sábado, 11 de janeiro de 2014

Aishiteruze Baby (Mangá)

Yoooo, Minnaaaaaaaaaa!!!

Olha eu aqui de novo e hoje eu vou falar sobre Aishiteruze Baby.

O motivo pelo qual eu comecei a ler Aishiteruze Baby foi uma tentativa de dar mais uma chance para a mangaká Maki Youko. Uns dias atrás eu postei sobre um oneshot dela que li numa madrugada ociosa: For Us who Begin to Love. Eu pensei, às vezes, o onehot não dá uma visão ampla do estilo do mangaká e nem diz muito sobre o gênero que ele gosta ou se ele realmente é bom nisso. Então, resolvi ler o mangá mais conhecido da Maki. E ainda não sei bem dizer uma opinião concreta sobre os shoujos dela.

Aishiteruze baby, da mangaká Maki Youko (2002-2004)

Título: 愛してるぜベイベ★★/ Aishiteruze Baby/ I Love You, Baby
Mangaká: Maki Youko
Gênero: Comédia, Drama, Romance, School Life, Shoujo
Outros Títulos: For Us who Begin to Love (2007)
Publicação:
Mangá - 7 volumes (2002)/ Licenciado pela Panini Comics
Anime - 26 episódios (2004)

Eu adoro shoujos, não os clichês. Acho enfadonhos por subestimarem minha capacidade de ir além. Gosto de shoujos que tenham temas mais delicados, que tragam um diferencial. E quando penso em tramas e dramas conflituosos, estou falando de shoujos como Bokura ga Ita (Yuuki Obata - 2002), por exemplo.

Sinopse: Kippei Katakura é um playboyzinho que não faz nenhuma outra coisa da vida a não ser dar em cima de todas as garotas da escola. Mas uma dia sua vida muda completamente quando se vê obrigado a tomar conta de sua priminha de 5 anos, Yuzuyu Sakashita, que foi abandonada pela mãe em sua casa.

Yuzuyu Sakashita, 5 anos.
Quando pesquisei informações sobre o mangá na Wikipédia achei que poderia me surpreender. Entretanto, após ler todos os 7 volumes, não me surpreendi e vou dizer algumas coisas de que não gostei: 1º- Kokoro Tokunaga é uma colega de sala de Kippei. Ela é apaixonada por ele, mas não gosta do tipo de coisa que ele faz com as garotas. Mas aceita namorar com ele, porém, no mangá não tem muitas cenas desenvolvidas deles, pelo menos, não até o final do volume 4. Ela só vai aparecer na casa da família Katakura no volume 5, e apenas no final do volume e além disso, nem parece que eles namoram; 2º- Fiquei um tempão pensando sobre quem a história do mangá falava: se era da vida do Kippei ou da Yuzuyu? Isso não ficou muito claro para mim; 3º- Não entendi a razão e nem o motivo das irmãs Ooga terem aparecido na história, tudo bem que apareceu a Maki, ela era prima da Yuzuyu, mas e as irmãs Ooga? Fiquei boiando... pois elas aparecem depois desaparecem, um grande mistério; 4º- A Yuzuyu não me cativou e eu não gostei de terem mudado a cor do cabelo dela no anime; 5º- O final do mangá, para mim, pareceu ter sido às pressas, um final relâmpago, como se a mangaká já tivesse cumprido o número máximo de páginas e como viu que não tinha mais páginas, teve que dar um final qualquer (e digo mais uma vez, eu não gostei daquele final).

Sério, minna... Quando fico decepcionada com algo, é angustiante não conseguir expressar o tamanho da minha revolta. Por que o mangá é classificado no gênero romance se nenhum romance é desenvolvido na trama? O namoro de Kokoro e de Kippei nem parece que existe. Ao longo dos volumes, Maki Youko escreveu duas páginas falando sobre ela e da grande oportunidade de ver um mangá seu ter continuação. Sinceramente, eu não teria dado oportunidade nenhuma ¬¬

Para ler, clique para ampliar.

