. Eu assisti em inglês mesmo, sem entender bulhufas, vale salientar, mas o que foi aquilo? Quero mais.... estou muito ansiosa... muito empolgada e com medo de me decepcionar. Mas, vamos torcer para o bom andamento desse drama, porque desde o lançamento, acho que ele promete. Espero de coração não me decepcionar. E desde já, recomendo. Super recomendo. Tem no Viki e no DramaFever para ver online e para os que preferem fazer o download, a legenda está por conta da equipe do Fighting Fansubs. Então, aproveita para se cadastrar... e que venham mais episódios!! Até a próxima, minna.... Kissu....

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Considerações #5 - Sobre Scarlett Johansson ser a protagonista de Ghost in the Shell no cinema

Para os grandes fãs de cyberpunk e de Ghost in the Shell mais uma notícia sobre esse mangá gera sempre apreensão e entusiasmo. O mangá de volume único do autor Masamune Shirow conta a história de uma sociedade dos anos pós 2029. Essa nova era é marcada pelo uso de tecnologias avançadas como a possibilidade de fundir o cérebro humano a computadores.

A protagonista da série é Motoko Kusanagi, também chamada de Major, por ter feito parte das forças armadas. Dentro do universo de Ghost in the Shell, Motoko lidera as investigações das forças táticas da Seção 9, além de ter habilidades sobre-humanas por ser praticamente uma cyborg. Os únicos vestígios humanos de seu corpo são o cérebro e parte de sua medula espinhal.



Ghost in the Shell ganhou vários filmes em animação, além de uma adaptação para anime, uma continuação do mangá em 2002 (11 anos depois da publicação do primeiro mangá) e duas versões de jogos para Play Station. Tudo isso somado ao sucesso da série que sempre arrasta diversos fãs de histórias do gênero. Entretanto, apesar dos rumores de que o filme ganharia uma adaptação fílmica financiada pela Paramount Pictures, nada me deixou mais apreensiva do que ver a lista com os atores escalados para os papéis.

Por ser um universo distópico, sem muita ligação com a cultura tradicional japonesa, a facilidade de transportar a obra para outro país e fazer uma adaptação se torna possível, mas ainda é bem estranho aceitar de braços abertos a Scarlett Johansson no papel da Major. Não que ela seja uma péssima atriz, coisa que eu não acho, gosto muito dela, mas gente, pensa comigo: é um filme com personagens japoneses sendo interpretados por atores americanos falando inglês.



Talvez isso não seja um grande problema para a grande maioria das pessoas acostumadas a verem filmes americanos, mas para quem é fã da série e de cultura japonesa assistir a um filme tão esperado ouvindo o nome da Motoko e vendo a cara da Johansson gera um grande estranhamento. É não abrir oportunidades para atores japoneses atuarem. Vi muitos comentários por aí dizendo que atores japoneses estragariam o filme, como o exemplo da desastrosa adaptação de Attack on Titans. Já outros estão mais apreensivos ainda com o fracasso que esse filme venha a ter, usando como exemplo a adaptação de DragonBall (que dispensa comentários de tão ruim que foi).

De fato, a priori, para muitos aliás que desconhecem qualquer coisa de outra cultura, a escolha da Scarlett não interfirirá em nada. Aliás, será até bem recebida, porque muitos marmanjos estão loucos para saber se vai ter nudes no filme (porque o mais importante de Ghost in the Shell é ver a Motoko nua ¬¬). Mas para quem está habituado à cultura japonesa, pode ser algo mais indigesto. Falo por mim. Estou ansiosa para ver como vai ficar o filme? Sim, estou. Mas também preciso problematizar o até quando Hollywood fechará as portas para atores que fujam do estereótipo hollywoodiano de ser.



Quando estavam fazendo a escalação para o filme Memórias de uma Gueixa, se escolhessem qualquer atriz americana, ninguém aceitaria tal personagem. Afinal de contas, gueixas são japonesas e uma loira ocidental seria o cúmulo do cúmulo. Em contrapartida, quando um anime de grande sucesso tem a oportunidade de virar um filme de Hollywood, atores japoneses continuam de fora, pois eles só ganham papéis que só eles podem fazer, como o papel de uma gueixa, por exemplo.

