sábado, 13 de dezembro de 2014

Recomendação #1 - Ships e OTP's (page do facebook)

Ohayooooooooooo, minna... Estou aparecendo com mais frequência por aqui, pois é... São minhas férias que estão se aproximando... Quando elas finalmente chegarem poderei assistir (em tempo integral) ao dorama Pinocchio, no Viki já foram postados dez episódios... obaaaaaa, agora só faltam mais dez (risos).

Mas não é sobre esse drama que vim falar hoje... Depois que a minha nee-chan, Joyce Ariela, que ama fazer cosplays (curtam a page dela no facebook, Miho Orihara Cosplay, onegai >_<) me marcou numa imagem no facebook, eu resolvi fuçar a page... E claro, adooooorei, quem nunca passou por essas situações quando vê seu casal preferido junto e algo super fofo acontece?



Antes de qualquer coisa, se você não entende alguns termos, não se sinta desolado, mais pessoas não sabem diferenciar ship de shipper e de shippar, mas cada coisa é uma coisa diferente, eis o tutorial super simples para entender, e claro, se você não entender, vai lá na Ships e OTP's e curte a page!!

Ah, e se você também se sente perdido sobre o que significa OTP e quando algum amigo posta no facebook dele ou no twitter ou em qualquer outra rede, que o ship dele virou um canon, não se desespere, agora tudo vai ficar mais fácil na sua vida... (risos).



Na page Ships e OTP's, você encontra alguns dramas que muitos de nós passamos... Amamos o ship, mas a guria ou guri não te agradam, acontece...

Ou quando o ship que você mais shippa, não fica junto... aí você tem um ataque, passa dias deprimido, mas depois supera (ou não, até hoje não me conformo com o fato de os personagens Hachiko e Nobu não ficarem juntos... e nem me conformo com a Nana e o Ren não poderem ficar juntos nunca... se não sabe do que estou falando, leia Nana, de Yazawa Ai e ame ou odeie essa história, até porque, não existe meio termo para quem lê ou assiste à Nana).

E pior do que isso... Acho que todos entendem o sentimento de que quando um dos personagens do ship morre... Não tem dor maior nessa vida... #LutoForever (sinto isso até hoje, mas não vou dar spoiler).




Além disso, a gente ainda tem que aguentar quando nossos amigos (sorry, meus lindos... mas é verdade) não entendem nossos termos técnicos, digamos assim (risos). Acontece, é fato. E mais sem noção do que isso é quando eles escutam "errado" o que falamos, aí, fica mais difícil evitar a zoação...

Mas como muitos de nós passa por isso, vale super a pena curtir essa page que entende muito bem nossos dramas existenciais... quem não shippava a Menma com o Jintan, em Ano Hana, não sabe o que é detestar a Anaru (risos)... entrando no clima do Ships e OTP's... sentiram o drama? Então, minna, não deixem de dar um like lá na page... Até a próxima, ja ne!!



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Enciclopédia Animangá - Manhua, Manhwa, Mangá

Quando se fala em histórias em quadrinho orientais, nos vem logo à cabeça os mangás. Aliás, poucas pessoas sabem que existem diferenças entre as histórias em quadrinho orientais, afinal, no Japão, Coreia e China existe uma tradição milenar e cultural que os separa anos-luz em quase tudo, logo, por uma questão de lógica, é esperado que cada país tenha sua forma particular de fazer cartoon e HQs.  

Logo, podemos dizer que:

No Japão são publicados MANGÁS;
Na Coreia MANHWAS e;
Na China MANHUAS.

Além das diferenças culturais, já que vira e mexe, é mais comum do que se imagina a inserção de elementos folclóricos em cada obra (o que para pessoas leigas, requer conhecimento sobre isso, se não, pode comprometer a sua leitura), há outras diferenças importantes. Vamos conhecê-las?

Manhua:

O manhua é o hq feito na China. Os manhuas são classificados em infantis, de ação e políticos. Além disso, o sentido de leitura é da esquerda para a direita, ou seja, obedece o sentido de leitura ocidental (o nosso).