Ok, tentando ser o menos ácida possível... Fiquei aguardando emoções ao longo dos capítulos. Pensei, calma, a qualquer momento vai acontecer algo legal entre a Kokoro e o Kippei e ele vai amadurecer junto com ela. Não. Isso não acontece, exceto pela cena na qual... E lá vem spoiler, então, para ler, selecione, eles perdem a virgindade, ou a Kokoro perde, sei lá, ficou confuso e quando ela acha que está grávida, mas o Kippei é super desligado e a Kokoro é super compreensiva, mas se fosse eu, eu não aguentaria algo assim não.


Talvez tenha me decepcionado por criar expectativas demais, pois eu pensei, ah! vai ser um mangá bem legal! Só que não. Kippei cuida de uma menina de 5 anos que foi "abandonada" pela mãe. Ele se apaixona por Kokoro-chan, mas não namoram, ele sempre a troca por outras coisas, que poderia chamá-la para ir junto, enfim... Não entendo a lógica desses mangakás, mas enfim... minha opinião particular é que não me surpreendi, aliás, não gostei. E nem do anime. Comecei a assistir, mas não gostei, porque no anime a Yuzuyu quer se casar com o Kippei quando crescer e em nenhum momento no mangá Yuzuyu quer isso. Mas sempre tem aquela pessoa genial que adora mudar as coisas e desagradar os fãs de verdade. Mesmo não sendo fã de Aishiteruze Baby, não gosto quando mudam algum elemento importante da história. E esse é um, afinal, Yuzuyu ama Kippei, mas como seu onii-chan (irmão mais velho) e não como um possível marido que ela terá no futuro. >:-(

É óbvio que o mangá trata de diversos temas, mas eles não são bem desenvolvidos na história. Pelo menos foi o que eu senti. Então, como é apenas a minha opinião, e quem quiser tirar a prova dos 9 e ter a sua própria opinião, eu mais do recomendo que cada pessoa tire sua conclusão. Eu não gostei, mas recomendo, porque alguém pode achar o máximo, como essa leitora aqui e esta aqui também. Talvez eu seja muito exigente... Acho que já deu para perceber isso, que quando caio de amores eu sou insuportável, chega a baba cai da boca, mas quando odeio, é o veneno que escorre kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk....

Mas para os fãs de Aishiteruze que lerem esse post, gomen ne... Essa opinião é apenas a minha. E para que vocês não fiquem descontentes, vou deixar algumas imagens para vocês sentirem a fofura da Yuzuyu (embora eu não tenha encontrado em lugar algum hahahahahaha) e para matarem a saudade dos demais personagens...



Mangá em Português - Sem Links
Licenciado pela Panini Comics

Anime legendado em português:
Famsub: Anime House
Ver online: Animeq; Anitube, Extremo Online BR

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Amano Akira (Mangaká)

Atendendo a pedidos, inicio atendendo o pedido de uma querida amiga, Joyce, mais conhecida por Miho Orihara... E para quem curte cosplay tanto quanto a Miho, passa lá na page dela e curte!! Miho Orihara Cosplay... \\o

Amano Akira (天野明) nasceu em 1973, na cidade de Aichi, Japão. A data e o mês são desconhecidos ou Amano não gosta de revelar isso para ninguém.

Seu primeiro emprego foi na Weekly Young Magazine, em 1998. Além da Weekly Young Magazine, Amano também realizou um trabalho para a Shueisha Publishing Co, Ltd.

Em 2002, Amano participou de um concurso para aspirantes a mangaká e foi um dos vencedores com o seu trabalho feito na época em que trabalhava na Weekly Young Magazine, o Monkey Business. Porém, Amano só veio se tornar conhecida apenas em 2004 com a publicação do shounen Katekyo Hitman Reborn! ou simplesmente Reborn!.

KHR foi anunciado várias vezes pela Shounen Jump até virar um hit no Japão e depois de alguns anos, dois anos para ser mais exata, o mangá virou anime e foi produzido pelos estúdios Artland.

Amano sempre criava histórias humoradas e com várias ideias malucas para entreter o público. O que acabou se tornando uma de suas características.