Vi muita gente ficar feliz com a participação de um ator coreano no filme Maze Runner, mas não ficariam felizes se atores japoneses fizessem o papel de japoneses no filme de Ghost in the Shell. O que é isso? WTF?? Meus amores lind@s da tia, saca só, não podemos ficar mal acostumados a só engolir tudo o que vem dos EUA. Aceitamos calados os filmes deles, as músicas, os produtos, as HQs, os costumes, o estilo, enfim, uma gama de coisas. Praticamente, sei que muita gente odeia filme nacional pelo simples fato de ser made in Brazil. Não é errado gostar de filmes hollywoodianos ou de tudo que venha dos EUA, o problema é não saber dar valor ao que é nosso.



Kikuchi Rinko no filme Pacific Rim (2013)

Ghost in the Shell é uma obra japonesa, que tem personagens japoneses. Nada mais óbvio do que se os atores fossem japoneses. Gosto muito da Scarlett e acho muito importante representatividade feminina no cinema, mas também acho importante que outros atores, outras etnias também tenham as mesmas oportunidades. Não nos incomodamos em ver filmes americanos ruins, como toda aquela babaquice de American Pie, mas nem pestanejamos quando falamos mal de filme nacional. Aliás, existem filmes maravilhosos feitos no Brasil, por sinal. Mas sem fugir do assunto, o que quero dizer é que essa postagem é apenas uma opinião minha.

Vi a notícia do anúncio da Scarlett no papel da Motoko e senti a necessidade de falar sobre isso. Eu vejo filmes nacionais, franceses, italianos, sul-americanos, espanhóis, coreanos, japoneses, indianos, hollywoodianos etc. Mas uma coisa é eu assistir a vários filmes de nacionalidades diferentes, outra bem diferente é fazer de conta que o que é bom vem apenas de Hollywood. Vamos melhorar, né? E sim, eu continuo dizendo que a Motoko deveria ser interpretada por uma japonesa, como por exemplo, pela Kikuchi Rinko, que estava impecável em Pacific Rim (Círculo de Fogo, no Brasil), ao contrário do protagonista (vale comentar ainda que a Rinko estava ótima para um filme que nem ficou lá essas coisas...).

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Considerações #4 - Zero no Tsukaima

Yoo, Minna, como vocês estão? Eu estou ótima, minto, de saúde sim... Mas ansiosa, tenho prova de Física II para fazer hoje à noite... Eu confesso que não estudei tanto, então que seja o que Kami-sama quiser, não é mesmo? (risos). Mas sem me lamuriar ou me lamentar, vamos ao que interessa =D

Como na postagem de Zero no Tsukaima eu comentei que tinha me dado vontade de ver o anime, pois é. Eu assisti. Terminei de ver a primeira temporada hoje de madrugada... E, algumas considerações sobre ele precisam ser feitas.



Fazia um tempinho que eu já tinha lido o mangá, é bem verdade que eu não lembrava de toda a história, o que é bastante compreensível, por isso resolvi ver o anime e gradualmente fui me lembrando um pouco da história toda e tenho que dizer, o anime é muito curto e não dá muita dimensão do todo. Mesmo sendo baseado no mangá desenhado pela Nana Mochizuki, o anime não dá conta de toda a história proposta no mangá e/ou no live-action da Noboru Yamaguchi.

A Tiffania não aparece na 1ª Temporada do anime, acredito que seja apenas uma personagem do anime, ou retirada de um dos light novels, vale salientar que Zero no Tsukaima, além de ter ganhado mais três temporadas de anime e mais alguns três ou quatro light novels, ou seja, muitos personagens devem ter surgido, inclusive, a personagem Tabitha ganhou um light novel só para ela, Tabitha's Adventures. Mas continuemos, além de Tiffania não aparecer no mangá da Nana Mochizuki e nem na 1ª temporada do anime, o segredo por trás da péssima magia de Louise não foi muito focado. Pior, a forma como a Louise descobriu isso foi tão esdrúxula que foi como um insulto para quem já leu o mangá. Como assim ela entra em transe?! A Louise está a todo momento consciente de sua magia e não entra em transe hora nenhuma. O anime simplesmente não deu espaço para que a Louise descobrisse a real natureza do seu poder. Isso foi omitido e transformou a descoberta disso num transe que teve mais a ajuda da espada falante do Saito do que da própria Louise. Eu, particularmente, detestei isso. A Louise é uma personagem inteligente e intuitiva, isso deveria ter sido focado no anime assim como aparece no mangá.

