domingo, 12 de abril de 2020

Kiss (Mangá)

Yooooo, minna... Acho que estou inspirada hoje. Resolvi terminar de ler esse mangá que eu estava protelando há um bom tempo, mas vamos lá. Já falei que estou adorando o leitor online do Mangás Space? Se não, aproveito a oportunidade para dizer que estou curtindo muito!! Tanto que estou devorando vários mangás traduzidos por eles, não deixem de conferir.

Título: キス/ Kiss
Mangaká: Matsumoto Tomo
Gênero: Comédia, Drama, Musical, Romance, Sensei, Shoujo, Slice of Life
Publicação: Mangá - 8 volumes (1996)

Kiss, da mangaká Matsumoto Tomo (1996)

Sinopse: Ogawa Kae é uma garota pouco feminina. Sua mãe, a fim de torná-la mais afeminada, resolve colocá-la numa escola de piano. Lá, Kae conhece Goshima Masayuki sensei, o seu terrível professor particular. Mas o que poderia ser uma guerra eterna acaba terminando numa grande paixão. Entretanto, será possível para os dois continuarem juntos diante da grande diferença de idade entre eles?

Diferente de muitos shoujo que eu li, Kiss conta uma história de amor um pouco mais adulta mesmo que envolva uma adolescente de 16 anos e o seu professor, que é bem mais velho do que ela. Kae estuda com Goshima-sensei desde os 11 anos e, embora ele seja um professor muito exigente, a nossa heroína se mostra um tanto quanto rebelde e cheia de opinião própria. Para ser sincera, interessei-me por essa história por ela também tratar de aulas de piano, já que eu gostei muito de Nodame Cantabile, mas vale salientar que esse mangá passa longe de apenas focar na música.





Para ser honesta, não gostei tanto assim desse mangá. Os traços não são muito bonitos e a história em si é um pouco difícil de engolir. Embora seja comum ver shoujo com romances envolvendo aluna e professor, Goshima-sensei é muito grosseiro e pouco carinhoso com a Kae, além disso, ele fuma muito e sempre parece meio controlador. Enquanto isso, apesar de a Kae ser rebelde e dizer tudo o que tem vontade de dizer, não me agradou a maneira como esse casal foi construído nesse romance. A diferença de idade é grande e mesmo que eles insistam em manter o namoro, há muitas críticas a eles como um casal.

A Kae ainda é muito infantil, no entanto, ela vai amadurecendo e se dedicando mais ao piano. Gostei do fato de ela não mudar o seu jeito de ser, ou seja, de não se tornar feminina para agradar a mãe, por exemplo, mas mesmo assim, não gosto de como se dá o relacionamento dela com o Goshima-sensei. É sempre um relacionamento permeado por briguinhas e birras e fisicamente a Kae é muito meninona, o que de certa forma incomoda e pouco me convence que o Goshima-san queira estar ao lado de uma menina, entretanto, eles continuam juntos enfrentando tudo e todos. Talvez o fato de a história ter sido publicada em 1996 tenha alguma relevância, não sei se pela época poderia ser "aceitável", mas eu sinceramente não gostei tanto do mangá como eu pensei que gostaria. No mais é isso, pessoal, até a próxima!! Kissu...



Mangá em português:
Mangás Space (download/ ler online - completo)

Suteki na Kareshi (Mangá)

Mesmo que eu não seja muito fã dos romances melosos, ainda assim acabo me interessando por algum deles. Não que esse mangá seja meloso, muito pelo contrário, Suteki na Kareshi traz uma heroína apaixonada pelo amor, pela ideia de ter um namorado e diferentemente do romance sem dramas de Horimiya (que comecei a ler, mas acabei largando) e do romance exagerado e sofrido de Hiyokoi (que estou tentando terminar de ler), acho que poderia encaixar Suteki entre esses dois. Não é um shoujo escolar tão clichê e acho que depois de ler o primeiro volume, virei "fã" da Kawahara Kazune.

Título: 素敵な彼氏/ Suteki na Kareshi/ Where's My Lovely Sweetheart?
Mangaká: Kawahara Kazune
Gênero: Comédia, Romance, School Life, Shoujo
Outros TítulosMayuge no Kakudo wa 45º de (2013)
Publicação: Mangá - 12 volumes (em andamento - 2016)

Suteki na Kareshi, da mangaká Kawahara Kazune (2016 - em andamento)

Sinopse: Nonoka é uma garota que desde criança sonha em ter um namorado. No entanto, mesmo tendo essa fixação pelo amor verdadeiro, ironicamente, Nonoka é incapaz de conseguir um namorado. Com a ajuda de suas amigas, Nonoka conhece Naoya num goukon, mas ele não parece ser o cara ideal, aliás, ele vive azucrinando a coitada da Nonoka, mas será que esses dois não sentem nada um pelo outro?



