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domingo, 12 de abril de 2020

Enciclopédia Animangá - Talheres

Para os fãs da cultura asiática, como eu, resolvi hoje falar um pouco sobre os tradicionais talheres usados nos países orientais. Embora muitos de nós sejamos fãs de sushi, por exemplo, nem todos sabem usar os temidos "pauzinhos" - risos. Mas hoje a proposta não é ensinar ninguém a usar, mas a conhecer um pouco as diferenças existentes entre cada país. O Hashi, Fachi, pauzinhos ou palitinhos são as varetas utilizadas como talheres em grande parte dos países do Extremo Oriente, como a China, o Japão, o Vietnã e a Coreia.

O utensílio usado na Coreia tem o nome de Sujeo, que é a junção das palavras sutgarak (숟가락, “colher”) e jeotgarak (젓가락, “pauzinhos”). A Coreia é a única que usa uma colher tradicionalmente, os outros países usam apenas os pauzinhos. Outra grande diferença entre o Sujeo e os demais é o material utilizado na produção. Enquanto a China e o Japão usam madeira, a versão coreana é feita de metal. Mas existe uma explicação para isso, reza a lenda que, antigamente, o rei usava os pauzinhos feitos de prata, visto que esse material mudava de cor caso alguém tentasse envenenar sua comida.

Não se sabe se isso é verdade ou não, entretanto, a prata continuou sendo utilizada até hoje na fabricação dos talheres, além disso, muitas pessoas acreditam que estão se protegendo de serem envenenadas por alguém. Se a Coreia ainda vivesse na era Joseon faria muito mais sentido acreditar nisso, porém, tradição é tradição, não é mesmo??



Outra grande diferença entre os pauzinhos usados nos países orientais é o tamanho que cada um deles tem. O talher chinês, por exemplo, é mais longo e grosso, mantendo o mesmo padrão de uma ponta a outra, ou seja, ele possui a mesma largura em todo o seu comprimento. A explicação para isso é que como os pratos não são servidos separadamente, você precisa pegar a comida diretamente da panela.

Na Coreia, a comida é servida numa mesa menor, com várias pequenas porções de comida das quais cada pessoa vai se servindo. Já na China, normalmente são utilizadas mesas do tipo Lazy Susan (mesas com bandeja giratória), o que exige que os talheres sejam maiores do que em outros países da Ásia.

Enquanto isso, no Japão, não há necessidade do uso de uma mesa pequena ou de uma Lazy Susan, cada um se serve e coloca sua comida em uma vasilha, ou seja, cada um prepara uma porção individual, como nós fazemos, desse modo, os pauzinhos japoneses, os Hashi, são menores e mais finos, já que não exigem pegar a comida de panelas ou de uma mesa giratória. Alem disso, no Japão existem ainda diferenças de tamanho para os Hashi utilizados por homens, mulheres e crianças, sendo adaptados para cada tipo de pessoa e faixa etária.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Enciclopédia Animangá - Sukeban, as Gangues Femininas Japonesas dos Anos 70

Yoooo, minna!! Fazia bastante tempo que eu não postava nada na seção Enciclopédia Animangá, mas enquanto eu pesquisava algumas coisas por aí, achei por acaso uma matéria sobre as Sukeban. Como nem todo mundo conhece ou sabe do que se trata, resolvi falar um pouco sobre essas gangues femininas que aterrorizaram o Japão nos anos 70.



Nos anos 70, o Japão vivia uma época de terror provocada pela Yakuza e pelas Sukeban. As Sukeban eram garotas colegiais que escondiam facas, lâminas e correntes nas longas saias do seifuku (uniforme do tipo marinheiro, muito comum nas escolas japonesas). O surgimento das Sukeban se deu, porque:

"Na yakuza, as mulheres não têm autoridade e quase não havia membros do sexo feminino. Gangues de garotas que tenham existido antes era uma raridade na cultura geralmente sexista dominada pelos homens no Japão", explica o escritor Jake Adelstein, especialista em crime japonês. "O mundo estava falando de feminismo e libertação, e talvez elas sentissem que as mulheres também tinham o direito de ser tão estúpidas, promíscuas, viciadas em adrenalina e violentas quanto seus colegas homens".

As Sukeban cometiam pequenos crimes, como roubos e furtos, além de brigarem com gangues rivais. Como em todo grupo, existia um severo código de honra, que servia muitas vezes para punir as companheiras que roubavam o namorado da outra, etc. Para esse tipo de transgressão, a punição era feita com queimaduras de cigarro, que também servia para punir quem desrespeitasse outra integrante acima na hierarquia do grupo. Apesar de probleminhas com roubar o namorado da outra ou desrespeitar alguma companheira, elas eram extremamente leais umas às outras, mantendo em comum o ódio pelo mundo e pelas pessoas  no geral.



A Professora Doutora Laura Miller, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, na época em que morou em Osaka (durante o auge do surgimento das gangues femininas no Japão), disse que admirava as Sukeban por elas se rebelarem contra as normas de gênero e de feminilidade mainstream, ela ainda lembra de vê-las:

"Andando por diferentes distritos, logo ficou claro que elas vinham de bairros de classe trabalhadora. Parecia que a rebeldia delas estava ligada ao fato de que elas sabiam que nunca se tornariam princesas de escritório ou a esposa adorável de um rico salaryman (espécie de executivo engravatado japonês)".

