sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Considerações #12 - Sailor Moon Crystal (3ª temporada)

Finalmente, criei coragem para terminar de assistir a Sailor Moon Crystal (pelo menos até onde lançaram episódios). Nessa terceira temporada, em específico, é quando surge a Super Sailor Moon e a Sailor Saturno e as outras guerreiras sailor que não deveriam estar na Terra: Netuno, Urano e Plutão.



Nessa temporada, elas precisam enfrentar o terrível vilão Faraó 90, do Sistema Solar Tau. Fazendo um pequeno feedback, Sailor Moon Crystal é baseado no mangá da Takeuchi Naoko e, diferentemente, da primeira versão de Sailor Moon, essa tenta ser o máximo possível fiel à história do mangá. O que é um grande ponto positivo e o que pode fazer algumas pessoas estranharem um pouco no início.



Além disso, é nessa temporada que resolveram mudar os gráficos do desenho. Embora seja em versão 3D como as duas primeiras (do episódio 1 ao 26), entretanto, os problemas foram corrigidos. Se antes os personagens pareciam retos e meio "duros", digamos assim, agora estão melhor desenhados e sem problemas de movimentação ou de parecerem planos demais.

Sailor Moon Crystal - gráficos na 1ª temporada.

Sailor Moon Crystal - gráficos na 3ª temporada.

Nessa etapa de Sailor Moon Crystal, adentramos na fase em que as lembranças da intensa batalha contra a Black Moon parecem apenas sombras de um terrível pesadelo. Embora levem uma vida pacata, Mamoru passa a ter sonhos estranhos e Usagi sente um aperto no peito. Uma nova ameaça de perigo parece estar à espreita e o caminho das garotas encontra com o de três outras guerreiras.






De fato, os traços melhoraram muito muito muito mesmo, tornando os personagens bem mais parecidos com a série original de 1992. Ainda bem!! Como fã dessa história, acompanhar Sailor Moon Crystal foi como estar relendo o mangá. A fidedignidade com a história original foi muito bem trabalhada nessa nova versão. A Usagi não é aquela menina chorona e estabanada o tempo todo, até porque ela amadurece, ela tem grandes responsabilidades. Além disso, a forma como as batalhas são conduzidas e o papel que o Tuxedo Kamen desempenha foram elaborados para serem muito fiéis ao mangá. Nem ele rouba a cena, sempre salvando a Usagi (o que é contraditório, se ela é a Sailor Moon), nem é excluído de vez dos momentos importantes.










Achei essa terceira temporada honesta, com gráficos muito melhores, história bem realizada, pouco problemática. Caracterização bem feita dos personagens. Trilha sonora impecável. Embora nessa temporada, a abertura não seja mais a música Moon Pride, que é bem contagiante, essa não ficou atrás em nada. O tom mais lento e mais melancólico ajudam a ambientar esse momento mais maduro das personagens devido às circunstâncias que elas têm que enfrentar. Além disso, o fato de eu ter gostado tanto dessa temporada em especial é o surgimento da emblemática Sailor Urano. Afinal de contas, ela é homem ou mulher? Também gosto porque a Sailor Saturno é super fodona e, claro, essa Usagi é a melhor Usagi de todas, ela está mais forte, mais segura, mais confiante, enfim... Sailor Moon como um todo é uma série que passa longe de alguns estereótipos e, mesmo que sutilmente, coloca questões de gênero bem interessantes, exemplo disso é a Sailor Urano.











Para os interessados em assistir, eu acompanhei a série inicialmente no site do Animes Orion, mas durante a metade dos episódios, o site ficou fora do ar. Então, terminei de ver a 1ª e 2ª temporadas pelo site do Animeq. Entretanto, para acompanhar a 3ª temporada, só tem disponível no Crunchyroll, e precisa ter cadastro. Não sei bem como funciona, mas eu consegui assistir a todos os episódios da 3ª temporada (do 27 ao 39) pelo Crunchyroll mesmo sem ser assinante, no entanto, não sei se é sempre possível fazer isso. No mais, espero que vocês possam dar uma chance a Sailor Moon Crystal. Embora os gráficos das temporadas anteriores não sejam dos melhores, a história compensa. Acompanhar o amadurecimento dessas jovens guerreiras, à medida que vão derrotando os inimigos que aparecem é bastante interessante, porque elas são retratadas como meninas normais, que têm sonhos, que também vão mal na escola, mas que possuem grande força de vontade e determinação. Eu sou suspeita para falar, mas espero que vocês assistam... É um dos meus mangás/animes favoritos, então, recomendo de coração. Até a próxima, kissu...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Watashi wo Hanasanaide (J-Drama)

Quando comecei a assistir a essa série, não pude deixar de associar ao filme A Ilha (2005), com a Scarlett Johansson e o Ewan McGregor. Embora sejam histórias diferentes em alguns aspectos, elas se assemelham em vários outros. E como todo mundo aqui já sabe, eu sou super suspeita já que amo histórias de ficção científica. E por que não recomendar um dorama sobre um assunto tão delicado?