Sobre o traço, os manhuas costumam ter personagens mais realistas, ou seja, cujas feições se aproximam ao máximo da realidade. Outro detalhe é que as histórias costumam ser, em sua maioria, todas coloridas. Como exemplo, podemos citar China Girls e Fated to Love You. Todas as páginas são coloridas e os personagens são caracterizados o mais próximo possível com os traços reais. Outros exemplos de manhuas são: School Shock e The Ravages of Time.




Manhwa:

O manhwa é o hq coreano. Ele é dividido em histórias para meninos e meninas e para jovens adultos. Assim como os manhuas, o sentido de leitura também obedece o sentido ocidental: da esquerda para a direita.

Nesse tipo de hq, os traços apresentam os rostos dos personagens com feições exageradas e olhos bem marcantes. Apesar de o rosto ser exagerado, o desenho do corpo adota proporções mais fiéis aos corpos reais. No entanto, os corpos são bem esbeltos e esguios. Os manhwas costumam ser totalmente coloridos e, muitos deles, são postados diretamente na net, ou seja, os webtoons. Alguns exemplos de manhwas, podemos citar: Savage Garden, Nineteen, Twenty-One (webtoon), Tarot Café, Full House, Hot Blooded Woman, etc.



Mangá:

Mais famoso e bem mais conhecido que os citados acima, os mangás são escritos no Japão e costumam ser classificados em gênero, quase nunca por temas. Como já vimos sobre isso aqui, mas só relembrando, os mangás são classificados em kodomo, shoujo, shounen, josei e seinen.

Os traços são os mais diversos possíveis, os mangakás usam e abusam disso. Além disso, diferente dos manhwas e manhuas, o sentido de leitura do mangá é o oriental, da direita para a esquerda. Outra coisa é que nos mangás, é comum aparecer nudez, o que não ocorre com frequência nos manhwas e manhuas e os olhos dos personagens são bem característicos. Além disso, outro detalhe particular ao mangá é que os ideogramas que aparecem nos quadrinhos não só representam onomatopeias, como também fazem parte da arte.



Como exemplos de mangás, você pode bisbilhotar aqui no blog e encontrar várias sugestões. Agora ficou mais fácil entender esse mundinho que a gente tanto ama... Até a próxima, meus queridos... Ja ne!!

sábado, 6 de dezembro de 2014

Blanc Marié (Oneshot)

Achei esse oneshot por acaso... nem ia começar a ler, mas quando vi que era da Yoshihara Yuki, resolvi dar uma oportunidade, afinal, estou lendo (e gostando de) Chou yo, Hana yo, (também da Yoshihara Yuki) então, por que não dar uma chance? Comecei a leitura e, minna, não me arrependi. Histórias sobre casamento podem ser bastante divertidas ou bem diferentes...

Título: ブラン マリエ/ Blanc Marié
Mangaká: Yoshihara Yuki
Gênero: Comédia, Cotidiano, Josei, Romance, Smut
Outros Títulos: Chou yo Hana Yo (2006)
Publicação: Oneshot (2009)

Blanc Marié, oneshot da mangaká Yoshihara Yuki (2009)

Sinopse: Kiriko conheceu o cara dos seus sonhos e ele a pediu em casamento... mas o sonho virou pesadelo quando ele a deixou plantada sozinha no altar. Se vendo largada no altar e ainda assim ter que continuar o casamento, Kiriko ainda tem que suportar as traições do marido e a paixão repentina que começou a sentir pelo cunhado, Kido Soujirou.

Poucos joseis conseguem ser tão fofos quanto essa história. Blanc Marié nos conta a história de Kiriko que se casa com Kido Kazuomi, mas o que tinha tudo para ser felicidade só lhe trouxe tristeza e humilhação. Kazuomi não só a largou no altar como sequer nunca ia para casa, deixando a esposa entregue na casa de seus pais e do irmão enquanto se envolvia com outras mulheres como se ainda fosse solteiro.