Identificar uma Sukeban não era difícil. Como todo grupo da subcultura japonesa, elas também tinham seu estilo próprio. Usando os uniformes escolares, modificados dependendo do estilo da gangue, suas roupas não passavam do inocente seifuku. Apesar de utilizarem o seifuku costumizado, elas faziam questão de usar saias longas como uma forma de protestar contra a hipersexualização das adolescentes na época (o que - infelizmente - não é muito diferente de hoje), lenços de escoteira sob a gola marinheiro e tênis Converse. O visual ficava completo quando elas usavam patches, botons e algum tipo de arma (tacos de beisebol, correntes, facas, etc.).



Vale salientar que o estilo Sukeban tornou-se icônico, inspirando uma série de filmes Pinky Violence (gênero de filme que retrata, na maioria das vezes, gangues de mulheres) e alimentando o imaginário de vários outros escritores e cineastas. Os filmes eram produzidos visando o público adulto e abrindo caminho para mulheres violentas nas telas dos cinemas. O ponto positivo de retratar as Sukeban nas telas era evidenciar a solidariedade feminina, embora extremamente radical, esse tipo de sororidade era incomum e impensável para a época e mais ainda para a história do cinema. 

"Elas se tornaram a representação das dicotomias sociais, culturais e políticas que a sociedade japonesa estava experimentando na época", diz Alicia Kozna (autora de Pinky Violence: Shock, Awe and the Exploitation of Sexual Liberation). "Num nível mais amplo e universal, a ideia de mulheres 'se comportando mal' sempre foi atraente para o público, especialmente porque é um desafio à maneira como as mulheres são universalmente ensinadas a agir. Ver esse tipo de resistência ao que é esperado é emocionante para muitos e até catártico para alguns".

Um dos maiores legados das Sukeban foi o fato de elas espalharem mensagens de empoderamento ou de terror, dependendo da sua posição na sociedade japonesa da época. Apesar de esquecidas, visto que material sobre elas no Japão é extremamente difícil de encontrar, foram elas que abriram caminho para as gangues colegiais femininas atuais poderem existir e se manterem firmes e fortes. De certo modo, é graças às Sukeban que as punks Yanki e as motoqueiras Bousouzoku podem rodar "livremente" pelo Japão com toda a sua barulheira.



O apagamento das Sukeban não é um processo aleatório ou natural. A grande produção cultural sobre elas, desde filmes, animes, mangás e até material pornográfico, existiam aos milhões, entretanto, a escassez e a raridade de encontrar evidências sobre a existência delas só reforça o horror que muitos tinham/têm dessas garotas. Adolescentes da classe operária, em plenos anos 70, subvertendo a ordem e os costumes não era algo com o que a maioria das pessoas poderia se acostumar. Além disso, embora haja pontos negativos sobre elas, afinal, elas cometiam pequenos delitos dentre outras coisas, é válido salientar que elas representaram um dos movimentos femininos mais solidários entre mulheres que já existiu no Japão.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Enciclopédia Animangá - Wuxia

Yoooooo, minna!! Como vocês estão? Espero que bem... já eu, como vocês devem ter percebido, ando meio sumida. Pois é... comecei a trabalhar!! Depois de muito tempo desempregada, finalmente consegui um emprego! Por causa disso, meu ritmo de postagens caiu bastante, mas não sumi nem desapareci, certo? E para manter o novo ritmo do blog, trouxe para vocês uma postagem da sessão Enciclopédia Animangá. E aí, você já ouviu falar do termo Wuxia?



Wuxia (武俠) é um gênero literário e/ou cinematográfico, originário da China, que mistura fantasia e artes marciais, ou ainda, que mistura basicamente luta de espadas em um mundo medieval imaginário. Ou seja, quem nunca viu jogos medievais com lutas entre espadachins ou histórias que envolvem artes marciais num universo fantástico como o do dorama Love O2O?




Como para mim, o termo Wuxia é uma novidade, desconheço outros doramas, filmes ou livros que pertençam a esse gênero. Mas se você conhecer algum, não deixe de escrever nos comentários para que mais sugestões desse gênero super interessante possam alcançar mais pessoas. No mais, é isso, pessoal... Até a próxima... Ja ne!!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Enciclopédia Animangá - Makjang

Yooooooooo, minna... adivinhem só, estou ressuscitando a sessão Enciclopédia Animangá. Percebi que desde o ano passado, para ser mais exata, desde junho, não posto nada de novidade e de curiosidade para vocês... mas para quebrar esse jejum, estava pesquisando alguns doramas para ver e eis que me deparo com o termo Makjang. Curiosa, pesquisei em vários lugares e vi muitas referências em inglês, logo, isso me despertou o interesse de compartilhar com vocês sobre isso. Espero que gostem...



Makjang é um termo usado para classificar doramas que abordam temas considerados polêmicos ou que de alguma forma fazem referência a algum tema considerado tabu, são eles: adultério, incesto, abuso sexual e de outras naturezas, doenças fatais etc. No entanto, esse tipo de gênero é usado com o intuito de prender a audiência dos telespectadores, muitas vezes correndo o risco de interferir na qualidade da história.



Um exemplo de dorama makjang é Little Girl K, mas não posso afirmar que isso estragou a história. Pretendo assistir a esse dorama em breve. Então, aguardem para saber se o makjang é tão ruim assim ou não. Até a próxima, amores... Ja ne!!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Enciclopédia Animangá - Yonkoma

Yoooooooooo, minna.... olha eu aqui de novo... andei sumida, é verdade, estava estudando para minhas provas e, infelizmente, terei que estudar mais ainda para as provas finais (eu não contava com isso, mas fazer o quê). Enquanto assisto ao jogo de vôlei masculino do Brasil contra o Irã, escrevo essa postagem para vocês. 