Título: わたしを離さないで/ Watashi wo Hanasanaide/ Never Let me Go (Não me abandone jamais)
Direção: Yoshida Ken, Yamamoto Takeyoshi, Hirakawa Yuichiro, Yoshida Akimi
Roteiro: Morishita Yoshiko
Gênero: Drama, Sci-Fi
Publicação: J-Drama - 10 episódios (TBS | 2016)
Nota♥♥♥♥


Watashi wo Hanasanaide, drama japonês (2016)

Sinopse: Hoshina Kyoko (Ayase Haruka), Doi Tomohiko (Miura Haruma) e Sakai Miwa (Mizukawa Asami) cresceram juntos num internato isolado do mundo, situado numa região afastada da cidade, entre as montanhas. Já adultos, eles descobrem o sombrio segredo sobre o destino de cada um deles. Apesar do futuro assustador que os espera, eles precisarão lidar com sentimentos profundos de amor, ciúme e traição que podem separá-los para sempre.




Enquanto estava pesquisando sobre os escritores indicados ao Nobel de Literatura desse ano, esbarrei por acaso em dois autores japoneses, um nascido no Japão, Kazuo Ishiguro, e outro nipo-britânico, Haruki Murakami (o ganhador do Nobel). Até aí, nada demais. Mas, quando fui pesquisar sobre o dorama, descubro que a série é baseada no livro de Kazuo Ishiguro, Não me Abandone Jamais, traduzido no Brasil pela Companhia das Letras. Ou seja, parece bobo, mas eu fiquei extasiada com essa descoberta. Não é todo dia que o autor de um livro no qual um dorama é baseado foi indicado para ganhar o Nobel de Literatura, não é mesmo? 



Mas, falando agora da série, se você é fã de ficção científica ou se curte questões que envolvem bioética, por exemplo, pode gostar desse dorama. A história se passa, inicialmente, num internato afastado da cidade, no meio da floresta, entre as montanhas. Lá, várias crianças realizavam atividades comuns, no entanto, eram ensinadas, sobretudo, para serem amáveis e dóceis, sendo sempre levadas a acreditar que eram anjos. Apesar de elas sequer imaginarem qual o propósito de estarem ali, muitas sonhavam com o dia em que poderiam sair de lá e viverem suas vidas. Mas será mesmo que elas tinham esse direito?




Não fica claro o ano em que a história se passa. Mas fica evidente que a mesma se passa em dois momentos distintos. Um na infância, quando os protagonistas viviam no internato, e outro na vida adulta, após descobrirem a verdadeira razão de existirem no mundo. Nesse ínterim, eles não só descobrem que suas vidas são curtas como não têm nenhum controle sobre elas. Além disso, eles não são os únicos que aceitam de maneira resignada o destino a eles imposto. Ao reencontrar a antiga companheira de internato, Endo Manami (Nakai Noemie), Kyoko descobre outros iguais a ela que decidiram resistir. Apesar de não aderir ao grupo de Manami, esse encontro repercutirá por muitos anos na vida de Kyoko.



Não quero estragar surpresas contando detalhes demais sobre a história, mas alguns detalhes tentarei explicar. Kyoko e Miwa eram amigas inseparáveis quando moravam no internato, mas Miwa sempre nutriu um sentimento de inveja pela amiga. Ainda nesse período, Kyoko ficou muito próxima de Tomo e ambos passaram a nutrir um grande afeto um pelo outro. Depois de adultos, os três foram morar juntos numa pensão. Esse intervalo de três anos era concedido para que eles desfrutassem de suas vidas antes de se dedicarem ao propósito de suas existências: salvarem vidas ou cuidarem uns dos outros.