Abaixo, uma pequena coletânea de imagens do mangá/anime mais conhecido de Amano Akira , Reborn!:










Outros trabalhos da autora:

  • Boy Spin (1998)
  • Hot Blast Baseball Legendary (1999)
  • Pu Chipu Chirabii (2000)
  • Monkey Business (2002)
  • Tapir Hearts HAWK! (2003)
  • Reborn! (2004)
  • Psycho Pass (design dos personagens)
  • ēlDLIVE (2013)
  • Warashibe Tantei Numa Shichirou (2013)
  • Nemuri Netarou Awararu!! (2014)
  • Rebo to Dlive: 24H Extra Sketches (2016)
  • Hot (2018)

For Us who Begin to Love (Oneshot)

Hehehehe.... ando inspirada hoje... Já é a terceira postagem, né? Mas não poderia deixar de falar sobre esse oneshot que li essa madrugada. Enquanto o sono não vinha e depois de ter relido todos os mangás de Koi Kaze em dois dias, precisava de mais leitura, então, me deparei com esse oneshot da Maki Youko, conhecida por ter desenhado o mangá Aishiteruze Baby. Li o oneshot numa sentada, como costumam dizer por aí.

Nunca li sua obra mais conhecida, o que seria talvez bom, para fazer uma boa analogia, mas vamos lá...


For Us who Begin to Love, oneshot de Maki Youko (2007)

Título: 14 Rating/ For Us who Begin to Love/ Koiboku/ Koi wo Hajimeru Bokutachi ni (Para nós que começamos a amar)
Mangaká: Maki Youko
Gênero: Romance, School Life, Shoujo
Outros Títulos: Aishiteruze Baby (2002)
Publicação: Oneshot (2007)

Sinopse: Kawai Oto é uma garota de 13 anos que está na 6ª série e é apaixonada por um colega de sala, chamado Saitou.

Uma sinopse bem simples, um enredo bem simples e é assim que é For Us who Begin to Love ou simplesmente 14R. Kawai se apaixona pela primeira vez por Saitou e depois de alguns pequenos desentendimentos, a história chega ao seu final feliz.

Gosto de ler oneshots, de vez em quando tenho preguiça de ler volumes extensos de algumas séries de mangás, então recorro a eles. Acho-os em sua maioria que são terminados às pressas, mas alguns são muito bons e mereciam continuação, mas não é sobre isso que vou discutir. O que quero dizer é que alguns oneshots são emocionantes, como Deatta Toki ni Boku wa Mou Inai (exceto pelo final, claro) e outros que não. Acho que 14R não é um dos que emocionam.

Opinião particular, nada contra. Mas não gostei tanto assim.



Oneshot em português:

Ergo Proxy (Anime)

Konbanwa, chibis!! Genki desu ka? Enquanto termino de assistir ao anime Red Garden, vou fazer uma postagem de um outro anime que assisti um dia desses... Acho que já deu para vocês perceberem que eu tenho um certo fascínio por animes e mangás pouco badalados, mas não é que eu queira posar de otaku nerd, é porque tenho gostos exóticos hahahahahaha.... e tipo, gomen ne, eu não gosto de Naruto, então, ao invés de assistir quase 500 episódios, prefiro ocupar meu tempo vendo animes mais interessantes... Ufa, pronto, desabafei... Mas vamos ao que nos interessa de fato!!

Título: エルゴプラクシー/ Erugo Purakushii/ Ergo Proxy
Direção/Roteiro: Murase Shukou / Satou Dai
Estúdio: Manglobe
Gênero: Cyberpunk, Mistério, Sci-fi, Suspense
Publicação: Anime - 23 episódios (2006)

Ergo Proxy, anime (2006)

Sinopse: Ergo Proxy se passa em uma cidade utópica e futurística pós-apocalíptica (universo distópico), chamada Romdo, onde humanos e robôs coexistem em paz e harmonia, graças ao “sistema”, que induz a sociedade a simplesmente descartar suas emoções e apenas consumir. Porém, um homicídio abala as estruturas da cidade, e Re-I Mayer, uma jovem e ambiciosa investigadora é chamada para resolver o mistério por trás do assassinato. Conforme ela se aprofunda na investigação, descobre um segredo que ameaça mudar Romdo para sempre.