Gostaria de contar mais detalhes sobre a história, mas oneshots são bem curtinhos e estragar a surpresa é algo extremamente tenso, então não vou falar mais nada. Só adianto que a história conseguiu me cativar e o final é super meigo. Quem me dera ter um cunhado lindo desses... (risos). Vale a pena conferir... Recomendo. Blanc Marié faz parte da coletânea Venus ni Arazu, da mesma autora.


Oneshot em português:

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

China Girls (Manhua)

Terminei de ler Deadman Wonderland hoje, mas não me sinto preparada psicologicamente para falar dele agora... Ainda preciso digerir tudo o que eu li para poder organizar minhas ideias e jogá-las num post, mas desde já anuncio que amei a loucura daquela história que de insana só tinha o nome, é uma trama e tanto, mas hoje, resolvi falar de um manhua muito legal que encontrei por acaso, desde já, adianto que esse manhua é diferente de tudo o que já li e vi antes.

Título: China Girls (中国女孩)
Gênero: Ação, Drama, Josei, Tragédia
Publicação: Manhua - 1 volume (2010-2013)

China Girls, manhua (2010-2013)

Sinopse: China Girls é um manhua que reúne doze oneshots de autoras chinesas diferentes. Em cada história, é-nos apresentada uma faceta da vida de algumas mulheres e meninas na atual China. São essas garotas chinesas que vivem dramas simples ou complexos, umas tentam superar a tristeza da quase perda do seu cão enquanto outras têm que lidar com uma gravidez indesejada, aborto e a vida adulta tal como ela é.

O que me chamou a atenção nesse manhua foram os traços super realistas e extremamente artísticos que ele tem. China Girls é um manhua, ou seja, é o HQ chinês. Os manhuas são diferentes da maioria dos mangás e manhwas (HQs coreanos), pois privilegiam a expressão extremamente realista dos personagens (falarei mais sobre essas diferenças numa outra postagem).



As únicas histórias que li foram as duas primeiras (já que a tradução dos ingleses tá um pouquinho atrasada): Semente e Separação, respectivamente das autoras A Geng e Xi Ying. Tentei ler as demais, mas sinceramente, já comentei sobre em alguma postagem que detesto inglês, mas enfim, acabei desistindo... Sei que tenho que aprender inglês urgentemente.


Antes de falar sobre a primeira história, optei por falar primeiro da segunda oneshot, Separação. Nessa história, Xi Ying nos mostra uma garota triste e ao mesmo tempo tentando se encontrar. O episódio nos mostra um adeus, a garota simplesmente está se despedindo de um alguém especial, no entanto, há por trás de tudo isso, uma reflexão bastante interessante sobre "qual é o meu lugar sob o sol?". Mostrar quem realmente somos pode ser um grande desafio em nossas vidas.



Optei falar do primeiro oneshot depois, porque ele trata de um tema bastante polêmico e tido por muitos como um grande tabu. Sem condenar nem absolver ninguém, essa história trata de aborto, mas de uma forma tão linda, tão criativa e artisticamente simbólica, que para um leitor menos experiente pode achar que a história só fala de melancia.

No entanto, a história é super sensível e expressiva... E foi isso o que me chamou mais a atenção: a forma com que esse manhua trata de um assunto tão complicado com tamanha simplicidade e suavidade. Além disso, são expostos além do aborto, situações comuns à gravidez indesejada. O namorado da garota não quer que ela continue com a gestação, sendo até capaz de deixá-la, ou seja, de praticar uma forma de aborto pouco condenada na sociedade, que é o aborto social, no qual, o futuro "pai" abandona o "filho" antes mesmo de ele nascer.




Esse manhua foi um dos primeiros a tratar de forma imparcial sobre assuntos delicados e difíceis de lidar, até porque acredito que o intuito dele não era julgar ou condenar, muito menos tentar absolver, mas sim, o intuito de mexer com o seu eu interior de uma forma bastante sutil e até perturbadora. 