A priori, parece mais um daqueles shoujo escolar mais do mesmo, Nonoka sonha encontrar um grande amor que a acompanhe para ver a contagem regressiva de ano novo, além disso, ela adora ver casais felizes e apaixonados, mas mesmo assim, não consegue encontrar o seu par ideal. Mas ironicamente, mesmo sacaneando nossa heroína dizendo que ela vai ficar encalhada para sempre, Nanoya passa a ajudá-la e no que que isso vai dar?? Acho que todo mundo aqui que é fã de histórias de romance já tem uma ideia do que vai acontecer.




O mangá ainda está em lançamento no Japão, contando já com o 12º volume. Gostaria de entrar mais em detalhes, entretanto, prefiro dizer apenas que os personagens são muitos fofos e cativantes, além disso, é muito interessante ver um shoujo que foge um pouco dos melodramas a que já estamos acostumados a ver. Também não posso falar muito porque ainda não li tantos capítulos, mas até onde li tem sido uma leitura muito gratificante e eu super recomendo. Espero ver em breve um live-action sobre essa história ou pelo menos uma série em anime. Você fica shippando a Nonoka com o Nanoya o tempo todo, tomara que não tenhamos um desfecho à la Hirunaka no Ryuusei, pelamor dos deuses, risos. Até a próxima, minna-san... Beijos. E, por favor, fiquem em casa.



Mangá em português:
Mono no Aware Scan (download - capítulo 15, volume 4)
Union Mangás (ler online)

Mangá en español:
Lemonade Scan (download - capítulo 7, tomo 2)
WhiteLies Fansub (download - capítulo 36, tomo 9)
Leer online: Batoto/ TuMangaOnline

Mangá in English:
Shoujo Hearts (download)

Enciclopédia Animangá - Talheres

Para os fãs da cultura asiática, como eu, resolvi hoje falar um pouco sobre os tradicionais talheres usados nos países orientais. Embora muitos de nós sejamos fãs de sushi, por exemplo, nem todos sabem usar os temidos "pauzinhos" - risos. Mas hoje a proposta não é ensinar ninguém a usar, mas a conhecer um pouco as diferenças existentes entre cada país. O Hashi, Fachi, pauzinhos ou palitinhos são as varetas utilizadas como talheres em grande parte dos países do Extremo Oriente, como a China, o Japão, o Vietnã e a Coreia.

O utensílio usado na Coreia tem o nome de Sujeo, que é a junção das palavras sutgarak (숟가락, “colher”) e jeotgarak (젓가락, “pauzinhos”). A Coreia é a única que usa uma colher tradicionalmente, os outros países usam apenas os pauzinhos. Outra grande diferença entre o Sujeo e os demais é o material utilizado na produção. Enquanto a China e o Japão usam madeira, a versão coreana é feita de metal. Mas existe uma explicação para isso, reza a lenda que, antigamente, o rei usava os pauzinhos feitos de prata, visto que esse material mudava de cor caso alguém tentasse envenenar sua comida.

Não se sabe se isso é verdade ou não, entretanto, a prata continuou sendo utilizada até hoje na fabricação dos talheres, além disso, muitas pessoas acreditam que estão se protegendo de serem envenenadas por alguém. Se a Coreia ainda vivesse na era Joseon faria muito mais sentido acreditar nisso, porém, tradição é tradição, não é mesmo??



Outra grande diferença entre os pauzinhos usados nos países orientais é o tamanho que cada um deles tem. O talher chinês, por exemplo, é mais longo e grosso, mantendo o mesmo padrão de uma ponta a outra, ou seja, ele possui a mesma largura em todo o seu comprimento. A explicação para isso é que como os pratos não são servidos separadamente, você precisa pegar a comida diretamente da panela.

Na Coreia, a comida é servida numa mesa menor, com várias pequenas porções de comida das quais cada pessoa vai se servindo. Já na China, normalmente são utilizadas mesas do tipo Lazy Susan (mesas com bandeja giratória), o que exige que os talheres sejam maiores do que em outros países da Ásia.

Enquanto isso, no Japão, não há necessidade do uso de uma mesa pequena ou de uma Lazy Susan, cada um se serve e coloca sua comida em uma vasilha, ou seja, cada um prepara uma porção individual, como nós fazemos, desse modo, os pauzinhos japoneses, os Hashi, são menores e mais finos, já que não exigem pegar a comida de panelas ou de uma mesa giratória. Alem disso, no Japão existem ainda diferenças de tamanho para os Hashi utilizados por homens, mulheres e crianças, sendo adaptados para cada tipo de pessoa e faixa etária.

sábado, 11 de abril de 2020

Hae Ryung, a Historiadora (K-Drama)

Yooooooo, minna-san!! Como vocês estão?? Espero que bem, vamos aguentar firme, só mais um pouco e depois vamos poder voltar a nossa rotina. Aproveitando essa quarentena, resolvi escolher um drama para assistir e Hae Ryung, a historiadora me veio como uma grata surpresa. Eu estava entediada enquanto zapeava pela Netflix, quando encontrei esse dorama, depois de ver o trailer, me apaixonei logo de cara e resolvi trazer para vocês essa sugestão para vocês maratonarem também...