Hoje resolvi falar de um tipo muito comum de mangá publicado no Japão. Certamente, não estamos tão habituados a ler esse tipo de formato por aqui, com exceção de K-ON!, não conheço nenhum outro título que tenha sido licenciado sob esse formato.


Yonkoma (4 コマ漫画) pode ser, literalmente, traduzido como mangá de quatro células. Ou seja, é o mangá em forma de tirinhas compostas por quatro quadrinhos ou painéis um abaixo do outro. O primeiro mangá no estilo yonkoma foi publicado em 1902, por Rakuten Kitazawa, e era intitulado Jiji mangá.

Apesar de ser uma estrutura simples, a maioria dos yonkomas seguem uma estrutura conhecida como Kishōtenketsu. O Kishōtenketsu é uma mistura formada pelas seguintes características chinesas: Ki (é o primeiro quadrinho e é ele que traz a base da história e compõe o cenário); Shou (o segundo quadro traz a continuação da história apresentada no Ki); Ten (é onde deve conter o clímax da história, ou seja, a reviravolta, o acontecimento inusitado); Ketsu (a conclusão da história).


O yonkoma trata de diversos assuntos de maneira leve e cômica, mas isso não impede que um conteúdo mais sério seja abordado. É comum encontrar yonkomas em jornais japoneses, assim como temos as charges e as tirinhas nos jornais brasileiros. Alguns mangás que seguem esse estilo são K-ON!, Gekkan Shoujo Nozaki-kun, Gokicha, Yandere Kanojo, Lucky Star, Acchi Kocchi, Kill me Baby, dentre outros. Se você curte histórias curtas e bem humoradas, certamente, se divertirá bastante lendo yonkomas.

Espero que tenham gostado da postagem. Se quiserem saber mais sobre algum tema pertencente à cultura asiática, deixa nos comentários... que eu pesquiso e posto aqui para todo mundo. No mais é isso, meus amores... vou indo nessa, continuar a assistir ao jogo do Brasil e terminar de ver o filme Yes or No 2.5. Sim... vai ter postagem de novo hoje ainda... ao menos, assim espero... Kissu...

sábado, 11 de junho de 2016

Enciclopédia Animangá - Kashima Reiko

Yoooo... minna... como vocês estão? Eu estou bem, quer dizer, estou melhor. Estava doente, mas já me recuperei, ao menos acredito que sim (risos). E para hoje, trago uma das lendas urbanas mais cabeludas do Japão. Isso mesmo... sabemos que histórias de terror mexem muito com o nosso imaginário coletivo e a lenda da Kashima Reiko não poderia ser diferente.



Kashima Reiko é uma lenda urbana japonesa sobre o fantasma de uma mulher sem pernas que assombra banheiros de escolas. Dizem que ela viveu na cidade de Hokkaido, e durante uma noite qualquer foi atacada por um grupo de homens.

Eles abusaram dessa mulher e a abandonaram para morrer. Ela tentou pedir ajuda, mas ninguém a escutou. Na tentativa de pedir socorro, ela se arrastou até a linha férrea, mas devido aos ferimentos, desmaiou e caiu inconsciente. Infelizmente, o trem chegou e o maquinista não a viu. A mulher teve seu corpo cortado ao meio e morreu. Por isso ela não tem pernas.

Desde então, o fantasma vingativo de Kashima Reiko vagou o mundo, em busca de suas pernas. Entretanto, ela nunca as encontrou. Por causa disso, ela geralmente é vista em casas de banho, em banheiros de escola, mas também pode aparecer no banheiro de casas comuns no meio da noite. Se você se deparar com a Kashima Reiko, ela fará perguntas a você, do tipo: "Onde estão minhas pernas?".



Para não ser vítima da ira de Kashima Reiko e ter suas pernas arrancadas, você deve responder que as pernas dela estão "Na Via Expressa Meishin". Entretanto, Kashima Reiko não costuma acreditar nas pessoas e continuará fazendo perguntas. Ela perguntará em seguida: "Quem lhe disse isso?". Você deve responder "Kashima Reiko me disse isso."

Diz a lenda que Kashima costuma também fazer perguntas capciosas do tipo "Você sabe o meu nome?". Nessas situações, é recomendado nunca dizer o nome Kashima, pois Kashima quer dizer 'Máscara do Demônio Morto'. Nesses casos, segundo a lenda, você deve responder "Demon Death Mask". Diz-se também que, depois de ouvir a história da Kashima Reiko, ela aparecerá para você dentro de um mês.

E aí, galerinha... Vocês curtiram essa lenda urbana? Certamente, essa é uma daquelas histórias que já foi usada em diversos filmes. E aí, você sabe de mais alguma lenda urbana japonesa? Deixe aí nos comentários para que a tia KawaaChann poste aqui no blog. Até a próxima, chibis... Kissu...

domingo, 10 de abril de 2016

Enciclopédia Animangá - O Estilo Gal

O estilo Gal faz parte da subcultura pop japonesa. O termo Gal é uma adaptação da palavra inglesa "girl". No Japão, Gal é o termo geral que define uma garota ou mulher jovem que faz da moda e da aparência um estilo de vida. Em geral, são garotas de boa condição social, consumistas e antenadas na moda do oriente e do ocidente.



Existem muitas ramificações do estilo Gal, como Ko Gals, Manbas, Kei Gals, Hime Gals, etc; cada uma com seus próprios padrões, marcas favoritas e até comportamentos específicos. (essa definição foi adaptada do glossário do volume 16 do mangá Kimi ni Todoke, publicado pela Panini). Vale salientar que o termo Gal, no Japão, muitas vezes é usado no sentido pejorativo, já que algumas meninas se prostituíam para manter o seu status.