Além disso, o que também me chamou a atenção foram os traços delicados, suaves e, ao mesmo tempo, fortes e intensos. Marcando um estilo próprio e totalmente distinto do que estamos acostumados a ler. Se você é daqueles que acha que todo HQ oriental é mangá, precisa se informar mais. Apesar da popularidade do mangá, manhuas e manhwas são diferentes, a começar pelo sentido de leitura, que não é da direita para a esquerda. No mais, super recomendo esse manhua. Ele é único, simples, intenso. Vale a pena acompanhar!! RECOMENDADÍSSIMO!!



Manhua em português:

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Anata ga Watashi to Kurashitara

Acho que muitas pessoas já se pegaram pensando como seria a vida dividindo o mesmo espaço que outra pessoa. Nesse mangá bem divertido da Yamada Kanan, nossas heroínas vivenciam o drama e as alegrias de dividir a casa com outra pessoa.

Título: あなたがわたしと暮らしたら/ Anata ga Watashi to Kurashitara (Se eu vivo junto com você)
Mangaká: Yamada Kanan
Gênero: Cotidiano, Josei, Romance, Smut
Publicação: Mangá - 1 volume (2010)

Anata ga Watashi to Kurashitara, da mangaká Yamada Kanan (2010)

Sinopse: Anata ga Watashi to Kurashitara é uma coletânea que reúne seis oneshots da mangaká Yamada Kanan. As histórias giram em torno da vida de seis mulheres diferentes (algumas que mantêm relação entre si) que passam a dividir o apartamento com outra pessoa, sobretudo, algum cara que conheceram e se tornaram seu companheiro.

As histórias são bastante divertidas. Cada uma trata de um drama ou alegria em particular. O primeiro oneshot fala  de uma estudante universitária que se apaixona por Umezono Kouta, mas ela fica sabendo que ele prefere garotas com cabelo longo e ela tem o cabelo curto, para resolver o "problema", Momochi Ai compra uma peruca. O fato é que Kouta começa a frequentar todos os dias a casa da namorada que se vê sempre em desespero de ele descobrir que seu cabelo comprido é, na verdade, uma farsa.

O segundo oneshot traz a história do casal Saki e Masaya. Ambos decidem morar juntos, porém, por causa do trabalho, Masaya mal aparece em casa, o que deixa Saki super ansiosa e indecisa: será que ainda valia a pena morar junto com o namorado quando eles quase nunca se viam?

O terceiro oneshot nos traz a estudante sem teto, Tsukiyama. Sem ter onde morar, Tsukiyama procura o amigo Kanaya, que sempre oferecia estadia a amigos quando eles necessitavam. Aceitando hospedá-la por uns dias, os dois acabam se apegando e... o resto dá para imaginar (risos).




Mayu e Yoshitaka acabaram morando juntos por causa do trabalho: Mayu é design e Yoshitaka o seu assistente. Para não atrasar a entrega dos projetos, acabaram se vendo dividindo a mesma casa. No entanto, Mayu não parece tão satisfeita com a situação, já que Yoshitaka é um tremendo folgado. Mayu sempre foi apaixonada por caras que sabem cozinhar e agora se vê dividindo a casa e a vida com um cara que sequer é delicado com ela.

Sobre esse oneshot, devo dizer que foi um dos que mais gostei. Mamiko dividia o apartamento com o ex-namorado, que era estrangeiro e tinha os olhos azuis. Mas o relacionamento dos dois acaba e ela descobre que ele vai se casar com outra mulher, também estrangeira. Para sua frustração, ela conhece Joshua, um rapaz também estrangeiro que acaba dividindo o aluguel do apartamento com ela, no entanto, como Mamiko conseguirá dividir a mesma casa com o cara que lembra os mesmos olhos azuis do seu ex?

Esse oneshot foi um dos que eu achei mais legal. Tanaka Midori acaba morando no apartamento da melhor amiga, Mai, que após terminar o namoro (com o cara que era seu vizinho) resolve se mudar e deixa a casa para a amiga. No entanto, há um buraco relativamente grande na parede da sala do apartamento, que separa a casa de Mai da casa do seu ex. O que faz com que o contato com o tal vizinho seja inevitável e quando Midori percebe já está apaixonada por Nakanishi. E agora, como resolver isso?