Confesso que no início era meio difícil entender o anime. E tinham episódios em que eu achava que tinha entendido tudo e de repente, bah!, caía sem entender nada. Então, reassisti a alguns episódios e as coisas foram aclarando na minha mente e cheguei à conclusão de que Ergo Proxy entrou para a lista dos animes mais fodas que já vi!! \\oooo

Os robôs que coexistem com os humanos em Romdo são chamados de AutoReivs. Os que servem de companhia são chamados de companhia e os que desempenham tarefas são chamados de Estourages. Re-I Mayer tem um parceiro AutoReiv, Iggy, que ao longo da história também será infectado pelo vírus Cogito.

O vírus Cogito é o responsável por dar consciência aos AutoReivs, que tomados por essa nova consciência, sentem raiva, ódio, ira, sobretudo, sentimentos sombrios que os levam a cometer crimes, como o assassinato que abala a pacata existência das pessoas em Romdo.

Romdo é uma cidade protegida por um tipo de redoma de segurança que não permite nem a saída e nem a entrada de pessoas ou robôs. Já que para o governo de Romdo, as pessoas que não moram lá é porque são perigosas ou quiseram fugir, por isso foram banidas como castigo.


Embarcação usada por Vincent e Pino fora dos domínios de Romdo.

Mas vamos agora aos spoilers, então, já avisando ou relembrando... é por sua conta e risco selecionar os trechos mais comprometedores para ler...

Re-I encabeça a investigação de um crime. O assassinato cometido por um AutoReiv. Mesmo sendo neta do regente da cidade, Donov Mayer, ela desconhece os segredos por trás do governo dele. Por desconhecer a verdade, Re-I começará a se envolver numa trama maior e é afastada do caso. Nesse ínterim, ela se depara com Vincent Law, o único estrangeiro que mora em Romdo. E aquele ser enigmático coexistindo em Romdo juntamente com os acontecimentos estranhos motivados pelo vírus Cogito, levarão Re-I a desvendar os mistérios de Romdo e a tomar conhecimento da existência dos Proxys ou Ergo Proxys, os semi-deuses ou imortais tidos como a chave para a sobrevivência humana, além de outros mundos além da redoma da cidade. Mas o que Re-I não sabe é que se aventurar numa jornada fora de Romdo só anteciparia sobre ela o destino dos Proxys em sua vida, já que ela conhece o Ergo Proxy mais importante de todos os Proxys e ainda se apaixona por ele. A origem dos Proxys é contada no anime e a importância deles também. Porém, os Proxys não são deuses, apenas o Ergo Proxy que é. Por essa razão, ele é perseguido pelos outros Proxys, pois cada Proxy tem algum ressentimento ou mágoa em relação ao Ergo Proxy. Re-I ficará no meio desse fogo cruzado. Pois no seu passado, ela tem ligação com eles. **** fim do spoiler****



Uma das personagens mais intrigantes de Ergo Proxy é Pino. Pino é uma AutoReiv de companhia criança. Pino é contaminada pelo vírus Cogito, mas não manifesta os sintomas agressivos que os demais AutoReivs. Pino não oferece perigo a ninguém, ela age como uma criança humana, com emoções e sentimentos humanos. Mas ela é muito fofa!! Ora ela aparece usando sua fantasia de coelhinho que ela ama, ora, aparece usando macacão. Sua paixão é desenhar, porém, sua grande fixação é Vincent Law e ela nunca o deixa sozinho.

Mas uma coisa que me incomodou bastante é que não fica claro o porquê de apenas a Pino não manifestar os sintomas do vírus. Ela é algum tipo de AutoReiv evoluído? Nem isso aparece como suspeita. E eu fiquei esperando um tempão ao longo dos episódios por algo que explicasse esse caso particular. Iggy, o AutoReiv de Re-I Mayer é infectado, mas finge não estar. Entretanto, por sentir ciúmes de Re-I Mayer ele manifesta os sintomas. Mas também não há explicação para ele conseguir esconder isso. A suspeita que fica no ar é que alguns AutoReivs conseguiam resistir temporariamente ao vírus, mas aviso que isso é apenas dedução minha.

Uma curiosidade sobre Ergo Proxy é que a escolha da personagem Re-I foi inspirada em uma cantora de rock estadunidense... Olhando para a imagem, já deu para descobrir quem é a cantora em quem a Re-I é inspirada?