Nessa nova casa, Kyoko é trollada por Miwa, que seduz Tomohiro ferindo os sentimentos dos três, por puro capricho. Mas Kyoko não passa tanto tempo sofrendo apenas assistindo a tudo inerte. Ela toma a decisão de começar a sua função de "cuidadora". É nessa função que, anos depois, ela reencontra os dois antigos amigos e em situações muito debilitantes. O sonho de ser jogador de futebol cada vez mais distante para Tomohiro. A imprudência de Miwa em sempre agir conforme sua vontade. E Kyoko, sempre impassível, sempre resignada, mas até quando? Manami mexeu com os sentimentos dela. Será que eles, sendo humanos tanto quanto os demais, não teriam o direito de viverem suas vidas como pessoas normais?



Fica claro, no contexto da série, que todos sabem da existência deles e do porquê eles foram criados. Mas mesmo assim, ninguém se importa com o destino deles, porque para todos é apenas para esse fim que eles existem. No entanto, a coisa muda quando eles têm consciência sobre o fato. Assim como Manami lutou durante sua vida inteira, por que eles não poderiam viver em paz? Uma história interessante, que de algum modo, traz discussões complicadas e complexas sobre o que fazemos com nossas células-tronco, ou com nosso DNA, será que a busca frenética pela vida eterna justifica negar o direito à vida de pessoas que já existem apenas por que você tem dinheiro? História super interessante. Super recomendo!! Até a próxima... Kissu.


J-Drama legendado em português:
Mahal Dramas Fansub (download/ ver online - completo - necessita cadastro)
Yukiazu Fansub (download/ ver online - completo)

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Age of Youth 2 (K-Drama)

No início, fiquei meio apreensiva, pensando que talvez não chegasse aos pés da primeira temporada. Entretanto, essa segunda fase de Age of Youth conseguiu me surpreender de maneira bastante positiva. O diferencial de abordar temas polêmicos, sobretudo, para a sociedade sul-coreana, fez com a série continuasse com a mesma pegada de antes. Mas uma coisa que ainda é igual é que, nos momentos mais difíceis, elas estão sempre juntas para cuidar umas da outras.

Título: 청춘시대 2/ Chungchoonshidae 2/ Age of Youth 2
Direção: Lee Tae Gon
Roteiro: Park Yeon Sun
Gênero: Comédia, Drama, Romance
Publicação: K-Drama - 14 episódios (jTBC | 2017)
Nota♥♥♥♥♥

Age of Youth 2, drama coreano (2017)

Sinopse: Nessa segunda temporada, a história se passa um ano depois. Ou seja, um ano depois de descobrirmos o segredo por trás da morte do pai da Yoo Eun Jae (Ji Woo), depois de a Jung Ye Eun (Han Seung Yeon) se ver livre do ex-namorado abusador, depois de a Yoon Jin Myung (Han Ye Ri) voltar da China e depois de descobrirmos porque queriam se vingar da Kang Yi Na (Ryu Hwayoung). Nessa nova fase da vida delas, Yi Na acaba tendo que se mudar e a nova inquilina, Jo Eun (Choi Ah Ra), a priori muito arisca, aparece como uma anunciadora de males para a vida dessas quatro amigas.






Eu poderia tagarelar bastante sobre esse dorama. Encher de imagens e gifs como na postagem sobre a primeira temporada (sorry, falhei miseravelmente na busca por gifs legais), mas minha pretensão é ser bem sucinta para não frustrar expectativas. Quem assina o DramaFever pode ter ficado meio decepcionado - como eu - ao constatar que a segunda temporada não aparece na lista de doramas deles. Uma grande pena, pois eu esperei ansiosamente por isso. No entanto, para a nossa alegria, a equipe maravilhosa do Kingdom Fansub legendou todos os episódios para nós e só temos a agradecer por isso.



Falando do dorama em si, tenho algumas considerações iniciais para fazer. Primeiro, demorei muito para me acostumar com a Ji Woo, atriz que assumiu o papel da Eun Jae no lugar da Park Hye Soo, que por motivos de agenda lotada, não pôde continuar na série. Senti-me muito incomodada com ela, mas até que acabei me acostumando, mas confesso que foi agoniante vê-la nos primeiros episódios e nos finais também - risos. Segundo, senti super a falta da Hwayoung na série, claro que ela tem algumas participações especiais, mas ela sempre foi a minha personagem favorita na primeira temporada, meio que você custa a aceitar certas mudanças. Mas enfim... dito isso, depois desse pequeno desabafo, podemos prosseguir.