Alguns mangás que trazem um pouco sobre esse estilo são: 

Gals!, de Mihona Fujii (1998-2002)



Peach Girl, de Miwa Ueda (1997-2004)



Ura Peach Girl, de Miwa Ueda (2005-2006)


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Enciclopédia Animangá - Bromance

Yooo, minna... como vocês estão? Eu estive sumida por muito tempo, mas aos poucos estou voltando à ativa. Muitas coisas boas e ruins aconteceram nesse meio tempo em minha vida e talvez a pior delas seja ainda tentar me recuperar pela perda do meu avô... mas a vida é assim mesmo, todos nós iniciamos e concluímos nosso ciclo... O importante é que agora, ele está em boas mãos... assim espero.

Mas vamos lá, porque hoje resolvi tirar as teias de aranha dessa bagaça... risos. E hoje vou falar sobre algo que muito nos interessa, quem é fujoshi ou fudanshi vai entender o que quero dizer. Para muitos, o bromance pode ser o céu ou o inferno. E entendamos por quê.

Bromance é um termo em inglês [bro (brothers) + romance] utilizada para designar um relacionamento íntimo entre dois amigos. Esse relacionamento íntimo não é de natureza sexual, mas existe uma intimidade maior do que o normal entre esses dois amigos. Um exemplo clássico disso, Shun e Hyoga de Cavaleiros do Zodíaco (versão anime). E antes que haja alguma dúvida, não, bromance não é a mesma coisa que relacionamento homoafetivo.




Resumindo: Bromance é uma amizade muito romantizada entre dois caras, quase algo parecido com o que entendemos como shounen-ai. Mas reforçando a premissa de que Bromance não é shounen-ai, nem yaoi muito menos lemon.

Agora vou explicar porque para alguns pode ser o paraíso e para outros o inferno. Quem não é fã de yaoi vai achar isso razoável e em alguns termos aceitável. Opa, não é yaoi, massa! Segue em frente. Mas para os fãs de yaoi como eu e muita gente que conheço, é uma tortura ver dois caras lindos, super amigos e não rolar nada entre eles. Quase morri quando vi esse vídeo.



Mas calma, o Tw-Drama Bromance não é yaoi. Eu também super achei que fosse, mas é gender bender. Sabe quando você sente arrepios e depois descobre que não era nada disso? Pois é... fiquei super animada com esse drama, para morrer na praia ao descobrir que não, não é yaoi. #Triste.



No mais, amores do meu coração, aproveitando para recomendar o dorama taiwanês Bromance mais quente do pedaço e, não se iludam como eu me iludi, não é yaoi, mas sim gender bender. Eu vou assistir nessas férias e espero o mais breve possível falar sobre ele aqui.

Até a próxima, chibis!! Prometo aparecer mais por aqui, até porque eu amodoro tudo isso aqui e o carinho de todos vocês... Beijos, beijos, beijos...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Enciclopédia Animangá - Jidaigeki e Sageuk

Yooooooo, minna!! Sei que prometi postar todo fim de semana e confesso que estou me esforçando bastante para isso. Como nesse fim de semana eu estava terminando de ver o anime de Noragami (ainda vai ter postagem sobre), resolvi deixar tudo pra hoje. E como algumas coisas aqui no blog estão na fila há séculos para serem postadas, estou adiantando esse post que há meses venho protelando em escrever (e sabem por quê? Por preguiça - gomen ne). Mas sem mais enrolações, vamos ao que interessa... *--------*



Nós sabemos que existem diversos mangás e animes que contam suas histórias num passado distante, situado em alguma era longínqua, a exemplo de Sengoku Basara, Saiunkoku Monogatari, Samurai X, Inuyasha, Afro Samurai, Basilisk dentre outros. O mesmo acontece nos filmes orientais e nos dramas. Mas os dramas/doramas em particular, recebem nomes específicos.

Os doramas japoneses de época são chamados de jidaigeki e costumam ter lutas de sabres (chanbara). Alguns exemplos de j-dramas no estilo jidaigeki que podemos citar são:


Atsuhime

Atsuhime conta a história de vida de Atsu, que nasceu na prefeitura de Kagoshima, então chamada de Satsuma, e que se tornou a esposa de Tokugawa Iesada, o 13 º Shogun do Shogunato Tokugawa. Ela sobe ao mais alto posto dentro do Ooku, o palácio interior do castelo de Edo, onde as mulheres relacionadas com o Shogun reinante residiam. Iesada morre logo após seu casamento e Atsuhime assume o nome Tenshoin com a idade de 23 anos tendo que assumir diversas responsabilidades.


A Chef of Nobunaga

Ken não se lembra de quase nada, mas sabe que veio do futuro e que é um cozinheiro. Ele não se lembra do próprio passado e nem como chegou no período Sengoku (Século XV). Durante sua estada na era Sengoku, ele é confundido com um espião e salvo por Natsu, um ferreiro local. Agora ele deverá usar a sua culinária para poder sobreviver nesta época de guerras dominada por Oda Nobunaga.

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Já os dramas coreanos são chamados de sageuk. Muitos desses sageuk são tragédias ou histórias épicas situadas numa época muito antiga. Como sugestões de sageuk, posso citar várias... os dramas históricos costumam fazer muito sucesso pela riqueza dos detalhes das roupas, dos cenários e da verossimilhança com a realidade daquela época.


Empress Ki

Empress Ki conta a história de uma imperatriz que viveu na era Gorye, focando, sobretudo, em seus amores e em suas batalhas, mostrando como eles terão forte influência na Dinastia Yuan. 


