sábado, 2 de janeiro de 2016

Elektra Assassina

Como uma das primeiras postagens de 2016, trago para vocês uma das HQ's mais incríveis que já li. Elektra Assassina é uma graphic novel madura, voltada para um público mais adulto, que traz a história de Elektra Natchios. Nessa hq, Elektra é a protagonista e nos é apresentada totalmente diferente da Elektra sidekick, muitas vezes romantizada, que sempre ajuda o Daredevil.

Título: Elektra Assassin/ Elektra Assassina
Roteiro/ Arte: Frank Miller/ Bill Sienkiewicz
Gênero: Ação, Artes Marciais, Psicológico
Publicação: Graphic Novel (1981)/ Licenciado pela Abril Editora (1989)

Elektra Assassina, graphic novel de Frank Miller e ilustrada por Bill Sienkiewicz (1981)

Sinopse: Nesse graphic novel, Elektra tem uma missão para cumprir: acabar com a seita tentáculo e destruir a Besta. Apenas utilizando as suas habilidades ninja e sua espada, Elektra decide cumprir sua missão a qualquer custo. Sua determinação é sua maior aliada nessa história extremamente eletrizante.

Gostaria de falar diversas coisas sobre essa história, mas tentarei ser bem sucinta, pois a história não é tão longa e contar muitos detalhes pode entregar e estragar a surpresa de quem pretende ler ainda. Conheci Elektra Assassina depois de ler uma postagem sobre ela, no Minas Nerd. Diante de tão poucas heroínas expressivas ou das tão badaladas, Elektra Natchios foge totalmente dos estereótipos de heroína. Nesse graphic novel, sua missão é aniquilar a Besta. E ela se aventura de corpo e alma nessa missão.

Eu conhecia apenas a versão da Elektra sidekick do Demolidor. Hiperssexualida, como a maioria das heroínas e, sobretudo, romantizada ao extremo. Apenas uma ajudante, nada mais do que isso. Nessa versão do Frank Miller para a edição 186 de Daredevil, de 1981, Elektra é a heroína suja, rebelde e assassina. Ela não está ali para agradar o seu dia, ela não está ali para ser graciosa e muito menos para viver um grande amor. Ela não tem tempo para isso.

Elektra nos é apresentada depois de passar por várias desgraças. Todas as suas memórias são fragmentos infantilizados ou desconexos que apenas indicam o que pode ter acontecido com ela. Depois de ter perdido a família, de viver numa nova família, com um pai que não se sabe ao certo o que fazia com ela, passar por diversos treinamentos ninja além de ser quase contaminada pela Besta e o Tentáculo, Elektra foge do manicômio e dá início a sua maior missão: destruir a Besta.



A incrível arte do Bill Sienkiewicz engloba desde aquarela, colagens e técnicas mistas, algo bastante confuso e, por que não sujo? Mas tudo isso reflete o interior confuso e complexo da nossa protagonista. Elektra é a heroína absoluta de seu próprio destino. Elektra Assassina é uma história profunda e complexa, muito do que se passa na história, está dentro da cabeça dos personagens. E Elektra se aproxima bastante do brutal, do animalesco, tanto que enquanto estava sendo cobaia da SHIELD, os relatórios psiquiátricos acusavam um cérebro que regredia ao primitivo. O que justifica as falas quase monossilábicas de Elektra. Que mal dialoga na história. Ela quase nunca fala. Ela apenas age. Segue seus instintos. Ela é de fato uma ninja assassina que sabe muito bem o que faz.



Apesar de toda essa vibe nebulosa sobre o seu passado e sobre ela mesma e sua missão, no fim, é Elektra que salva o dia. Ela não precisa ser conduzida, ela não precisa de ajuda, ela não precisa de um par romântico, ela mesma basta. Ela já é o suficiente. E sabe, protagonistas assim, donas de si, importam muito. Representatividade importa demais. Isso meio que me lembrou uma cena do filme Juno em que Mark (o pai do casal para quem Juno doará o bebê) lhe empresta um mangá de uma super heroína grávida para mostrar que personagens grávidas podem ser protagonistas de algo importante. Não discuto a veracidade da existência desse mangá, mas saliento que representatividade de fato importa.



Ler Elektra, para mim, me abriu diversos horizontes de possibilidades e uma centelha de esperança se acendeu dentro de mim. Pode não ser a melhor história de todas, pode não ser a heroína com superpoderes, pode ainda ser uma heroína hiper-sexualizada, pode não ser maravilhosa como a Mulher Maravilha, mas o que importa é que ela é humana, apenas isso. E que apenas na sua condição de ser humano, munida apenas de suas habilidades e intelecto é capaz de enfrentar as diversas intempéries e de salvar o mundo.



E mais, Elektra é uma mulher, uma super heroína que te mostra que sim, é possível salvar o dia sem ser coadjuvante de super herói nenhum. Ela não é a sidekick clássica, é ela quem age, que decide, que faz a diferença. Diante de tudo isso, posso dizer com toda a certeza do mundo, que Elektra mudou minhas perspectivas de super heroína e eu amei isso. Super recomendo que vocês também mergulhem de cabeça nessa pequena revolução. Até a próxima, minna-san!! Kissu...


Graphic Novel em Português - Sem Links
Licenciado pela Abril Editora

2 comentários:

  1. É raridade encontrar algo sobre a Elektra, que para mim é uma personagem sensacional, mas que infelizmente passa despercebida. Talvez seja por não entenderem o contexto da história ou por não ser a heroína típica, enfim... Bom, ganhei o Hq quando tinha 13 anos e fiquei fascinada desde então.
    P.s.: Adorei o teu espaço ;)

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    Respostas
    1. Obrigada, Karol, pelo feedback... Eu não conhecia essa história de Elektra. Mas quando li fiquei muito fascinada também. Esse blog é bem voltado para a cultura asiática, mas não poderia deixar de falar sobre uma história tão incrível como essa.

      Bjs. E obrigada mais uma vez ;)

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