Fiquei muito feliz pela série ter alcançado tanto sucesso para ganhar uma continuação. Isso é, de fato, uma grande conquista. Vale salientar que para aqueles que querem mais, essa temporada terminou estilo filme de herói da Marvel, com um ganchinho para uma possível continuação. Não vamos especular, mas talvez possa acabar tendo uma terceira temporada, quem sabe - risos. Torçamos que sim. E espero ser surpreendida com a qualidade e o ritmo da série.



Vale salientar que, nessa segunda temporada, pensei que não conseguiriam manter o frescor da juventude (como sustentado no título) comparada à primeira. De fato, é verdade que o ritmo, no início, é bem diferente, afinal, elas agora têm uma nova rotina, a Ye Eun tem medo de sair sozinha, devido ao seu TEPT (transtorno de estresse pós-traumático), Eun Jae não consegue lidar com o fim do relacionamento e a Song Ji Won (Park Eun Bin) está indecisa sobre o seu futuro profissional quando terminar a faculdade. Além disso, temos o retorno de Jin Myung e a sua saga para conseguir um emprego após a graduação.





Novas realidades, novos dramas, novos dilemas. As garotas do Belle Époque têm que se despedir de uma companheira, aceitar uma nova inquilina e lidar com seus problemas particulares. É nesse cenário que situações delicadas - tão comuns no nosso dia a dia - vão sendo desenhadas. Jo Eun resolve sair de casa, por não suportar a traição do pai. A moça tem medo de confiar nas pessoas e, apesar do seu jeito durona, é um amor de pessoa e uma amiga muito leal. A priori, li em alguns lugares, falando de uma possível temática lésbica na série, mas não chegamos a tanto. No máximo que pude observar acerca disso, foi a paixão unilateral da An Ye Ji (Shin Se Hwi) pela Jo Eun, mas nem fica claro se é amor ou apenas ciúme de amiga.





São tratados temas bastante polêmicos nessa temporada, tais como abuso sexual na infância, TEPT, fins de relacionamento traumáticos e suicídio. Nesse aspecto, a série manteve sua pegada e essência. A Ji Won sempre é a responsável pelos alívios cômicos na série, mas aqui somos apresentados a uma face mais séria dessa personagem, mesmo que em alguns episódios. Também somos apresentados a uma versão menos séria da Jin Myung e a uma personalidade mais confiante da Ye Eun, quando ela consegue lidar melhor com o seu trauma. Na minha opinião, essa segunda temporada se mostrou mais séria, ao mesmo tempo que tentou manter o espírito jovial das cinco amigas. Os novos dilemas vividos por cada uma delas continuaram fugindo do clichê, sempre focando na originalidade e na proposta inovadora da própria série.





Sou suspeita para falar, mas eu amei demais essa continuação. Tive alguns momentos de raiva, sobretudo, com a Eun Jae, ela passa por momentos de muita vergonha alheia, mas quem nunca nessa vida? Não é todo mundo que consegue lidar bem com fins de relacionamento. Além disso, outro ponto super interessante na história, é expor o preconceito que a sociedade sul-coreana ainda tem com as mulheres vítimas de violência doméstica. A Ye Eun passa por muitos mal bocados com a família dela, que vou te contar.





Outro ponto para destacar, são os pares românticos na série. Fica sempre aquele clima entre a Ji Won e o Im Sung Min (Son Seung Won). Você até fica torcendo (e ao mesmo tempo não) para o idiota do Yoon Jong Yeol (Shin Hyun Soo) reatar com a Eun Jae e não consegue parar de shippar a Jo Eun com o sobrinho da locatária, Seo Jang Hoon (Kim Min Suk). Além disso, temos a Jin Myung vivendo um relacionamento a distância com Park Jae Wan (Yoon Park) e a Ye Eun tentando se dar uma nova chance com o nerd desajeitado, Kwon Ho Chang (Lee You Jin). São muitos os momentos engraçados, românticos e tensos. Tem para todos os gostos. E se você ainda não viu, está esperando o quê? Como já disse antes, sou muito suspeita para falar, mas insisto em dizer que vale a pena. Super recomendo!! De coração. Espero que tenham gostado da resenha sem spoilers - acredito eu - e até a próxima. Kissu.




K-Drama legendado em português:
Kingdom Fansubs (download - completo - necessita cadastro)
 

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