Cena do capítulo 35, volume 7.

Ao assistir ao anime, lembrei-me de personagens interessantes, como a ladra Fouquet, o pó desintegrador; Wardes (o noivo de Louise) e da plebeia, Siesta, que por incrível que pareça, tem ligação com o Saito, porque seu bisavô era um antigo soldado da segunda guerra mundial que de alguma forma acabou indo parar ali, dessa forma, ela é a única descendente do Japão além dele. O que faz com que eles se tornem muito amigos.

Sobre a ladra Fouquet, ela trabalha disfarçada dentro da Academia de Magia, como a ajudante do diretor Osman. Seu nome é Longueville, mas na verdade ela é uma nobre que perdeu o seu título e virou uma ladra de relíquias e artefatos mágicos. Não me lembro bem se no mangá ela é tão fria e calculista quanto no anime, mas creio que ela não deva ter sofrido tantas alterações de personalidade como a Louise.

Wardes, noivo de Louise desde que ela era criança, é um personagem singular. Como eu estava meio esquecida da história, fiquei surpresa quando soube que ele era de fato um traidor de Tristain. Mas fui pega de surpresa, o que foi bom e ruim, pois fiquei muito triste com o final trágico do amor entre a princesa Henrietta e o príncipe de Albion, Walles. Eu senti que no anime, por ele ser curto, acredito eu, a história parecia que era corrida. Os acontecimentos não se prolongavam de um episódio para outro, exceto no final, quando Louise quase se casa com Wardes e desse não-casamento é que se desencadeia a queda do reino de Albion e o grupo Reconquista declara guerra a Tristain.



Outra coisa que me deixou muito incomodada no anime foi a não explicação do que cargas d'água a Tabitha foi fazer no lago. Claro que o espírito da água estava enraivecido por terem roubado o seu anel sagrado por isso começou a inundar tudo, mas o porquê de a Tabitha ter que derrotá-lo? Ela ganharia o que com isso? A sua família a renega e a incumbe de tarefas inúteis, mas dessa vez fiquei boiando... Cadê o desdobramento disso para a história? Além disso, Tabitha se apaixona por Saito, mas isso não é retratado no anime.

Além de todas essas coisas, não é mostrado como o relacionamento de Saito e Louise vai evoluindo com o tempo. Ela, apesar de ainda agredi-lo, passa a deixá-lo dormir em sua cama com ela. No anime, Louise trata Saito super mal e vive batendo nele, e não, ele não dorme na mesma cama que ela, certamente isso acontece nas temporadas mais à frente. Na 1ª temporada, o que mais se vê são cenas dos ciúmes super aflorados da Louise quando vê o Saito ora com Kirche, ora com Siesta.

Outra coisa que fiquei meio aborrecida foi com o fato de a história focar apenas no Saito. Eu sei que Zero no Tsukaima é um shounen, mas no mangá, a protagonista é a Louise junto com o Saito e não só ela ou só ele. No anime, a história gira mais em torno do Saito. A Louise mais parece uma coadjuvante do que uma protagonista. Sinceramente, não gostei muito do que o anime fez com a história... Perdeu-se muito da essência do mangá.



Obviamente, fica mais do que claro que ler o mangá é muito importante também. Principalmente, quando partes da história são modificadas ou alteradas significativamente. Resolvi escrever essa postagem de considerações, porque na postagem anterior, havia muita informação que não passa no anime. Recomendo que se você assistiu ao anime, também leia o mangá. O light novel pode ser encontrado para download no site do Mangás Space. Para ler o mangá da Nana Mochizuki, é só ir no link do post de Zero no Tsukaima que está linkado no início desta postagem... Então, minna, espero que vocês tenham gostado e eu espero que eu faça uma boa prova hoje de noite... Até mais!! Kissus...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Considerações #3 - Faster than a Kiss

Yoooooo, Minnaaaaaaaaaaa.... Genki desu ka? =3

Minna, terminei ontem (quer dizer, hoje de madrugada - risos) de reler o mangá Faster than a Kiss, da mangaká Tanaka Meka. O mangá completo se encontra para leitura online no site do Union Mangás.