Título: 신입사관 구해령/ Shinibsagwan Goohaeryung/ Rookie Historian Goo Hae-Ryung/ Hae Ryung, a Historiadora
Direção: Kang Il-Soo, Han Hyun-Hee
Roteiro: Kim Ho-Soo
Gênero: comédia, drama, romance, sageuk
Publicação: K-Drama - 20 episódios (MBC | 2019)
Nota♥♥♥♥

Hae Ryung, a Historiadora, drama coreano (2019)

Sinopse: A história se passa na era Joseon. Goo Hae-Ryung (Shin Se-Kyung) é uma jovem de 26 anos que passou da idade de casar e, apesar de manter-se resistente a isso, ela precisa lidar com as leis rígidas de seu país que não permite que mulheres não se casem. Entretanto, quando surge a oportunidade de ser uma oficial do governo, Hae-Ryung não perde a oportunidade e se inscreve para ser historiadora. Como historiadora, ela não só vai ter uma grande responsabilidade como ficará mais próximo de Yi Rim, o enclausurado príncipe Dowon (Cha Eun-Woo).




A história se passa durante a era Joseon, mais especificamente, durante o século XIX. Hae Ryung é uma moça bastante inteligente e bastante peculiar. Apesar de para nós ocidentais ser um pouco clichê o tipo de personagem que a Hae Ryung representa, devemos levar em consideração que, na Coreia do Sul, ela representa uma personagem bastante progressista, além de feminista. O que faz a Hae Ryung ser diferente das demais mulheres? Ela não quer casar e tem o desejo de viver a vida conforme suas escolhas. E isso é o que me fez gostar imensamente desse dorama, por ela ser independente, ávida por conhecimento e bastante perspicaz.





Seu irmão mais velho, Goo Jae-Kyung (Kong Jung-Hwan), sempre cuidou dela desde criança, quando ela perdeu o pai. Vale salientar que por trás dessa história tem sempre um segredo e esse segredo é o que vai fazer com que a história de Hae Ryung se cruze com a do príncipe Dowon. Enquanto Hae Ryung pode viver "livremente" a sua vida, há meio que uma inversão de papéis, embora seja o príncipe, Yi Rim vive enclausurado sempre à espera da amada. Além disso, ele é sensível, cortês, mas não sabe lidar com pessoas por nunca ter tido contato com elas fora do palácio. Mesmo vivendo a vida toda em Nokseodang, ele almeja conhecer o mundo, e é por isso que passa a escrever romances anonimamente, adotando o pseudônimo de Maehwa.



Mas nem só de romance vive Hae Ryung, ela carrega uma grande responsabilidade como uma das historiadoras do palácio, tendo a função de registrar tudo o que acontece dentro do palácio, desde os assuntos políticos do reino como também sobre a vida interna do palácio, ou seja, dos membros da realeza. Sua função é tão importante que ela em vários momentos precisa proteger com unhas e dentes o seu registro histórico. Mas apesar de os historiadores terem que registrar tudo o que acontece em Joseon, eles devem ser totalmente imparciais, o que torna a tarefa ainda mais difícil. E Hae Ryung tem um longo caminho a percorrer.




O que eu mais gosto em histórias de época é que elas são cheias de tramas e subtramas. Tudo começa a mudar em Joseon quando o rei decreta que alguns livros sejam banidos, especificamente A história de Ho Dam. O rei decreta o banimento desse livro porque ele conta a história do rei deposto, ou seja, do rei legítimo do trono. É a partir daí que a trama vai se desenrolando e todas as peças vão se encaixando até que a verdade venha à tona. O drama tem 40 episódios de 35 minutos mais ou menos, mas se você assistir na Netflix como eu, vai ver que só tem 20 episódios de 1h mais ou menos de duração. Pode parecer muito, mas entendam, sageuks contam histórias de época e elas costumam ser muito mais elaboradas e complexas, precisando de mais episódios para que a história seja contada e continue fazendo sentido.