Sword and Flower

A história se passa na era Goguryeo. O rei Yeong Ryu trama matar o general Yeon Gaesomun, cujo poder e influência estão rapidamente ultrapassando seu trono. No entanto, quando Yeon Gaesomun descobre a estratagema, mata todos os envolvidos, incluindo o rei, assumindo seu lugar e se tornando um ditador militar. A filha de Yeong Ryu, a princesa Moo Young jura vingar a morte de seu pai, mas ela acaba se apaixonando pelo filho de seu inimigo.


The Moon that Embraces the Sun

A história de amor entre Lee Hwon e Yeon Woo, mas que é atravessada por uma tragédia. Lee Hwon deve assumir seu papel de rei e Yeon Woo desaparece. Anos mais tarde, uma xamã misteriosa aparece, no entanto, ela e o rei têm muito em comum do que poderiam imaginar.


É óbvio que não tem como eu sair enumerando os numerosos sageuk para vocês assistirem, mas além dos que citei acima, deixarei alguns outros títulos para quem se interessar: Faith, Gu Family Book, Iljiimae, Maids dentre outros.

E se você se interessou pelos dramas épicos, tem o site do Dramas Épicos voltado para esse tipo de conteúdo e muitos desses dramas/doramas podem ser encontrados no Viki ou no DramaFever. Super recomendo que vejam Empress Ki, estou surtando a cada episódio. E até a próxima, amores... Ja ne.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Enciclopédia Animangá - Dandere e Kuudere

Mais uma curiosidade para vocês.... há uns meses atrás, falei numa postagem sobre a diferença entre yandere e tsundere, mas além desses dois tipos de "deres", temos mais dois: as personagens dandere e kuudere.

Para esclarecer algumas coisas, "dere" é um termo japonês utilizado para demonstrar afeto e é sempre usado com outro termo para designar um conjunto de afeto. Nesse caso, Dandere significa aquela personagem que tem uma personalidade calma, mas é um pouco antissocial, o que a faz alternar entre sua postura antissocial e amável. Muitas vezes, essas personagens são doces, embora não demonstrem qualquer emoção.

Exemplos de personagem dandere, temos a Nagato Yuki, da série de light novels, Suzumiya Haruhi no Yuuutsu, escrita por Tanigawa Nagaru e ilustrada por Ito Noizi.



E também o Tetsuya Kuroko, do mangá shounen, Kuroko no Basket, do mangaká Fujimaki Tadatoshi.



Já o termo Kuudere, diz respeito àquele personagem que a priori parece frio, que não demonstra seus sentimentos nem sua verdadeira personalidade, mas que no fundo no fundo é um amor de pessoa, sobretudo, nos seus momentos de fraqueza, o que faz com que cative os demais.

Exemplos de personagem kundere é a Shirayuki Mizore, do mangá shounen, Rosario + Vampire, do mangaká Ikeda Akihisa.



E também a Iwasaki Minami, do mangá yonkoma (tiras com quatro quadros), Lucky Star, de Yoshimizu Kagami.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Enciclopédia Animangá - Classificação dos formatos de publicação dos mangás

Parece até estranho falar isso, até porque aqui no Brasil não existe tão bem delimitada essa divisão. Muitos até podem confundir com a classificação por gênero e idade, mas quando me refiro ao formato dos mangás, quero dizer que essa postagem irá falar sobre como são classificados os mangás no Japão de acordo com o formato em que são publicados, ou seja, em mangás, tankoubon, bunkoban etc. Então, vamos lá... Ah, gomen ne pelo desaparecimento, mas passei por alguns perrengues na minha vida, como problemas de saúde, perda de um emprego, tentativa de abrir um negócio, enfim... mais três outros blogs para manter e sem mais choro nem vela, vamos ao que interessa... Saudade de postar aqui no Animangá, minna... Saudade de vocês \\o

Formato Mangá

Os mangás, no Japão, geralmente são aqueles que são publicados primeiramente em revistas de mangás, como a Cookie, a Betsuma, a Shounen Jump, etc. Essas publicações costumam ser mensais ou semanais. Numa mesma revista, são publicados vários capítulos de várias séries diferentes, cada capítulo pode apresentar diversas páginas. Como são publicados em revistas, muitas delas são feitas de papel de jornal, o que faz com que comumente, elas sejam descartáveis com o tempo.

Formato Tankoubon

Esse formato é o mais comum aqui no Brasil, já que os volumes das séries publicadas aqui são tratadas como tankoubon, ou seja, seria quando os capítulos de um mangá (outrora publicado numa revista) são compilados em volumes. No entanto, no Japão, tankoubon significa o mesmo que livro completo como um todo sem necessidade de fazer parte de séries, ou seja, teoricamente, eles não são especificamente livros de mangá, eles costumam versar sobre diversos temas, como fotografia, economia, dicas de beleza etc. Mas a indústria dos mangás insiste em usar o termo para publicações em formato brochura com capa dura. O que não necessariamente é assim.

Formato Bunkoban

O formato bunkoban ou apenas bunko é o mais usado para as publicações de romances no Japão. São geralmente publicações em tamanho A6 (105 x 148mm), mais espesso que o formato tankoubon e impresso num tipo de papel mais fino, porém de alta qualidade. Por serem mais espessos e maiores, os volumes costumam ser menores. Mangás como Omae ga Sekai wo Kowashitai Nara, da mangaká Fujiwara Kaoru, no formato tankoubon tem 3 volumes, mas no formato bunko teve apenas 2. Outro exemplo é a série Boku no Chikyuu wo Mamotte (mais conhecido como Please, Save the Earth), da mangaká Hiwatari Saki, que na versão tankoubon teve 21 volumes publicados, na versão bunko 12 volumes e na versão aizouban apenas 10.