Mas apesar de ter relido, ainda sinto como se algo tivesse faltando. É interessante ver como a Kaji Fumino amadurece ao longo da história, também é interessante quando ela passa a expressar seus desejos e a beijar espontaneamente, no rosto, é claro, o Ojiro Kazuma-sensei... Quem ainda não leu Faster than a Kiss recomendo que não leia essa postagem, afinal, alguns spoilers serão ditos, então, se insistir na leitura é por sua conta e risco.

Ojiro Kazuma, Kaji Fumino e Kaji Teppei.

As cenas de beijo tão esperadas durante o mangá inteiro, obviamente só aparecem no último volume, ou seja, haja paciência para esperar até o volume 12 para isso, mas isso não é muito diferente de muitos mangás que conhecemos, Kimi ni Todoke é um exemplo disso... Aliás, isso é mais comum nos shoujos do que se pensa.

Quantos shoujos lemos ou assistimos que não têm cenas de beijos ou cenas "calientes"? Sprout é um clássico exemplo, mas um exemplo ruim, né? Pois há cena de beijo da protagonista com um ex-namorado, mas não tem nenhuma cena de beijo dela com o carinha que ela ama... Enfim... Na verdade, é muito raro... Acho que algumas mangakás pensam em colocar cenas de beijo, outras não... Será que é difícil de desenhar?

Mas falando de Faster than a Kiss, uma das possíveis traduções para o título é Mais rápido do que um beijo... quase não aparece cena de beijo. Fumino morre de vergonha do sensei e toda e qualquer aproximação dele é recebida de forma negativa. Até mesmo o próprio Ojiro explicita em uma de suas falas que suas investidas são assim justamente para fazer a Kaji se afastar dele. O relacionamento dos dois dura quase dois anos e nesses dois anos, Ojiro sequer a beija, mas o engraçado (só que não) é que Ojiro já deu banho nela, já trocou suas roupas, já tocou seus seios, já beijou seu pescoço, dentre outras "safadezinhas", mas nunca a beijou. Sinceramente, acho isso muito contraditório, mas enfim... 

Quando Kaji finalmente percebe que também sente desejo, ufa!, chegamos numa fase do mangá em que ela já está mais ciente de si mesma, mais madura, porém é o momento em que o pai de Ojiro aparece e os dois têm que se afastar.

Fumino e Ojiro: a cena de beijo que nunca sai.

Sobre o pai de Ojiro, não fica claro o que ele realmente é, a única coisa que é evidenciada é que ele é um homem muito rico e poderoso. Nada mais além disso é dito sobre ele. Outra coisa que também não me surpreendeu muito, foi descobrir o passado "triste" do Ojiro-sensei, na verdade, em muitos aspectos ele foi bastante ingrato, só. Além do mais, outra coisa que não ficou legal, foi ele não ter feito as pazes com o pai, afinal, o pai dele tem que manter a pose, mas tem um bom coração apesar de tudo, no entanto, eles não fazem as pazes.

A família da Kaji também não apareceu muito na história, apareceu tão pouco que enquanto eu relia o mangá, quando ela sai da casa do sensei e descobre que ele não registrou o casamento dos dois, ela vai morar com o tio, só que como ele desaparece totalmente da história, eu quase não lembrava que personagem ele era e fiquei meio que voando até me situar que ele era o tio dela...

Outra coisa que ficou em aberto foi o final do Shouma, irmão mais novo de Kazuma, e de Meg (Margareth Denton). Meg é apaixonada por Shouma, mas ele não lhe dá a menor bola e ainda por cima, ele se apaixona por Kaji que já ama o Kazuma. Resumindo, Meg e Shouma não têm um final feliz... E Shouma ainda continua apaixonado por Kaji... Acho que poderia ter sido evitado esse lance do Shouma se apaixonar pela Fumino, afinal de contas, se era mesmo necessário ter um triângulo amoroso na história, já tinha outro personagem apaixonado pela Kaji, o Kurosawa-kun, que por sinal, também some ao longo da história e quando novamente apareceu, eu mal lembrava dele também.