Sim, sim... não é coincidência, a Re-I foi criada para se parecer com a Amy Lee, do grupo Evanescence... Mais um motivo para os fãs da Amy assistirem ao anime. E mais uma razão para você também assistir a esse anime intrigante e de tirar o fôlego.

Vale apenas salientar que alguns episódios se passam como se fossem independentes ou como episódios bônus, já que eles não têm ligação com o enredo principal.

A seguir algumas imagens dos personagens e espero que vocês não deixem de assistir aos episódios. Super recomendo!!


Anime legendado em português:
Download: Anbient
Ver online: Animeq; Anitube; Crunchyroll

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sábado, 14 de dezembro de 2013

Nausicaä do Vale do Vento (Animação)

Uma garota que tem uma forte ligação com os animais e com a natureza vivendo num mundo onde tudo pode ser destruído apenas com o sopro do vento, só poderia ser coisa do Miyazaki-sensei. A partir desse clima de fragilidade que pode levar o mundo todo a destruição, Nausicaä se mostra uma princesa sábia e destemida.

Título: 風の谷のナウシカ/ Kaze no Tani no Nausicaä/ Nausicaä of the Valley of the Wind/ Nausicaä do Vale do Vento
Direção/Roteiro: Miyazaki Hayao
Gênero: Drama, Fantasia
Outros Títulos: A viagem de Chihiro (2001); Princesa Mononoke (1997); O Serviço de Entregas da Kiki (1989); Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar (2008)
Publicação:
Mangá - 7 volumes (1982 - 1994)/ Licenciado pela Conrad
Animação (1984)
Nota: ♥♥♥♥♥

Nausicaä do Vale do Vento, animação e mangá de Miyazaki Hayao (1984)

A primeira animação do sensei Miyazaki que tive o prazer de assistir foi A viagem de Chihiro (que reservo uma postagem para ela em breve). Para ser sincera, amei logo de cara essa animação. Chihiro me encantou pela simplicidade e complexidade com que o roteiro foi desenvolvido e aquela sensação de como algo extremamente elaborado parece ser tão simples, tão fácil. 

A segunda animação de Miyazaki que vi, foi uma recomendação de um querido amigo meu, Hausman Santos, mais carinhosamente chamado por mim de Haws.... A animação Mononoke Hime (ou simplesmente, Princesa Mononoke) para mim se tornou o filme de animação em 2D mais brilhante que já vi na vida! Eu pensava que Chihiro era fantástico, e é, mas Mononoke Hime me surpreendeu pelo enredo, pelas imagens e pelos personagens, posso resumir isso numa única palavra: AMEI!!

Mas a estrela de hoje é Nausicaä do Vale do Vento, terceira animação de Miyazaki que assisto. Nausicaä foi dirigido e roteirizado em 1984, antes de Miyazaki fazer parte do Estúdio Ghibli. Anterior às suas obras primas: Tonari no Totoro, Mononoke Hime e A viagem de Chihiro (que lhe rendeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2002 e o Oscar de melhor animação em 2003), Nausicaä não desmerece a genialidade do sensei, que costuma usar a fantasia e o drama na dose certa em seus roteiros magníficos.

Ilustrações do mangá de Nausicaä.

Sinopse:  Mil anos após os "Sete Dias de Fogo", a Terra é um lugar tomado pelo clima árido, águas ácidas, solos mortos e gigantescas florestas repletas de plantas venenosas chamadas de Fukai, onde apenas insetos enormes conseguem sobreviver. Dentre eles, os Ohmu, os senhores da Fukai. Poucos lugares são seguros e livres dos esporos venenosos da Fukai. Um desses locais é o "Vale dos Ventos", cujas fortes correntes de ar mantêm o Vale livre dos esporos venenosos. Nausicaä é a jovem princesa desse vale. Ela estuda a Fukai, as plantas e os insetos, em especial os Ohmu, em busca de respostas e de uma cura para o veneno mortal. Tudo muda quando Nausicaä e seu povo se vêem no meio de uma guerra entre os reinos de Torumekian e Pejite, ambos em busca de uma arma de poder imenso, uma das armas responsável pelos "Sete Dias de Fogo". (Retirado da descrição do vídeo no site do Anitube).