Formato Aizouban

Esse formato é aquele destinado para colecionadores, digamos assim. Costumam ser mais caros, pois têm artigos a mais que as versões usuais. Como eles são itens pensados em colecionadores, esse formato possui capas especiais desenhadas especificamente para esta edição, é usado papel especial de qualidade superior, além de outros extras, como estojos para proteção etc. Além disso, outro fator encarecedor é o fato de que os mangás em formato aizouban têm uma tiragem limitada. Literalmente, faz com que muitos colecionadores arranquem os cabelos... eu mesma, até hoje sofro porque perdi o volume 4 de Kimi ni Todoke e nem era vendido em versão para colecionador.

Formato Kanzenban

Não muito diferente do aizouban, o kanzeban são edições especiais, mas não chegam a ser para colecionador. Costumam ser versões que prezam pela integridade do conteúdo e não do volume. Diferente do tankouban, os kanzenban vêm ilustrados e com conteúdos extras. Cada capítulo possui uma capa diferente, geralmente, colorida. Assim como o formato bunko, suas páginas costumam ser publicadas em tamanho A5 (148 x 210 mm), ou seja, uma série longa no formato kanzenban, terá menos volumes. Apesar de ser um formato destinado para lançamentos especiais, é possível encontrar mangás populares nesse formato.

Formato Wideban

O formato wideban ou waideban é publicado em tamanho A5 e, diferentemente, do tankoubon, são edições usadas para publicação de mangás josei e seinen. Ou seja, após o mangá ser concluído na respectiva revista que publica a série, os capítulos são reunidos e serializados em formato wideban. Os tankoubon, comumente, são os formatos mais comuns em publicações de shoujo e shounen. Entretanto, alguns seinen ou josei podem ter sido publicados anteriormente no formato tankoubon, então, quando republicados em formato wideban, a versão wideban terá menos volumes que a versão anterior em tankoubon, pois as versões no formato wideban contêm mais páginas por volume.

Formato Shinsouban

Os formatos shinsouban são bem fáceis de reconhecer. Se assemelham bastante aos tankoubon, entretanto, a diferença entre ambos é que um mesmo volume possui duas capas diferentes. Um exemplo mais prático disso é a publicação de Rosario+Vampire, do mangaká Akihisa Ikeda, em que a série muda as capas e o traço dos personagens ao longo das publicações. No Ano I, que contém 10 volumes, o traço e as capas são bem diferentes das que vêm impressas nos mangás que integram o Ano II, que contém 14 volumes. Outro exemplo é o que a JBC está fazendo com a reedição do mangá Love Hina, de Ken Akamatsu, no qual as capas de frente e trás são diferentes em casa volume novo lançado.

Formato Soushuuhen

Esse formato é bem interessante e curioso. Ele não é bem um formato, é uma criação da Shueisha. Surgiu mais ou menos em meados de 2008. Nesse formato, há mais páginas que o tankoubon normal, algumas são coloridas, além de ser publicado em tamanho B5 (176 x 250mm), o formato soushuuhen traz alguns extras sobre a história com direito a pôsteres e entrevistas. Esse formato é muito usado em publicações de mangás populares em lançamento, como One Piece e Naruto (este último já concluído). Para fãs inveterados que gostam de economizar, o formato soshuuhen é bastante econômico, para ser ter uma ideia, quando a história de Naruto - parte 1 foi publicada no formato tankoubon, foram publicados 27 volumes, já no formato soshhuhen, a história foi publicada em apenas 8.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Enciclopédia Animangá - Tsundere e Yandere

Konbanwaaa... meus chibis lindos, como vocês estão? Pois então, como estão sendo as férias de vocês? As minhas já estão acabando, muito triste isso, mas fazer o quê? Como minha vó diz, "quem é cativo não ama". No mais, vamos ao que interessa... Hoje, para a sessão Enciclopédia Animangá eu trouxe dois termos muito comuns em mangá e animes: os personagens considerados Tsundere e Yandere (só deixando claro de antemão, tsundere e yandere possuem significados contrários).

Tsundere (ツンデレ) é o termo em japonês utilizado para definir a personalidade daqueles personagens que inicialmente parecem agressivos, mas na verdade se tornam amáveis inesperadamente. A palavra tsundere é formada pela onomatopeia tsuntsun que significa "frio, brusco" e pelo termo deredere que significa "tornar-se amável, amoroso". Para garotas, o termo relacionado é tsundereko.

Como exemplo de personagem de personalidade tsundere, podemos citar a Tsumiki Miniwa, do mangá/anime Acchi Kocchi.




Yandere (ヤンデレ) é o termo japonês usado para definir o oposto de tsundere. Os personagens com personalidade yandere, parecem inicialmente super amáveis e gentis, mas na verdade, são extremamente vilânicos e agressivos. Um exemplo disso é a Gasai Yuno, do mangá/anime Mirai Nikki.




Então, meus amores, por hoje é só... Até a próxima, espero que tenham gostado da postagem... sugestões de postagem para a sessão Enciclopédia Animangá, deixe nos comentários... kissus... Ja ne...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Enciclopédia Animangá - Manhua, Manhwa, Mangá

Quando se fala em histórias em quadrinho orientais, nos vem logo à cabeça os mangás. Aliás, poucas pessoas sabem que existem diferenças entre as histórias em quadrinho orientais, afinal, no Japão, Coreia e China existe uma tradição milenar e cultural que os separa anos-luz em quase tudo, logo, por uma questão de lógica, é esperado que cada país tenha sua forma particular de fazer cartoon e HQs.  