Se você é um fã de josei e gosta de cenas picantes, não pode deixar de conferir esse mangá. Apesar de os traços não serem os mais bonitos, Yamada Kanan consegue dar um rumo criativo e bem divertido a cada história. Vale a pena conferir, recomendo.



Mangá em português:
Scan: Baka Neko
Ler online: MangasProject

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

17-sai: Hajimete no H (Mangá)

Comecei a ler esse mangá porque gosto de coletâneas... E uma coletânea que reúne histórias de Shinjo Mayu sempre vale a pena conferir... Só adiantando, o mangá reúne sete oneshots do gênero shoujo, com direito a algumas cenas com "pitadas" de smut (mas nem vá se alegrando muito, são só umas pinceladas mesmo e pronto...) que tratam da primeira experiência sexual de algumas garotas até os seus 17 anos.

Título: 17-歳: 初めて の H/ 17-sai: Hajimete no H/ First Sexual Experience at Age 17
Gênero: Drama, Romance, School Life, Shoujo, Smut
Publicação: Mangá - 1 volume (2001)


17-sai: Hajimete no H, antologia (2001)

Shounen no Susume/ A Boy's Suggestion (Shinjo Mayu)


Sinopse: Kana Ishijima espera encontrar o namorado perfeito, já que está no seu último ano da escola e nunca namorou. Num belo dia, um kouhai do primeiro ano, Takuya Yagami, se declara para ela, mas ela fica chocada, por que ele é mais novo do que ela e acredita que ele só está blefando.

Impossível não achar essa história fofa. Acho super legal esse dilema de namorar um cara mais novo, eu passei pela mesma coisa antes de começar a namorar meu namorado, mas isso não vem ao caso agora, risos. O que acho interessante é que a Kana desencana (adorei o trocadilho!) no final e isso é ótimo para ela e para o Yagami.


Virgin Beast (Minami Kanan)


Sinopse: Katsuragi Mio é uma garota virgem, que cansada de tentar perder a virgindade com o namorado Daiki, termina o namoro por causa da grosseria dele (e impaciência) por não suportar os mimimis dela na hora H. Numa conversa com a sua melhor amiga, Mio acaba procurando Tsukahara Masaho, mais conhecido por todos como o assassino de virgens.

Ok, vamos falar sério agora. Virgin Beast não passou no teste. Não gosto dessas narrativas: menina louca para perder a virgindade, conhece um cara bruto, é quase estuprada e depois se apaixona por ele. Não acontece bem nessa ordem, pois ele se apaixona por ela primeiro, mas fica algo bem duvidoso, já que o cara prometeu que ia "tirar" a virgindade da moça como se fosse conquistar um troféu ou prêmio. Gente, sinceramente, tirar a virgindade? Moço, você é machista e se acha demais.

Brincadeiras à parte, eu já falei algumas vezes aqui que não curto histórias em que as moçoilas não tomam decisões sobre a sua própria sexualidade, maaaaaas estamos falando de obras orientais, muito tabu ainda e isso deve ser algum tipo de perversão super pervertida na cabeça das gurias japonesas, é a única explicação que eu encontro pra isso. Mas para quem gosta desses enredos, tá no caminho certo.


Daitan ni Ikou "Become Daring"!/ Let's go be Daring! (Ayukawa Mio)




Sinopse: Yoshino é apaixonada por Matsuri Kanou, mas o cara é péssimo nos estudos, já que passa mais tempo treinando do que estudando e sequer sabe que ela existe. Depois de um mal entendido, ela e Kanou acabam se conhecendo e passam a estudar juntos, já que os dois guardam como segredo que estudar sem as roupas de baixo pode melhorar as notas.

Achei essa história super fofa! Os traços são super agradáveis e a história diferente de tudo que eu já li. Muito engraçado o lance de se sair bem nos exames sem estar usando roupa de baixo. No início, achei a Yoshino muito ingênua em levar a sério o conselho da amiga (?) que para conquistar o Kanou ela deveria parar de usar calcinha. Mas no final, tudo deu certo e foi super divertido esse mal entendido. Leiam, vocês também vão amar!!