Confesso que sou assumidamente fã das animações do sensei Miyazaki, gosto dos traços dos desenhos e mais ainda do enredo das histórias. Nausicaä conta a história de uma princesa destemida e corajosa. É admirada e amada pelo seu povo sendo o exemplo de todos, por sua firmeza, honestidade e carisma. Nausicaä tem uma ligação com os animais, principalmente com os insetos que protegem a Fukai (na legenda, a Fukai é o Mar da Devastação), e essa ligação mostrará que humanos e insetos, após a grande devastação, podem viver juntos e em harmonia.

Essa ligação de Nausicaä com os insetos é inspirada num conto do folclore japonês "A princesa que amava insetos". E além disso, a escolha do nome da personagem, é em homenagem à princesa que ajudou Ulisses, na Odisseia de Homero. Nausicaä é jovem, corajosa e, sobretudo, carismática. Uma outra curiosidade, bastante interessante sobre Nausicaä, é que Miyazaki passou 12 anos desenhando o mangá sobre a história da princesa do vale do vento. No Brasil, o mangá foi traduzido pela Editora Conrad, que cancelou as tiragens do mangá no volume 5 sem lançar as edições finais.

Nausicaä fez tanto sucesso (e que nem era tão esperado e ainda veio num momento delicado da vida do sensei, pois sua mãe, havia morrido um ano antes à estreia da animação), que Miyazaki acabou fundando, em parceira com seu amigo Takahata, o Estúdio Ghibli.


O que acho mais legal em Miyazaki é como ele trabalha a relação dos humanos com os animais e a natureza, que eles são dependentes um do outro e quando há desequilíbrio, essa relação sofre o contraste. Exemplos disso são as animações Nausicaä e Mononoke Hime. Adoro Miyazaki não só por ele ser um ótimo cineasta em animações, mas pelas mensagens que ele passa para os adultos e para as crianças.

Características marcantes das produções de Miyazaki são o gosto pela aviação, ecologia e suas consequências e a ausência de um vilão. Sim, não há vilão nas animações do sensei e é isso que também faz eu gostar mais ainda de seus filmes.

E se você pensa que animação é coisa para criança, é porque nunca assistiu às animações mais antigas de Miyazaki. Mais do que recomendo Nausicaä. Então, Minnaaaaaaaaaaaaa..... vou indo nessa, próxima animação de Miyazaki que elencará a minha lista: Tonari no Totoro. Eu só preciso arranjar tempo para assistir. Iterasshaaaaiiiiiiiiiiiiiiii...



Mangá em Português - Sem Links
Licenciado pela Conrad

Assistir online:

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Enciclopédia Animangá - Gênero Gekiga

Konbanwaaaaaaaaaaaaa, Minnaaaaaa..... eu sei que prometi falar sobre Red Garden, mas ainda não terminei de ver o anime e as minhas férias não chegam nunca, porque ando sem tempo para nada, aliás, ando cansada de nunca ter tempo para nada, mas adiante...

Hoje, na Enciclopédia Animangá, eu irei falar um pouco sobre o estilo Gekiga.


Imagem ilustrativa indicando a diferença entre o traço do mangá e do gekiga.


Gekiga

O estilo Gekiga (劇画), que significa literalmente figuras dramáticas, surgiu em meados da década de 1950 com as publicações dos mangás de Yoshihiro Tatsumi e não demorou para que, mais tarde, outros mangakás aderissem ao novo estilo.

O gekiga, inicialmente, surgiu como uma forma madura do mangá, mas que não era mangá, pois Yoshihiro acreditava que essa postura mais séria do traço dos desenhos não poderia ser equiparado aos "desenhos irresponsáveis" dos mangás. Algo bastante semelhante ao que Will Eisner havia criado com o uso do termo Graphic Novel para diferenciar o seu trabalho da arte sequencial dos quadrinhos.

Yoshihiro encontrou espaço para sua obra em bibliotecas públicas de Osaka, que incentivavam a produção de trabalhos experimentais e ofensivos, sobretudo, contra a onda infanto-juvenil desencadeada por Osamu Tezuka.