Logo, podemos dizer que:

No Japão são publicados MANGÁS;
Na Coreia MANHWAS e;
Na China MANHUAS.

Além das diferenças culturais, já que vira e mexe, é mais comum do que se imagina a inserção de elementos folclóricos em cada obra (o que para pessoas leigas, requer conhecimento sobre isso, se não, pode comprometer a sua leitura), há outras diferenças importantes. Vamos conhecê-las?

Manhua:

O manhua é o hq feito na China. Os manhuas são classificados em infantis, de ação e políticos. Além disso, o sentido de leitura é da esquerda para a direita, ou seja, obedece o sentido de leitura ocidental (o nosso).

Sobre o traço, os manhuas costumam ter personagens mais realistas, ou seja, cujas feições se aproximam ao máximo da realidade. Outro detalhe é que as histórias costumam ser, em sua maioria, todas coloridas. Como exemplo, podemos citar China Girls e Fated to Love You. Todas as páginas são coloridas e os personagens são caracterizados o mais próximo possível com os traços reais. Outros exemplos de manhuas são: School Shock e The Ravages of Time.




Manhwa:

O manhwa é o hq coreano. Ele é dividido em histórias para meninos e meninas e para jovens adultos. Assim como os manhuas, o sentido de leitura também obedece o sentido ocidental: da esquerda para a direita.

Nesse tipo de hq, os traços apresentam os rostos dos personagens com feições exageradas e olhos bem marcantes. Apesar de o rosto ser exagerado, o desenho do corpo adota proporções mais fiéis aos corpos reais. No entanto, os corpos são bem esbeltos e esguios. Os manhwas costumam ser totalmente coloridos e, muitos deles, são postados diretamente na net, ou seja, os webtoons. Alguns exemplos de manhwas, podemos citar: Savage Garden, Nineteen, Twenty-One (webtoon), Tarot Café, Full House, Hot Blooded Woman, etc.



Mangá:

Mais famoso e bem mais conhecido que os citados acima, os mangás são escritos no Japão e costumam ser classificados em gênero, quase nunca por temas. Como já vimos sobre isso aqui, mas só relembrando, os mangás são classificados em kodomo, shoujo, shounen, josei e seinen.

Os traços são os mais diversos possíveis, os mangakás usam e abusam disso. Além disso, diferente dos manhwas e manhuas, o sentido de leitura do mangá é o oriental, da direita para a esquerda. Outra coisa é que nos mangás, é comum aparecer nudez, o que não ocorre com frequência nos manhwas e manhuas e os olhos dos personagens são bem característicos. Além disso, outro detalhe particular ao mangá é que os ideogramas que aparecem nos quadrinhos não só representam onomatopeias, como também fazem parte da arte.



Como exemplos de mangás, você pode bisbilhotar aqui no blog e encontrar várias sugestões. Agora ficou mais fácil entender esse mundinho que a gente tanto ama... Até a próxima, meus queridos... Ja ne!!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Enciclopédia Animangá - Webtoon

Acho que muita gente não sabe o que é webtoon... até um tempão atrás, eu também não sabia. Mas um dia desses, conversando com uma amiga minha, eu comentei para ela do dorama Flower Boy Next Door que eu estou tentando terminar de ver e disse também que ele era baseado num webtoon, ela logo arregalou o olho e perguntou o que era mais esse nome esquisito dos tantos que eu falava. E por ver que ela não sabia pensei que muito mais gente também poderia não saber, por essa razão, resolvi esclarecer o que seria isso (risos).

Webtoon I Steal Peeks at Him Every Day, de Yoo Hyun Sook.

Webtoon (junção de web+cartoon = webtoon = desenhos animados online) são histórias em quadrinhos distribuídas gratuitamente na rede. É o mesmo que webcomic, mas esse termo não é muito comum na Coreia do Sul. Os webtoons são direcionados para um público mais jovem, no entanto, isso não impede que sejam lidos por pessoas mais velhas. Os webtoons são oferecidos por diversos sites, mas são encontrados, sobretudo, em sites coreanos. Eles podem conter apenas desenhos ou animações, mas são em sua maioria bastante coloridos.

Apesar de não ser tão badalado assim e de não ganharem a mesma atenção que o K-Pop e o K-Drama recebem, muitos acabam virando filmes ou doramas. Podemos citar como exemplos disso, o filme The Cat Funeral, que é baseado no webtoon homônimo e o drama Flower Boy Next Door que é baseado no webtoon I Steal Peeks at Him Every Day, da cartunista Yoo Hyun Sook. Apesar de alguns virarem filmes ou dramas, alguns só são webtoons, como é o caso de Nineteen, Twenty-One, que é ótimo!

domingo, 5 de outubro de 2014

Enciclopédia Animangá - Otaku, Otome, Fujoshi, Fudanshi, Yuriko e Fuyuri

Já falei numa postagem anterior sobre os tipos de gêneros mais comuns nos mangás e animes. Tanto sobre Kodomo, Shoujo, Shounen, Josei, Seinen e os subgêneros Hentai. Agora resolvi falar um pouco sobre o público que curte cada um deles, digamos assim...

Kona-chan... ícone otaku de Lucky Star.
Qualquer fã de anime/mangá que se preze é chamado de Otaku (おたく), o termo surgiu inicialmente quando o humorista e escritor Akio Nakamori observou que o termo era muito usado por fãs de animes e mangás. Após perceber isso, a palavra se popularizou em 1989, depois que Akio a mencionou em um de seus livros. Apesar disso, um serial killer que estuprava jovens mulheres e era viciado em animes e mangás, disse se inspirar nas histórias que lia para cometer seus crimes.