When I'm with You, I Won't be Home s'till Morning! (Kousaka Yuuka)


Sinopse: Okazakura Eimi namora Hiroto há apenas dois meses e alguns dias, mas já planejou que eles deveriam ter a sua primeira noite juntos. Totalmente inexperiente, desastrada e avoada, Eimi acaba se preocupando demais e sem necessidade nenhuma com alguns detalhes para essa noite.

É engraçado como a Eimi é super sem noção: o primeiro momento é quando ela descarta as opções de motel ou pelo nome deles ou pelo logotipo da placa; o segundo momento é quando ela tenta comprar preservativos numa loja de conveniências e acaba sendo um desastre. Quem nunca foi comprar preservativos sem se sentir constrangido não sabe o que a Eimi sentiu... tadinha... Apesar de tudo, a história é bem clichêzinha. A Eimi não fica neurada pensando em como vai ser sua primeira vez, ela fica neurada pensando se o Hiroto já tinha transado com a ex dele. Uma dica: vidas passadas ficam no passado, minna. Mas como se trata de um shoujo, é óbvio que o Hiroto só tem olhos para a Eimi.... ahh, que inveja (risos).


The Awakening of Love (Sakurai Miya)


Sinopse: Asuka namora um rapaz mais velho chamado Hiroyuki. Todas as suas amigas a invejam e acreditam piamente que eles têm uma vida sexual muito intensa, mas na verdade, Asuka ainda é virgem e morre de vontade de transar com o namorado, embora ele sempre pare no meio do caminho deixando-a "apenas na vontade".

Sinceramente, não gostei muito dessa história. Não sei se foi a vida que me fez pensar assim ou eu mesma que detesto essa coisa mesmo e pronto, mas não curto quando o próprio namorado da garota trata a guria super mal e ela no final o perdoa só porque o ama. Ok, perdoar é divino, mas tem coisas que são demais... A menina pode querer sexo sim, como no caso da Asuka, mas só porque a guria sentia vontades o cara precisava tratá-la desse jeito? Leiam e vocês vão entender...


Chu Chu Chu (Masuzaki Yoshino)




Sinopse: O primo de Tomo, Takase Yuuji, está passando uns dias na casa dela. Apesar de ser três anos mais velho que Tomo e já estar na faculdade, Yuu vive sendo assediado pela prima. No entanto, ele não tem interesse nela, mas ela insiste em tentar conquistá-lo, será que vale a pena?

Acho muito fofinhas essas histórias que envolvem amor entre primos... e essa foi muito legal. A Tomo é uma fofa, mas é um tanto quanto ingênua, sinceramente me pergunto, por que as mangakás escolhem amigas tão estúpidas para aconselharem protagonistas ingênuas... A Tomo faz de tudo para conquistar o Yuu, até finge um namoro com o Sagawa, ops..., Satama (já que a Tomo sempre erra o nome dele) para isso e tudo porque deu ouvido às amigas sem noção... Sei que dá uma emoçãozinha a mais, porém seria bem menos clichê se essas amigas não fossem tapadas e tivessem ideias menos absurdas possíveis... Gente, a Tomo é uma fofa!! E ter que aguentar o Satama é dose!


Amai Yokubou/ Sweet Desires (Shigano Iori)


Sinopse: Maya é uma garota do terceiro ano que acabou de romper um relacionamento. Seu problema: é ser frígida demais. Num belo dia, após romper tudo com Motokare Masato, ela se depara com um garoto estranho em frente a um bar. Ao vê-la, o rapaz a beija intensamente, mexendo profundamente com os sentimentos de Maya.

Diferentemente de 40ºC - Hot Body, esse oneshot de Shigano Iori é ótimo. Apesar dos clichês, gostei dos traços dos personagens e a história conseguiu ser bastante agradável. Maya é tida como uma garota frígida, mas na verdade, ela não encontrou ainda alguém que mexesse tanto com os seus sentimentos. Quando Hizaki Ren a beija inesperadamente em frente a um bar, seu coração fica balançado. Ela nunca se sentira assim com nenhum cara antes. Ao longo da história, Maya descobre que Ren é seu kouhai (aluno do 1º ano do ensino médio, ou seja, calouro) e ainda tem uma desagradável surpresa, ela descobre que seu ex é um completo cretino. O desenrolar de "Doces Desejos" é bem interessante, confiram e vocês também vão gostar.