Com um traço mais pesado, é um estilo que traz temas como vingança, tramas psicológicas, busca por justiça (à la histórias de faroeste hahahahaaha), guerras, flashbacks, máfia, dentre outros temas. Entretanto, apesar do estilo gekiga ter surgido como um tipo de não mangá, mas como um trabalho maduro e adulto, ele ainda é extremamente confundido com os seinens.

Confira abaixo, alguns mangás e animes ao estilo gekiga:


  • Mangá - Crying Freeman. Roteiro: Kazuo Koike/ Ilustração: Ryoichi Ikegami.



  • Anime - Samurai Champloo. 







  • Mangá - Sanctuary. Roteiro: Sho Fumimura/ Ilustração: Ryoichi Ikegami




  • Mangá - Vagabond. Mangaká: Takehiko Inoue



sábado, 16 de novembro de 2013

Enciclopédia Animangá - Kodomo, Shoujo, Shounen, Josei e Seinen

Konbanwaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.... meus chibis lindos!!  お元気ですか? (Genki desu ka?). Ainnnn.... saudades de vocês!! Mas vamos lá, né? Ando bastante ocupada, chibis... Essa vida de universitária e escrava do capitalismo estão me deixando sem tempo... então, para não deixar o blog paradão enquanto termino de ver o anime de Red Garden, porque o mangá eu já li \\o, resolvi postar sobre algo bem interessante, uma espécie de post sobre termos que às vezes a gente não sabe o que é, mas agora passará a saber =D

Saudando vocês à la Hachiko ^_^

Os mangás e animes aos quais estamos acostumados a ler ou a assistir são classificados em várias categorias, muitas vezes não entendemos o porquê dessas classificações, mas mesmo assim lemos e assistimos sem preocupações quanto a isso, não é verdade? Mas hoje, quem não sabe sobre isso, pode ter a chance de ficar sabendo agora >_<

Hamtaro (2000-2006)
Um dos gêneros mais conhecidos por nós são os shounens, devido a sua grande popularidade e aceitação entre os jovens e pelo mercado editorial (óbvio!!), mas apenas por questões didáticas, iniciarei pela dita "primeira" categoria de mangás/animes para o primeiro tipo de público alvo.

Kodomo: literalmente, kodomo (子ども) significa criança. Os kodomomuke manga e os kodomomuke anime (como também são chamados no Japão) são histórias voltadas para um público mais infantil. Os kodomos contam histórias simplificadas evitando sequências muito duradouras das quais crianças menores não consigam acompanhar. Os roteiros costumam ser simples e ilustrativos, ou seja, os personagens são bem caricaturais de forma que a criança possa perceber os objetivos de cada personagem. Como exemplos de kodomo, podemos citar Dinossauro Rei, Doraemon, Hamtaro, Monster Rancher, Pokémon, etc.

Sailor Moon (1991-1997)
Shoujo: assim como kodomo significa, literalmente, criança, shoujo (少女) significa garota. O primeiro mangá desse gênero foi A princesa e o cavaleiro, do mangaká Osamu Tezuka-sensei. Os shoujos contam histórias que envolvem romances e comédias românticas, entretanto, nem só de amor vivem as garotas de 15 anos, os shoujos também podem trazer enredos históricos, de terror, fantasia e ficção científica (ou também mecha, como Guerreiras Mágicas, por exemplo), por exemplo. O público alvo desse gênero são adolescentes até os 18 anos, mas não que isso impeça que pessoas do sexo masculino e de outra faixa etária leiam essas histórias (o que é o meu caso, porque eu tenho mais de 18 anos - risos). Os shoujos não eram um gênero comum no Japão, inclusive, nem é tanto assim aqui no Brasil. Além disso, não existia um direcionamento para o público adolescente feminino, o que, para a nossa alegria e graças a Kami-sama, veio mudar com Osamu Tezuka!! Os shoujos mais famosos entre nós são: Sailor Moon (que eu amoooooooooooooo!! >//<), Guerreiras Mágicas de Rayearth, Kimi ni Todoke, Vampire Knight, Marmalade Boy, Aishiteruze Baby, Sakura Card Captors, Kobato, Lovely Complex, Bokura ga Ita, Sukitte ii na yo, Kareshi Kanoujo no Jijou (ou simplesmente, Kare Kano), etc.