Por causa disso, a palavra se tornou um tabu no Japão. Aos poucos, o termo passou a ser reutilizado novamente para designar a pessoa que gosta de alguma coisa exageradamente, mas com sentido pejorativo. O termo Otome (乙女) não é o feminino de Otaku, mas é usado como se fosse. De qualquer forma, Otome significa virgem, donzela, "mulher pura". Apesar da divergência do uso dessa palavra como feminino de Otaku, a razão disso pode ser por causa dos Otome Games, que são jogos voltados para o público feminino.

Apesar de Otaku ser uma pessoa que gosta bastante de animes e mangás, nem todo Otaku gosta de hentai. Para os fãs desse gênero, sobretudo, dos subgêneros Yaoi e Yuri, existem termos específicos para designá-los.

Fãs apaixonadas por Yaoi, são comumente chamadas de Fujoshis (腐女子), no entanto, vale salientar que a origem do termo é pejorativa, pois a palavra é empregada para designar garotas/mulheres jovens que gostam de histórias que tratam de conteúdo homossexual entre homens. Fujoshi também pode significar moça estragada ou simplesmente louca, pervertida e estressada. O correspondente masculino do termo é Fudanshi (フダンシ).

Já os fãs de Yuri, também recebem outro termo para especificá-los. Como a palavra Yuri significa, literalmente, lírio, as fãs de yuri são chamadas de Yuriko (ユリコ), que significa filhas do lírio, não é um nome lindo para fãs de histórias de amor entre garotas?... Já os rapazes que são fãs do gênero, por sua vez, são chamados, de Fuyuris (フユリ).

Então é isso, minna... Se você tem alguma dúvida sobre alguma coisa do universo dos animes/mangás/doramas etc... é só mandar um e-mail com o seu pedido para kawaachann@gmail.com que eu posto aqui. Então, até a próxima e por hoje é só... Ja ne!!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Enciclopédia Animangá - Ilha Jeju, o paraíso dos doramas

A Ilha Jeju (제주도) é um dos cenários mais comuns nos dramas coreanos. Quem já assistiu aos dramas Lie to Me, Boys Before Flowers, Heartstrings (ou You've Fallen for Me), Secret Garden, Scent of a Woman, My Girl, Dream Journey in Jeju etc., já pôde contemplar as belas paisagens dessa pequena província que é a maior ilha da Coreia do Sul, possuindo 1845,55 km² e aproximadamente 560 mil habitantes.




A ilha Jeju é considerada uma província autônoma desde 1946, após se separar da província de Jeolla Sul. Entretanto, em 1 de julho de 2006 a ilha Jeju foi elevada à província especial autônoma, a única na Coreia a ter esse título.

A ilha Jeju está localizada no Estreito da Coreia, ao sul da península coreana. A ilha Jeju é de origem vulcânica e é considerada o ponto mais extremo do país.




A economia da ilha é voltada para o turismo, sobretudo, por causa de suas paisagens naturais. Além disso, a Ilha Jeju foi candidata, em 2007, a ser uma das sete maravilhas da natureza, infelizmente, não ganhou o título, mas as imagens falam por si só.

sábado, 21 de junho de 2014

Enciclopédia Animangá - O gênero Sci-fi ou Ficção Científica

Quando falamos em ficção científica imaginamos imediatamente cientistas malucos e suas mirabolantes experiências. Certamente, nem todo mundo é fã desse gênero, mas o gênero Sci-fi (abreviação do termo em inglês Scientific Fiction) nem sempre trata de cientistas malucos e de experiências sem pé nem cabeça.

Q01, robozinho do filme Hal.

Temas como robôs, máquinas vivendo em harmonia com os seres humanos, reprodução artificial sem contato sexual entre homens ou mulheres, futuros longínquos onde a tecnologia é super avançada também contam como temas e panos de fundo para histórias que tratem de ficção científica, um exemplo bem sutil do gênero Sci-fi é o mangá Made in Heaven - Kazemichi. Só percebemos que se trata de ficção científica porque sabemos que é impossível alguém ser transformado num robô e ainda ser humano, sem mencionar que a história não se passa num futuro distante, tipo 2245, por exemplo.

O que difere o gênero Sci-fi do fantasia é que para que seja Sci-fi tem que haver algum fator ou elemento que envolva ciência. Um gênero Sci-fi pode parecer fantasia? Pode, mas lembrando que tem que haver um motivo científico para ser ficção científica. Pode ser os dois, claro, por que não? (risos).

Video Girl Ai.

A origem do gênero surgiu com a publicação de obras clássicas, como as histórias do francês Júlio Verne e da inglesa Mary Shelley, autora do célebre Frankenstein, e tudo isso graças aos avanços tecnológicos de cada época, afinal, é preciso tirar inspiração de algum lugar, não é mesmo?

Histórias que envolvem fantasia ou sobrenatural, às vezes podem se confundir entre si e serem confundidas com ficção científica, mas como dito anteriormente, só é ficção científica se houver uma explicação científica ou um motivo científico para que algo aconteça ou exista dentro da história... Mais sugestões, enviem email para animangahouse@gmail.com ou acessem o catálogo do blog para encontrarem sugestões de leitura =D

Alguns exemplos de Sci-fi que você pode encontrar aqui no blog, além de Made in Heaven - Kazemichi são: Hal, Video Girl Ai, Ergo Proxy e Chobits.

Chobits.
Ergo Proxy.
 

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