*  *  *

Sobre o mangá, é uma boa leitura, para você que curte histórias de primeiras vezes, taí uma boa sugestão. Apesar de algumas histórias serem meio cagadas, as demais conseguem ser bem fofas... Se você quer algo romântico, mas ao mesmo tempo picante, porém recatado, recomendo a leitura. Se só gosta de shoujo e é fã, recomendo que leia também. Afinal, ler shoujos nunca é demais (risos). Até a próxima, minna... Ja ne.


Mangá em português:
Scans: Mangás Space; Shinpaku Mangá
Ler Online: Mangás Space

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Nineteen, Twenty-One (Manhwa)

Não sei se comentei com vocês, minhas/meus lind♥s, mas enfim... eu comecei uma maratona de manhwas. Sei que a minha listinha anda lenta e super vagarosa, mas está indo. (é que completei minha coleção de Rosario+Vampire e Deadman Wonderland e estou super animada para ler, mas não vou deixar de lado minha maratona particular). Hoje, resolvi postar sobre esse manhwa, que na verdade, é um webtoon, pois adorei a simplicidade e a espontaneidade com que a história foi desenvolvida.

Título: 열아홉스물하나/ Nineteen, Twenty-One
Roteiro/ Arte: Yu Han/ Kim Hye Jin
Gênero: Comédia, Drama, Psicológico, Romance, Shoujo, Slice of Life
Publicação: Manhwa (Webtoon) - 1 volume (2010)

Nineteen, Twenty-One, manhwa/webtoon (2010)

Sinopse: Lee Yun Lee sofreu um acidente que a impossibilitou de fazer suas atividades normalmente durante dois anos, por causa disso, carrega uma enorme mágoa no seu coração. Afinal, dois anos perdidos, não são dois dias. No entanto, Yun Lee tenta dar a volta por cima levando uma vida normal. Ela se inscreve num cursinho para ingressar na universidade. No entanto, ela continua se sentindo infeliz, até que conhece o jovem Ju Gong Hwi que parece ter a fórmula perfeita para remediar suas dores...

Fazia tempo que eu não lia algo leve e tão delicado. Nineteen, Twenty-One é uma história agradável e bem simples. Entretanto, é diante dessa simplicidade toda que mora o perigo, afinal, nem tudo é tão simples quanto parece.



Yun Lee tem 21 anos e aos 19 sofreu um grave acidente que a fez perder os exames de admissão para a universidade. Em casa, sem poder usufruir desse tempo todo, Yun Lee perdeu amigos e perdeu a oportunidade de viver o início da sua juventude. Mas apesar de tudo isso, ela resolve que ainda dá para correr atrás e começa a fazer um cursinho pré-vestibular.

O que mais gostei na Yun Lee é que mesmo sentindo toda essa mágoa por "estar" atrasada em relação aos demais, ela não passa cenas e mais cenas chorando se lastimando. Yun Lee consegue ir atrás das coisas que deseja e ainda por cima, se mostra bastante incisiva quando tem um objetivo, como quando ela tenta fazer com que a ahjuma que odeia os gatos de rua (nya-vericks) passe a gostar deles.




Dong Hwi é um rapaz de 19 anos que concluiu o ensino médio, mas não sabe o que quer ser da vida. No momento, seu objetivo é tentar descobrir algo para fazer antes de se tornar um "adulto" cheio de responsabilidades e sem nenhum direito de gozar da sua individualidade.

Enquanto não descobre o que quer fazer da vida, Dong Hwi passa a maior parte do seu tempo trabalhando em empregos de meio período para juntar dinheiro e fazer algo impressionante com isso, como uma viagem, mas sua vida acaba se resumindo a trabalhar numa loja de conveniência e a alimentar os gatos de rua (nya-vericks) com o salário que recebe. Mas tudo isso ganha uma nova conotação quando ele conhece Yun Lee e a vida dos dois passa a fazer parte um do outro num passe de mágicas.