Momento "caliente".
É óbvio que o final é o mais feliz de todos, não posso contar porque aí seria demais, porém, só adianto que o Kazuma acaba sendo punido pelo pai e aceita essa punição. Ok, eu não entendo muito a questão das famílias tradicionais japonesas, mas a do Ojiro é absurdamente rígida, o sensei já é maior de idade, no entanto, ele é transferido de escola e tem que viver numa ilhota super distante da Fumino. Sinceramente, apesar do final feliz, não foi um final tão feliz assim... Quem lê pode até pensar que eu não gostei do mangá, muito pelo contrário, eu gostei bastante, a questão é que para uma história sobre o "romance secreto de recém-casados" não houve tanto romance assim.

O desenrolar da história foi muito legal, achei bastante interessante, com exceção do triângulo amoroso Kazuma-Fumino-Shouma, a forma como os fatos se sucederam, foram tantos os acontecimentos que eles ajudaram a compensar a ausência de beijos entre a Fumino e o Kazuma. Se não me engano, a única cena de beijo que aparece é a de Meg e Shouma, antes de ela se declarar para ele.

Momento kawaii.
Além dos acontecimentos que bombardearam o relacionamento de Fumino e Kazuma, as cenas "calientes" se mesclam com momentos kawaiis e você mais uma vez esquece que eles nunca se beijam. Na verdade, o sensei beija a Fumino, mas ela estava usando uma máscara de enfermeira quando Kazuma ficou doente ao passar a noite toda na chuva (quando eles têm que passar a noite sozinhos num motel, mas Kazuma deixa Fumino dormindo e vai consertar a moto durante a madrugada inteira enquanto estava chovendo - volume 4).

Os traços dos personagens não são os mais bonitos (mas o sensei é um gato!! principalmente quando está usando lentes ao invés dos óculos), a Fumino, por exemplo, não tem a pretensão de ser aquelas protagonistas fofinhas e frágeis, ela é encrenqueira, sempre está defendendo a Oka-san de algum cara mal intencionado, se irrita muito fácil, mas apesar de tudo, é sincera, honesta e forte, pois quando seus pais morrem, é ela que decide tomar conta do Teppei mesmo que sem a ajuda de ninguém e é aí que ela conhece Kazuma. E depois de tudo isso, ela e o irmãozinho (que é uma gracinha e sempre será, totalmente diferente da Yuzuyu de Aishiteruze Baby que eu não consigo achar uma gracinha) vão morar na casa do sensei.

Retsu e Ryuu são antigos amigos do Ojiro-sensei, que ele "odeia". Eles são os amigos de Kazuma quando este era conhecido por todos como o cara malvado da escola, o Maa-kun. Eles sempre deixam o sensei em situações embaraçosas e o Ryuu sempre dá os conselhos mais sem noção para a Fumino e o sensei... Eles são ótimos, pena que não aparecem tanto na história, apenas o Ryuu que, geralmente, sempre fica tomando conta do Teppei quando isso ou aquilo acontece, além de ser o seu professor no jardim de infância.



A história não chega a ser a mais original de todas, mas é bem divertida... O "romance secreto dos recém-casados" chega ao fim com um final super esperado, mas vamos e convenhamos, às vezes, me dava agonia quando a Fumino ficava envergonhada no dia seguinte depois que o sensei lhe fazia alguma coisa muito safadxenha - risos. Ou então quando o sensei sempre aparecia para lhe defender... Também é bem interessante quando a Kaji passa na universidade por seu próprio esforço e mérito, só não gostei quando ela diz que tudo isso foi graças ao sensei, que ele foi seu salvador... Tão clichê isso, mas enfim... É por isso que nós amamos shoujo >_<

Para encerrar essa postagem, vou postar dois vídeos super fofos... Minna.... quase chorei assistindo...  E a dúvida cruel? São vários vídeos de Faster than a Kiss no youtube, mas espero que vocês gostem dos que eu escolhi... Adoro esses fãs que têm criatividade e técnica suficiente para fazer isso... quando crescer, espero conseguir fazer algo assim também (risos) \\o




 

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