Hae Ryung é o primeiro sageuk completo a que eu assisto. E eu preciso dizer que eu amei. A atuação da Se Kyung é maravilhosa, mas preciso dizer que as atrizes que fizeram as demais historiadoras também foram muito interessantes, eu me diverti bastante com as aprendizes Oh In Im (Lee Ye Rim) e Heo Ah Ran (Jang Yoo Bin). Entretanto, a Kim Yeo Jin no papel da rainha-mãe foi muito diva. Ela era muito fodona! Além da rainha-mãe, o príncipe herdeiro, Yi Jin (Park Ki Woong), também foi um personagem muito importante no drama. Outro personagem que também gostei muito foi o Min U-Won (Lee Ji Hoon), sempre correto, íntegro e honesto, apesar de parecer frio e distante, ele era muito bom em perceber a fragilidade do outro e ajudar.





Vale salientar que existem vários detalhes na história que precisam ser comentados. Hae Ryung é uma personagem à frente de seu tempo, sua ousadia não é arrogante, ela defende a verdade em que acredita e isso é o que a faz ser tão cativante. No início, Yi Rim parece sem jeito e ingênuo, mas ele vai se mostrando cada vez mais um príncipe sábio e capaz de agir corretamente diante de uma situação difícil (refiro-me ao episódio da epidemia de varíola). Além disso, embora seja um romance também, não há necessidade de um casamento, assim como não existem vilões que queiram separar os protagonistas, mas se alguém citar o 2º Conselheiro, sim, ele poderia ser visto como um vilão, mas Joseon é um reino que foi tomado por uma traição, a trama vai além de apenas um romance e isso me fez gostar ainda mais desse dorama. Fiquei muito feliz em conhecer essa história e eu super recomendo que vocês assistam a esse sageuk maravilhoso.




K-Drama legendado em português:
Netflix (ver online - completo)

domingo, 22 de março de 2020

Romance is a Bonus Book (K-Drama)

Acho que já deu para perceber que a Netflix vem investindo bastante na produção de doramas de um modo geral. Isso se deve ao fato de eles perceberem que existe um público consumidor interessado nesse conteúdo, logo, para quem assina o canal de streaming em questão pode usufruir de assistir vários dramas, inclusive com classificação +18.

Título: 로맨스는 별책부록/ Romaenseuneun Byeolchaekburok/ Romance is a Bonus Book
Direção: Lee Jung Hyo
Roteiro: Jung Hyun Jung
Gênero: Comédia, Romance
Publicação: K-Drama - 16 episódios (tvN | 2019)
Nota♥♥♥♥

Romance is a Bonus Book, drama coreano (2019).

Sinopse: Kang Dan Yi (Lee Na Young) é uma mulher de 37 anos que tenta, a sua maneira, sobreviver após o divórcio. Tendo uma filha para tomar conta, ela precisa arrumar um emprego urgente, entretanto, por estar há muito tempo afastada do mercado de trabalho e ter uma idade "avançada", ela precisará de muito jogo de cintura para conseguir se sustentar. Apesar de querer fazer tudo com seu próprio esforço, ela verá em Cha Eun Ho (Lee Jong Suk) um grande apoio para a sua vida solitária e difícil.



O interessante de Romance is a Bonus Book é nos apresentar uma protagonista que não desiste e nem se abate diante das dificuldades. Embora ela se depare com vários obstáculos, sobretudo, por estar "desatualizada", ela insiste que pode ser capaz de se aprimorar. Apesar de recomeçar num cargo muito mixuruca, Dan Yi vai mostrando que o que lhe faltava era apenas um voto de confiança. A história fala sobre recomeços e isso por si só já é um tema revigorante. Nunca é tarde para recomeçar, do tanto que haja oportunidade para isso.


Outro ponto interessante do dorama, é trazer um romance com uma certa diferença de idade entre os protagonistas. Dan Yi é bem mais velha que Eun Ho. Mesmo havendo um pouco de resistência da parte de Dan Yi, o relacionamento entre eles vai se desenvolvendo gradativamente, proporcionalmente ao crescimento individual de cada um deles. Os dois são muito fofos juntos e ambos se complementam e são bastante cativantes.



Além de os protagonistas serem extremamente cativantes, os personagens secundários também são muito interessantes. Um casal extremamente improvável é Oh Ji Yul (Park Gyu Young) e Park Hoon (Kang Ki Doong). Os dois são como água e óleo, mas têm uma sintonia tão grande que você torce para que eles fiquem juntos. Os personagens secundários não são meros figurantes, ao passo que o enredo principal vai se desenrolando, eles vão tendo o seu espaço de destaque, de alguma maneira você vai gostando de cada um deles à medida que os vai conhecendo.


Se você está à procura de um drama diferente e divertido ao mesmo tempo, eis uma ótima sugestão. Personagens cativantes, uma história um pouco mais séria e um universo literário à espera de quem ama livros. Romance is a Bonus Book é um dorama interessante e vale super a pena. Recomendo bastante.


K-Drama legendado em português:
Kingdom Fansubs (download - necessita cadastro)
Netflix (ver online - completo)
 

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