A relação entre Yun Lee e Dong Hwi é super espontânea. Num belo dia acabam se conhecendo e descobrindo que ambos alimentavam os nya-vericks. Como tinham um objetivo em comum, passam a alimentar os nya-vericks juntos e juntos tentam enfrentar alguns obstáculos pela frente, como por exemplo, tentar convencer a ahjuma de que alimentar os gatinhos não é nada demais, pois assim como ela cuida do jardim que não é dela, eles cuidam dos gatos que não são deles.

Sobre isso, recomendo que leiam o manhwa para entenderem melhor o que estou querendo dizer. Fica mais claro ao longo da leitura essa relação. Mas falando sobre o relacionamento entre Dong Hwi e Yun Lee, é óbvio que os dois se sentem seriamente envolvidos, afinal, ambos se sentem extremamente preocupados com o destino dos nya-vericks, mas essa proximidade toda também pode despertar sentimentos diferentes e é aí que morre a mera simplicidade dessa história.






A espontaneidade e a leveza com que a relação dos dois vai evoluindo mostra um certo amadurecimento de ambas as partes. Não tem forçação de barra e para mim, a forma como os dramas psicológicos da Yun Lee (e do próprio Dong Hwi) são retratados deixam evidente que ela (e ele) vão superando as suas próprias barreiras/limitações. E não por amor, simplesmente, mas por amadurecimento, por crescimento pessoal, igual ocorre num verdadeiro slice of life.

Ambos veem no outro uma forma de se autoconhecerem. Dong Hwi é super despreocupado, mas ao conhecer Yun Lee passa a pensar em coisas que nunca tinha pensado antes. Yun Lee se confronta com uma pessoa totalmente oposta a ela, demonstrando sentimentos dúbios com relação ao rapaz, como inveja, por exemplo, mas não há dolo quando ela age dessa forma, o que há é um reconhecimento de que ela não pode ter o tempo perdido de volta e ver alguém desfrutando de seus 19 anos sem saber o que quer fazer, ou seja, desperdiçando isso, é uma afronta para alguém que teve dois anos de sua vida roubados por causa de um acidente. Chega a ser uma ironia do destino.







O fato é que a história se desenvolve num ritmo bem suave. Sem fortes emoções, mas de forma surpreendente. As imagens, vale salientar que o manhwa é todo colorido, ajudam a transmitir essa mensagem de suavidade e leveza. Mas também acrescentam detalhes que vão além... Vão além da simplicidade, do casual... As imagens mostram também a fragilidade da antiga personalidade de Yun Lee e da fragilidade da personalidade que Dong Hwi tenta manter. Os títulos com nomes de flores ou semelhantes ajudam a reforçar essa ideia da fragilidade, mas ao mesmo tempo da força, já que alguns títulos trazem o simbolismo das flores associados ao momento ou clímax que se passam em cada capítulo.

O drama vivenciado pelos personagens quando cogitam a possibilidade de castrar os nya-vericks, o drama em ter que conviver com o pouco dinheiro para comprar alimentos para eles, o drama de não saberem o que fazer depois da castração, todos os problemas pessoais enfrentados por eles, tais como: a insegurança que Dong Hwi sente ao pensar que Yun Lee pode se apaixonar por outro e o consequente ciúmes que sente dela em um episódio específico; a pressão psicológica que os pais de Yun Lee exercem sobre ela para que tenha como foco passar no vestibular; tudo isso nos aproxima da fragilidade dos personagens. Afinal, também passamos por provações tão ou mais terríveis do que essas. Por essa proximidade, por essa identificação que eu tive com essa história e pelos ensinamentos que aprendemos com as experiências com outras pessoas, eu mais do que recomendo esse manhwa: RECOMENDADÍSSIMO!!




Manhwa em português:
Scan: Redisu (sem download)
Ler online: Union Mangás

Entenda porque os links foram removidos
 

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