Ao no Exorcist (2009 - em andamento)
Shounen: correspondente masculino do shoujo, shounen (少年) significa garoto. Nesse tipo de gênero, são trazidos enredos mais complexos do que os kodomos que tratam de humor e cenas de ação, além de superação de desafios, competição e conquista pela vitória que deve ser conquistada com muito sacrifício (quem já assistiu a CDZ vai entender o que eu estou dizendo - risos). Nesse estilo, não são desenvolvidas histórias de romance entre os personagens, ou seja, esses romances não são o foco do mangá/anime, geralmente, a amizade entre os personagens é o elo mais forte entre eles. Geralmente, os shounens visam rapazes até 18 anos, mas é óbvio que ler shonens é para todo mundo! Os exemplos mais comuns de shounens são Video Girl Ai, Yu Yu Hakusho, Drangonball, Cavaleiros do Zodíaco, Naruto, Shurato, Bucky, Tenchi Muyo!, Shaman King, Ao no Exorcist, Rosario Vampire, InuYasha, etc.

Os gêneros que comentarei a seguir fogem da esfera da fantasia, ou seja, eles irão focar no cotidiano, nos acontecimentos da vida madura ou tratar de problemas mais complexos, como incesto, aborto, estupro, etc. Por esse motivo, esses gêneros são voltados para o público adulto em geral. Os mangás voltados para o público feminino adulto são chamados de Josei e os voltados para o público masculino adulto Seinen.

Nana (2000 - em andamento)
Josei: o gênero josei (女性), que significa mulher em japonês, pode ser considerado como uma espécie de amadurecimento do shoujo. As histórias costumam ter personagens preocupadas com dilemas da vida adulta, como casamento, trabalho, adultério etc que são representados de forma bastante realista e/ou dramática. Diferentemente do shoujo, o josei é um gênero sem restrições, ou seja, em suas histórias, podem aparecer cenas de sexo explícito, sadomasoquismo, traição e homossexualidade (chamado de yuri), sendo este último considerado  pelos japoneses como um enredo romântico, pois o amor entre duas pessoas do mesmo sexo é tido como um amor proibido. O josei mais vendido no mundo é Nana, de Ai Yazawa, o que muita gente ainda confunde com shoujo por ele ser editado numa revista que publica shoujo, a Cookie. Nana é o segundo mangá mais vendido no mundo e eu tenho ele completo \\oooooooooo!! Além de Nana, como exemplos de Josei temos Spicy Pink, Moonlight Flowers (que trata de homossexualidade), Honey and Clover, Gokusen, Papa to Kiss in the Dark, Paradise Kiss, Pet Shop of Horrors, Nodame Cantabile, etc.

Papa no Iukoto wo Kikinasai (2011)
Seinen: assim como o josei, o seinen (青年 - homem jovem, em japonês) se difere do shounen por tratar de temas mais maduros, ou seja, o seinen seria um amadurecimento do shounen, um exemplo disso, é Cavaleiros do Zodíaco, que tem uma continuação numa versão para jovens adultos com mais de 20 anos. Assim como o josei, o seinen pode trazer cenas de sexo explícito sem que isso seja tratado como pornografia, exemplo disso é Love Junkies (que para mim é hentai). Além disso, as histórias giram em torno de homens entre 20 a 40 anos que passam por dilemas comuns a essas fases da vida, como carreira, um bom emprego, uma vaga na universidade, um cargo político etc, porém isso não é regra, há seinens que trazem personagens adolescentes em suas narrativas, mas que passam por situações muito complexas para a sua idade, como é o caso de Bitter Virgin, da mangaká Kei Kusunoki . Mais exemplos de seinen que podemos citar são Koi Kaze, Papa no Iukoto wo Kikinasai, Shura Yukihime, Anne Freaks, Yosuga no Sora, Love Hina, Gantz, Oldboy, Hokuto no Ken, Na Prisão, etc.

O gênero Gekigá também é voltado para um público adulto, sobretudo, masculino. Mas ele é assunto para uma outra postagem, assim como os subgêneros, que são bastante numerosos... Então, minna... a gente fica por aqui... Indo dormir que a minha caminha clama por mim...

Oyasuminasaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!
 

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